Top 10 livros independentes que mais estão acontecendo: dezembro/ 2018

Volta e meia tanto autores quanto a imprensa especializada nos perguntam sobre rankings de livros independentes que mais estão acontecendo em nosso mercado. Nunca conseguimos efetivamente criar uma lista oficial aqui no Clube, em grande parte pela dificuldade de se conciliar obras de tantos diferentes gêneros e com indicadores tão diversos. 

Nesses últimos dias, finalmente, montamos uma lista e um modelo de operação que destacará, a cada 30 ou 60 dias, livros que mais estiverem chamando a atenção. 

A lista de top 10 livros independentes é, portanto, feita com base no acervo de títulos publicados diretamente pelos autores, de forma gratuita, aqui no www.clubedeautores.com.br, maior plataforma de autopublicação da América Latina. A seleção leva em conta fatores como o ISBN (essencial para que o livro seja revendido nas livrarias brasileiras), avaliações dadas pelos leitores, qualidade técnica do texto apresentado (incluindo desde a revisão ortográfica e gramatical até a diagramação das páginas), qualidade técnica das capas e desempenho comercial efetivo. Seguindo estes critérios, cada um com um peso específico, o algoritmo do próprio Clube de Autores gera uma pontuação mensal que se traduz no ranking aqui publicado.

A primeira lista, referente a dezembro, já está publicada e será distribuída para a imprensa em geral. Vale conferi-la aqui ou clicando em qualquer um dos links abaixo (que, adianto, não estão por ordem).

Trilhando Sonhos, de Thiago Fantinatti

Cara Liberdade, de Zdenek Korecek

A Conquista da Amazônia, de Carlos Araujo Carujo

Educação Ambiental na América Latina, organizado por Ivo Dickmann e Cláudia Battestin

Inútil Inocência, de Natália Sartor de Moraes

O Nutricionista Clandestino, de Danilo Balu

A Primeira Dor, de Leda Rezende

Sensibilidade à Flor da Pele, de Helena Polak

Tempo, de Ricardo Almeida

Astrofotografia Prática, de Rodrigo Andolfato

Curtiu? Clique nos livros, navegue por eles, leia-os. De acordo com a Internet, valem muito a pena :)

 

 

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Como ter ideias para escrever um livro

Quer escrever um livro e não sabe por onde começar? Que tal conferir estas dicas aqui?

O Clube de Autores foi criado sob o princípio de que todo mundo tem uma história para compartilhar. Vivemos e morremos por este princípio que, até hoje, se mostrou absolutamente real. 

Mas isso não significa, claro, que todos estejam motivados, inspirados e prontos para passar suas crenças e visões de mundo mais profundas para o papel. E essa passagem, obviamente, é chave. 

A grande questão que aflora é: como instigar a mente a comandar os dedos para metamorfosear pensamentos em letras, palavras, frases, capítulos e, em suma, em uma ou mais histórias? 

Até os grandes mestres têm suas técnicas inspiracionais

Não há uma resposta mágica, uma espécie de receita padronizada para isso: escrever sempre foi, é e sempre será algo extremamente pessoal. Saramago, por exemplo, lançava perguntas hipotéticas ao universo e transformava suas respostas em enredos. Foi hipotetizando sobre “o que aconteceria se a morte tirasse férias”, por exemplo, que ele concebeu “As Intermitências da Morte”, uma de suas obras primas. 

Khaled Husseini, autor do best-seller “O Caçador de Pipas”, diz se inspirar vendo o noticiário. Foi, aliás, uma notícia na TV sobre competições de pipas serem proibidas pelo Talibã que inspirou o seu livro mais famoso. 

E, claro, entre lançar perguntas surreais ao cosmo e assistir ao Jornal Nacional certamente há todo um abismo de ideias e inspirações. Longe de querer sintetizar tudo em um compilado monótono, como se genialidades nascessem a torto e à direita, este post tem um objetivo que se situa entre a mera curiosidade e um empurrãozinho aos que estiverem sofrendo de bloqueio criativo: uma lista com algumas das técnicas mais utilizadas por autores de todo o mundo e através dos tempos para se destrancar a palavra escrita de dentro dos seus cérebros. 

Mas não nos atenhamos unicamente a elas, claro. Uma vez escrita, toda história tem um caminho loooongo pela frente, até se transformar em livro. Nesse ponto, já indico de imediato este post aqui com dicas importantes sobre o processo de escrita em si.

Mas voltemos alguns passos, então, e mergulhemos em algumas dicas que podem ser bem úteis para fazer vontades se metamorfosearem em livros. 

10 dicas importantes para se ter ideias que se transformem em livros

Leia. Muito. 

A maior fonte de inspiração para se escrever um livro costuma ser um outro livro. Um, não: vários. Quanto mais intimidade você tiver com obras primas de gênios como Murakami, Rulfo, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Mia Couto, Clarice Lispector e outros tantos, mais intimidade você terá com o próprio conceito de narrativa. Deixar-se ser envolvido por estilos literários que transcendem e transformam o próprio conceito de poesia costuma mexer fundo no coração – mais especificamente na parte dele que mais importa, naquele ponto escondido de onde nascem todas as emoções. Faça, então, o óbvio: vá a uma livraria. Ou a esta lista daqui, com os 10 livros independentes que mais estão dando o que falar.

Tenha sempre um caderno de anotações à mão – e use-o sem economia.

Não, não é necessário ser exatamente um caderno: pode ser um tablet ou até mesmo o seu celular. O importante, mesmo, é que você tenha o hábito de registrar imediatamente qualquer sinal de ideia que – quem sabe? – tenha algum potencial de amadurecer em forma de livro. Pode ser uma observação casual do cotidiano, o registro de um sonho, uma frase que achou bonita ou qualquer coisa. Simplesmente escreva, registre, anote. Nunca se sabe exatamente o que destranca ideias do cérebro. 

Cace arte – e recrie a história por trás de cada peça que achar.

Olhe em volta. Onde quer que você viva, são imensas as chances de estar cercado por obras de arte. Sejam esculturas, telas, prédios ou casarões, grafites ou qualquer outra manifestação artística, é relativamente fácil se deparar com algo capaz de te extrair do lugar-comum. Aprenda a perceber a arte e, principalmente, a deixar a curiosidade dominar seu olhar. Toda obra, afinal, tem uma história por trás –  e é nessa história que reside a sua maior densidade. Foi a um museu e se encantou com uma peça específica? Pesquise-a, ainda que com o próprio celular navegando na Wikipedia. Quem foi o autor? Em que período ela foi feita? Por que motivo? O que deveria representar? Quem encomendou? O que ela deveria representar? 

Para cada peça que olhar, brinque de engenheiro de obra pronta e tente imaginar toda a história por trás dela, tanto emocional quanto cronologicamente. Obras de arte mais plásticas (como quadros ou esculturas) costumam ser uma espécie de capítulo final de um livro cujos capítulos iniciais podem ser criados por cada espectador. E isso permite um tipo de exercício criativo fenomenal. 

Aprenda a provocar emoções com as palavras.

Escritores são, essencialmente, artesãos de palavras. Nesse sentido, cada frase pode ser pensada, esculpida e retrabalhada de maneira a gerar mais impacto em seu ouvinte ou leitor. Aprenda a brincar com palavras, a substituir as monótonas colocações do nosso cotidiano com termos buscados nos mais bem guardados baús do nosso belíssimo idioma. 

Livros, afinal, são ideias traduzidas em um encadeamento poético de palavras. Quanto mais você dominar o seu idioma, melhor conseguirá destravar conceitos e deixar histórias fluírem soltas. 

Decida o gênero que quer escrever.

Drama? Filosofia? Comédia? Terror? Ficção científica? Até é possível mesclar pitadas de um gênero com outro mas, no geral, todo livro costuma se enquadrar em um perfil mais geral. E isso não é ruim. 

Ao contrário: quanto mais claro estiver para si mesmo o gênero que você deseja escrever, mais fácil será buscar referências e escrevê-lo. 

Não tente imitar alguns para agradar a todos.

Um dos grandes erros que autores costumam cometer é tentar construir histórias que agradem ao que eles entendem como “massa de leitores”. “Paulo Coelho é um best-seller? Então tentarei escrever igual a ele!”. Poucas ideias podem ser piores que essa – até porque um livro é, por excelência, um espelho do seu autor. Quanto mais rápido o autor entender que suas chances de sucesso são maiores na medida em que ele se entregar ao seu próprio estilo, melhor. Ser você mesmo é uma garantia de sucesso? Infelizmente, não – o mercado literário é, possivelmente, o mais concorrido do mundo. Mas tentar ser outra pessoa é uma garantia de fracasso. 

Teste sua história.

Pensou em algo que pode ser um bom começo ou uma boa base para um livro? Teste. 

Crie uma espécie de sinopse mental e compartilhe-a com algum amigo ou leitor em potencial. Perceba a sua reação, esforçando-se para separar aprovações educadas de entusiasmos sinceros. Nem sempre o que nos parece uma boa ideia, afinal, tem potencial concreto para se transformar em um bom livro, e testar a capacidade de retenção de atenção é sempre um caminho aconselhável. 

Não se veja como um gênio incompreendido.

Depois de testar a sua história uma, duas ou três vezes e receber olhares mais reprovadores, é comum que o escritor busque refúgio ou alívio no pensamento de que seu texto está perfeito, mas além do alcance das pessoas. Esqueça isso. 

Claro: nem todo livro funcionará para todo mundo, mas se você escolheu bem os “críticos” para quem contou ou mostrou a sua tese (ou sinopse mental, como colocamos na dica acima), então confie nas opiniões que ouvir. Em última instância, force-se a acreditar que não existem gênios incompreendidos: existem escritores que não conseguiram concatenar suas ideias direito. Quanto mais você colocar a culpa nos outros, afinal, menos conseguirá mudar para evoluir. 

Dedique-se a uma primeira frase.

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.” Foi assim que Machado de Assis abriu a sua obra prima, Memórias Póstumas de Brás Cubas – com uma primeira frase que praticamente cola o olhar do leitor ao livro e o impele a devorar cada uma de suas próximas páginas. 

Não se costuma dizer que a primeira impressão é a que fica? Pois bem: em um livro, uma primeira frase bem elaborada tem o potencial de transformar a experiência do leitor – e de atiçar a imaginação do autor em níveis incríveis. 

Deixe o texto ganhar vida própria; depois, dedique-se a podá-lo. 

Em um determinado momento, suas mãos parecerão ter vida própria e sairão escrevendo a uma velocidade maior que a do seu próprio cérebro. Não se censure aqui: deixe o texto crescer por conta própria, tomar os caminhos que preferir, dominar o papel com toda a coragem de um adolescente descobrindo o mundo. 

Mas tenha claro para si que o que quer que resulte daí não será o seu trabalho final. Uma vez escrita essa primeira versão do livro, transforme-se em carrasco de si mesmo e dedique-se a ler e a reler, a cortar trechos desnecessários, a organizar eventuais caos incompreensíveis e a ceifar capítulos inteiros com a frieza de um legista.  O mexicano Juan Rulfo, aliás, costumava dizer que escrever era a parte mais rápida e fácil de um livro: o trabalho mesmo estava no passo seguinte, quando ele começava a aparar as arestas de cada uma das suas próprias frases. 

Foi assim que ele deu ao mundo Pedro Páramo, um dos livros mais celebrados da história. 

Escreveu seu livro? E agora?

Passou por tudo isso? Seu livro está já escrito e pronto para ser lançado? 

Parabéns: todos têm uma história para compartilhar mas, se dúvidas, são poucos os que realmente conseguem tirá-la da cabeça e colocá-la no papel. 

Antes de publicá-la, no entanto, recomendamos que acesse este checklist aqui e veja se tudo está perfeito. 

Se estiver, fantástico: publique aqui no Clube de Autores gratuitamente, nos formatos impresso e digital, e esteja presente nas maiores livrarias do país e do mundo! Quer saber como? Acesse este link aqui, com o passo-a-passo para você lançar o seu livro, ou este aqui, que descreve o modelo de funcionamento do Clube de Autores.

 

 

 

 

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Gestão colaborada: conheça o novo modelo de publicação do Clube de Autores

Confira nossas vantagens exclusivas para autores que adquirirem tiragens maiores de exemplares

Há, aqui no Clube, uma quantidade crescente de autores interessados em adquirir uma tiragem maior de livros (500 ou mais exemplares) em troca de preços extremamente agressivos. E esse, confesso, sempre foi um ponto crítico para nós, que montamos toda uma operação com base na confecção individualizada de livros (o que inclui desde métodos a máquinas adequadas a isso).

E há outro ponto importante: com 500 exemplares em mãos, o que exatamente o autor vai fazer? Vendê-los, todos, diretamente? Como equacionar a distribuição para livrarias em um modelo assim?

Eis o projeto de Gestão Colaborada para Grandes Tiragens

Depois de muita negociação, de muito cálculo e de muito método desenhado e redesenhado, acabamos de desenvolver, aqui no Clube de Autores, o modelo mais inovador para esse tipo de demanda e que atende tanto ao quesito preço quanto ao quesito distribuição.

Basicamente, o funcionamento é assim:

  1. Nós te auxiliaremos na publicação, que pode ser 100% personalizada (incluindo capa, contracapa e lombada)
  2. Você adquire uma tiragem grande do seu livro –de 500 ou mais exemplares –o que garante um custo unitário de impressão muito, mas MUITO mais competitivo
  3. O pagamento pode ser feito no boleto ou em até 12 parcelas no cartão de crédito
  4. Você escolhe se prefere receber todos os exemplares ou se quer deixar parte sob nossa gestão
  5. Nós distribuiremos e gerenciaremos esses exemplares pelos nossos canais de venda, sendo que 50% do preço de capa será seu a título de direitos autorais
  6. Quando o estoque terminar, seu livro será automaticamente retirado de venda e você poderá nos entregar mais exemplares que tenha em mãos ou encomendar uma nova tiragem
  7. Livros em nosso poder que não forem vendidos em até 12 meses serão devolvidos a você

Para facilitar o entendimento, veja a tabela abaixo, que considera o exemplo de um livro com 150 páginas, tamanho A5 (14,8cmx21cm), miolo preto e branco, papel offset 75 e capa mole:

Perceba, aqui, que a diferença de preço é significativa. Perceba também que o autor continua podendo definir o preço que quiser, o que inclui a possibilidade de colocá-lo à venda por um valor significativamente menor que a média do mercado.

A diferença é que, aqui, para a distribuição em livrarias, partiremos de um preço mínimo que é o dobro do custo gráfico uma vez que precisaremos remunerar as livrarias que farão a venda. Esse cálculo pode parecer meio complexo, então vale um outro exemplo para facilitar:

  • Imagine que o custo por exemplar saia a R$ 9,94 (montante que o autor pagará na contratação da tiragem).
  • Se o autor quiser deixar parte dos exemplares conosco para que revendamos nas livrarias (Cultura, Estante Virtual, Mercado Livre, Amazon etc.), o preço de venda será de, pelo menos, R$ 19,88 (sendo que o autor tem plena liberdade para aumentar para o quanto quiser).
  • Do montante que vender, 50% irá para a remuneração dos canais de venda e 50% ficará com o autor.
  • Em outras palavras, se o autor colocar o preço mínimo de venda (R$ 19,88, no exemplo acima), toda a sua remuneração de direitos autorais (R$ 9,94 por exemplar) será suficiente para que ele apenas cubra os seus custos. Quanto mais ele colocar de valor, mais ele realmente ganhará como lucro.

Fizemos uma apresentação detalhada do modelo que você pode visualizar aqui. Recomendamos que a veja pois, além da mecânica como um todo, inserimos uma série de dados de mercado até para ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro com maior segurança.

Vale apenas uma observação importantíssima: por regra das livrarias, nós apenas podemos/ conseguimos distribuir livros que tenham o ISBN. Se você ainda não registrou o seu ISBN e não sabe como fazê-lo, recomendamos este post aqui.

Há algumas características adicionais do modelo que precisamos ressaltar. Veja abaixo:

  1. A negociação do valor deverá ser feita diretamente com o nosso atendimento pelo atendimento@clubedeautores.com.br
  2. Para ser distribuído em livrarias, o livro precisa ter o registro do ISBN, sendo esta uma responsabilidade do próprio autor
  3. A negociação do volume de exemplares a serem distribuídos pelo Clube de Autores será feita caso a caso, em conjunto com o autor
  4. Os exemplares de posse do Clube que não forem vendidos depois de 12 meses serão oferecidos de volta ao autor, que deverá arcar apenas com o frete

 

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Uma história contada por todas as vozes; uma aula de literatura para todos os autores

Um dos mais celebrados autores mexicanos se chama Juan Rulfo. Ele não teve uma vida exatamente fácil – escrevia, aliás, como forma de conseguir sobreviver à sua própria solidão.

Escrevia muito? Não.

Rulfo, na verdade, teve três livros publicados: um de contos e dois romances, sendo que o último deles acabou sendo publicado mais por insistência de um amigo do que pela vontade do autor.

Seu romance mais célebre se chamou Pedro Páramo – e é o que recomendamos como uma aula à parte de literatura para todos os autores que estiverem lendo este post.

Primeiro, pela narrativa. As pouco menos de 150 páginas contam a saga de Juan Precioso pela pequena vila de Comala, para onde foi em busca do pai – Pedro Páramo – a pedido da mãe em seu leito de morte. O curioso é que o narrador não é Juan Precioso, mas sim toda uma série de personagens que interagem com ele durante a viagem, tecendo assim uma história feita de fragmentos acronológicos. Aliás, a coisa é mais tensa que isso: parte dos personagens que interagem com Precioso são almas penadas, condenadas a vagar pela vila indefinidamente por terem morrido sem serem absolvidas dos seus pecados pelo corrupto padre local (que também assume o papel de narrador em alguns trechos). O que há de belo nessa narrativa, portanto? Ela é fragmentada e desenhada sob a ótica de pessoas e de almas em diferentes pontos do espaço-tempo, em uma espécie de estilo que, embora único, tenha um pouco de Vermelho, do turco Orhan Pamuk, e do Bras Cubas, de Machado de Assis.

Segundo, pela simbologia dos nomes – algo que o nosso Guimarães Rosa também trabalhava com maestria. Todos os nomes de personagens parecem ter sido esculpidos, e não criados, para contar histórias à parte. Isso inclui Pedro Páramo (que pega o “pedro” da palavra “pedra” e o “páramo” de uma regiao desértica, árida), mas inclui também Juan Precioso, o protagonista, Dolores Precioso, sua mãe, e tantos outros.

Terceiro, pela abundância de significados que emanam do texto. Pode-se lê-lo como uma crítica política à sociedade mexicana da época, tão rígida em valores morais quanto corrupta em atitude éticas; pode-se lê-lo como uma história espiritual, fruto também de uma sociedade em que a a fronteira entre vivos e mortos é absolutamente tênue; pode-se lê-lo como um exemplo tão claro da tradição oral responsável por se passar adiante histórias na América Central; e pode-se lê-lo como uma viagem à própria definição das forças que fazem a nossa existência, como o desejo desmedido de Pedro Páramo, a esperança vã da sua esposa, Dolores, o medo do seu filho, Juan Preciado, o amor louco de Susana San Juan, a moral corruptível do Padre Rentería, a culpa mortal do cavalo El Colorado; etc. O protagonista real, portanto, não é nenhum dos personagens: é o próprio leitor, que encontra no texto uma definição da Vida como um todo.

E, quarto, pelo extremo cuidado que Rulfo teve com o texto. O autor passou, aliás, mais tempo fazendo cortes na narrativa do eque escrevendo-a: para ele, cada palavra precisava ser pesada, medida, entendida. E, se não fosse absolutamente fundamental, cortada.

Porque estou falando de Pedro Páramo aqui, neste post, escrito diretamente da Feira do Livro de Guadalajara? Primeiro, pelo óbvio: Rulfo é provavelmente o maior gênio literário que o México teve até hoje. Falar sobre ele diretamente do México é quase que uma honra.

Mas, segundo, e talvez mais importante, porque essa obra de arte é, de fato, uma aula de literatura para todos nós, autores independentes. Ler Pedro Páramo com atenção é aprender a lidar com a palavra e casar termos com tempos com culturas com visões de mundo ao ponto de contar a história mais perfeita que poderia ser contada.

E não é isso que nós, autores, sempre buscamos?

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20 dicas quentes para divulgar seu livro

Como divulgação de livros é sempre, sempre um tema demandado e importante por aqui, hoje recomendarei a leitura de um artigo feito no Administradores.com já há algum tempo (mas que continua atual).

Nele, acrescento apenas a minha dica:

Dica 21: JAMAIS PUBLIQUE SEU LIVRO APENAS COMO EBOOK. Afinal, não é só o fato de que 89-98% das vendas no Brasil sejam de impressos, mas também o de que publicá-lo em papel é totalmente gratuito aqui no Clube. Assim, o que exatamente você teria a ganhar ao não publicar no formato preferido dos leitores?

Quer ver as outras 20 dicas? Clique aqui

Quer aproveitar e baixar um guia inteiro sobre como divulgar o seu livro? Então venha diretamente por aqui e construa o seu público ideal!

 

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