Que tal ouvir livros?

Sou suspeito para falar: eu amo “ouvir” livros. E sei que tem muito preconceito por aí de muitos que dizem que ler e ouvir são coisas diferentes e que se precisa de olhos, não de ouvidos, para compreender uma história.

Será?

Discordo.

Afinal, convenhamos: se você mora em uma grande cidade, é bem possível que passe horas preso no trânsito. E, já que vai ficar travado em frente ao volante, por que não dedicar esse tempo a uma história envolvente?

O único problema que tínhamos aqui no Brasil é a escassez de ofertas – não há aqui uma Audible.com, com centenas de milhares de títulos em áudio. Mas esse cenário está mudando.

Conhecemos, lá na Flip, a UBook, que já conta com mais de mil títulos em português no se catálogo e que está crescendo a um ritmo alucinante. E quer saber? Tudo o que mais precisamos em um país como o nosso é de mais opções de consumo de cultura. Quem sabe não consigamos inclusive costurar uma parceria entre eles e o Clube no futuro?…

De toda forma, reforçamos a nossa recomendação no mínimo para explorar novos horizontes. Para conhecer a UBook, basta clicar aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://www.ubook.com/

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Você curte audiobook?

Já comentei isso algumas vezes aqui no blog: eu, pessoalmente, sou apaixonado por audiobooks.

Quando falo isso sou normalmente encarado com preconceito dos leitores mais tradicionalistas. Aí devolvo uma pergunta: “o que você prefere fazer enquanto está por horas preso no trânsito? Ouvir um bom livro ou ficar encarando os carros imóveis ao seu redor?”

Até hoje, ninguém me respondeu a segunda opção.

E essa parece ser uma aposta de duas empresas brasileiras: a TocaLivros e a UBook. Ambas estão começando a se firmar no mercado brasileiro, porém com estratégias opostas.

A Tocalivros funciona como uma livraria tradicional que remunera autor e editora pelas vendas, colocando o preço entre o de um livro em papel e o de um ebook. A Ubook aposta no modelo de assinaturas – algo já comum nos EUA, em empresas como a Audible.com, mas que ainda não decolou por aqui.

Ambas tem como maior desafio a matemática. O custo de produção de um audiolivro pode variar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil – algo bastante salgado. E pior: o acervo brasileiro é pequeno, com menos de 1.000 títulos disponíveis, e em uma cultura ainda pouco habituada ao formato.

Não sei se vai funcionar – mas torço ferrenhamente para que sim. Afinal, livro é livro – quer seja devorado pelos olhos ou pelos ouvidos.

Ricardo Almeida.

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