Amigos críticos

Seu livro está “pronto”. Pronto – e daí as aspas – no sentido de que você acabou de escrevê-lo.

E agora? É só publicar no Clube?

Aceite nossa sugestão: não.

Um livro precisa de mais do que o enredo para ser considerado “pronto”. E não vou nem falar aqui do que considero básico e essencial: a revisão ortográfica e gramatical do texto, uma capa chamativa, ISBN e ficha gramatical.

Falo aqui da leitura crítica.

Há profissionais que fazem isso, que lêem o original e apontam pontos que devem ser melhor trabalhados. Mas, se não tiver dinheiro para isso, sempre se pode contar com algum amigo crítico.

Não muitos: distribuir o arquivo do seu livro para um universo de amigos e pedir opiniões dificilmente renderá bons frutos (além de matar compradores em potencial da obra).

Escolha um. Um cuja opinião literária você realmente confiar, um que você possa contar com a sinceridade, um que efetivamente se comprometer em ler e derramar opiniões sinceras.

Basta isso: opiniões sinceras de alguém confiável.

O que você fará com elas?

As levará em consideração. Simples assim.

Mudará o que julgar cabível, desconsiderará o que entender como supérfluo e refinará seu texto.

Será, afinal, a primeira opinião crítica que terá. Não faz sentido obtê-la antes da publicação, de maneira privada e a tempo de impor mudanças no texto?

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A leitura pode transformar as pessoas?

A resposta é meio óbvia: sim. Alguém tem dúvidas disso, aliás?

Se o que nos define como seres humanos, o que nos separa de animais ditos “irracionais”, é justamente a nossa capacidade de contar histórias, esse mundo imaginário é indubitavelmente a origem nervosa de toda e qualquer transformação.

Não vou entrar no mérito aqui do tipo de resgate da leitura: na minha modesta opinião, livros tem a peculiaridade de adensar toda e qualquer capacidade de raciocínio. Adensar, no entanto, é diferente de “melhorar”, no sentido mais maniqueísta do termo. Entregue páginas e mais páginas de filosofia para um homicida psicopata e é mais provável que ele aprimore as suas técnicas de assassinato do que se converta em um coroinha.

Por outro lado, também não tenho dúvidas de que o grosso da criminalidade brasileira – e aqui excluo os criminosos mais perigosos que se escondem em nossos palácios de governo e casas legislativas – é feita de pessoas com pouca visão de futuro, de longo prazo. Nesse sentido, livros abrem horizontes verdadeiramente impressionantes e que podem fazer toda a diferença.

Nesse sentido, vale acompanhar uma iniciativa que está sendo colocada em prática no Rio Grande do Norte e que está concorrendo a um dos mais conceituados prêmios de inovação do mundo, o Innovare. O resumo: a cada livro lido, o preso tem parte da sua pena reduzida.

Copio, abaixo, parte do texto da matéria publicada no G1, cujo link é http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/06/com-leitura-de-livros-detentos-do-rn-concorrem-premio-nacional.html, e que explica a mecânica:

O preso inscrito no projeto tem prazo de 21 a 30 dias para ler uma obra, que pode ser literária, clássica, científica ou filosófica. Ao final, deve apresentar uma resenha sobre o livro escolhido. A comissão organizadora da unidade prisional, composta por pedagogos, avalia se o conteúdo está compatível com a obra e se não houve plágio. Em seguida, o resultado da avaliação é enviado ao juiz competente, responsável pela decisão final a respeito da remissão.

O que você acha da iniciativa?

Para ler a matéria completa clique aqui ou na imagem abaixo:

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Leitura de livros

Na última sexta, Anna Cláudia Ramos lançou o seu livro Tempo Mágico, Tempo de Namoros (outra vez!) lá na FLIP. Até aí, nenhuma novidade – chegamos inclusive a divulgar o evento uma vez que ele aconteceria em nossa casa.

Mas uma coisa me chamou bastante atenção: o estilo do lançamento. Um dos mais altos pontos do evento, que encheu o ambiente, foi a leitura de um capítulo pela própria Anna Cláudia.

Já tinha ouvido muito sobre “book readings”, algo já tradicional no mercado americano, quando o autor lê trechos de sua obra emprestando a dramatização de quem melhor conhece a história – mas nunca tinha testemunhado presencialmente. E posso afirmar: faz toda a diferença.

Depois de ouvir a própria autora ler a história que saiu da sua mente brilhante e ver os olhos atentos de uma plateia inteira é impossível sequer questionar este modelo. Que fique, então, como dica para autores de forma geral.

Pretende lançar seu livro? Considere uns 10 ou 15 minutos lendo um trecho dele para a plateia. É a maneira mais certeira de prender a atenção do público!

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Smartphones, smartphones, smartphones

Não vou escrever aqui sobre impresso versus digital de novo. Esse tópico, claro, é e provavelmente continuará sendo recorrente por muito tempo – mas há mais a se falar sobre o assunto. 

Uma pesquisa bem interessante sobre hábitos digitais, da Reuters, foi divulgada há pouco. E há uma série de informações relevantes nela, mesmo considerando que livro não é exatamente o foco. A principal? 

Há uma nítida concentração de hábito de consumo de conteúdo via smartphones. Isso pode até parecer óbvio, mas perceba que não estou falando aqui de uso de smartphones e sim de concentração de hábito. 

Em outras palavras: cada vez mais, mais pessoas tem usado seus celulares (em detrimento de tablets e mesmo de computadores) para consumir conteúdo digital. 

Para quem escreve livros, isso pode ser uma informação importantíssima: afinal, ler em uma tela pequena e portátil é certamente diferente de ler em um computador ou mesmo em um híbrido como um tablet. Talvez se desenvolva uma preferência por livros mais curtos; talvez por conteúdos mais multimídia; talvez integrado a funcionalidades de geolocalização, seja lá como isso possa se dar. 

Enfim… O mar de possibilidades é grande, claro – mas, considerando que livro é conteúdo, possivelmente inclusive em sua forma mais densa, entender os hábitos de consumo de conteúdo mundo afora é certamente importante para autores. 

Além dos dois gráficos abaixo, deixo e recomendo o link para acesso completo à pesquisa aqui: http://www.digitalnewsreport.org/survey/2015/executive-summary-and-key-findings-2015/

   
 

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Detectando emoções por meio de uma app

Já imaginou se conseguíssemos detectar as expressões de um leitor enquanto ele lê um livro? Em outras palavras: não seria incrível termos uma crítica instantânea, à prova de mentiras, escrita pelos músculos faciais do leitor durante o ato de leitura?

Se tivéssemos essa tecnologia em mãos, poderíamos facilmente entender quais trechos das nossas narrativas encantam, quais entediam, quais viciam. Conseguiríamos ferramentas práticas para, na falta de uma palavra melhor, viciar o leitor.

Pois bem: ainda não estamos neste ponto na evolução tecnológica. Mas o vídeo abaixo mostra que estamos chegando perto – muito perto. Confira:

 

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