Dicas de leitura para escritores

O que você deve ler para melhorar a sua escrita?

Já falamos aqui, no blog, sobre o quão fundamental a leitura é para escritores – e sobre como aproveitar o máximo de cada texto.

Para falar a verdade, parece até desnecessário comentar isso uma vez que um escritor dificilmente pode esperar angariar leitores se ele mesmo não age como um (algo essencial para que saiba lidar minimamente bem com a palavra escrita). Mas não é.

Por incrível que pareça, ao longo desses dez anos de Clube de Autores já nos deparamos até com autores que pregavam que o melhor era simplesmente não ler nada de terceiros para evitar algo que eles chamavam de “contaminação literária”. Se você pensa assim, perdoe-nos a sinceridade: a possibilidade de ter algum sucesso qualquer como escritor é muito, muito pequena – essencialmente restrita à possibilidade de você ser um daqueles raros gênios que aparecem na espécie humana uma vez a cada século. Ainda assim, mesmo essa possibilidade fica mais distante uma vez que gênios raramente dispensam oportunidades de ler, de estudar, de se aprofundar em suas áreas de atuação.

Ou você acha mesmo os grandes mestres da nossa espécie, de Cervantes a Machado de Assis a Einstein, nunca se debruçaram sobre seus grandes antecessores?

Escassez e abundância

Mas havia, nos tempos dos gênios de antigamente, um elemento que… digamos… facilitava o trabalho de garimpagem literária eles: a escassez.

Não me entendam errado aqui: já falei e repito diariamente que o melhor dos nossos tempos é justamente a facilidade que temos de adquirir cultura e inspiração. Mas isso traz, para nós, um problema que dificilmente existia na época de Cervantes, lá pelo século XVI.

Para ele, a inspiração literária só podia ser obtida em pequenos e restritíssimos círculos intelectuais onde algumas obras literárias circulavam. Era a época da escassez.

Para nós, a quantidade de opções é tamanha, tão maior que a nossa disponibilidade de tempo para absorvê-la, que separar jôio de trigo é certamente a mais dura das missões de qualquer leitor.

É a época da abundância.

E isso, portanto, nos leva à grande questão: o que um escritor deve ler?

Daremos, aqui, três opções de caminhos a serem seguidos.

Elas servirão para todos? Obviamente que não. Mas podem ao menos ajudar os autores, ainda que um pouco, nessa tão árdua garimpagem inspiracional.

Busque os livros mais lidos de todos os tempos

Nenhum livro se torna best-seller histórico à toa.

Tome o exemplo de Dom Quixote, por Miguel de Cervantes. Desde que foi publicado, na Idade Média espanhola, essa obra já vendeu mais de 500 milhões de cópias, sendo de longe a mais lida de todos os tempos.

Qual o segredo dela? Tudo: da construção de personagens a uma temática que, embora escrita para séculos passados, se manteve e segue se mantendo extremamente atual.

Vale a pena você conferir essa lista aqui, com os 10 livros mais lidos da história, e começar a passear pelas páginas de todos. Mas não leia apenas por ler: leia como se fosse um detetive buscando desvendar o mistério que fez esses textos se grudarem de maneira tão atemporal no imaginário humano.

Busque os livros independentes que mais se destacam

Se você está aqui, então provavelmente é um autor independente buscando o seu lugar ao sol. Nada mais natural, então, do que analisar outros livros independentes que estão se destacando sob o olhar do leitor brasileiro.

De tempos em tempos nós publicamos, aqui no Clube, uma lista com os top 10 livros que mais estão se destacando sob variados critérios – você pode acessá-la clicando aqui.

Da mesma forma que o seu livro, são obras que foram autopublicadas aqui no Clube de Autores (da mesma forma que 85% de todos os livros independentes do Brasil) – e cujos autores, portanto, tiveram exatamente as mesmas oportunidades e possibilidades que você.

Nesse ponto, nunca é demais reforçar os passos importantes para se escrever um livro de sucesso – veja clicando aqui.

Cace os livros mais premiados

Prêmios, claro, são uma excelente maneira de se fazer uma boa triagem literária. Nesse sentido, o que recomendamos é que busque listas de livros agraciados com reconhecimentos como o Nobel, o Jabuti ou o Camões, dentre tantos outros.

É certo que você encontrará uma relação indiscutível de livros perfeitos? Não, claro. Mesmo os mais sofisticados dos prêmios continuam sendo apenas uma espécie de eleição feita com base na opinião de alguns.

Mas as chances de você encontrar títulos que, por um motivo ou outro, cativaram o mundo, são grandes.

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Como criar um personagem para seu livro?

Não há como conceber boas histórias sem bons personagens

Sim: generalizações são sempre perigosas justamente por abolirem, de certa forma, a possibilidade da exceção. Mas pare e pense um pouco: qual o livro que realmente entrou para a história com personagens simplistas, hiper superficiais e pouco críveis? Pouquíssimos, se algum.

E há um motivo óbvio para isso: histórias são sempre formadas por históricos, por linhas de tempo cruzadas de personagens que incluem os passados individuais que os formaram, os encontros que fundiram contextos, as possibilidades de futuro que se desdobram nas tramas.

Assim, por mais fantasiosa que seja uma obra, acreditar na profundidade de um determinado personagem, no seu realismo condizente com o bom senso geral, acaba sendo fundamental para que um livro vá além de um punhado de páginas soltas.

E perceba que não estamos falando aqui apenas do protagonista ou antagonista principais: falamos de todos, absolutamente todos os personagens que compõem uma determinada obra, por mais coadjuvante que ele seja.

A Lei de Tchekhov e a necessidade de relevância em todos os elementos da história

Um dos maiores dramaturgos da humanidade, o russo Anton Tchekhov, descreveu uma espécie de “lei literária” que diz que, se uma arma aparece sobre uma mesa na segunda cena de uma peça, é porque ela fatalmente será disparada até a quarta cena.

Há uma lógica nisso: todo e qualquer elemento inserido em uma história acaba fatalmente “servindo” para algo e levando o leitor e chegar a construir uma determinada expectativa ou a chegar a uma determinada conclusão sobre algo. Há pouco espaço para inutilidades em um livro – em grande parte porque inutilidades desviam o foco e acabam matando o interesse e o engajamento do leitor na medida em que ele vai se perdendo na trama.

E por que estamos falando disso aqui? Porque o mesmo raciocínio deve ser aplicado a personagens. Personagens inúteis, daqueles que aparecem e somem de uma história praticamente sem causa efeito na trama, devem ser eliminados. por completo. Colocando de outra forma: se há alguém na história, esse alguém deve cumprir algum papel, ainda que secundário, na trama; e, se há um papel a ser cumprido, esse mesmo alguém, precisa ser minimamente crível pelo leitor.

Como garantir a densidade de um personagem?

A primeira resposta é tanto óbvia quanto inútil: pelo bom senso. Ela é óbvia porque tudo em um bom argumento depende do bom senso; ela é inútil porque, normalmente, todos sempre acreditam piamente que são os únicos detentores domador bom senso do mundo, o que invariavelmente joga o conceito na lata de lixo.

Mas há algumas práticas que podem ajudar bastante, incluindo:

Coerência

Personagens são seres, humanos ou não, dotados de características que os fazem agir de uma determinada maneira ao longo de uma narrativa.

O que os move, o que faz com que eles ajam de uma ou de outra maneira, quase sempre tem a ver com as suas próprias personalidades. Esse é um ponto de suma importância: as personalidades de cada personagem precisam ser bem definidas e mantidas ao longo da trama.

Veja: não é que uma pessoa vingativa por natureza não possa se arrepender e agir de uma maneira mais altruísta – praticamente todas as histórias do Charles Dickens tem uma ou outra mudança drástica de comportamento de um ou mais de seus personagens chave. Todos podem mudar – mas desde que os motivos, os gatilhos para uma mudança de comportamento, sejam nítidas e fortes o bastante para justificá-la.

Em outras palavras: estamos falando de coerência. Se não garantirmos que nossos personagens não tenham coerência, perderemos nossos leitores.

Passado

Sendo personagens, eles também costumam ter os seus próprios passados: suas coleções de pequenas (ou grandes) vitórias e derrotas pessoais que, no final das contas, acabou forjando os seus caráteres.

Não precisamos sempre descrever o histórico de um personagem à exaustão – mas precisamos, ainda que para nós mesmos, ter claro esse passado como maneira de garantirmos que manteremos a sagrada coerência.

Contexto e momento

Todas as pessoas do mundo mudam de acordo com as circunstâncias. Pegue a mais bondosa das criaturas e coloque-a na mais dramática e negativa das situações e certamente algumas gotas de egoísmo aparecerão até como maneira de sobrevivência.

Respeite essa tridimensionalidade, esse contexto que pode curvar ou mudar qualquer personalidade.

Mas, em paralelo, construa cada contexto como uma soma de momentos. Evite catapultar personagens para dentro de uma história assim, no susto, sem respeitar as regras mínimas do bom senso. Introduza-o na história com coerência, garantindo as circunstâncias percebidas como mais realistas para a sua presença.

E, claro, dê motivo para a sua presença (observando a Lei de Tchekhov) e crie as devidas conexões entre ele e os demais personagens.

Contexto e momento: muito do sucesso de uma história depende desses dois fatores.

Questionário para a construção de um personagem

Se você respeitar esses três elementos acima (e observar a sagrada Lei de Tchekhov), serão imensas as chances de ter em seu livro personagens sólidos, densos e críveis.

Mas há ainda como ir um pouco além. tome qualquer personagem seu e tente enquadrá-lo no questionário abaixo. Se quiser, você pode até responder formalmente a ele (nem que seja para os personagens principais como forma de garantir mais realismo a eles) – mas, normalmente, basta que consiga endereçar cada uma das questões mentalmente.

Se conseguir fazer isso, perfeito: seu livro estará muito mais próximo do sucesso.

Qual a necessidade do personagem para a história?

Como ele é?

Como ele muda ao longo da história?

Quais as suas características físicas (idade, peso, porte, raça, gênero sexual etc.)

Onde nasceu e onde vive?

Se vive em um lugar diferente de onde nasceu, o que o fez se mudar?

Qual o seu nível de inteligência?

Qual a sua relação com a própria família?

Quais os seus amigos e inimigos mais próximos ou importantes?

O que o motiva?

O que o assusta/ amedronta?

Como ele enxerga o mundo?

Como ele age perante os desafios que aparecem em sua vida?

Que outras características você considera como importante?

Bons personagens bastam para um bom livro?

Certamente que não – mas são um passo importante. Um bom livro tem outras muitas características que também precisam ser observadas – como essas aqui, nesse post, que recomendamos fortemente a leitura.

E isso sem contar com outros fatores que vão além da escrita em si, como diagramação, leitura crítica, revisão, capa etc. Nesse sentido, recomendamos também que você acesse esta página aqui, que concentra uma série de conteúdos importantíssimos para garantir que seu livro saia exatamente como você deseja.

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Como começar a escrever um livro (três dicas incríveis)

Apesar de sempre postarmos por aqui dicas sobre como escrever um livro, sobre ferramentas mais utilizadas e sobre o próprio processo de publicação em si, recebemos diariamente mensagens de autores pedindo mais e mais conteúdo justamente sobre a primeira e mais difícil etapa: o começo.

Separamos, para esses próximos dias, alguns vídeos de especialistas do mercado falando, portanto, justamente sobre esse assunto. São olhares diferentes dos nossos e que, até por isso, só têm a somar. Quer ver?

Confira, então, esse primeiro vídeo, da Laura Bacellar:

 

 

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O que os 10 livros mais vendidos da história têm a nos ensinar?

Como podemos aprender com os maiores escritores da humanidade?

Todos nós temos, claro, os nossos próprios ídolos. Como fãs que somos de quem quer que seja, é natural que busquemos nos espelhar nas ações que os fizeram ser que são, principalmente se estivermos perseguindo carreiras semelhantes.

Quais revoluções foram protagonizadas por Saramago, Pamuk e Naipaul, para ficar apenas em três dos meus heróis pessoais, que garantiram a eles o Nobel e o reconhecimento de todo o planeta? E como conseguimos nós mesmos encabeçar novas revoluções na literatura para garantir perenidade aos nossos nomes e às nossas histórias?

Não são perguntas fáceis de se responder, claro. Talvez não sejam sequer perguntas viáveis uma vez que belas artes – e literatura se encaixa perfeitamente bem no conceito – e receita de bolo são quase contraditórias.

Ainda assim, sempre vale entender como pensa o leitor e o que mais atrai os olhares e atenções para determinados textos.

Isto posto, que tal entender esse ethos editorial a partir dos 10 livros literários (conceito que exclui livros de negócio e religiosos) mais vendidos de toda a história?

1. Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.

Escrito em 1605, narra a história de um cavaleiro errante e seu fiel escudeiro em suas batalhas imaginárias. Algo entre 500 e 600 milhões de cópias já foram vendidas desde então. Incrível, não? Ler Dom Quixote pode ser uma bela aula de literatura uma vez que ninguém conseguiu dominar tanto as mentes dos leitores ao longo dos séculos quanto Cervantes.

2. O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.

Dumas tem toda uma coleção de livros entre os mais vendidos do mundo, o que por si só faz dele um gênio quase sem paralelos. Mas aqui há ingredientes como injustiça, vingança, sofrimento e muito sangue. Entre 200 e 250 milhões de cópias foram vendidas até hoje desde o seu lançamento, em 1844.

3. Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens.

De 1859, o livro praticamente ilustra como era a França durante a Revolução e sob os olhos das pessoas comuns, bem ao estilo de Dickens. Ou seja: ele vai além dos livros de história, sempre restritos aos fatos gerados pelos grandes nomes, se aproveita da força de um tema e narra as microhistórias que transformaram toda aquela época. Genial. 180-250 milhões de exemplares vendidos.

4. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.

De 1943, permite ao leitor viajar poeticamente pelo próprio inconsciente, conhecendo não apenas o próprio pensamento como todo o pano de fundo que embalava o mundo à época, durante a II Guerra Mundial. Foi uma narrativa revolucionária, diferente de tudo o que havia até então, sendo atual até os nossos dias.  150-180 milhões de exemplares vendidos.

5. O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.

Publicado em três volumes entre 1954 e 1955, a obra cria um universo inteiro completamente diferente e se apropria de personagens que já habitavam a fantasia coletiva da humanidade (como ogros e elfos) há muito, muito tempo. A maestria de Tolkien, aliás, foi justamente essa: dar uma espécie de lógica retilínea a esses seres mágicos, unindo-os em uma narrativa emocionante que fez com que gerações não conseguissem desgrudar os olhos de suas histórias. 150-170 milhões de exemplares.

6. Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling.

Bebe da mesma fonte que Tolkien na criação de um mundo paralelo – no caso, o dos magos. Aqui, no entanto, há uma mescla entre realidade e fantasia, entre a Londres e a Hogwarts, que agrega pura fascinação. Mas talvez o ponto mais forte de toda a obra de Rowling seja o conjunto de tradições que ela enxerta nas histórias, como a forma de seleção das “casas” dos magos, os jogos escolares e assim por diante. 110 a 130 milhões de cópias.

7. O Caso dos 10 Negrinhos, de Agatha Christie.

De 1939, é uma das maiores obras primas de mistério, com mortes inexplicáveis e um clima de suspense que dura até o final. Poucos escritores conseguiram prender tanto a atenção dos leitores quanto Christie e essa sua cadência literária deve ser uma inspiração máxima para muitos. 90 a 120 milhões de cópias.

8. O Sonho da Câmara Vermelha, de Cao Xuequin.

É um dos poucos livros de escritores orientais a figurarem na lista de mais vendidos do planeta – algo estranho dada principalmente a quantidade de gente que habita lá no outro hemisfério. O livro relata a história da aristocracia chinesa no século XVIII e, apesar das imensas diferenças no estilo, bebe de uma fonte semelhante à de Dickens. 80 a 100 milhões de exemplares vendidos.

9. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C. S. Lewis.

Do mesmo autor de As Crônicas  de Narnia, trata-se de uma história infantil em que irmãos descobrem que o armário é uma passagem secreta para um mundo mágico. 75 a 90 milhões de cópias.

10. Ela, a Feiticeira, de Henry Rider Haggard.

De 1887, o livro narra a descoberta por amigos de uma civilização perdida na África – então alvo de um misticismo sem paralelos. Vendeu entre 70 e 80 milhões de cópias.

O que todos esses livros têm em comum? 

É possível traçar paralelos pelas suas próprias sinopses. Todos falam de outros mundos, fantasiosos ou não, e se aproveitam do zeitgeist, do espírito do seu tempo para gerar o interesse por parte do público. Não é uma técnica exatamente nova – Shakespeare pautava suas peças principalmente por isso, pela “fofoca do momento”.

Mas perceba que só isso seria insuficiente para transformar histórias em clássicos. A Revolução Francesa, a Espanha medieval e a Inglaterra pós-guerra, afinal, ficaram no passado. Por que, então, as pessoas ainda lêem Dickens, Cervantes e Lewis? Porque – e essa talvez seja a maior lição que eles nos ensinaram – o pano de fundo das suas épocas foram apenas um dos elementos das narrativas, uma forma de captar a atenção no momento e de dar uma espécie de ignição poderosa nas vendas.

A partir daí, o que manteve cada um desses 10 livros na lista dos mais vendidos da história foi o objeto oculto delas. Não se trata de bruxos e assassinos e cavaleiros loucos: trata-se de fazer cada leitor enxergar traços de sua própria personalidade em cada história. Os temas desses livros – e é isso que os faz imortais – é a própria alma humana. Ainda que travestida de elfos ou de leões falantes.

Como você pode aprender com eles? 

O primeiro passo é o mais óbvio: lendo-os. Se não leu algum desses, saia agora mesmo e compre. Uma coisa é certa: dificilmente você se arrependerá.

Feito isso, procure traçar um raciocínio mais claro sobre como o estilo deles pode te ajudar. Já fizemos uma série de dicas aqui sobre como escrever um livro de sucesso, mas com certeza os ensinamentos desses gênios vai muito além do que qualquer post de blog poderia contribuir.

Não esqueça também de acessar este compilado de informações importantes sobre como publicar um livro. Se tem uma coisa que os grandes mestres nos ensinaram foi ficar atento à realidade que nos cerca, aos desafios e oportunidades dos nossos tempos. E, do ponto de vista editorial, muitos estão registrados aqui.

Por fim, e indo na mesma linha, vale também acessar a lista dos livros autopublicados que mais estão dando o que falar. São autores como você, que tiveram as mesmas ferramentas e possibilidades que você tem em mãos – e que por isso mesmo devem servir de inspiração.

 

 

 

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