10 Escritores essenciais da literatura brasileira contemporânea

Percebam que, no título deste post, a palavra “contemporânea” se destaca. Pois bem: esta lista, feita pelo Homo Literatus, inclui 10 nomes e livros que, segundo ele, são essenciais.

Pode ser que você concorde ou discorde – listas, afinal, são sempre pessoais como os gostos de cada leitor. Mas fica a dica aqui para quem quiser mergulhar um pouco mais fundo nas letras produzidas aqui em nossas terras:

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Passado, presente e futuro da literatura

Muitos dos grandes clássicos que lemos hoje foram escritos em um mundo gigantesco, provinciano, onde tudo era distante e difícil. 

Para Tolstoi, sair de São Petersburgo para Moscou – uma viagem de cerca de 700km – durava dias, muito mais do que as poucas horas de vôo que temos hoje. O mesmo Tolstoi se criou na cidade de Tula que, em princípios do século, era uma das maiores do Império Russo, contando com quase 52 mil habitantes (!). 

Ainda assim, em um mundo isolado de si mesmo por meios de comunicação absolutamente precários, onde o conceito de globalização era existente apenas enquanto sinônimo de dominação imperialista, ele conseguiu captar a mente humana como poucos. Tolstoi não estava só, claro. Muitos, muitos dos grandes intérpretes da alma humana, de Goethe a Guimarães Rosa, nasceram e se criaram em um passado tediosamente provinciano e recheado de barreiras políticas, culturais e tecnológicas erigidas justamente para evitar que novas ideias ganhassem novos públicos. Ainda assim elas ganharam, furando as barreiras com uma facilidade pueril.

De lá para cá, o mundo diminuiu consideravelmente: aviões transformaram dias em horas e a Internet metamorfoseou horas em frações de segundo. Hoje, podemos não saber tudo – mas sabemos o caminho para quase tudo que quisermos saber. Não há mais barreiras exceto, paradoxalmente, o próprio excesso de novas ideias e possibilidades.

Hoje é possível babar sobre obras do impressionismo francês pela manhã, provar comida turca no almoço, devorar literatura brasileira à tarde e se deleitar com uma peça inglesa à noite – tudo na mesma cidade e com um esforço mínimo. 

O efeito chega a ser óbvio: o acesso a tanto conhecimento certamente está levando a nossa sociedade a patamares jamais imaginados. 

Muitos dos (futuros) grandes clássicos que estão nascendo agora tem as grandes metrópoles e a fusão sócio-cultural como pano de fundo. Dá para ir além, até: a profusão de novas obras geniais gerou uma quase inédita e frenética simultaneidade de gêneros. Se, no passado, era possível separar romantismo de realismo em uma linha de tempo quase exata, o mundo de hoje convive com estilos que vão do neo-romantismo ao “new weird” ao realismo fantástico e à ficção científica, tudo sempre com o recheio de fanfics que apimentam suas “sagas-maternas” ao ponto de se tornarem algo totalmente à parte. 
O mundo hoje é mais simultâneo, mais imediato, mais dinâmico – e tudo isso, fruto de uma era de metrópoles tão físicas quanto virtuais, leva a crer que a literatura está apenas começando a dar ao mundo os seus grandes gênios, parindo toda uma multiplicidade de cérebros que rivalizarão com os Tolstois, Goethes e Rosas que tanto aprendemos (justamente, acrescente-se) a venerar.

É emocionante viver em nossos tempos. 

É ainda mais emocionante trabalhar com literatura nessa era de descobertas e redescobertas. 

Futuro bom é aquele que se chama presente.


Ricardo Almeida.

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Votações encerradas para o VI Prêmio Clube de Autores!

Terminou na quarta, dia 11, a fase de votações do VI Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea! 

Diferentemente dos últimos anos, esta edição tem apenas uma fase cujos resultados serão definidos parte por votação popular e parte por um corpo de jurados. Neste momento, os jurados já estão com acesso às obras e tecendo as suas avaliações. 

Os resultados finais serao divulgados no dia 18 deste mês. 

A todos os 1.139 participantes, nossos parabéns e votos de boa sorte!!!

  

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A história da literatura brasileira

Se você está aqui no blog, são boas as chances de que seja um escritor. E, se é um escritor, então provavelmente vive e morre pelas palavras.

São elas, afinal, que fazem as histórias que lemos e criamos, que alimentam as nossas almas da mesma forma que o ar alimenta os nossos pulmões.

Temos, então, uma certa “obrigação cultural” com a nossa língua. Se é a palavra que nos dá os contornos que necessitamos para existir, então nada mais justo que entendermos melhor a própria história da nossa literatura. Afinal, esse entendimento no mínimo nos transformará em melhores escritores.

O programa Espaço Aberto Literatura entrevistou, faz algum tempo, o autor Carlos Nejar – responsável pela obra A História da Literatura Brasileira. Vale a pena conferir abaixo – logo antes de correr para a Internet e comprar o livro, claro ;-)

 

 

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Pensamentos inspiradores dos mestres africanos

Em maio e setembro deste ano, as cidades de Nakuru e Nairobi, no Quênia, recebem o Storymoja Hay Festival – um dos mais importantes eventos literários do continente africano.

Pouco se fala, aliás, sobre a literatura produzida na Africa – terra que costuma concentrar uma mescla de beleza natural com miséria humana, dois curiosos ingredientes conhecidos por inspirar escritores ao longo de toda a história da humanidade. Ou alguém questiona a sombria tristeza das obras de Kafka e Tchekhov, a solidão dos textos de Hemingway ou a dor que marca as letras de Marguerite Duras?

Se esses dois ingredientes propiciam tão boa literatura, então a África deveria ser um dos maiores berços da cultura escrita.
E é – apesar de, infelizmente, pouco conhecida e reconhecida por isso.

Mas foi de lá, do espaço entre o deserto e as savanas, que escritores como Brian Chikwava (Zimbabwe), Tsitsi Dangarembga (Zimbabwe), Chimamanda  Adichie (Nigeria), Ngugi wa Thiong’o  (Quênia) e Wole Soyinka (Nigéria), este último vencedor de um Prêmio Nobel, produziram uma literatura de qualidade impressionante.

Nada mais natural, portanto, que essas almas letradas produzirem o que chamamos de “pensamentos inspiradores”. O site britânico Telegraph costuma cobrir o festival e, recentemente, conversou com editores e escritores africanos e elencou alguns desses pensamentos, que traduzimos e reproduzimos abaixo. Afinal, nada melhor do que inspiração para começar um final de semana!
<strong>”Poetas fazem amor com as mentes dos leitores e – não nos enganemos – já houve muitas gestações mentais.” </strong><em>- Ben Okri</em>

<strong>”Para ser um escritor você precisa desenvolver a habilidade de falhar em público.”</strong><em> – Hari Kunzru</em>

<strong>”A ficção e a literatura conseguem falar verdades que a mídia tem dificuldades em expressar.”</strong><em> – J M Ledgard</em>

<strong>”Se eu soubesse antes de escrever como um poema terminaria, ele seria uma jornada inexistente.”</strong><em> – Yusef Komunyakaa</em>

<strong>”Kibera (maior favela de Nairobi) tem a maior concentração de bibliotecas do Quênia.”</strong><em> – Muthoni Garland</em>

<strong>”A Internet supera a tirania da distância.”</strong><em> – Peter Moore</em>

<strong>”A cultura pode ser a única coisa que nos salvará.”</strong><em> – Chief Nyamweya</em>

Bom final de semana recheado de inspiração e de letras!<em></em>

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