Confira curso sobre narrativas biográficas em estilo de jornalismo literário

Se você tem interesse em histórias de vidas e escreve sobre elas profissionalmente ou quer escrever ou se você simplesmente tem um projeto pessoal ou familiar a desenvolver, vale conferir esse curso, capitaneado pelo professor Edvaldo Pereira Lima.

Veja:

A era da informação massiva e múltipla que vivemos transporta, implícito, o fenômeno do interesse contínuo do público pelas histórias de vidas. Nas mais distintas formas e nos mais variados meios de comunicação, são as narrativas centradas em pessoas que cativam mentes e corações. Ficcionais ou reais, habitam as novelas, fazem o cinema acontecer, crescem nos livros, passam pelos veículos jornalísticos. Chegam ao universo digital. Marcam presença no mundo corporativo.

Na literatura de não ficção, os perfis, as biografias, os ensaios-pessoais, as memórias, as autobiografias têm espaço consolidado e demanda instalada.

Ótima notícia, mas…

O problema é que nem sempre a demanda é atendida com qualidade.A sofisticação crescente do mercado cultural exige competência ampliada dos autores. É para endereçar essa questão que o Professor Edvaldo Pereira Lima, referência nacional em jornalismo literário, montou o curso de narrativas biográficas.

Confira os tópicos:

  • Storytelling e sua matriz inspiradora para todas as formas de comunicação focadas em pessoas.
  • A Jornada do Herói para escritores de vidas.
  • O legado da rica tradição do Jornalismo Literário.
  • Uma ajuda instrumental do método Escrita Total – publicado em livro no Clube de Autores – de redação espontânea.
  • As possibilidades de vanguarda do Jornalismo Literário Avançado.
  • Uma contribuição de honra com as narrativas de transformação.

Se interessou? Acesse o site epl.eadbox.com , faça uma primeira vídeo-aula como cortesia e, se gostar, inscreva-se!

Screen Shot 2017-07-19 at 16.40.58

Leia Mais

O que significa esse movimento de distribuição livrarias que estamos fazendo?

Recentemente, divulgamos aqui no Clube a distribuição de livros impressos via Estante Virtual, Submarino e Americanas. Muitas outras lojas estão já a caminho, mas… o que, exatamente, isso significa para os autores?

Vamos por partes.

Hoje, é possível dividir os leitores (brasileiros ou mundiais) em duas grandes categorias: os que sabem precisamente o que desejam (títulos ou autores específicos) e os que buscam por temáticas. Não há, claro, uma estatística clara que separe uns de outros – mas o fato é que o primeiro grupo costuma ser atraído, em grande parte, pelos best-sellers.

Vamos ao segundo grupo – os que passam tempo navegando por vitrines, reais ou virtuais, ou por buscadores diversos. É aqui que o leitor típico do Clube costuma se encaixar, aliás – e é aqui que o espaço para os autores independentes costuma crescer.

Normalmente, esses leitores buscam sinopses interessantes, obras semelhantes a outras que já leram etc. Nesse ponto, o palco é o mesmo para todos – desde que saibam trabalhar bem os seus livros. E o que é trabalhar bem? É ter um texto profissionalmente revisado, com uma capa belíssima e uma sinopse instigante. Sempre reforçamos isso aqui no Clube: livros bem trabalhados não terão as suas vendas garantidas – não existe garantias assim no mundo; mas livros mal descritos, com capas pouco atrativas e comum português recheado de erros certamente terão resultados pífios.

Mas sigamos adiante no raciocínio: onde o leitor tradicional busca?

Em geral, ele vai a dois diferentes caminhos: Google e sites de livrarias.

No caso do Google, estamos bem aqui no Clube: todas as técnicas de otimização de buscadores estão aplicadas e mais da metade de todo o nosso tráfego vem de lá. Mas isso ainda é pouco: em termos gerais, temos algo como 300 a 400 mil visitas mensais.

Era preciso expandir, dar mais audiência para os livros e os autores e permitir que quem buscasse em livrarias os encontrasse.

Estante Virtual? Hoje, de acordo com o SimilarWeb (ferramenta que estima, embora com alguma margem de erro, a audiência de sites), eles recebem algo como 5 milhões de visitas mensais – e só para livros.

Submarino? 25 milhões (embora nem tudo seja para livros).

Americanas? Amazon? Cultura? Somadas, as audiências de todos esses portais chegam a praticamente toda a Internet brasileira.

E sim: ainda não estamos em todos. Mas estamos chegando lá.

Em suma, o que isso significa para os autores? Visibilidade.

Claro: ainda será fundamental trabalhar bem o livro, fazer a sua divulgação, conseguir boas críticas etc.: livros, assim como quaisquer outros “produtos”, não se “auto-vendem” – mesmo quando bem distribuídos.

Mas essa barreira, a do alcance, está sendo vencida por aqui como nunca antes. Digo mais, até: no mundo inteiro, nenhum site de autopublicação jamais conseguiu se distribuir de maneira tão intensa quanto o Clube de Autores.

Estamos orgulhosos disso. Até porque já estamos testemunhando que essa amplitude está, efetivamente, começando a se converter em vendas.

Leia Mais

Literature-se de cara nova

Não há como ser autor sem ser leitor. Ao contrário: eu, pelo menos, considero que ler insanamente é fundamental para se escrever bem. Que outra forma há, por exemplo, de se aprender as técnicas revolucionárias de narrativa de Mia Couto, Tolstoi, Virginia Woolf e tantos outros mestres?

E a Internet, claro, tem um papel fundamental nisso. Não só por ser um canal global de vendas, permitindo que mesmo os mais sofisticados livros de Khlebnikov cheguem nas mais distantes vilas amazônicas: mas por permitir que se fale densamente sobre livros.

Há um site específico que eu sou fã: o Literature-se. Quando o acessei na semana passada, percebi que ele estava todo remodelado, mais fácil de navegar, cheio de conteúdos belíssimos. Babei.

Babei e decidi divulgá-lo aqui, no blog do Clube, ambiente essencialmente feito de amantes da leitura.

Está com algum tempinho livre agora? Use-o bem: clique aqui ou na imagem abaixo e passeie pelo Literature-se. GaScreen Shot 2017-07-07 at 09.35.46ranto que você vai amar.

Leia Mais

Somos as nossas próprias histórias

Niall Williams abre o seu belíssimo livro “History of the Rain” (ou ‘A História da Chuva’, aparentemente ainda não traduzido para o português) dizendo que nós somos as nossas próprias histórias. 

Em tese, o pensamento em si não é tão original: certamente todos nós já ouvimos isso de diversos escritores ou poetas que biografam a vida. Mas há que se sair da superfície para entender o que ele realmente quis dizer. 

No livro, a protagonista cava fundo em suas memórias para recontar a história de seu pai e de seu avô como maneira de se entender melhor enquanto passa os dias acamada por uma doença grave. Há toda uma sucessão de tragédias familiares: o irmão gêmeo morre afogado, a casa pega fogo, o pai tomba, súbito, de câncer, e assim por diante.  Há o suficiente para que o leitor babe ininterruptamente de tanto chorar. 

Mas há mais. 

Entre cada pedaço de história familiar, a narradora insere trechos de histórias de Dickens, de Dante, de Shakespeare. Entre cada vida vivida, ela soma vidas lidas a partir da biblioteca de mais de 3 mil livros do pai – livros aos quais ela dedica cada minuto do tempo que lhe resta. É como se o autoconhecimento não viesse apenas da fria árvore genealógica, mas principalmente do acúmulo de conhecimentos que cada parte dela – seu pai, seu avô, seu bisavô – absorveu ao longo de suas próprias vidas. 

Algum antepassado leu Virgínia Woolf, por exemplo? Então a história se introjetou no sangue familiar, ajudando a moldar o pensamento genealógico dali para a frente. 

Parece uma viagem? E é. Principalmente porque, em um determinado momento, a história familiar real, factual, vai perdendo importância e deixando-se substituir pela história romanceada, imaginada, escrita e, portanto, imortalizada.
Ao final do livro, o leitor não tem sequer a certeza do que realmente aconteceu – mas esse real fica tão irrelevante frente à maneira com que a narradora expõe seus desejos como fatos passados que o pensamento que abriu este post ganha uma nitidez incrível. 

Sim: somos as nossas próprias histórias. Mas não apenas porque foram elas que embasaram as nossas visões de mundo e sim porque foram – e são – elas que, repassadas adiante, significam o que sonhamos ser e o que, lá em nosso íntimo, mais acreditamos ser. E isso é algo muito, mas muito mais real do que a própria realidade. 

Leia Mais