Escolha a citação que preferir

Todas são de uma das maiores mestras da literatura mundial, Marguerite Duras.

E todas são sobre isso que tanto todos aqui amamos fazer: escrever.

Escolha uma ou fique com todas. Seja como for, certamente os pensamentos abaixo abrilhantarão, e muito, o dia :-)

Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído.

Os homens gostam das mulheres que escrevem. Pensam-no, mas não o dizem. Um escritor é um país desconhecido.

Se eu não tivesse escrito teria me transformado numa alcoólatra sem cura.

Posso dizer o que quiser, nunca saberei o motivo pelo qual se escreve, nem como não se escreve.

Caminhais em direção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros.

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Clube de Autores começa a distribuir livros impressos na Estante Virtual

Desde o começo desta semana, todos os livros impressos publicados no Clube (cuja distribuição tiver sido autorizada pelos autores) já estão disponíveis na Estante Virtual.

A partir desta semana, começamos efetivamente o processo de distribuição para muitas das maiores livrarias online do Brasil – o que deve multiplicar substancialmente o tamanho da audiência dos livros publicados aqui no Clube.

A partir desta semana, os livros publicados aqui no Clube deixam o nosso próprio ambiente, a nossa própria loja, para ganhar o mundo.

A partir desta semana, uma nova história começa a ser escrita para os autores independentes brasileiros.

A Estante é apenas a primeira livraria. Ainda haverá outras – muitas outras – que começarão a disponibilizar os nossos livros em uma questão de dias.

Parabéns a todos vocês. Parabéns a todos nós.

Quer saber se seu livro está lá na Estante? Simples: clique aqui (www.estantevirtual.com.br) e busque-se :-)

Para entender melhor as regras de distribuição, veja o texto abaixo:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

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Papel Pólen (amarelo) disponível no Clube!

Essa era uma demanda antiga, muito antiga dos autores – e finalmente conseguimos viabilizá-la aqui no Clube!

Desde o começo da semana passada, começamos a disponibilizar a opção de papel pólen (aquele amarelo) para os livros. Ele se juntará, portanto, a uma opção grande que inclui papéis offset e couché, de diferentes gramaturas, para que os livros fiquem com o formato que o autor preferir!

Há apenas uma questão importante aqui: livros que já estiverem publicados não podem ter seus tipos de papel “trocados” no site. O motivo é relativamente simples: como cada papel tem a sua gramatura específica, trocar a opção de um livro já publicado acabaria forçando todo um novo cálculo de lombada (pois a gramatura das folhas impacta diretamente no tamanho da lombada), de peso, de tabela de fretes etc. Nesses casos, a única opção é publicar um livro novo, começando o processo novamente como se ele não estivesse no ar antes. O autor pode, no entanto, deixar ambas as opções disponíveis no ar para que o leitor escolha (evitando perder assim o histórico de vendas e selos da sua obra).

Enfim, essa é a boa nova da semana :-)

Teremos mais em breve!

 

 

 

 

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Escritores brasileiros são abençoados

Em que outro lugar do mundo, afinal, escritores podem dizer que vivem dentro de um enredo de realidade fantástica como aqui no Brasil?

Em que outro país se pode acompanhar, em tempo real, capítulos lisérgicos de tramas pesadas, revoluções maquinadas, corrupções deslavadas, como aqui?

Em que outro local escritores podem se inspirar nos tantos perfis dantescos que se fazem onipresentes nos nossos noticiários?

Em que outra pátria se pode ver mudanças tão abruptas serem encadeadas, umas atrás das outras, impulsionando guinadas estonteantes nos já tão complexos enredos?

Só aqui.

Só no Brasil escritores podem acordar como um Gregor Samsa moderno, vendo-se subitamente metamorfoseados em personagens de uma história que, por pouco, não ultrapassa as fronteiras da própria ficção.

Iria adiante: se é verdade que a arte imita a vida, o Brasil será responsável por empurrar as fronteiras da ficção do futuro por mares nunca dantes navegados.

De novo.

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O escritor persistente e a culpa do mundo

Certa vez, quando estava começando a minha carreira com a Internet, ouvi de um potencial cliente que ele não investiria em marketing digital porque, quando o fizera no passado, não tivera resultado algum. Sua conclusão: o problema estava na Internet, que não funcionava tão bem quanto a mídia costumava alardear.

Achei uma conclusão curiosa: em nenhum momento, afinal, esse empresário cogitara a possibilidade do erro ter sido da sua campanha de marketing, e não da Internet como um todo.

Tempos se passaram, entrei no mercado editorial, mudei de público mas, ainda assim, continuo testemunhando o mesmo tipo de comentário. Dia desses, por exemplo, respondi uma crítica a concursos literários aqui no blog. “Concursos não funcionam: já participei de um monte deles e nunca ganhei nada!”. Fiquei aqui me perguntando: o problema é de 100% dos concursos ou deste um livro que, por algum motivo qualquer, não foi escolhido pelos jurados plurais?

Quem publica um livro e está disposto a batalhar pelo seu lugar ao sol precisa entender, antes de iniciar a empreitada, que não será tarefa fácil. Há leitores em potencial? Sem dúvidas: por mais que o brasileiro não leia tanto quanto um sueco, o tamanho da nossa população, de longe, compensa a equação mercadológica. Mas, ainda assim, há muita, muita obra de qualidade pelo Brasil.

Sim, a sua será mais uma – por mais brilhante que seja. Dificilmente ela será “descoberta” a passe de mágica. Dificilmente ela venderá sozinha, bastando que você a publique e espere os louros. Vou além: dificilmente ela renderá boas críticas, seja de leitores ou literatas, se você não trabalhá-la com o mesmo zelo que um ourives.

Há pre-requisitos, a meu ver, para que um livro tenha sucesso. Ele tem que estar publicado? É óbvio – mas esse é um problema que o Clube já resolveu faz tempo. Ele tem que estar distribuído? Sim, claro – mas basta que esteja na Internet, acessível às dezenas de milhões de consumidores que já migraram seus hábitos de compra de literatura das prateleiras para os navegadores.

Mas há outros. O livro precisa ter uma boa capa: sem ela, ele dificilmente chamará a atenção. Precisa ter uma sinopse bem escrita: ninguém comprará nada sem saber direito o que é. Precisa ter seu português revisado: profusões de erros gramaticais e ortográficos em livros são como suicídios mercadológicos.

Precisa ter ISBN, garantia de distribuição em pelo menos algumas livrarias.

Precisa ter sido lido por algum crítico em quem o autor confie, por alguém que tenha a capacidade de fazer apontamentos fundamentais para melhorar o texto.

Precisa de exposição, de uma campanha de marketing próprio que inclua lançamento, anúncios no Google ou no Facebook, participação em concursos etc. Pode ser que a campanha falhe? Óbvio que sim: não há campanha infalível. Mas é fundamental aprender com os erros, calibrar a dose dos anúncios, ajustar os rumos do próprio marketing. “Mas marketing não é o que sei fazer”, dirão muitos escritores. Pois aprenda. Se quiser ter sucesso neste mercado, não há alternativa.

E ainda há o imponderável: mesmo que faça tudo certo, mesmo que tenha seguido à risca todo o receituário de sucesso, é ainda possível que tudo dê errado. A culpa é do mercado? Não. Afinal, pode ser que os leitores simplesmente não tenham gostado da proposta do seu livro, algo sempre difícil para um escritor aceitar. Aprenda com isso também. Para o próximo.

Com tantos contras, com tantas barreiras de acesso, por que então persistir?

Porque somos escritores. Porque escrever, afinal, é o que faz o nosso sangue pulsar, o que alegra os nossos dias e inspira cada uma das nossas ações.

E, se escrevemos, é porque acreditamos no sucesso dos nossos textos, dos nossos livros. É porque acreditamos que há, nas palavras que costuramos ao papel, algumas lições de sabedoria que o mundo todo precisa saber.

Um escritor é, sobretudo, persistente na busca dos seus leitores. Continuemos assim.

Casos de insucesso sempre existirão – e possivelmente nós mesmos faremos parte de uns ou outros. Mas vestir-se do pessimismo de quem acha que bons resultados são impossíveis só porque uma meia dúzia de experiências pessoais passadas resultou em fracasso, ignorando que tantos outros autores conseguiram alcançar seus públicos, é de um desserviço egoísta totalmente desnecessário.

Se me permitem uma dica de alguém que acompanha, há anos, os destinos de dezenas de milhares de livros publicados aqui no Clube, deixo-a aqui: persista, mas sempre mantendo os olhos abertos. Seja autocrítico e esmere-se em seu livro para que ele seja tão brilhante do lado de fora quanto o é do lado de dentro.

É certeza de sucesso? Não. Mas agir de qualquer outra forma é, sem dúvidas, certeza de fracasso.

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