Tem promoção no ar!

Desde hoje, dia 7, até o dia 14, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 20%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;
2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);
3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.
4) O desconto durará até o final da segunda, 14/01!

Boas vendas e bons presentes!!!

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A raiva de um mercado moribundo contra o poeta independente vencedor do Jabuti

Duas reações me dominaram quando li a notícia de que um autor independente, Mailson Furtado Viana, havia levado o cobiçadíssimo Prêmio Jabuti

A primeira foi a mais óbvia: felicidade. 

Nós, que batalhamos aqui no front da literatura independente há 9 anos, acompanhamos de perto as dificuldades e barreiras que cada autor tem para se fazer lido. E mais: acompanhamos também, de pertíssimo, a sofisticada qualidade de muitas das obras que fazem do Clube o seu lar, espalhando histórias e versos incríveis pelos quatro cantos do nosso país e empurrando a nossa cultura para selvas totalmente desconhecidas do antigo e tradicional mercado editorial brasileiro. 

Um poeta independente, portanto, vencer o Jabuti, significa que há cada vez mais luz no fim desse túnel tão longo feito de atraso e de medo de inovar. 

Foi justamente desse atraso, aliás, que veio a minha segunda reação: incredulidade.

Imediatamente após a divulgação do prêmio, diversos “representantes” do mercado editorial tradicional foram aos seus Facebooks destilar rios de indignação com o fato de que um independente havia levado o prêmio. Seus carcomidos argumentos? 

“O Jabuti é um prêmio do mercado, então deveria premiar quem está dentro do mercado!” Como se o tal “mercado” fosse uma espécie de castelo medieval cercado por um fosso com o objetivo de impedir a inovação de entrar. 

Outro argumento: “Um autor independente vende quantos exemplares? 20? 200? 1000? Como pode alguém assim sequer ter reconhecimento?” Como se o reconhecimento estivesse preso unicamente à tiragem e não à crítica literária; fosse assim, nem seria necessário ter um prêmio, pois bastaria dar um troféu aos mais vendidos da Veja. 

Mais um: “Em um mercado em crise como o editorial, privilegiar as editoras que tanto carecem de novos sucessos deveria ser uma premissa!” Quanto a esse argumento, me faltam até meios para limpar o mofo que cobre suas assustadoras palavras. 

Pois bem: o mercado editorial brasileiro não entrou em crise porque o brasileiro decidiu se revoltar contra a literatura. Ao contrário: a última pesquisa de hábitos de leitura, feita em 2016 pelo Instituto Pro-Livro, apontou que o brasileiro médio aumentou a quantidade de livros lidos inteiros em cerca de 20%. 

Se o brasileiro está lendo mais e o mercado tradicional está vendendo menos, então o problema – por óbvio – está com o mercado tradicional. Por que? 

Porque ele não investe em novos talentos e se mantém refém dos mesmos autores best-sellers de sempre.

Porque ele não enxerga que o brasileiro mudou, que seus hábitos de leitura mudaram e que ele quer, acima de tudo, mergulhar em um tipo de literatura mais dinâmica e menos massificada que a antiga.

Porque ele não enxerga que o nosso mundo de hoje é feito não de uma massa de leitores, mas sim de uma incalculável variedade de pequenos nichos, cada um deles com seus próprios públicos carregando suas próprias demandas. 

Porque, em suma, ele se revolta ao ver o novo sendo premiado e reconhecido enquanto torce com o fanatismo de um cruzado medieval para que o calendário retroceda e o mundo volte ao tempo em que poucas editoras poderosas dominavam a leitura.

É inacreditável que, a esta altura, os livreiros, editores e distribuidores não tenham percebido que nada melhorará para eles se insistirem em fazer tudo da mesma forma. 

Para a nossa sorte, no entanto, alguns deles – como os jurados do Jabuti – perceberam que não precisam ficar reféns do tradicional justamente em tempos de tão grandes mudanças. 

O tempo dos independentes chegou. 

Parabéns, Jabuti. 

Parabéns, Mailson Furtado Viana.

 

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Como definir o preço de um livro

Essa é uma das maiores dúvidas de autores independentes: como se definir o preço de um livro? Deve-se buscar sempre o preço mais baixo? Até que ponto vale a pena ou é efetivo abrir mão de direitos autorais para vender mais? 

O Clube de Autores acaba de lançar um guia sobre Como Definir o Preço do Seu Livro, disponível gratuitamente aqui. Quer saber como funcionam os modelos de estabelecimento de preço tanto no caso de editoras tradicionais quanto na autopublicação? E na comparação entre impressos e ebooks? 

Tudo está lá no guia. Mas, antes, cabe uma pequena introdução teórica sobre a dinâmica da precificação:

O preço é o elo universal entre autor e leitor, oferta e demanda; quanto maior a demanda, mais valiosa pode ser a oferta

O único ponto comum que liga todos os livros já publicados no mundo, em todas as sociedades e por toda a história, é que todos têm e sempre tiveram um preço. E sim: esse preço até pode ser subsidiado pelo Estado (no caso de livros didáticos para escolas públicas, por exemplo) ou pelo autor (quando este decide distribuir a sua obra gratuitamente, normalmente em formato ebook). Mas, de uma forma ou de outra, ele existe e, se não houver ninguém disposto a pagá-lo, o livro simplesmente deixará de existir.

No mercado tradicional, no qual todos estamos inseridos, este alguém costuma ser o leitor, o consumidor. E como ele toma a sua decisão? Da mesma forma que ele decide sobre a compra de um novo smartphone ou de uma barra de chocolate: medindo o tamanho do seu desejo pelo livro e desenhando uma conta em sua mente que define quanto esse desejo efetivamente vale.

Se um leitor estiver extremamente interessado em uma determinada história, ele estará também disposto a pagar mais por ela; se seu interesse for pequeno, no entanto, qualquer quantia mais significativa será potencialmente proibitiva.

Quer um exemplo óbvio?

O livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, passou meses nas listas de mais vendidos do Brasil e do mundo entre 2017 e 2018. Em outubro de 2018, ele estava sendo vendido por R$ 59,90 – cerca de 50% acima do preço médio de um livro no Brasil no mesmo período (R$ 40,31, de acordo com o Sindicato Nacional de Editores de Livros – SNEL – e a Nielsen).

Se a lógica do leitor fosse exclusivamente financeira, portanto, esse livro seria um fracasso, e não um campeão absoluto de vendas.

O que, então, fez a diferença? O que permitiu que Sapiens tivesse um sucesso tão astronômico mesmo custando tão mais caro que a média? A maneira com que sua oferta foi feita.

Sapiens tem um enredo quase único, abordando sob uma ótica extremamente peculiar fatores como história, evolução e biologia. Ou seja: a concorrência em torno do tema é praticamente nula.

Sua sinopse é bem trabalhada; suas críticas são extremamente positivas e publicadas em sites e veículos de comunicação de peso; sua capa salta aos olhos; o autor é facilmente encontrado nas redes sociais, seja em vídeos de palestras ou artigos públicos. Traduzindo tudo isso em um só raciocínio: conseguiu-se criar uma desejabilidade em torno do livro que fez com que o leitor julgasse justo o preço de R$ 59,90.

E, daqui, extrai-se a primeira regra: ao invés de concentrar toda a estratégia comercial no preço do seu livro, foque-se na criação de desejabilidade. Faça as pessoas quererem comprar a sua história pela força magnética dela, e não apenas pelo preço.

Quanto mais desejabilidade você conseguir gerar sobre sua obra, mais conseguirá cobrar por ela – e mais conseguirá ganhar.

Mas, claro, há aspectos técnicos importantes e que vão muito além disso na definição de um preço. Quer conhecê-los? Então clique aqui e baixe o nosso manual gratuito!

 

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Sobre realidades e instalações artísticas

Fui à Bienal de Artes de São Paulo no final de semana passado. Meu objetivo, como provavelmente o de tantos espectadores que lá se faziam presentes, era um só: interromper o cotidiano para ver, ouvir e sentir um tipo mais insano e contemporâneo de arte. 

Para quem não conhece a Bienal, explico: foi-se o tempo em que essa expo gigante conciliava, no mesmo gigantesco espaço, instalações psicodélicas de novos artistas com obras primas de Dali, Magritte, Tarsila, Picasso e outros gênios imortais. Hoje, a Bienal é exclusivamente dedicada ao novo, a uma espécie de entrega do disruptivo sem nenhum parâmetro do tradicional que prove que sequer haja uma disrupção. 

E isso não é uma crítica. Pensando bem, também não é uma elogio: é uma espécie de constatação que cheguei sem largar um pouco do espanto. 

Entre espelhos falsos que mostravam que a realidade do outro lado era um reflexo de nós mesmos e projeções de cenas entediantemente cotidianas, transformando o dia-a-dia mais enfadonho em expressão máxima de nós mesmos, o que vi na Bienal foi uma coisa só: a vida real, que todos vivemos todos os dias, só que feita de material sintético ao invés de carne e osso. 

E me ocorreu outra coisa: ao sair da Bienal e me deparar com os skatistas na marquise do Ibirapuera, os grafites espalhados pela cidade, os carros dirigindo seus motoristas monorritmicamente e até o céu cinza abafando a metrópole, percebi que só o que diferencia a exposição da realidade são as paredes e as bilheterias. Ou seja: no final das contas, reservamos um tempo na agenda e pagamos para ver uma expressão da mesmíssima realidade que já nos cerca todos os dias. 

A liberdade de expressão em nossos tempos é tamanha – ainda bem – que conseguimos derrubar de maneira decisiva a barreira que costumava separar vida e arte, ficção de não ficção, desejo de viabilidade. 

Ou, colocando em outros termos, a liberdade de expressão generalizada é tamanha que sequer precisamos mais de grandes exposições para vermos os nossos desejos e temores mais crus expostos diante de nossos olhos. Nossa vida, hoje, já se transformou em uma Bienal infinita. 

E o que isso quer dizer para nós?

Que essa nova liberdade anárquica, caótica, cotidiana, abre um campo inteiramente novo para um autodescobrimento sem paralelos na história da humanidade. Se já chegamos tão longe com tanto preconceito e conservadorismo fazendo força para nos manterem presos a um passado enfadonho, imagine agora onde poderemos chegar estando mais livres do . 

 

 

 

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Reajustes nos preços dos livros

Não, esse não é um assunto que gostemos de tratar. Ao contrário: mesmo com tanta crise no Brasil nos últimos anos, conseguimos negociar com os nossos fornecedores gráficos e tecnológicos para que todos os custos ficassem nos mesmos patamares desde 2016.

A partir de segunda, no entanto, teremos que aplicar uma atualização em nossa tabela de custos que implicará nos preços de todos os livros, impressos e digitais.

Sendo bem prático, as atualizações serão da seguinte ordem:

  • Para livros impressos: os custos subirão aproximadamete R$ 1,50 para todas as obras publicadas (podendo variam levemente de obra para obra dependendo de suas características).
  • Para os ebooks: os custos subirão aproximadamente R$ 2,00 para todas as obras publicadas.

Esses novos valores serão aplicados ainda esta semana, entre quarta e quinta-feira.

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