Estou deixando de ir a livrarias físicas

Eu sempre gostei de passar meu tempo folheando passos em livrarias. Há algo de inspirador em caminhar cercado por tanto conhecimento, por tantas histórias escritas por tantos gênios. Há algo de poderoso em constatar que, no fundo, todos nós, humanos, temos o poder dos deuses de criar mundos, histórias, personagens.

Tradicionalmente, eu caminhava por livrarias, escolhia um livro qualquer, comprava e começava a devorá-lo ali mesmo, no café da loja.

Mas aí algo mudou. Algo essencial, fundamental: parei de encontrar os livros pelos quais me interessava. Curiosamente, há muito mais megastores hoje do que na década passada – mas era muito mais fácil encontrar um título interessante nos anos 90 do que hoje.

Por que? Teriam os bons livros desaparecido? Óbvio que não. Ao contrário: se tem uma coisa que a nossa geração pode se orgulhar é da quantidade de obras de arte que temos gerado todos os dias.

O problema é justamente esse, inclusive: há muito mais obras de arte sendo escritas do que capacidade de exposição das livrarias. O que elas fazem, então, com seus estoques limitados? Limitam-se a exibir os ultra-best-sellers, aqueles que cismam e encantar a todos sem encantar nenhum indivíduo.

Meus hábitos de leitura já fogem das grandes livrarias. Hoje, compre no Clube de Autores, na Estante Virtual, em sites gerais. Compro neles porque, na infinitude da Internet, a probabilidade de eu achar o que quero é de 100%.

Sempre acho. Sempre acabo comprando.

Claro: compras na Internet são mais frias. Não há aquele espaço com cheiro de conhecimento, não há cafés gostosos com poltronas inspiradoras para sentar e ler. Não há nada disso.

Mas decidi ser mais prático e unir o útil ao viável e ao agradável. Se quero uma boa história, compro um livro no maior estoque do mundo, a Internet. Se quero ler em um café, vou a um Starbucks qualquer: sempre há um perto. Se quero sentir o cheiro das páginas… bom… aí é só dar uma boa fungada na história em minha frente.

Simples assim.

Livrarias tradicionais, talvez, estejam ficando no passado. De que servem elas, afinal, se deixamos de encontrar em suas prateleiras o que queremos?

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Livros de surpresa mudando as vidas de quem lê

No domingo passado, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre livros deixados aleatoriamente por ônibus e metrôs de algumas cidades brasileiras.

O intuito era simples: mostrar o quanto a literatura pode surpreender e mudar a vida de quem se dispõe a ler.

Confesso que a única coisa que me entristeceu um pouco foi que, dentre os livros indicados, a maioria era de escritores estrangeiros (mesmo tendo tantos gênios aqui por nossas bandas). Ainda assim, foi uma experiência fabulosa.

Dá vontade de repeti-la por aqui, usando livros do próprio Clube. Né?

Confira abaixo: http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2017/04/23.html#!v/5821310

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De portas abertas para o terror

Calma – não estamos fazendo nenhuma previsão catastrófica por aqui :-)

O título deste post é uma palestra que será ministrada pelo autor Antônio Vorhees, que escreveu O Baú de Maldições (finalista do Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea), na Flipoços 2017.

Como o tema certamente interessa a uma série de autores do gênero cujos livros estão por aqui no Clube, mandamos algumas perguntinhas para o Antônio cujas respostas transcrevemos abaixo. Se você estiver por Poços de Caldas no começo de maio, recomendamos fortemente que participe da sua palestra!

1) O que é a oficina e sobre o que ela tratará exatamente?
A oficina “escrevendo o terror” é voltada para o desenvolvimento de escrita voltada ao terror. É um evento gratuito, mas cuja participação deve ser agendada antecipadamente pelo site do Flipocos (clique aqui).

2) Por que ela é necessária/ importante?
É de suma importancia continuar a desenvolver a literatura de um modo geral e relevante incentivar o desenvolvimento do genero “terror” de modo particular.

3) Como ela acontecerá?
Serão abordadas técnicas e dicas para um bom enredo que compõe uma historia de terror. Tambem haverá um mini concurso de contos de medo onde o melhor leva um voorheeskit (com livro, caneca, marcadores e bloco de anotacoes).

4) Para quem se destina?
Para qualquer pessoa que queira aprender ou aperfeicoar sua escrita dentro do gênero.

5) Quando acontecerá?
Dia 5 de Maio as 18:00Hs na Biblioteca Centenário, no Espaço Cultural da Urca.

6) Como as pessoas podem participar?
Basta agendar a sua participação diretamente pelo site da Flipocos!

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Nadando pelos livros do Clube

Recentemente, o autor Rodrigo Rahmati nos mandou um posto que fez em seu blog em que se propôs um desafio: ele selecionará e lerá 7 livros publicados por aqui ao longo de 2017.

Na prática, a mecânica é a seguinte:

Ele já selecionou as obras e as expôs em seu blog, no http://www.rahmati.com.br/2017/03/desafio-clube-de-autores.html . Lá, ele colocou capa e resenhas e, em seguida, suas expectativas. Ele não fará exatamente resenhas dessas obras, mas dirá se elas atingiram ou não as suas expectativas.

O próprio autor-blogueiro deixa claro em seu post o motivo desse desafio: ele entende que, por sermos um ambiente de autopublicação, há de tudo publicado no Clube. A dúvida que quer responder é: selecionando obras cruzando capa, sinopse, primeiras páginas e gosto pessoal funciona?

Eu, que leio rotineiramente livros do Clube, posso ajudar a responder: sim, com certeza. Mas, como eu sei que qualquer resposta minha pode ser interpretada como parcial, aguardemos os retornos do Rodrigo!

Mas já adianto: atitudes assim são ESSENCIAIS para agregar mais visibilidade aos autores independentes do país!

 

 

 

 

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