Como publicar um livro gratuitamente

Quais os caminhos para que seu livro fique disponível nas maiores livrarias do país?

Primeiro ponto importante: não é mais preciso pagar para ter seu livro publicado. Se você ainda não entendeu isso, então está na hora de visitar o Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, e fazer um teste pessoalmente. Aliás, vale também conferir este post aqui sobre por que vale a pena publicar no Clube.

Segundo ponto importante: publicar um livro gratuitamente não deve ser confundido com publicar um ebook gratuitamente. Reforçamos isso porque é normal se partir do princípio de que só se consegue publicar sem pagar quando o formato do livro não carrega custos de impressão. Só que isso não resolve seu problema, até porque a imensa maioria dos brasileiros – mais de 95% – prefere ler em formato impresso do que em formato digital.

Isso significa que você deve ignorar o formato digital? É óbvio que não. Significa apenas que você não deve ignorar o formato impresso. Claro.

E como não fazer isso? Simples:

1. Tenha o seu livro pronto.

Livros, claro, não se “autofazem”. Se você não deseja pagar nada pela sua elaboração, então deve fazer tudo por conta própria. E o que significa “tudo”? Arquivo devidamente revisado e diagramado, capa, sinopse etc. Aliás, temos um checklist completo aqui sobre o que você deve ter em mãos antes de efetivamente publicar o seu livro – vale conferir.

2. Deixe tudo no formato correto para publicação no Clube de Autores

Não há nenhuma plataforma de autopublicação no mundo que não trabalhe com padrões. E há um motivo claro para isso: padrões garantem que você possa entregar a um sistema – e não a uma pessoa – uma obra. E por que é importante entregar seu livro para um sistema? Porque sistemas costumam trabalhar gratuitamente, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Simples assim.

Ou seja: se seus arquivos estiverem nos formatos corretos, bastará acessar o site do Clube de Autores, seguir as instruções de publicação presentes no próprio site e pronto: seu livro estará no ar em instantes.

E perceba que não estamos falando, aqui, de nada complicado: tamanhos, formatos de arquivo e tudo mais foram pensados no que o mercado mais utiliza. Ainda assim temos um guia completo e detalhado sobre como publicar seu livro que vale muito a pena conferir.

3. Certifique-se de que seu livro estará em todas as livrarias

Uma das maiores vantagens do Clube de Autores é a sua rede de distribuição. Ou seja: ao publicar aqui, seu livro estará à venda, em formato físico e digital, nas maiores livrarias do país e do mundo (incluindo Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino e outros, muitos outros).

Para isso, no entanto, você deve autorizar que essa distribuição seja feita.

Não é um processo nada complexo: basta marcar a opção de autorizar distribuição ao final do processo de publicação e pronto: em algumas semanas seu livro ja aparecerá nos sites das mais diversas livrarias.

É só isso? 

Em linhas gerais… sim. Publicar um livro em formato impresso e digital é algo realmente simples e gratuito hoje em dia. Isso não significa, no entanto, que basta publicar o seu livro e esperar as vendas acontecerem por conta própria.

Definir o preço correto, montar uma estratégia eficiente de divulgação, tudo isso é fundamental para que o sucesso bata à sua porta (além da óbvia necessidade do seu livro ter uma qualidade editorial boa).

O importante aqui, no entanto, é que essa barreira de publicação do livro, antigamente tão inalcançável para tanta gente, é hoje virtualmente inexistente.

Quer publicar o seu livro sem pagar nada e ainda estar disponível nas maiores livrarias do país? Simples: acesse o Clube de Autores, clique em Publique seu Livro e siga as instruções :)

 

 

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Não mande originais para editoras: publique e concentre-se no seu público

Mesmo nós sendo uma empresa de autopublicação, um site onde os próprios autores podem, diretamente, publicar seus livros como quiserem e vê-los à venda nas maiores livrarias do país, até hoje recebemos originais pelos Correios.

Às vezes são livros inteiros, encadernados profissionalmente e tudo. Às vezes são manuscritos. Às vezes são páginas impressas a partir do Word. Seja como for, o fato é que letras continuam chegando até nós das mais esdrúxulas maneiras possíveis.

E por que digo “esdrúxulas”?

Porque já passou da hora de autores largarem para trás o utópico sonho de serem descobertos por editoras e de, subitamente, tornarem-se celebridades literárias.

É possível que isso ocorra ainda hoje com uma ou outra pessoa? Sim, é possível – mas elas são o extremo da exceção, bem distante de qualquer coisa que se assemelhe à regra geral.

E, se isso é verdade para o Clube, é igualmente verdade para todas as editoras tradicionais brasileiras – aquelas que não cobram diretamente dos autores para publicarem seus livros, vendendo caro sonhos que dificilmente se transformarão em realidade pelo simples fato de que apenas o autor, e ninguém mais, consegue transformar sua história em um best-seller.

Mas sabe o que acontece quando um original é enviado pelo Correio (ou mesmo pela Internet) na expectativa de que alguma editora o publique sob seu selo? Expectativas são elevadas à altura do Everest; decepções são cozinhadas na medida em que o tempo passa sem resposta; raivas resignadas são geradas a fogo brando; talentos incríveis são perdidos para o mar de lodo morno e amorfo que define a realidade do mercado editorial brasileiro. Colocando em outros termos: é energia demais jogada fora quando a solução está dentro de cada um dos autores.

Quer ter seu livro transformado em best-seller? Publique-o você mesmo aqui no Clube de Autores. Mas publique-o com o carinho que ele merece: com o português revisado, uma capa bem feita, o ISBN registrado, uma diagramação bem feita. Em pouco tempo, seu livro estará na Cultura, na Amazon, na Estante Virtual, na FNAC… no mundo.

Isso resolve o problema? Claro que não.

Mas te leva ao pé da montanha.

A partir daí, é uma questão de refocar as energias. Ao invés de perder tempo e suco gástrico tecendo esperanças vãs com editoras, monte seu próprio evento de lançamento, seu plano de divulgação, lance-se nas redes, faça e cresça seu próprio público, construa sua própria carreira.

Será fácil? Obviamente que não.

Mas certamente será muito mais viável que dedicar vidas (as suas e as dos seus personagens) a rezar por utopias que provavelmente jamais se transformarão em realidade.

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Uma pergunta, uma resposta

Nessa última semana, uma leitora daqui do blog nos enviou uma pergunta sobre direitos e questões envolvendo a forma de publicação tão interessante que decidi publicar aqui, como um novo post. O que é interessante? Ela acaba resumindo em sua questão muito do que muitos autores nos perguntam diariamente, seja por aqui pelo blog ou pelo Facebook.

Nossa resposta foi a mais sincera possível (obviamente). Vamos a ela, então:

Pergunta:

Boa Tarde
Primeiro, parabéns pelo blog me ajudou muito nos últimos dias.
Eu decidi encarar de vez o mundo dos “escritores” e enviei meu “livro” para uma editora publicar. Por diversos motivos, no meu caso, neste momento é melhor que tenha uma editora por trás me apoiando. Enfim, sobre o registo ISBN, a editora vai fazer esta solicitação por mim. Fiquei insegura, pois não sei ainda como funciona. Então minha dúvida é: Qual a melhor opção? Eu mesma fazer ou a Editora? Quais são os prós e contras de ser a Editora? Eu correria algum “risco” se daqui um tempo decidisse publicar com outra Editora?

Resposta:

Oi Débora! Muito obrigado pelas palavras! Vou me permitir ser o mais sincero possível com você. Todos nós, escritores, sempre preferimos ter editoras nos apoiando – esse sempre é e provavelmente sempre será “o” sonho de consumo. O problema é que, na quase totalidade dos casos – e falo não apenas por experiência própria, mas também pelo tanto que já conversamos com outros autores – esse “apoio” é muito mais teórico do que prático. Quando uma editora cobra do autor, ela está fazendo uma venda e sim, promete distribuição e tudo mais. Mas ter distribuição não significa estar presente em todas as livrarias ou mesmo em uma única vitrine, que é o que realmente faz a diferença. A grande maioria das editoras também não faz marketing bem feito, incluindo uma verba definida para campanhas em redes sociais etc. – em grande parte porque, hoje, isso é responsabilidade do autor.

Aliás, o maior erro que um autor pode cometer e acreditar que uma editora, qualquer que seja, fará o trabalho de divulgação do seu livro. Isso quase nunca ocorre exceto por um ou outro raríssimo caso. Você nos pediu dicas e a primeira e mais importante é: seja autopublicando ou publicando por uma editora, tenha a mais absoluta certeza de que a única pessoa que realmente capitaneará o marketing do seu livro será você – mesmo que alguem tenha te prometido o oposto. Aprofunde-se no assunto, estude casos de outros autores da Internet e coordene toda a comunicação do seu livro.

E, se seguir por uma editora, tome muito cuidado com o contrato. Assegure-se de que o tempo mínimo de exclusividade que a editora exige é justo, veja direitinho quais os direitos que estará cedendo a ela e o que, exatamente, ela fará. Normalmente o ISBN fica a cargo da editora – mas nada impede que você mesma o tire. O processo é simples e relativamente rápido – ele só parece burocrático.

Finalmente, sobre riscos, o que eu te diria é que todos corremos a partir do momento em que decidimos publicar (e, portanto, tornar públicas) as nossas histórias. No entanto, eu diria que é um risco pequeno, minimizado mais se você se assegurar dessas questões contratuais.

Espero ter ajudado e, do fundo do coração, desejo toda a sorte do mundo em sua empreitada! Parabéns: escrever um livro decididamente é um marco na vida de qualquer pessoa e uma impressão da nossa vida que deixamos para toda a eternidade!

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Autopublicação de livros didáticos cresceu mais de 120% no Clube de Autores em 2015

Às vezes, quando paramos para olhar o que está acontecendo ao nosso redor, nos surpreendemos.

Do lado de cá, começamos a olhar para alguns livros que estavam começando a despontar subitamente – até que percebemos que se tratava de toda uma categoria de livros didáticos. Sob os nossos narizes, por assim dizer, livros utilizados em escolas e cursos cresceram 120% em volume de títulos e 53% em vendas no ano de 2015 – mesmo ano que, ressalte-se, o mercado editorial brasileiro como um todo encolheu mais de 5%.

Bom… esse encolhimento do mercado editorial, verdade seja dita, não chegou a atingir o Clube. Na prática, nós crescemos quase 40% no ano – número que, embora alto, ainda assim é menor do que o de didáticos.

Vamos dar uma olhada nesses números a partir de um material que preparamos para a imprensa:

(…) entre 2009 e 2016, cerca de 1.900 livros didáticos foram publicados pelo Clube de Autores. No mesmo período, o número de vendas do gênero superou a marca de 30 mil exemplares. 

Essa nova tendência pode ser representada por Rafael Barbosa da Cunha, 38, professor de ciências do ensino fundamental e médio com mais de quinze anos de experiência no magistério, que após anos de tentativas frustradas de publicação em editoras convencionais, encontrou no Clube de Autores a alternativa ideal para realizar seu sonho: publicar livros didáticos. Hoje, suas obras já fazem parte da grade curricular obrigatória de escolas em Niterói, no Rio de Janeiro.  

“O meu primeiro lançamento foi no colégio Nossa Senhora da Assunção, em 2014. Estávamos realizando uma verticalização e adequação dos conteúdos trabalhados nas diversas séries, quando ficamos sem alternativa de material didático que contemplasse o currículo da disciplina de Biologia. Foi quando apresentei minha obra. Levei os exemplares e, após análise da equipe, resolveram adotá-la”, lembra Cunha. 

O autor se recorda que, na época, o corpo docente da instituição não conhecia as plataformas de auto publicação, em que pais e alunos comprariam livros diretamente pela Internet e que as obras eram editadas pelo próprio autor. Entretanto, a aprovação foi tamanha, que ele desenvolveu no ano seguinte uma coleção didática para o Ensino Fundamental I e II. “A coleção conta hoje com cinco exemplares e é adotada nos colégios Nossa Senhora da Assunção e São Vicente, ambos localizados em Niterói”.  

Atualmente, o autor atua como professor em três turnos, em cinco séries diferentes, coordenador e cursa mestrado na UFF, a Universidade Federal Fluminense. “Eu posso afirmar que, apesar de nova, a auto publicação é uma tendência que veio para ficar”, conclui. 

 

 

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Entendamos o que aconteceu com a Cosac Naify

Nesses últimos dias, o Brasil teve uma das notícias mais tristes de muito tempo sob a ótica da literatura: o fechamento da Cosac Naify.

Não era uma editora comum: seu acervo incluía livros de Tchekhov, Beckett e Boal, para ficar apenas em poucos exemplos, além de ensaios absolutamente densos sobre algumas das grandes questões da humanidade.

Seus livros, por sua vez, eram esculturas de papel: verdadeiras obras de arte trabalhadas para complementar a inquestionável beleza da sabedoria que armazenavam.

O fechamento da Cosac Naify não significa não exista mais espaço para livros de arte, se me permitem a generalização. Mas reforça apenas que o modelo editorial mais tradicional, baseado em uma cadeia perversa de relacionamentos entre livrarias, editoras e autores, já não cabe mais.

Para todos nós, protagonistas de uma nova era da literatura, é um acontecimento importantíssimo que precisamos entender. É algo que diz muito sobre o nosso futuro, inclusive portando mais boas do que más notícias para quem, como todos nós, está abrindo novas possibilidades dentro de um velho mercado.

Ainda assim, claro, é difícil não derramar algumas lágrimas.

Veja a matéria abaixo sobre o fato.

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