Gestão colaborada: conheça o novo modelo de publicação do Clube de Autores

Confira nossas vantagens exclusivas para autores que adquirirem tiragens maiores de exemplares

Há, aqui no Clube, uma quantidade crescente de autores interessados em adquirir uma tiragem maior de livros (500 ou mais exemplares) em troca de preços extremamente agressivos. E esse, confesso, sempre foi um ponto crítico para nós, que montamos toda uma operação com base na confecção individualizada de livros (o que inclui desde métodos a máquinas adequadas a isso). 

E há outro ponto importante: com 500 exemplares em mãos, o que exatamente o autor vai fazer? Vendê-los, todos, diretamente? Como equacionar a distribuição para livrarias em um modelo assim? 

Eis o projeto de Gestão Colaborada para Grandes Tiragens

Depois de muita negociação, de muito cálculo e de muito método desenhado e redesenhado, acabamos de desenvolver, aqui no Clube de Autores, o modelo mais inovador para esse tipo de demanda e que atende tanto ao quesito preço quanto ao quesito distribuição. 

Basicamente, o funcionamento é assim: 

  1. Nós te auxiliaremos na publicação, que pode ser 100% personalizada (incluindo capa, contracapa e lombada)
  2. Você adquire uma tiragem grande do seu livro –de 500 ou mais exemplares –o que garante um custo unitário de impressão muito, mas MUITO mais competitivo
  3. O pagamento pode ser feito no boleto ou em até 12 parcelas no cartão de crédito
  4. Você escolhe se prefere receber todos os exemplares ou se quer deixar parte sob nossa gestão
  5. Nós distribuiremos e gerenciaremos esses exemplares pelos nossos canais de venda, sendo que 50% do preço de capa será seu a título de direitos autorais
  6. Quando o estoque terminar, seu livro será automaticamente retirado de venda e você poderá nos entregar mais exemplares que tenha em mãos ou encomendar uma nova tiragem
  7. Livros em nosso poder que não forem vendidos em até 12 meses serão devolvidos a você

Para facilitar o entendimento, veja a tabela abaixo, que considera o exemplo de um livro com 150 páginas, tamanho A5 (14,8cmx21cm), miolo preto e branco, papel offset 75 e capa mole: 

 

Perceba, aqui, que a diferença de preço é significativa. Perceba também que o autor continua podendo definir o preço que quiser, o que inclui a possibilidade de colocá-lo à venda por um valor significativamente menor que a média do mercado. 

A diferença é que, aqui, para a distribuição em livrarias, partiremos de um preço mínimo que é o dobro do custo gráfico uma vez que precisaremos remunerar as livrarias que farão a venda. Esse cálculo pode parecer meio complexo, então vale um outro exemplo para facilitar:

  • Imagine que o custo por exemplar saia a R$ 8 (montante que o autor pagará na contratação da tiragem).
  • Se o autor quiser deixar parte dos exemplares conosco para que revendamos nas livrarias (Cultura, Estante Virtual, Mercado Livre, Amazon etc.), o preço de venda será de, pelo menos, R$ 16 (sendo que o autor tem plena liberdade para aumentar para o quanto quiser).
  • Do montante que vender, 50% irá para a remuneração dos canais de venda e 50% ficará com o autor.
  • Em outras palavras, se o autor colocar o preço mínimo de venda (R$ 16, no exemplo acima), toda a sua remuneração de direitos autorais (R$ 8 por exemplar) será suficiente para que ele apenas cubra os seus custos. Quanto mais ele colocar de valor, mais ele realmente ganhará como lucro.

Fizemos uma apresentação detalhada do modelo que você pode visualizar aqui. Recomendamos que a veja pois, além da mecânica como um todo, inserimos uma série de dados de mercado até para ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro com maior segurança.

Vale apenas uma observação importantíssima: por regra das livrarias, nós apenas podemos/ conseguimos distribuir livros que tenham o ISBN. Se você ainda não registrou o seu ISBN e não sabe como fazê-lo, recomendamos este post aqui.  

Há algumas características adicionais do modelo que precisamos ressaltar. Veja abaixo: 

  1. A negociação do valor deverá ser feita diretamente com o nosso atendimento pelo atendimento@clubedeautores.com.br
  2. Para ser distribuído em livrarias, o livro precisa ter o registro do ISBN, sendo esta uma responsabilidade do próprio autor
  3. A negociação do volume de exemplares a serem distribuídos pelo Clube de Autores será feita caso a caso, em conjunto com o autor
  4. Os exemplares de posse do Clube que não forem vendidos depois de 12 meses serão oferecidos de volta ao autor, que deverá arcar apenas com o frete

 

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Uma história contada por todas as vozes; uma aula de literatura para todos os autores

Um dos mais celebrados autores mexicanos se chama Juan Rulfo. Ele não teve uma vida exatamente fácil – escrevia, aliás, como forma de conseguir sobreviver à sua própria solidão.

Escrevia muito? Não.

Rulfo, na verdade, teve três livros publicados: um de contos e dois romances, sendo que o último deles acabou sendo publicado mais por insistência de um amigo do que pela vontade do autor.

Seu romance mais célebre se chamou Pedro Páramo – e é o que recomendamos como uma aula à parte de literatura para todos os autores que estiverem lendo este post.

Primeiro, pela narrativa. As pouco menos de 150 páginas contam a saga de Juan Precioso pela pequena vila de Comala, para onde foi em busca do pai – Pedro Páramo – a pedido da mãe em seu leito de morte. O curioso é que o narrador não é Juan Precioso, mas sim toda uma série de personagens que interagem com ele durante a viagem, tecendo assim uma história feita de fragmentos acronológicos. Aliás, a coisa é mais tensa que isso: parte dos personagens que interagem com Precioso são almas penadas, condenadas a vagar pela vila indefinidamente por terem morrido sem serem absolvidas dos seus pecados pelo corrupto padre local (que também assume o papel de narrador em alguns trechos). O que há de belo nessa narrativa, portanto? Ela é fragmentada e desenhada sob a ótica de pessoas e de almas em diferentes pontos do espaço-tempo, em uma espécie de estilo que, embora único, tenha um pouco de Vermelho, do turco Orhan Pamuk, e do Bras Cubas, de Machado de Assis.

Segundo, pela simbologia dos nomes – algo que o nosso Guimarães Rosa também trabalhava com maestria. Todos os nomes de personagens parecem ter sido esculpidos, e não criados, para contar histórias à parte. Isso inclui Pedro Páramo (que pega o “pedro” da palavra “pedra” e o “páramo” de uma regiao desértica, árida), mas inclui também Juan Precioso, o protagonista, Dolores Precioso, sua mãe, e tantos outros.

Terceiro, pela abundância de significados que emanam do texto. Pode-se lê-lo como uma crítica política à sociedade mexicana da época, tão rígida em valores morais quanto corrupta em atitude éticas; pode-se lê-lo como uma história espiritual, fruto também de uma sociedade em que a a fronteira entre vivos e mortos é absolutamente tênue; pode-se lê-lo como um exemplo tão claro da tradição oral responsável por se passar adiante histórias na América Central; e pode-se lê-lo como uma viagem à própria definição das forças que fazem a nossa existência, como o desejo desmedido de Pedro Páramo, a esperança vã da sua esposa, Dolores, o medo do seu filho, Juan Preciado, o amor louco de Susana San Juan, a moral corruptível do Padre Rentería, a culpa mortal do cavalo El Colorado; etc. O protagonista real, portanto, não é nenhum dos personagens: é o próprio leitor, que encontra no texto uma definição da Vida como um todo.

E, quarto, pelo extremo cuidado que Rulfo teve com o texto. O autor passou, aliás, mais tempo fazendo cortes na narrativa do eque escrevendo-a: para ele, cada palavra precisava ser pesada, medida, entendida. E, se não fosse absolutamente fundamental, cortada.

Porque estou falando de Pedro Páramo aqui, neste post, escrito diretamente da Feira do Livro de Guadalajara? Primeiro, pelo óbvio: Rulfo é provavelmente o maior gênio literário que o México teve até hoje. Falar sobre ele diretamente do México é quase que uma honra.

Mas, segundo, e talvez mais importante, porque essa obra de arte é, de fato, uma aula de literatura para todos nós, autores independentes. Ler Pedro Páramo com atenção é aprender a lidar com a palavra e casar termos com tempos com culturas com visões de mundo ao ponto de contar a história mais perfeita que poderia ser contada.

E não é isso que nós, autores, sempre buscamos?

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20 dicas quentes para divulgar seu livro

Como divulgação de livros é sempre, sempre um tema demandado e importante por aqui, hoje recomendarei a leitura de um artigo feito no Administradores.com já há algum tempo (mas que continua atual).

Nele, acrescento apenas a minha dica:

Dica 21: JAMAIS PUBLIQUE SEU LIVRO APENAS COMO EBOOK. Afinal, não é só o fato de que 89-98% das vendas no Brasil sejam de impressos, mas também o de que publicá-lo em papel é totalmente gratuito aqui no Clube. Assim, o que exatamente você teria a ganhar ao não publicar no formato preferido dos leitores?

Quer ver as outras 20 dicas? Clique aqui

Quer aproveitar e baixar um guia inteiro sobre como divulgar o seu livro? Então venha diretamente por aqui e construa o seu público ideal!

 

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Checklist: seu livro está pronto para ser publicado?

Seu livro já está devidamente escrito e, claro, você está ansioso para publicá-lo e começar a vender. O que você faz? Corre para o Clube de Autores e publica seu livro no mesmo instante…. correto? Errado. 

Antes de você publicar e começar a divulgar o seu livro, é fundamental se assegurar de que ele está realmente pronto, sob todos os aspectos. Afinal, de que adianta lançar por lançar, correndo o risco de transformar a oportunidade de realizar um sonho no pesadelo de receber uma enxurrada de críticas negativas ou – pior – de simplesmente não ter ninguém interessado em adquirir seu livro?

Siga o nosso conselho: segure a ansiedade e passe por esse checklist abaixo. Cumpriu ele inteiro? Ótimo. Publique seu livro no Clube de Autores e boa sorte! Faltou algo? Seja racional: pare, resolve o que estiver pendente e, só depois, publique. 

Checklist: seu livro está pronto para ser publicado? 

Finalização editorial

[ ] Leitura crítica feita por alguém de confiança

[ ] Revisão ortográfica e gramatical

[ ] Capa bem estruturada

[ ] Miolo devidamente diagramado

[ ] ISBN registrado

[ ] Ficha catalográfica feita e inserida

[ ] Livro pronto para ser lançado em formato impresso e eletrônico (em formato EPub)

[ ] Preço devidamente estabelecido

Lançamento e divulgação

[ ] Plano de divulgação concebido (com eventuais verbas definidas)

[ ] Data e local de lançamento organizados e negociados

[ ] Modelo de vendas no evento, incluindo responsabilidades pelo recebimento dos pagamentos, organizado

[ ] Exemplares adquiridos ou negociados para que cheguem (com folga) antes da data de lançamento

[ ] Lista de convidados para evento criada, bem como convites e fluxo de confirmação de presença

[ ] Contato feito com influenciadores digitais para que leiam e critiquem o livro

[ ] Cronograma de postagens em redes sociais já estabelecido e pronto para ser executado

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Artistas de mundos flutuantes

Um dos livros de Kazuo Ishiguro, vencedor do Nobel de Literatura de 2017, chama-se “Um Artista do Mundo Flutuante“. Não pretendo entrar a fundo no enredo aqui no post mas, em linhas gerais, ele conta a história de um pintor japonês e seu papel na cultura local antes e depois da Segunda Guerra.

Não vou dizer que a narrativa é apaixonante: há momentos em que, ao menos em minha modesta opinião, o livro se perde em devaneios que poderiam facilmente ter sido deixados de fora. Aliás, os dois livros do Ishiguro que li tem essa mesma característica, o que não tira o brilhantismo de nenhum deles. No caso desse, o livro inteiro é quase que uma explicação, embalada em ondas literárias, sobre o título.

O que seria um artista de um mundo flutuante? Alguém que retrata sua vida, seu presente, seu mundo – e que depois, durante a velhice, depara-se com a inevitável conclusão de que esse mesmo mundo já fora substituído por um novo, com novas manifestações culturais e novos artistas e novas visões.

O livro, portanto, é um retrato de todos nós, escritores. O que fazemos, afinal, é exatamente isso: quer posicionemos nossas narrativas no passado, no presente ou no futuro, elas inevitavelmente refletem as nossas visões sobre a vida – visões construídas a partir dos valores que nos cercam hoje. O que deixamos junto com esses registros? Vestígios da nossa história, da história da nossa cultura e da nossa própria humanidade.

Nossa importância, pois, é tremenda – nós, assim como nossos irmãos pintores, escultores e artistas de maneira geral, vivemos justamente de registrar a história da humanidade. Mas, eventualmente, nós também nos depararemos com a inevitável conclusão de que tudo o que escrevemos já não reflete mais o presente em que viveremos. A grande pergunta que fica é: como lidaremos com isso quando essa hora chegar?

Quer aproveitar esse final de ano e dar uma olhada para a frente, vendo um pouco do seu futuro tal qual é o futuro de todo artista? Leia esse livro.

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