Capas contam. Muito.

Já fiz aqui post atrás de post falando sobre a importância do ISBN para se conseguir distribuir o seu livro por livrarias. Não vou considerar o assunto superado: tenho a mais absoluta certeza de que nunca será demais relembrar que quanto maior a presença de um livro, maior a chance dele vender bem.

Mas passemos agora a outro assunto: capas.

“Livros não devem ser comprados pelas suas capas”, dizem alguns. “Só no Brasil se compra pela capa”, dizem outros.

Bom… não falarei aqui apenas com a experiência de quase 10 anos acompanhando o mercado editorial no mundo inteiro. Falarei o óbvio: se capas não fossem essenciais para se vender livros no mundo inteiro, então todas seriam iguais: fundo monocromático com um título escrito.

Não é isso que acontece – e por motivos óbvios.

Seja em uma livraria online ou física, sempre haverá um sem número de livros brigando pela atenção do possível leitor. E o que esse leitor fará, principalmente se não conhecer bem o autor ou se não entrar na loja sabendo o que deseja comprar?

Sem tempo para ler todas as milhões de sinopses disponíveis, ele primeiro se deixará guiar pelos olhos. E para onde irão esses olhos? Para as capas, obviamente.

A capa de um livro é a primeira curadoria feita pelo leitor. Pode ser superficial, pode ser imediatista, pode ser insuficiente para se tecer qualquer julgamento: mas é assim no mundo inteiro.

Assim, seu eu puder deixar um conselho a todos os autores independentes daqui do Clube, ei-lo: invista na capa da sua obra. Uma capa bem feita pode não ser sinônimo de vendas excepcionais – mas uma capa mal feita quase sempre é sinônimo de fracasso comercial.

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Como publicar um ebook

Você deve, afinal, investir na publicação de um ebook?

Sim, é verdade: ebooks não têm e, ao menos por um longo tempo, não deverão ter uma fatia super expressiva do mercado. Aliás, é possível que eles nunca tenham uma fatia de mercado tão gigantesca quanto se costumava prever há uma década.

Vamos primeiro aos números

Mesmo se pegarmos o digitalíssimo mercado norte-americano, onde os ebooks fecharam o ano passado (2017) com uma fatia 42% do total das vendas de livros, as notícias são desanimadoras. No primeiro semestre deste ano, houve uma queda de vendas de ebooks de 4,4%; em julho, outra queda de 16%; em agosto, novo tombo, desta vez de 9,6% – tudo isso enquanto o volume de vendas de impressos vem subindo consistentemente há anos. Aliás, de acordo com Marcus Dohle, CEO da Penguin Random House, o mercado vai acabar se estabilizando em uma proporção de 80% para impressos versus 20% para ebooks.

Isso nos EUA, claro. No Brasil, estamos muito, mas muito distantes dessa realidade. Por aqui, o livro digital representa apenas 1,9% do mercado.

Se ficar parado nessas notícias, o autor independente logo se questionará: vale a pena publicar um ebook?

A resposta é óbvia: sim. Porque não estamos falando de se publicar um ebook em detrimento de um livro impresso, afinal. Ao contrário: o melhor que um autor deve fazer é publicar o seu livro em todos os formatos possíveis, até porque fazer isso, por exemplo, aqui no Clube de Autores, é 100% gratuito.

Quer dois outros argumentos?

O primeiro é você mesmo. A venda de ebooks pode não ser tão alta quanto a de impressos, mas ela está totalmente concentrada em autores independentes. No mundo, aliás, estima-se que de 30%-40% do total de ebooks vendidos sejam de escritores independentes. E 30%-40% de 1,9% de TODO o mercado brasileiro de livros não é, exatamente, algo a se desprezar. Principalmente, repetimos, quando o custo de se brigar por espaço seja zero.

O segundo argumento – e é ele que veremos aqui agora – é a facilidade. Se nunca foi tão fácil publicar um ebook, por que deixar a oportunidade passar?

A questão dos formatos: PDF versus EPub

A primeira coisa a se ter em mente é que o mercado costuma trabalhar com dois formatos diferentes de ebook: PDF e EPub.

O PDF é, de fato, o formato mais fácil de se trabalhar e pode ser gerado a partir do seu livro em formato Word. Além disso, como já é o formato padrão do Clube de Autores para se publicar em formato impresso, basta utilizar o mesmo arquivo e pronto: seu ebook já estará disponível.

MAS (e este “mas” é bem considerável), PDF é também o formato mais pobre de ebook – pobre ao ponto de não ser sequer aceito pelas principais plataformas.

Há motivos para isso. Um arquivo em formato PDF funciona como uma espécie de imagem do texto e, na maior parte dos programas de leitura, ele não permite que o texto se molde confortavelmente à tela. Isso é especialmente relevante no Brasil, onde 56% dos usuários lêem ebooks em seus smartphones.

Em outras palavras: se não tiver alternativa nenhuma, deixe seu ebook em formato PDF. Mas se quiser um desempenho melhor, converta seu arquivo para EPub.

Como fazer isso?

Se seu livro for simples (essencialmente composto por texto, sem imagens ou ilustrações), você encontrará programas gratuitos na Internet que farão essa conversão diretamente. Já fizemos, aqui mesmo no blog, um post sobre ferramentas para se escrever livros – e a maioria delas já converte os arquivos para EPub.

Mas, se seu livro for mais complexo, vale a pena contratar algum profissional que faça essa conversão de maneira mais bem cuidada e personalizada. Há uma série de profissionais no mercado capazes de fazer isso, sendo que muitos vendem seus serviços neste site daqui. Escolhe com cautela, lendo comentários e recomendações de ex-clientes (disponíveis na própria plataforma).

Que plataformas revenderão o ebook – e em que formato?

Já comentamos, aqui neste post, que 56% dos usuários brasileiros lêem ebooks em seus smartphones – e isso inclui toda uma maioria que usa ferramentas de suas próprias operadoras de celular ou apps terceiras, muito pouco famosas, para isso.

Aliás, a pesquisa Retratos da Leitura de 2016 apontou que apenas 4% dos brasileiros usam plataformas como Kindle, Apple, Google ou Kobo para ler ebooks. E, por mais que 2016 esteja há 2 longos anos no passado, dificilmente esse número tenha chegado a significativos 40% hoje.

No mesmo ano do Retratos da Leitura, a PublishNews fez uma matéria comparando as principais plataformas de leitura de ebooks. Em outras palavras: onde esses 4% de leitores de ebooks lêem seus ebooks?

O Kindle, da Amazon, tem destaque aqui, com 55% do mercado. ele é seguido pelo GooglePlay (18%), Apple (13%), Saraiva Lev (8%) e Kobo (8%).

O Clube de Autores distribui, hoje, para todos esses formatos – além de diversos outros pequenos aplicativos que fazem a maioria do mercado de ebooks, como já mencionado aqui.

Voltando às principais plataformas, apenas o GooglePlay trabalha com o formato PDF. As demais – Kindle, Apple, Saraiva Lev e Kobo – todas exigem que o livro esteja em formato EPub para oferecê-lo aos seus leitores.

O EBook precisa ter ISBN?

Idealmente, sim. Há inclusive uma categoria específica para isso, o eISBN, feito par livros eletrônicos. Temos um post completo sobre o registro do ISBN aqui no blog, mas ele de fato é mais voltado para o registro de livros impressos (embora o processo seja semelhante).

E por que não falamos especificamente sobre ebooks? Porque, hoje, nenhuma das plataformas de ebook efetivamente exige o ISBN. E, se elas não exigem, isso significa que você poderá revender o seu livro lá sem se preocupar com isso.

Vale a pena eu publicar exclusivamente na Amazon?

Os números aqui neste post já respondem por si só: o Kindle, hoje, tem algo como 55% de 4% do mercado brasileiro de ebooks. Isso dá 2,2% de mercado. Ainda que ele tenha crescido imensamente nos últimos dois anos, dificilmente terá decuplicado essa participação. E ainda que tenha decuplicado, isso significa que ele terá 22% do mercado (e olhe que essa previsão é absolutamente irreal).

A pergunta, portanto, é: vale a pena dar exclusividade a uma plataforma que tem, hoje, algo na casa de 2,2% de mercado, propositalmente ignorando 97,8% dos leitores?

Obviamente que não.

Se você não precisa dar exclusividade a ninguém – e, hoje, você não precisa – não dê. Esteja em todos os lugares que conseguir.

Como fazer para publicar seu ebook? 

Vistos todos esses pontos, é simples: basta acessar o Clube de Autores, clicar em Publique seu Livro e seguir as etapas. Montamos um guia de autopublicação que detalha todo o processo e que pode ser acessado aqui.

Apenas para reforçar: ao publicar (gratuitamente) no Clube de Autores, seu ebook (da mesma forma que seu impresso) estará disponível em todas as suas plataformas e você controlará as suas vendas online, de maneira centralizada.

Quer saber mais? Conheça o Clube de Autores clicando aqui e seja bem-vindo à maior comunidade de autores independentes da América Latina!

 

 

 

 

 

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20 dicas quentes para divulgar seu livro

Como divulgação de livros é sempre, sempre um tema demandado e importante por aqui, hoje recomendarei a leitura de um artigo feito no Administradores.com já há algum tempo (mas que continua atual).

Nele, acrescento apenas a minha dica:

Dica 21: JAMAIS PUBLIQUE SEU LIVRO APENAS COMO EBOOK. Afinal, não é só o fato de que 89-98% das vendas no Brasil sejam de impressos, mas também o de que publicá-lo em papel é totalmente gratuito aqui no Clube. Assim, o que exatamente você teria a ganhar ao não publicar no formato preferido dos leitores?

Quer ver as outras 20 dicas? Clique aqui

Quer aproveitar e baixar um guia inteiro sobre como divulgar o seu livro? Então venha diretamente por aqui e construa o seu público ideal!

 

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Tem dúvidas sobre autopublicação?

Tem dúvidas sobre como publicar seu livro?

Simples: pergunte.

Ou navegue por aqui.

O Clube de Autores tem mais de 9 anos de mercado trabalhando com autopublicação como deve ser: gratuita para o autor e com garantia de presença nas mais diversas livrarias. O que isso nos dá (e, por consequência, garante a você)? Uma base de conhecimento imensa sobre o que funciona e o que não funciona nesse mercado.

Essa base de conhecimento, no entanto, não serve de nada se não a colocarmos ao alcance e à disposição de todos os autores do país – e é esse o esforço que temos feito (e fortalecido) nos últimos tempos.

Gostaria, aqui, de deixar dois convites para todos os escritores que tenham qualquer tipo de dúvida:

Acesse os materiais que preparamos para você.

São muitos e que devem aumentar o tempo todo. Mas, para facilitar, listaremos aqui:

Compilado de conteúdo sobre como publicar um livro

Post sobre como escrever um livro

Checklist com todas as etapas de lançamento de um livro

Passo-a-passo de como registrar o ISBN para seu livro

Post sobre como definir o preço do seu livro

Post sobre como lançar um livro sem burocracia

Manual de divulgação de livros

Guia de Publicação de Livros

Pergunte-nos

Todos esses materiais, como já comentamos, foram feitos com base em dúvidas que recebemos de autores ao longo dos nossos 9 anos de vida.

Isso significa que todas, absolutamente todas as dúvidas já tenham sido respondidas? Claro que não.

Significa apenas que estamos fazendo – como devemos continuar fazendo – um esforço grande para deixar o mínimo possível de dúvidas nesse mundo relativamente novo da autopublicação.

E também significa, claro, que a possibilidade de existirem outras dúvidas quaisquer que sequer tenhamos considerado é bem razoável.

Isto posto, pedimos a todos os autores que nos considerem não como um acervo de material, mas sim como uma fonte de consulta permanente sobre como se autopublicar.

Tem dúvidas e não encontrou respostas? Pergunte-nos.

Do nosso lado, se há uma coisa que podemos garantir é que faremos todo o esforço do mundo para respondê-lo o quanto antes!

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Que ferramenta você deve utilizar para escrever seu livro?

Costumamos acreditar que livros são peças complexas, de um tipo de sofisticação além do alcance para meros mortais.

Vale desconstruir essa crença.

A complexidade e sofisticação de um livro – que, sim, obviamente existe – não está no formato, no acabamento: está no conteúdo.

Não que o acabamento não precise ser bem feito: livros sem uma boa capa, uma revisão bem feita e uma diagramação interessante tem chances muito, muito maiores de não performarem bem. Mas perceba que tudo isso – capa, diagramação, revisão – é um conjunto de serviços autorais que, da mesma maneira que o conteúdo do livro, depende muito mais do artista, do autor.

Sim, preste muita atenção a isso na seleção de um time perfeito para garantir um bom acabamento ao seu livro. Mas nada disso – absolutamente nada disso – tem a ver com ferramenta.

Que ferramenta você deve utilizar para escrever? Word, notepad ou qualquer outra que preferir.

Para fazer uma capa, caso seja você mesmo o capista? A que se sentir mais confortável.

Ou seja: não se prenda a ferramentas. Prenda-se ao resultado final delas, quaisquer que sejam.

Nesse sentido, vale conferir esse post aqui sobre como escrever um livro (e navegar também por outros posts e materiais ligados a ele).

De toda forma, o importante é: concentre-se no resultado final. É o resultado que deve importar, que deve ser próximo da perfeição. Os meios para chegar nele, as ferramentas, são essencialmente irrelevantes.

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