O futuro de storytelling 1: Entre na página

Há alguns anos, um evento chamado FutureOfStoryTelling foi realizado lá nos Estados Unidos. O objetivo era tão claro quanto óbvio: compartilhar experiências importantes na evolução desta que é a arte que mais nos caracteriza como seres pensantes: a narrativa.

Claro: há diferenças brutais entre rabiscos de mamutes e rios feitos por homens das cavernas e tecnologias 4D e realidade virtual. Mas perceba que, entre uma e outra era, a grande distinção é a tecnologia, em sua definição mas bruta, permitindo métodos diferentes de expressão.

E o futuro? O que, hoje, já está sendo testado que pode nos dar pistas (ou ferramentas) que nos permitirão aprimorar essa arte?

Pelos próximos dias, postarei aqui no blog alguns vídeos ilustrativos de casos apresentados no evento – a começar por este, abaixo.

O título é sugestivo: ‘Entre na página’.

Boa viagem.

[vimeo 138790270 w=1024 h=576]

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O Mundo versus o Tempo

Storytelling, hoje em dia, é algo absolutamente fascinante.

No passado, contar uma história impactante demandava enredos bem trabalhados, personagens dramáticos, tramas tensas e todo um contexto de complexidades se entrelaçando. Mas o mundo evoluiu, ainda bem. E, junto com o mundo, o nosso conceito de narrativa.

Quer um exemplo perfeito? Veja este vídeo abaixo.

Feito em time-lapse, somando 27 mil fotos tiradas em pontos e momentos diferentes, há uma palavra perfeita para descrevê-lo: hipnotizante.

Perceba os contrastes: é uma história sem enredo, uma trama sem acontecimentos, um filme que foi fotografado, não filmado, e que ainda assim nos impele a grudar os olhos na tela, fazendo o imaginário pirar em torno da mais épica e mais antiga das batalhas: a do Mundo versus o Tempo.

História bem contada é assim: elegante e inspiradora.

[vimeo 133133228 w=1024 h=575]

Malta: A Time-lapse Journey from Kevin sciberras on Vimeo.

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Como seria se ver no futuro?

Há alguns anos, um vídeo postado pela Field Day trouxe uma proposta diferente: envelhecer um casal de pouco menos de 30 anos usando maquiagem e viabilizando uma espécie de “viagem no tempo” sem a ajuda de nenhuma tecnologia digital.

Descrito assim, esse projeto pode não parecer nada demais. Mas ele impressiona.

Curiosamente, o que começa como uma espécie de brincadeira acaba realmente transportando o casal até o futuro, fazendo ambos imaginarem quais os tipos de experiências e histórias de vida que, àquela altura, terão colecionado. É uma espécie de prova, por assim dizer, de que o próprio conceito de Tempo está muito mais em nossas mentes e corações do que em um relógio.

Vale ver o vídeo, abaixo (infelizmente, apenas em inglês):

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=X9HlHmY-PsA&w=1280&h=720]

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Os momentos Eureka

Acredito que o sucesso de qualquer indivíduo na busca pela sua própria felicidade pode ser medida pela quantidade de “Momentos Eureka” que ele tenha.

Quando se leva um cotidiano morno, basicamente composto de “acordar-trabalhar-dormir” e que, no longo prazo, vira algo como “nascer-procriar-morrer”, o ser humano acaba pulsando em suas veias tanta vida quanto uma planta. Nada contra plantas, claro: mas poder racionalizar o mundo em torno de nós é uma dádiva que poucas espécies tem.

Por que, então, não aproveitar isso melhor?

Racionalizar a vida é algo simples: basta prestar atenção em tudo o que nos cerca, bebendo os detalhes, observando as sutilezas e, na falta de uma palavra melhor, aprendendo. Pode ser qualquer coisa: um programa chato na TV, a chuva caindo em um dia cinzento, o suor pingando quando se corre no parque, uma apresentação entediante no trabalho. Qualquer mínima coisa carrega em si uma espécie de vida própria, de “novidade”, de mini caos a partir do qual formas e conceitos inteiros se originaram até se transformar no que vemos em sua superfície.

Isso pode parecer insano, quase lisérgico. Eu sei.

Mas, no final das contas, se você prestar atenção em cada detalhe como que descobrindo uma nova dimensão, acabará percebendo esse caos que pulsa nas novidades e não-novidades do nosso cotidiano.

E, ao perceber o caos, é como se pudesse beber de uma fonte de inspiração muito mais poderosa e intensa, muito mais nítida, muito mais relevante. Quando se aprende a observar, aprende-se a pensar, e mergulhar, a inovar.

É dessa observação que pode nascer um “Momento Eureka”: uma grande descoberta sobre algo igualmente grande ou até mesmo minúsculo, algo que possa mudar a vida de maneira indiscutível.

A regra, portanto, é simple: ignore as formalidades da monotonia e observe com olhar de lince cada detalhe que nos cerca. Descubra a alma de cada coisa, a confusão que a originou, o caos. Mergulhe nesse caos. Traga esse caos para a sua própria vida.

Dele, puxe algum “Momento Eureka” para si mesmo. E passe a colecioná-los, possivelmente ampliando o leque de “coisas diferentes” que pode passar a fazer na vida.

E, depois, escreva um – ou vários – livros.

Eureka descoberta

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Sobre os deuses Caos e Eros

Segundo os gregos, Caos foi a primeira divindade do universo, a primeira de todas as consciências supremas. Suas características: a desunião, a ausência, a confusão, a cisão.

Pior que o nada, o caos era uma espécie de pandemônio em que tudo o que existia morava em um caldo conflituoso, amorfo. Ele tinha um oposto que surgiu algum tempo depois: Eros, divindade que representava justamente a união dos elementos na primeira estipulação de ordem do universo.

E por que isso é importante? Porque há, obviamente, doses de caos em tudo o que nos cerca hoje.

Sempre que se percebe conflitos, ineficiências, frustrações em aspectos profissionais ou pessoais, é porque há algum tipo de manifestação de Caos na vida cotidiana.

E Caos pede Eros assim como confusão pede ordem.

Problemas, seja no âmbito pessoal ou profissional, pedem soluções. E a melhor maneira de se inovar é justamente perceber as pequenas ou grandes manifestações de Caos que transitam pelo cotidiano de um determinado perfil de público.

Quanto mais forte e disseminado esse caos, mais intensa é a oportunidade de negócio a ser buscada.

Muitos acreditam que inovar é sobre criar uma solução elegante para alguma coisa qualquer e esquecem que o ponto mais importante é detectar um problema concreto, crítico, a ser resolvido. Mas inovar não é ciência criativa: é a arte de perceber problemas reais, de enxergar o Caos em seus mínimos contornos.

A solução, tal como Eros, é o que vem depois. É o segundo passo.

Ou, colocando em outros termos: não há livro ou história que sobreviva à falta de conexão com a realidade, os sonhos ou as angústias de seus leitores.

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