Que livrarias revendem os livros do Clube de Autores?

Temos recebido essa pergunta com alguma frequência – o que é natural dado que, hoje, estar presente na maior gama possível de livrarias online é fundamental para garantir mais vendas.

Vamos além, até: hoje, cerca de metade das vendas de livros do Clube acontecem nessas livrarias.

Entenda isso, portanto, como uma das maiores – senão a maior – vantagem que oferecemos a todos os escritores: somente aqui, no Clube de Autores, um livro autopublicado consegue ser distribuído em tantos sites sem que você precise pagar nada a mais por isso.

Isso significa que basta publicar o seu livro e ele irá automaticamente para todas as livrarias?

Não.

Algumas livrarias – como Cultura e Amazon, por exemplo – exigem que o livro tenha ISBN (que você pode saber como tirar clicando aqui).

E, sim, isso significa que seu livro deve ter o registro de ISBN. Até porque, convenhamos… se você já se deu ao trabalho de escrever uma história, por que evitaria cumprir uma burocracia simples e barata e que garantirá exposição dela ao mundo?

Separamos, abaixo uma lista de livrarias e requisitos de distribuição delas – mas temos também uma página que fala exatamente sobre isso e que sempre estará atualizada.

Vale conferir!

 

 

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Como escrever um livro de sucesso

Quais os segredos para que o seu livro seja um sucesso?

Muitos se perguntam como, exatamente, os grandes escritores do mundo conseguiram se sagrar best-sellers e se alçar ao posto de grandes influenciadores do pensamento humano.

Há, é claro, o óbvio: a qualidade dos seus textos. Não há história que resista a um texto ruim, mal escrito, com personagens frágeis e tramas desconexas.

Mas se tudo dependesse apenas disso, grandes autores jamais teriam colecionado fracassos.

J. K. Rowling, a “mãe” de Harry Potter, foi rejeitada por 12 editoras antes de conseguir ser publicada. “Tempo de Matar”, de John Grisham, foi rejeitado por nada menos que 27 (!!!) editoras. “Carrie”, de Steven King, foi ainda pior: teve 30 rejeições. Aliás, dê uma olhada nessa listinha daqui para ter uma dimensão maior.

Todos eles, vale ressaltar, tinham as óbvias qualidades literárias que acabaram transformando-os em alguns dos maiores best-sellers da história da humanidade.

A primeira conclusão a que podemos chegar? Qualidade literária é fundamental, mas não é a única coisa que importa. O que mais um autor deve considerar?

1. Sonhe grande

Sabe a diferença entre um objetivo gigantesco e um pequenininho? O efeito deles.Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.

Não tenha medo de sonhar em ser um best-seller. Ao contrário: nutra esse sonho, incentive-o, acredite nele custe o que custar. Até porque, convenhamos, se você não acreditar em si mesmo, como espera convencer um leitor?

Tem mais: só um sonho grande te forçará a agir de acordo, o que nos leva ao segundo ponto.

2. Tenha um plano claro

Onde, exatamente, você quer chegar? Se isso não estiver claro, se a ideia for apenas publicar e esperar os ventos e as marés trazerem resultados, esqueça: eles dificilmente chegarão. Você precisará assumir o comando do seu negócio – e isso inclui entender que um livro é, sim, um negócio.

E todo negócio precisa de um plano. Como o produto será finalizado? Como ele será lançado? Como ele alcançará influenciadores relevantes? Como ele será distribuído? como você manterá seu público engajado? Quanto você deseja vender e como imagina chegar nesse número?

São, sim, perguntas difíceis e complexas: mas você precisará responder a todas elas caso queira ter sucesso.

3. Publique uma obra de arte

Assegure-se de que o seu livro esteja realmente bom. Isso inclui trabalhar revisão, capa e diagramação, convidar ou negociar o trabalho de algum crítico que você confie e, enfim, transformar a obra em uma obra de arte.

Não sabe por onde começar? Há inúmeras referências na Internet – como essa aqui.  Pesquise, estude, siga as melhores práticas. Evite, sobretudo, cair na cilada de publicar algo “ruim” às pressas só por não saber como fazer para ter algo melhor. Quer um exemplo? Capa. Livros vendem pela capa – isso é tão verdade que virou até piada em círculos literários. De que adianta você correr para lançar o seu livro se uma das principais forças de venda dele – a capa – estiver ruim?

Isso deve fazer parte do seu plano, diga-se de passagem. Você precisa de uma capa boa. Como consegui-la? Pode ser com algum amigo artista, contratando algum profissional, negociando com alguma agência etc. Há inúmeras formas e, sim, você terá que se virar para descobrir a sua. O que você não pode ou deve fazer é ignorar e lançar algo “de qualquer jeito”. Traduza sempre o “de qualquer jeito” por “de jeito nenhum” e tenha claro de que não adianta nada cumprir um prazo de publicação para colocar algo que ninguém lerá no ar.

Nesse sentido, recomendamos que veja esse checklist aqui com tudo o que seu livro precisa para ficar pronto, finalizado.

4. Organize seu lançamento 

Sim, um lançamento é importante. Mais: ele é fundamental. Organize o seu. Há inúmeras opções para isso como fazer uma parceria com livrarias ou mesmo cafés ou bares locais. Tenha em mente o óbvio: você levará pessoas – os seus convidados – para esses lugares. E pessoas consomem – o que é precisamente o que todos os estabelecimentos comerciais buscam.

Esse post aqui pode te ajudar com uma série de dicas relacionadas à organização de um lançamento.

5. Garanta sua distribuição

É fundamental que seu livro esteja disponível no máximo possível de lugares. Garantir que todas as livrarias físicas o exibam não será algo exatamente fácil (ou mesmo viável) – mas isso não é um problema. Por que? Porque o principal lugar que as pessoas vão para encontrar um livro é sempre o mesmo: a Internet.

No caso de livros, isso significa que o seu deve estar nas principais livrarias online do Brasil.

Se seu livro está aqui no Clube de Autores, ótimo: nós já distribuímos para uma imensa gama de livrarias como Cultura, Estante Virtual, Amazon e outras, muitas outras. Para saber como publicar seu livro, dê uma olhada nesse post aqui ou nesse manual de autopublicação

6. Monte um plano de divulgação

Seu objetivo é responder à seguinte pergunta: como as pessoas saberão e se interessarão pelo menu livro? Há n maneiras de se responder a isso – mas o fundamental é que a resposta parta de você.

A própria Internet te dará uma imensa gama de dicas e conteúdos relevantes. Pesquise, converse, discuta, escreva seu plano. Facilitaremos o caminho por aqui: baixe esse guia de divulgação de livro, totalmente gratuito, feito com base em nossa experiência.

7. Permita-se errar, aprenda a acertar

Acredite: não há inovação sem erro. E todo livro novo é, quase que por definição, uma inovação. Por que estamos dizendo isso? Porque existe a possibilidade de alguma ação sua ser o fracasso. O nome do livro pode ser pouco impactante; a capa, mesmo sendo bem trabalhada, pode não chamar a atenção o suficiente; a sinopse pode ser pobre; o evento de lançamento pode ser um fracasso de público por algum motivo qualquer.

Problemas acontecem: aprenda a lidar com eles. Observe o que deu errado e busque a correção, seja alterando o produto em si ou organizando um outro evento.

8. Não fuja dos fatos brutos

Fatos brutos são aquelas realidades que doem. Quando lançamos algo tão pessoal quanto um livro, costumamos quase que caçar desculpas para eventuais fracassos. O livro não vendeu tanto quanto você imaginava? Não perca tempo achando alguém ou alguma coisa a quem culpar. Culpe-se a si mesmo: só assim você conseguirá mudar algo e dar uma guinada nos resultados.

Aceite a realidade que se colocar à sua frente, estude-e, ajuste seu plano para alterá-la.

9. Seja disciplinadamente resiliente

Essa talvez seja a maior das dicas. Sabe o plano que você montou lá no começo? Atenha-se a ele.

Sim, variáveis entrarão em cena, fatos não planejados cairão como bombas pelo seu caminho e problemas surgirão. Conte com isso.

E saiba manusear as suas ações para que elas sempre, sempre sigam em direção aos objetivos que você traçou em seu plano.

Se você fizer isso, garantimos: os resultados virão.

 

 

 

 

 

 

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Conhecendo a humanidade a partir dos 10 livros mais lidos da história

Já começo pedindo desculpas pela generalização, mas afirmo: é possível conhecer toda uma cultura a partir dos livros mais vendidos. Generalizarei mais: se ignorarmos as óbvias diferenças entre cada país (ou mesmo região) do mundo e desconsiderarmos o tempo, é possível traçar também uma espécie de linha que define a essência do ser humano.

Veja esta lista abaixo, com os 10 livros que mais venderam em toda a história da humanidade:

  1. Dom Quixote (Miguel de Cervantes) – 500 a 600 milhões de cópias
  2. O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas) – 200 a 250 milhões de cópias
  3. Um Conto de Duas Cidades (Dickens) – 180 a 250 milhões de cópias
  4. O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupery) – 150 a 180 milhões de cópias
  5. O Senhor dos Aneis (J. R. R. Tolkien) – 150 a 170 milhões de cópias
  6. Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling) – 110 a 130 milhões de cópias
  7. O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie) – 90 a 120 milhões de cópias
  8. O Sonho da Câmara Vermelha (Cao Xueqin) – 80 a 10 milhões de cópias
  9. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (C. S. Lewis) – 75 a 90 milhões de cópias
  10. Ela, a Feiticeira (Henry Rider Haggard) – 70 a 80 milhões de cópias

Sabe o que a maioria dos livros tem em comum? Eles atiçam a fantasia de uma maneira quase escapista.

Dom Quixote cria um universo à parte onde ele é o heroi supremo; o Conde de Monte Cristo cria uma outra personalidade em nome da vingança; o Pequeno Príncipe explora outros planetas; Harry Potter entra em uma escola de mágicos escondida do resto da humanidade; e assim por diante.

A palavra mais comum em todos os 10 livros é uma só: escape. Seja da realidade, seja da vida cotidiana, seja da nossa própria imagem sobre nós mesmos.

O que mais encantou leitores ao longo dos séculos foi justamente a possibilidade de mudar de vida – ainda que em um delírio quixotesco ou em uma fantasia infantil de C. S. Lewis.

Repito: é claro que generalizar a personalidade de toda uma espécie desconsiderando as peculiaridades do tempo e espaço pode ser um exagero grosseiro… Mas, ainda assim, não há como ignorar que o que mais se buscou em toda a história da literatura foram relatos de vidas inexistentes, de fantasias tangibilizadas por meio de tramas bem escritas.

Por essa pequena lista de best-sellers absolutos, fica mais do que claro que o que o homem mais deseja é, talvez infelizmente, deixar de ser o que é.

 

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Não ignore o mar de referências à sua volta

Comentei, no post da quarta passada, sobre a viabilidade de se viver como escritor hoje em dia. Reforço isso aqui: embora não seja uma carreira fácil, ela já não é mais tão impossível quanto no passado.

Mas – e reforço isso aqui também – ela demanda um tipo de entrega total à arte que nem todos os escritores costumam estar dispostos.

É impossível escrever bem se você não lê bem. Aliás, isso não deveria sequer ser uma questão: é um privilégio inenarrável termos, hoje, a possibilidade de ler tanto por tão pouco. Temos ao alcance de todos gênios como Guimarães Rosa, Mia Couto, Tolstoi. Mestres que praticamente refundaram idiomas inteiros e criaram modelos de expressão literária absolutamente revolucionários.

Como sequer querer multiplicar leitores sem antes entender como esses grandes mestres dos nossos e de outros tempos o fizeram? Refazendo a pergunta: para quê desperdiçar essa base tão gigantesca de conhecimento que está ali, ao nosso alcance?

E isso porque estamos falando aqui apenas dos mestres já consagrados.

Há outros: há os escritores independentes que apenas agora começam a criar os seus públicos. E por que eles são fundamentais? Porque a literatura do futuro está sendo desenhada justamente por eles.

Há como ser um escritor incrível sem ser um leitor ávido? É possível, claro – mas não provável. E decididamente não é um caminho que me pareça muito inteligente.

Quer um lugar ao sol junto aos mestres da literatura? Comece pelo caminho mais fácil e óbvio: aprenda com eles.

 

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Vivendo de escritor

Sim, sei que viver (ou sobreviver) como escritor não é exatamente uma tarefa fácil. E, antes que comecem a jogar a culpa no Brasil e em todos os problemas que assolam nosso país, já me antecipo em afirmar que é uma vida difícil em qualquer lugar do mundo. Até na Suécia.

Mais na Suécia do que no Brasil, aliás, porque os nossos 200 milhões de habitantes garantem público leitor bem, BEM maior.

Mesmo assim, mesmo considerando as dificuldades de se construir uma carreira sobre letras no que certamente é o mais competitivo dos mercados artísticos do mundo, o sonho nunca foi tão palpável.

Quem escreve, afinal, escreve de tudo: livros, crônicas, contos, artigos, posts em blogs.

É aqui que entra a magia dos nossos incríveis tempos.

Se você tem algo de relevante a dizer, se tem uma fluidez literária interessante e se tem uma disposição mínima para criar uma presença nas redes sociais, em breve somará um público leitor.

De like em like, de comentário em comentário, esse público tende a crescer desde que você mantenha constância em suas publicações e responda aos feedbacks da comunidade que começará a crescer em torno das suas letras.

Não que isso o transformará em um “influencer”, para usar um dos esdrúxulos termos da moda, capaz de cobrar zilhões de reais por um mísero post. Mas isso te dará o que novos autores mais precisam: um público base.

A partir daí, novas oportunidades comerciais podem surgir a partir dos seus textos – e a chance de um público estar disposto a comprar os seus livros certamente aumentará (até porque você efetivamente terá um público para chamar de seu).

O mais legal de tudo isso? Aos poucos, seus textos poderão passar de atividade coadjuvante a principal em sua vida.

Repito que não é (e, provavelmente, jamais será) um sonho fácil de ser alcançado. Todo grande sonho tem essa mania de ser difícil, de demandar suor e lágrimas até ser alcançado. Mas desde que você tenha perseverança e saiba nutrir (tanto comercial quanto tecnicamente) sua paixão pela literatura, é certamente um sonho extremamente alcançável.

 

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