A salvação da Internet

Há um fluxo de nem sei quantas pessoas por dia no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. São todas, em maior ou menor grau, leitoras.

Todas esperarão seus vôos por pelo menos uma hora, a maioria sentada, sozinha e sem nada para fazer. Há uma opção óbvia: a livraria, aberta desde as primeiras horas da manhã.

Pois bem: o pouco espaço que a livraria dispõe hoje é dividido entre livros sem nenhuma mínima tentativa de curadoria temática, chocolates, revistas e eletrônicos. Aliás, há tão poucos livros que parece até errado chamar a loja de livraria.

A julgar pela sua diminuição de tamanho nos últimos anos, é de se supor também que as vendas não estejam assim tão incríveis – mesmo em um país cujo hábito de leitura cresce tanto anualmente. Faz sentido? Faz.

Como, afinal, entregar a variedade nichada que os leitores de hoje demandam em tão poucas prateleiras? A livraria do aeroporto de Congonhas – da mesma forma que as de todos os aeroportos – é exemplo perfeito disso: mesmo ganhando de presente hordas diárias de leitores em busca de boas histórias para passar o tempo, elas penam para vender livros.

Por que? Porque, hoje, livrarias físicas são excelentes lugares para se passear – mas somente a infinita prateleira da Interner consegue garantir a cada leitor o livro exato que ele procura.

A literatura agradece à Internet.

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Escolha a citação que preferir

Todas são de uma das maiores mestras da literatura mundial, Marguerite Duras.

E todas são sobre isso que tanto todos aqui amamos fazer: escrever.

Escolha uma ou fique com todas. Seja como for, certamente os pensamentos abaixo abrilhantarão, e muito, o dia :-)

Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído.

Os homens gostam das mulheres que escrevem. Pensam-no, mas não o dizem. Um escritor é um país desconhecido.

Se eu não tivesse escrito teria me transformado numa alcoólatra sem cura.

Posso dizer o que quiser, nunca saberei o motivo pelo qual se escreve, nem como não se escreve.

Caminhais em direção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros.

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Clube de Autores chega na Croácia

Olha que coincidência…

Na semana que começamos a divulgar a nossa distribuição em livrarias, um dos autores daqui do Clube, Ivonei Souza Trindade, nos envia uma notícia sobre uma matéria publicada no Total Croatia News sobre seu livro! Uma coisa não tem nada a ver com a outra, claro – mas exemplifica os bons ventos que autores independentes estão sentindo neste ano.

Deixamos, abaixo, o print e o link para a matéria – que recomendo fortemente que leiam, claro.

E, para saber mais sobre o livro, cuja sinopse também deixo abaixo, é só clicar aqui.

Sinopse:

Este trabalho é uma análise sobre o Caso Pavle Strugar no âmbito da proteção de bens culturais em caso de conflito armado. Pavle Strugar foi julgado pelo Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia e condenado a mais de 7 anos de prisão. Obra importante para os que possuem interesse em áreas como direito internacional penal, direito internacional do patrimônio cultural e funcionamento da UNESCO.

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11 coisas que você precisa fazer para lançar o seu livro

Chegam aqui no Clube, diariamente, algumas dúzias de emails perguntando o que um autor deve fazer para lançar o seu livro. Bem… cada caso é único, sem dúvidas, e eu estaria louco se tentasse impor uma espécie de receita de bolo geral.

Ainda assim, me arriscarei aqui a fazer uma espécie de checklist, de relação de itens que eu, pelo menos, considero essenciais para que um livro possa ser considerado pronto.

1) Relê-lo. Livros escritos de uma toada só podem esconder alguns becos sem saída que passaram despercebidos até pelo escritor. Faz sentido: nem sempre sabemos, afinal, como terminará a história que começamos. A possibilidade de haver inconsistências, erros de enredo etc. é muito, muito grande. Quer acredite ou não, não custa nada reler o seu livro.

2) Terminá-lo. Pode parecer brincadeira, mas não é: uma das maiores dificuldades de um livro pode ser justamente terminar a sua primeira versão, evitando a tentação de reescrever cada parágrafo de novo e de novo e de novo. Se você não tiver uma primeira versão pronta, de nada adiantará seguir adiante.

3) Arrume um crítico. Já falei sobre isso nesse post aqui: contratar um crítico literário é muito, muito importante. O papel dele? Ler a sua obra com o olhar de um advogado do diabo. O crítico apontará trechos que ele julgar mal escritos, sublinhará inconsistências que você não percebeu e, enfim, dará uma espécie de parecer geral muito importante. Por isso mesmo, é bom que ele seja alguém em quem você confie bastante – e é fundamental que seja um leitor ávido até para que tenha um bom repertório sobre o qual basear as suas opiniões.

4) Capa. Já falei sobre isso aqui, aqui e aqui. Sem uma capa empolgante, interessante, sedutora, as possibilidades de seu livro serão, no mínimo, reduzidíssimas.

6) Projeto gráfico e diagramação. Sabe quando você pega um livro, abre e vê o texto com fontes minúsculas, espremido e praticamente sem margens? Qual a reação imediata que isso gera? Preguiça. Pois é: a forma do texto precisa ser fluida, interessante, instigante. Fuja da cilada de espremer o conteúdo para reduzir a quantidade de páginas e, consequentemente, o preço. Leitores são, sobretudo, apreciadores de arte – e toda arte precisa ser bem emoldurada, por assim dizer.

7) Ebook. FUNDAMENTAL. Aqui no Clube, 20% de todas as vendas ocorrem em formato eletrônico, seja de maneira direta ou via canais como Google, Amazon, Apple. Um ebook bom precisa ser tecnicamente trabalhado, convertido em formato epub por um profissional que entenda disso. Dica: vá ao www.profissionaisdolivro.com.br : você achará dezenas de pessoas que poderão te ajudar a preços baixíssimos.

8) ISBN, ficha catalográfica etc. Sim, há uma burocracia para isso: mas ela não mata. Você pode contratar um profissional para te assessorar no www.profissionaisdolivro.com.br ou seguir você mesmo as etapas necessárias junto à Biblioteca Nacional mas, seja como for, não deixe de registrar o seu livro.

9) Site. Esse ponto pode não ser absolutamente fundamental… mas ajuda. É importante que o leitor não apenas encontre o livro, mas consiga mergulhar no universo dele, descobrir melhor o autor e ver todas as opções de compra que ele tem. O site pode ser um guia importantíssimo nisso, mesmo porque a probabilidade do seu livro ser vendido apenas via Internet (o que não é, nem de longe, um problema) é imensa.

10) Estratégia de divulgação. OK, aqui confesso que precisarei ser vago. Cada autor tem a sua própria estratégia, possivelmente incluindo a construção de uma audiência prévia em redes sociais, a organização de um evento de lançamento, o envio de exemplares para formadores de opinião. Não vou aqui criar uma receita de bolo: ela não existe. Mas incumba-se da responsabilidade de montar a sua estratégia de divulgação e de acompanhá-la de perto. Acredite: sem isso, não ha livro que seja um sucesso.

11) Publique no Clube de Autores! Ponto óbvio, esse. Na verdade, a publicação pode ser feita em qualquer lugar – mas o Clube de Autores tem vantagens que podem ser consideradas únicas. Além de gratuito para autores, seu livro será distribuído automaticamente pelas maiores livrarias online do mundo, você poderá acompanhar as vendas em tempo real.

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