Como curar angústias infantis com livros?

Boas histórias são excelentes remédios

Se você tem um filho pequeno sabe que, muitas vezes, diálogos diretos produzem poucos efeitos. Não que dialogar seja errado – se tem uma coisa que acredito piamente é que um canal de comunicação deve permanecer escancarado entre pais e filhos par quando se fizer necessário.

Mas o ponto aqui é outro. Às vezes, pequenos hábitos começam a tomar ares de tiques e medos pequenos começam a se transformar em agressividade ou fobias exageradas. E o diálogo direto com uma criança sobre essas transformações pouco lógicas nem sempre surtem os efeitos esperados por nós, adultos, tão habituados ao mundo das obviedades.

Não vou aqui dar conselhos: não tenho nenhuma credencial que me habilite a isso a não ser a minha própria paternidade. Mas vou, sim, fazer uma observação.

As tais linhas tortas

Talvez o caminho não seja apenas um diálogo tão racionalmente direto ou uma reprimenda. Talvez o caminho seja justamente o de buscar destrancar a angústia a partir do mundo da imaginação da criança.

Talvez o segredo esteja no tanto que uma criança expressa (e digere a partir do próprio e simples ato de se expressar) nas histórias. E isso é válido nas duas frentes: ler (ou ouvir) histórias aumenta o repertório da imaginação, algo fundamental até para a futura vida adulta; gerar histórias a partir de desenhos ou brincadeiras tangibiliza angústias e aproximas eventuais “curas”.

E “cura”, aqui, é uma palavra péssima já que não estamos falando de nenhum tipo de doença como gripe ou catapora: estamos falando daqueles difíceis momentos de crescimento em que uma criança, com a pouca experiência de vida que tem, precisa lidar com um mundo tão assustador à sua volta. Convenhamos: é algo bem mais difícil e complexo que uma gripe ou catapora.

Não é também óbvio que o “remédio”, para continuar insistindo na mesma péssima metáfora,  esteja distante de prateleiras ou de conversas adultas?

Se tem uma coisa que crianças aprendem desde cedo é a se resolver sozinhas. Nós, pais, precisamos apenas emprestar os nossos sempre atentos olhos e ouvidos para guiá-las entregando as referências certas para os momentos exatos.

Que referências são essas?

Histórias bem selecionadas e papéis em branco.

Na maior parte dos casos, é o que basta para destrancar a imaginação e tirar dela todo um mar de angústias esdrúxulas.

Como escrever um livro infantil

Se você está interessado em escrever um livro infantil e quer saber como, incluindo dicas relevantes e melhores práticas, vale ler esse post aqui.

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Por que livros infantis funcionam melhor no papel?

Impresso ou ebook? O que é melhor para uma criança?

Sempre considerei que livros para crianças são muito, mas muito diferentes de livros para adultos.

Para nós, já com personalidades forjadas pela sempre inquestionável experiência prática nas agruras da vida, a imaginação tem um limite menor. Sim: mantemos, ainda bem, a capacidade de nos teletransportar para eras distantes a cada capítulo; mas nossas imaginações são incapazes de dominar por completo as leis da física tal qual ocorre com crianças.

Em outras palavras: compreendemos que vôos em unicórnios mágicos podem ser metáforas brilhantes para alguma coisa qualquer – mas apenas crianças abraçam a possibilidade da existência real desses seres fantásticos em seus enredos flutuantes.

Não que devamos ficar tristes por termos perdido, provavelmente em algum lugar na pre-adolescência, a capacidade de acreditar no inacreditável: a realidade absorvida por essa passagem é essencial para que consigamos conduzir as nossas vidas e proporcionar aos nossos filhos o luxo da fantasia infantil. Poder confundir fantasia com realidade, afinal, é essencial para a formação de qualquer humano.

O lugar da imaginação

É aqui também que entra a vantagem de livros, principalmente os impressos, frente a qualquer outra maneira de cultura.

Veja: quando uma história é soprada em forma de palavras para dentro de olhos ou ouvidos, toda a imaginação se exercita. Quando uma história fala de dragão, é a cabeça da criança que desenha os contornos das narinas fumegantes, do couro áspero, dos olhos malignos; quando uma fada é evocada, é a mesma mente que a recria suave, com roupa e chapéu colorido e uma voz aveludada; e assim por diante.

A capacidade de imaginação fantasiosa de uma criança faz dela uma co-autora de absolutamente qualquer história que leia ou que leiam para ela. Como co-autora, a criança exercita a sua imaginação e capacidade criativa como em nenhuma outra atividade intelectual – e essa é a vantagem da simplicidade dos livros impressos.

Ebooks, por outro lado, já entregam a imaginação imaginada por outros…

Vá para um ebook interativo, repleto de animações e sons, e a magia se perde. Não que a história perca a sua força – não exageremos. Mas cada interação digital tira da criança a necessidade de especular sobre personagens e enredos: como criar, na mente, o som que um dragão faz se o próprio aplicativo, uma mescla de livro com game, faz esse som a um mero clique?

Como permitir à imaginação criar vozes dos personagens se todos eles já falam?

Para que uma criança colocará a sua imaginação em uso se, nos mais sofisticados ebooks, os próprios autores já tiverem feito isso para ela?

Nunca fui contra tecnologias. Sou leitor assíduo de ebooks e audiobooks, assinante das mais diversas plataformas e, sim, faço questão de permitir que minhas pequenas filhas acessem apps e tudo mais que a tecnologia permitir. Bloquear a tecnologia da vida de uma criança, hoje, afinal, é como criar no passado alguém que fatalmente enfrentará desafios do futuro.

Ainda assim, nunca considerei apps ou ebooks ultra-interativos com livros: são coisas diferentes, tão diferentes quanto filmes ou desenhos animados.

E a prova disso é simples de obter, indo além de qualquer estudo científico: leia uma história para uma criança e apenas perceba o brilho diferente em seu olhar enquanto seu pequeno cérebro forja infinitas sinapses e conexões.

Filmes e aplicativos mostram mundos imaginados pelos seus autores; livros, principalmente aqueles mais simples, permitem que crianças criem os seus próprios mundos.

Você quer escrever um livro infantil?

Há mais, muito mais coisas envolvidas na concepção de um livro infantil do que apenas a sua plataforma. Se você tem interesse em escrever um livro infantil, recomendamos fortemente que acesse esse post aqui com uma série de dicas e melhores práticas para se escrever para crianças.

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Aprenda a ler bem (para escrever bem)

Como aproveitar o máximo de um texto

Não há muito segredo envolvido aqui: já dissemos e repetimos inúmeras vezes que não há como se escrever bem sem se ler bem. E ler bem, nesse caso, significa conseguir devorar um texto com a voracidade que a literatura exige.

Não precisamos sequer elencar tantos motivos para esse raciocínio: afinal, escrever com a fluidez necessária para capturar a atenção do leitor é algo que obviamente pode (e deve) ser aprendida com os grandes mestres da literatura. Quer professor melhor de português que Guimarães Rosa? Ou de construção de tramas como Orhan Pamuk? Ou de surrealismo literário como Mikhail Bulgakov?

Para escritores, cada livro escrito por cada mestre é uma pós-graduação à parte – uma pós-graduação, aliás, com custo médio de irrisórios R$ 30 ou R$ 40.

Mas – claro – de nada adianta também zanzar pelas páginas de um Tólstoi como um zumbi, sequer prestando atenção nas delicadíssimas técnicas literárias que o transformaram m um dos maiores mitos culturais da história humana.

Quer ser um escritor de sucesso? Leia. Ou melhor: aprenda a ler.

Como se aprende a ler?

Não há exatamente uma receita de bolo para se ler um livro. Cada um tem a sua maneira de devorar as histórias que mais gostar, cada um tem seu ritmo, seu estilo, sua… “fórmula”. Mas, dito isso, separamos aqui algumas dicas que podem ser úteis para escritores que fazem de um livro mais do que uma história: um curso em que se deve dedicar especial atenção para se aprender as mais incríveis técnicas literárias do mundo.

Mantenha o foco

Se tem uma coisa que define o nosso mundo atual, é a habilidade que todos desenvolvemos em ser multitarefa. É raro, muito raro, fazermos uma única coisa: trabalhamos enquanto ouvimos música, conversamos enquanto navegamos por redes sociais, caminhamos enquanto ouvimos música.

O resultado natural disso? Dividimos a atenção do nosso cérebro entre diferentes tarefas. Pois bem: enquanto essa divisão ocorrer em coisas como ouvir música e bater perna pelo shopping, não há tanto problema assim. Mas é verdadeiramente impossível ler Proust enquanto se conversa com alguém no Whatsapp.

Ou seja: quer ler um livro? Pare de fazer outras coisas, isole-se e leia. Simples assim.

Priorize os clássicos

Clássicos não são clássicos por determinação divina. Obras como Dom Quixote, por exemplo, figuram no topo dos mais vendidos da história justamente por conta da qualidade literária que aflora deles.

Assim, dê sempre prioridade a autores que marcaram os seus nomes no panteão da literatura mundial como Machado de Assis, Saramago, Mia Couto e outros.

Dê espaço para os novos

Isso não significa que novos autores devam ser ignorados, claro. Ao contrário: o futuro da literatura brasileira e mundial está justamente aqui, nos independentes. São eles (ou melhor, somos todos nós) que estamos definindo o tipo de literatura que se transformará em clássica no futuro.

Aproveite a oportunidade e leia os seus pares, os outros autores independentes.

Leia no papel

Isso pode parecer ideologicamente anti-tecnológico, mas não é. Ou é, mas não por saudosismos irrelevantes.

Uma pesquisa feita em 2014 na Universidade de Stavanger, na Noruega, apontou que se compreende melhor os detalhes de uma história quando ela é lida no papel, e não eletronicamente.

O motivo disso é justamente o que se costuma ser considerado como a maior desvantagem do livro impresso: a impossibilidade de se esclarecer dúvidas enquanto se lê.

Imagine que você esteja lendo um livro em um Kindle ou um iPad. De repente, você se depara com uma palavra que desconhece ou se vê curioso em conhecer melhor algum tema paralelo que apareça na trama. No ebook, basta selecionar e clicar no trecho: você rapidamente irá para a Wikipedia ou o Google e pronto, conseguirá sanar a curiosidade. Fantástico, não?

Não. Porque cada opção de “clicar/ não clicar”, por exemplo, funciona como uma espécie de bifurcação que precisa ser “escolhida” pelo cérebro – e que, portanto, consome parte de sua capacidade de processamento de informações. Colocando em outros termos: quanto mais opções se dá ao cérebro, mais ele precisa se trabalhar para fazer escolhas – e menos capacidade ele terá para se concentrar na história em si.

Rabisque à vontade

Talvez você não queira fazer isso em um livro emprestado, claro. Mas, se for seu, não há mal nenhum em rabiscar conclusões, observações ou dúvidas ao longo do texto.

Victor Hugo costumava dizer que todo livro é escrito tanto pelo autor quanto pelo leitor uma vez que interpretações são sempre individualíssimas. Abuse disso.

Cada observação que você colocar nas páginas de um livro marcará, ainda que inconscientemente, pontos importantes que refletirão a sua forma de entendê-lo. é como se você estivesse contribuindo com a história, o que aumenta a sua capacidade de absorção de conhecimento como efeito colateral.

Mergulhe no universo do livro

Todo livro é, por definição, um extrato do seu tempo. Ainda que se escreva sobre algo fictício, o estilo do autor e suas posições sócio-políticas acabam naturalmente refletindo toda uma série de zeitgeists que costumam transbordardas entrelinhas do livro.

Nesse caso, a nossa recomendação é que você mergulhe no universo além do livro em si. Está lendo um Conto de Duas Cidades, do Dickens? Aproveite para se aprofundar mais na Revolução Francesa, pano de fundo da obra, ainda que por meio de artigos na Wikipedia. Passeie pelas histórias de Danton e Robespierre, pelas diferentes visões de mundo de jacobinos e girondinos, pelo clima de terror na Paris de então retratada por Restif de la Bretonne em seu incrível livro As Noites Revolucionárias.

Um livro nunca deve ser encarado como uma peça isolada: quanto mais você se aprofundar no tema em torno dele, mais conseguirá entender as suas sutilezas.

Não se apresse – mas não seja também uma lesma

Nunca há um tempo certo para se ler um determinado livro, claro: cada leitor tem o seu ritmo. Mas se você levar 3, 4, 5 meses para ler uma história, dificilmente conseguirá aproveitá-la.

Sabe aquelas desculpas do tipo “virei um leitor preguiçoso” ou “eu demoro muito mesmo” ou ainda um “é que tenho muita coisa para fazer e então não dá tempo”? Jogue todas fora.

Todo mundo – TODO MUNDO – consegue reservar 30 ou 60 minutos por dia para ler. Basta querer e transformar a vontade em um hábito.

Exercite-se

Com o tempo, o volume de conhecimento captado por você pelos tantos autores diferentes que estarão compondo o seu universo acabará transbordando da mente.

A vontade de escrever, de criar uma história própria, será tão grande que dificilmente você conseguirá escapar. Pois bem: nem tente.

Exercite sua criatividade e escreva. Deixe os personagens fluirem das suas mãos, deixe as tramas tomarem corpo, deixe as narrativas acontecerem quase que por obra divina.

Você não precisará copiar nenhum dos grandes escritores – não precisará e nem deverá, aliás, posto que todos temos a obrigação de sermos únicos. Mas o amadurecimento que terá acumulado pelo simples fato de tê-los lido transparecerá naturalmente. Aproveite isso.

E claro: se tiver qualquer dúvida sobre como escrever, recomendamos que navegue mais aqui pelo blog ou pelos conteúdos do Clube de Autores voltados para escritores. Temos uma série de posts e guias interessantes que certamente o ajudarão a escrever, publicar e divulgar o seu livro!

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Você não viverá direito se não ler

Desculpem-me a acidez no título, mas não há como florear o óbvio.

Vivemos duas vidas na nossa existência: a cronológica e a intelectual.

Nossa vida cronológica é óbvia, linear, de uma indiscutibilidade feita de cimento. Nós nascemos, crescemos, procriamos (às vezes) e morremos. Simples assim, direto assim, da mesma forma que ocorre com macacos, lebres e amoebas.

Não há o que discutir na vida cronológica: façamos o que quisermos, o tempo sempre seguirá impávido, senhor dos senhores, ignorante de todo e qualquer desejo que porventura quiser dobrá-lo.

Se você não lê, é a este tempo que deverá obediência para o resto de seus dias.

Mas e se tiver o hábito de ler?

Bom… aí tudo muda.

Porque, nos livros, você poderá mergulhar em outros mundos e tempos com a facilidade de quem se teletransporta em histórias de ficção científica. Poderá passear pela Inglaterra Vitoriana, se assustar com a Inquisição medieval, saborear as belezas do Rio da década de 50 ou mesmo voar por uma Nova York destruída por alienígenas robôs que nunca existiram de fato.

De fato.

Essa existência intelectual nos permite até redefinir o que é fato e o que é ficção.

Deixamos de ser caretas, presos às imagens que entram pelas nossas íris.

Aprendemos a entender que verdade não é necessariamente algo que vemos, mas sim tudo o que sentirmos ou percebermos, ainda que em nossos íntimos individualíssimos.

Porque há mais para a vida do que apenas a tediosa cronologia que envelhece as nossas células: há as histórias que a humanidade aprendeu a deixar pelo caminho como rastros de sua própria divindade.

Há a imaginação escrita, transcrita, inscrita.

Há as tantas páginas dos tantos livros capazes de nos catapultar para tantos tempos e mundos diferentes.

Capazes de nos fazer, em uma única vida cronológica, viver dezenas ou centenas ou milhares de vidas com a simultaneidade da nossa vontade, do nosso desejo.

Basta abrir um livro.

E depois outro.

E mais outro.

E deixar as vidas entrarem.

Certa vez disseram que só se vive uma vez. Besteira pura, essa.

Vive-se quantas vezes se quiser. O que basta mesmo é querer.

Porque o caminho para isso… bom, o caminho está nas tantas livrarias que hoje recheiam a Internet e as equinas de todas as cidades.

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As desculpas que embotam a mente

“Livro no Brasil custa caro demais”, dizem, roboticamente, os não-leitores ávidos por encontrar uma justificativa para manterem-se distantes das letras.

“Adoro ler, mas não tenho tempo nessa correria do cotidiano”, repetem alguns.

“Eu até estava procurando um livro, mas não o encontrei em livraria alguma”, arriscam-se outros.

Há muitas, muitas desculpas para não se ler. Todas são furadas.

Primeiro, porque nós sempre, sempre damos algum jeito de fazer o que amamos. Encaixamos jantares em agendas lotadas, bares com amigos, cinemas nos finais de semana, ampliamos horários de almoço e, ao menos nas grandes cidades, entramos em um estado vácuo intelectual por horas sempre que fazemos o percurso de casa para o trabalho, do trabalho para a casa.

Se tem uma coisa que todos nós, humanos, somos mestres em fazer, é dobrar o tempo para que ele caiba em nossas vontades. E quer saber? Ele sempre cabe.

Quer ler? Basta ter consigo um livro, seja impresso, eletrônico ou em áudio. Encontrar alguns minutos diários, ainda que intercalados, será a coisa mais fácil do mundo.

O preço do livro? Ora, convenhamos! Um jantar, uma noite no boteco, um cinema… tudo isso durará um punhado de horas e custará muito, muito mais que um livro (que hoje tem preço médio de R$ 40 no Brasil). E isso sem considerar a inocência desses parâmetros que uso aqui para comparar! Porque um livro está mais próximo de uma viagem do que de um boteco, claro! Que outra “ferramenta” pode te catapultar instantaneamente para o Japão distópico do Murakami, para a Moçambique apocalipticamente poética do Mia Couto ou para a desalentadora burocracia existencial da Praga de Kafka? Nenhuma – assim como nenhuma deixará também resíduos poderosíssimos de inteligência.

E todos esses – de Murakami a Kafka, passando por milhares de gênios contadores de história – nunca foram tão acessíveis a todos.

Seja em uma Estante Virtual, onde hoje pode-se encontrar absolutamente todos os livros já publicados, seja no Ubook ou na Audible.com, onde se pode adquirir audiolivros de todos os tipos, seja aqui no Clube de Autores, que reune as dezenas de milhares de títulos independentes publicados todos os dias no Brasil.

Você realmente preza o livro, gosta da literatura, sente que pode crescer na medida em que consome as fabulosas histórias que nos diferenciam enquanto espécie?

Ótimo. Agora é só jogar as desculpas na lata de lixo e começar a ler.

Ou abrace-as junto com a própria ignorância e siga por aí, repetindo velhas desculpas desencaixadas na esperança de que mentiras ditas para si mesmo não acabem embotando seu próprio cérebro por falta de uso.

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