É possível ser um escritor de sucesso em nossos tempos quando se vive no passado?

Uma crítica sobre os críticos do nosso mundo atual

Na semana passada, quando estávamos lançando o livro com 75 Dicas para Escrever um Livro, um autor se aproximou de nós para trocar ideias sobre o mercado editorial.

Não falarei o seu nome por motivos óbvios, mas comentarei alguns dos pontos da conversa.

O autor triste

Pela forma com que se descreveu, o autor parecia ser alguém que teve um sucesso razoável no passado, mas que hoje estava com dificuldades significativas para manter seu público leitor fiel, conectado, ativamente comprando suas obras e lendo seus textos. Não que isso seja algo a se comemorar, é óbvio – mas é o tipo de coisa que pode acontecer com qualquer um de nós. A grande questão, ao menos a meu ver, é saber detectar o motivo e trabalhar arduamente para revertê-lo.

E o motivo, claro, está sempre dentro de nós mesmos. Porque a não ser que um cataclisma cultural sem precedentes tome conta do país e faça todos os leitores passarem a odiar livros, o mercado em si continua firme e forte.

Não era a forma que o autor enxergava o mercado, no entanto. Para ele, a culpa do seu insucesso era tudo menos ele próprio: era o brasileiro, era a dinâmica das livrarias, era o atraso das editoras, era a Internet, era tudo. Menos ele, claro. E isso, visivelmente, fazia dele o autor mais triste de todos.

60 mil leitores?!

“Sabe quantos leitores existem no Brasil?”, o autor disparou. “60 mil de acordo com um levantamento que fiz junto a uma grande consultoria”.

“60 mil leitores do seu livro?”, perguntei. “Não: 60 mil pessoas que lêem em todo o país. Por isso é impossível ter sucesso com livros aqui.”

Não quis discutir muito – não era o local para isso. Mas os 70 mil livros que temos publicados aqui no Clube, além das tantas pesquisas disponíveis no mercado, mostram que esse número é quase surreal de tão irreal. Nós não apenas crescemos em população de leitores, afinal, quanto em quantidade de livros lidos por pessoa.

E, honestamente, nem é preciso muita pesquisa para isso: basta observar. Basta ver metrôs, ônibus e parques: em todos eles, em qualquer cidade, sempre há alguém com um livro na mão. Sempre.

Basta ver também os best-sellers brasileiros para desmontar essa teoria de súbitos não-leitores. Com apenas 60 mil leitores em todo o país, como nomes como Laurentino Gomes e Milton Hatoum, para citar apenas dois, sequer conseguiriam sobreviver como escritores? Seria impossível, claro.

Em um determinado momento, o autor pediu meu contato. Pedi o email dele para que eu enviasse todos os meus dados, mas ele prontamente me respondeu: “Não trabalho com coisas eletrônicas. Nenhum escritor de verdade usa essas coisas.”

Aí entendi tudo.

Não é que o mercado tenha subitamente minguado até as bordas da inexistência, como pregava o autor triste: ele é que tinha perdido a conexão com presente (e, consequentemente, com as mentes e peitos de seus outrora leitores).

Porque simplesmente não há como se separar humanos em duas categorias: os que lêem no papel e os que habitam o mundo digital. São as mesmas pessoas, afinal.

O leitor – esteja sua preferência no livro impresso, no ebook ou no audiobook – está também nas redes sociais, usa email, lê blogs e sites diversos, rabisca seus próprios pensamentos em plataformas que vão do Instagram ao Whatsapp.

Como se conectar com essa pessoa se você simplesmente se recusa a estar presente em toda a miríade de pontos de presença em que ela está?

E mais: por que, exatamente, um autor que se preze não pode perambular pelo mundo digital? Qual a lógica por trás disso se é justamente o mundo digital que mais nos viabiliza acesso à cultura – seja via sites onde você sempre pode encontrar o livro desejado, como a Estante Virtual, ou via sites onde todos possam publicar seus livros sem burocracia ou custo, como o Clube de Autores? Isso sem contar em Wikipedia, UBook, Arena Literária e tantas outras bênçãos culturais que a modernidade nos trouxe. Ou em páginas pelas quais nós, mortais, possamos ter acesso às mentes mais brilhantes da nossa literatura mundial – como essa, a de Mia Couto no Facebook. De acordo com esse autor, Mia Couto não seria um “autor de verdade” uma vez que, vejam, ele usa também o Facebook para se comunicar com seus leitores.

O mundo é multiconectado. Use-o ou deixe-o.

O autor triste, no fim das contas, acabou saindo do evento resmungando críticas a todo o mercado editorial brasileiro. E saiu me deixando triste também.

Não por eu acreditar em uma única palavra ácida que ele tenha despejado no mercado editorial como um todo, claro, mas pela sua própria perspectiva de futuro. Afinal, se a culpa de um insucesso é inteiramente depositada nos ombros do incontrolável mundo externo – ainda por cima com argumentos tão insustentáveis – como promover uma guinada na própria sorte?

Nós apenas podemos mudar, acredito, o que estiver ao nosso alcance, o que for nossa culpa ou de nossa responsabilidade. Fosse eu esse autor, eu imediatamente correria para as redes e buscaria me fazer presente em todas, todas as plataformas de comunicação em que meus leitores estivessem.

Eu continuaria escrevendo, claro. Em livros, em blogs, em redes sociais.

Eu abraçaria os números oficiais de todas as pesquisas ao invés de caçar pesquisas questionáveis pelo simples motivo delas se encaixarem comodamente em uma desculpa dada por mim mesmo para o meu próprio insucesso.

E eu sorriria mais.

Porque, no fim das contas, nós estamos vivendo na mais multiconectada e acessível de todas as eras da história humana. Não aproveitar isso é, no mínimo, mais triste que qualquer atitude de autosabotagem.

happy and grumpy old men

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Como escrever um livro de sucesso

Quais os segredos para que o seu livro seja um sucesso?

Muitos se perguntam como, exatamente, os grandes escritores do mundo conseguiram se sagrar best-sellers e se alçar ao posto de grandes influenciadores do pensamento humano.

Há, é claro, o óbvio: a qualidade dos seus textos. Não há história que resista a um texto ruim, mal escrito, com personagens frágeis e tramas desconexas.

Mas se tudo dependesse apenas disso, grandes autores jamais teriam colecionado fracassos.

J. K. Rowling, a “mãe” de Harry Potter, foi rejeitada por 12 editoras antes de conseguir ser publicada. “Tempo de Matar”, de John Grisham, foi rejeitado por nada menos que 27 (!!!) editoras. “Carrie”, de Steven King, foi ainda pior: teve 30 rejeições. Aliás, dê uma olhada nessa listinha daqui para ter uma dimensão maior.

Todos eles, vale ressaltar, tinham as óbvias qualidades literárias que acabaram transformando-os em alguns dos maiores best-sellers da história da humanidade.

A primeira conclusão a que podemos chegar? Qualidade literária é fundamental, mas não é a única coisa que importa. O que mais um autor deve considerar?

1. Sonhe grande

Sabe a diferença entre um objetivo gigantesco e um pequenininho? O efeito deles.Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.

Não tenha medo de sonhar em ser um best-seller. Ao contrário: nutra esse sonho, incentive-o, acredite nele custe o que custar. Até porque, convenhamos, se você não acreditar em si mesmo, como espera convencer um leitor?

Tem mais: só um sonho grande te forçará a agir de acordo, o que nos leva ao segundo ponto.

2. Tenha um plano claro

Onde, exatamente, você quer chegar? Se isso não estiver claro, se a ideia for apenas publicar e esperar os ventos e as marés trazerem resultados, esqueça: eles dificilmente chegarão. Você precisará assumir o comando do seu negócio – e isso inclui entender que um livro é, sim, um negócio.

E todo negócio precisa de um plano. Como o produto será finalizado? Como ele será lançado? Como ele alcançará influenciadores relevantes? Como ele será distribuído? como você manterá seu público engajado? Quanto você deseja vender e como imagina chegar nesse número?

São, sim, perguntas difíceis e complexas: mas você precisará responder a todas elas caso queira ter sucesso.

3. Publique uma obra de arte

Assegure-se de que o seu livro esteja realmente bom. Isso inclui trabalhar revisão, capa e diagramação, convidar ou negociar o trabalho de algum crítico que você confie e, enfim, transformar a obra em uma obra de arte.

Não sabe por onde começar? Há inúmeras referências na Internet – como essa aqui.  Pesquise, estude, siga as melhores práticas. Evite, sobretudo, cair na cilada de publicar algo “ruim” às pressas só por não saber como fazer para ter algo melhor. Quer um exemplo? Capa. Livros vendem pela capa – isso é tão verdade que virou até piada em círculos literários. De que adianta você correr para lançar o seu livro se uma das principais forças de venda dele – a capa – estiver ruim?

Isso deve fazer parte do seu plano, diga-se de passagem. Você precisa de uma capa boa. Como consegui-la? Pode ser com algum amigo artista, contratando algum profissional, negociando com alguma agência etc. Há inúmeras formas e, sim, você terá que se virar para descobrir a sua. O que você não pode ou deve fazer é ignorar e lançar algo “de qualquer jeito”. Traduza sempre o “de qualquer jeito” por “de jeito nenhum” e tenha claro de que não adianta nada cumprir um prazo de publicação para colocar algo que ninguém lerá no ar.

Nesse sentido, recomendamos que veja esse checklist aqui com tudo o que seu livro precisa para ficar pronto, finalizado.

4. Organize seu lançamento 

Sim, um lançamento é importante. Mais: ele é fundamental. Organize o seu. Há inúmeras opções para isso como fazer uma parceria com livrarias ou mesmo cafés ou bares locais. Tenha em mente o óbvio: você levará pessoas – os seus convidados – para esses lugares. E pessoas consomem – o que é precisamente o que todos os estabelecimentos comerciais buscam.

Esse post aqui pode te ajudar com uma série de dicas relacionadas à organização de um lançamento.

5. Garanta sua distribuição

É fundamental que seu livro esteja disponível no máximo possível de lugares. Garantir que todas as livrarias físicas o exibam não será algo exatamente fácil (ou mesmo viável) – mas isso não é um problema. Por que? Porque o principal lugar que as pessoas vão para encontrar um livro é sempre o mesmo: a Internet.

No caso de livros, isso significa que o seu deve estar nas principais livrarias online do Brasil.

Se seu livro está aqui no Clube de Autores, ótimo: nós já distribuímos para uma imensa gama de livrarias como Cultura, Estante Virtual, Amazon e outras, muitas outras. Para saber como publicar seu livro, dê uma olhada nesse post aqui ou nesse manual de autopublicação

6. Monte um plano de divulgação

Seu objetivo é responder à seguinte pergunta: como as pessoas saberão e se interessarão pelo menu livro? Há n maneiras de se responder a isso – mas o fundamental é que a resposta parta de você.

A própria Internet te dará uma imensa gama de dicas e conteúdos relevantes. Pesquise, converse, discuta, escreva seu plano. Facilitaremos o caminho por aqui: baixe esse guia de divulgação de livro, totalmente gratuito, feito com base em nossa experiência.

7. Permita-se errar, aprenda a acertar

Acredite: não há inovação sem erro. E todo livro novo é, quase que por definição, uma inovação. Por que estamos dizendo isso? Porque existe a possibilidade de alguma ação sua ser o fracasso. O nome do livro pode ser pouco impactante; a capa, mesmo sendo bem trabalhada, pode não chamar a atenção o suficiente; a sinopse pode ser pobre; o evento de lançamento pode ser um fracasso de público por algum motivo qualquer.

Problemas acontecem: aprenda a lidar com eles. Observe o que deu errado e busque a correção, seja alterando o produto em si ou organizando um outro evento.

8. Não fuja dos fatos brutos

Fatos brutos são aquelas realidades que doem. Quando lançamos algo tão pessoal quanto um livro, costumamos quase que caçar desculpas para eventuais fracassos. O livro não vendeu tanto quanto você imaginava? Não perca tempo achando alguém ou alguma coisa a quem culpar. Culpe-se a si mesmo: só assim você conseguirá mudar algo e dar uma guinada nos resultados.

Aceite a realidade que se colocar à sua frente, estude-e, ajuste seu plano para alterá-la.

9. Seja disciplinadamente resiliente

Essa talvez seja a maior das dicas. Sabe o plano que você montou lá no começo? Atenha-se a ele.

Sim, variáveis entrarão em cena, fatos não planejados cairão como bombas pelo seu caminho e problemas surgirão. Conte com isso.

E saiba manusear as suas ações para que elas sempre, sempre sigam em direção aos objetivos que você traçou em seu plano.

Se você fizer isso, garantimos: os resultados virão.

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O escritor persistente e a culpa do mundo

Certa vez, quando estava começando a minha carreira com a Internet, ouvi de um potencial cliente que ele não investiria em marketing digital porque, quando o fizera no passado, não tivera resultado algum. Sua conclusão: o problema estava na Internet, que não funcionava tão bem quanto a mídia costumava alardear.

Achei uma conclusão curiosa: em nenhum momento, afinal, esse empresário cogitara a possibilidade do erro ter sido da sua campanha de marketing, e não da Internet como um todo.

Tempos se passaram, entrei no mercado editorial, mudei de público mas, ainda assim, continuo testemunhando o mesmo tipo de comentário. Dia desses, por exemplo, respondi uma crítica a concursos literários aqui no blog. “Concursos não funcionam: já participei de um monte deles e nunca ganhei nada!”. Fiquei aqui me perguntando: o problema é de 100% dos concursos ou deste um livro que, por algum motivo qualquer, não foi escolhido pelos jurados plurais?

Quem publica um livro e está disposto a batalhar pelo seu lugar ao sol precisa entender, antes de iniciar a empreitada, que não será tarefa fácil. Há leitores em potencial? Sem dúvidas: por mais que o brasileiro não leia tanto quanto um sueco, o tamanho da nossa população, de longe, compensa a equação mercadológica. Mas, ainda assim, há muita, muita obra de qualidade pelo Brasil.

Sim, a sua será mais uma – por mais brilhante que seja. Dificilmente ela será “descoberta” a passe de mágica. Dificilmente ela venderá sozinha, bastando que você a publique e espere os louros. Vou além: dificilmente ela renderá boas críticas, seja de leitores ou literatas, se você não trabalhá-la com o mesmo zelo que um ourives.

Há pre-requisitos, a meu ver, para que um livro tenha sucesso. Ele tem que estar publicado? É óbvio – mas esse é um problema que o Clube já resolveu faz tempo. Ele tem que estar distribuído? Sim, claro – mas basta que esteja na Internet, acessível às dezenas de milhões de consumidores que já migraram seus hábitos de compra de literatura das prateleiras para os navegadores.

Mas há outros. O livro precisa ter uma boa capa: sem ela, ele dificilmente chamará a atenção. Precisa ter uma sinopse bem escrita: ninguém comprará nada sem saber direito o que é. Precisa ter seu português revisado: profusões de erros gramaticais e ortográficos em livros são como suicídios mercadológicos.

Precisa ter ISBN, garantia de distribuição em pelo menos algumas livrarias.

Precisa ter sido lido por algum crítico em quem o autor confie, por alguém que tenha a capacidade de fazer apontamentos fundamentais para melhorar o texto.

Precisa de exposição, de uma campanha de marketing próprio que inclua lançamento, anúncios no Google ou no Facebook, participação em concursos etc. Pode ser que a campanha falhe? Óbvio que sim: não há campanha infalível. Mas é fundamental aprender com os erros, calibrar a dose dos anúncios, ajustar os rumos do próprio marketing. “Mas marketing não é o que sei fazer”, dirão muitos escritores. Pois aprenda. Se quiser ter sucesso neste mercado, não há alternativa.

E ainda há o imponderável: mesmo que faça tudo certo, mesmo que tenha seguido à risca todo o receituário de sucesso, é ainda possível que tudo dê errado. A culpa é do mercado? Não. Afinal, pode ser que os leitores simplesmente não tenham gostado da proposta do seu livro, algo sempre difícil para um escritor aceitar. Aprenda com isso também. Para o próximo.

Com tantos contras, com tantas barreiras de acesso, por que então persistir?

Porque somos escritores. Porque escrever, afinal, é o que faz o nosso sangue pulsar, o que alegra os nossos dias e inspira cada uma das nossas ações.

E, se escrevemos, é porque acreditamos no sucesso dos nossos textos, dos nossos livros. É porque acreditamos que há, nas palavras que costuramos ao papel, algumas lições de sabedoria que o mundo todo precisa saber.

Um escritor é, sobretudo, persistente na busca dos seus leitores. Continuemos assim.

Casos de insucesso sempre existirão – e possivelmente nós mesmos faremos parte de uns ou outros. Mas vestir-se do pessimismo de quem acha que bons resultados são impossíveis só porque uma meia dúzia de experiências pessoais passadas resultou em fracasso, ignorando que tantos outros autores conseguiram alcançar seus públicos, é de um desserviço egoísta totalmente desnecessário.

Se me permitem uma dica de alguém que acompanha, há anos, os destinos de dezenas de milhares de livros publicados aqui no Clube, deixo-a aqui: persista, mas sempre mantendo os olhos abertos. Seja autocrítico e esmere-se em seu livro para que ele seja tão brilhante do lado de fora quanto o é do lado de dentro.

É certeza de sucesso? Não. Mas agir de qualquer outra forma é, sem dúvidas, certeza de fracasso.

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Se autoempresariando

Muita coisa mudou nesses quase 6 anos desde que o Clube foi fundado: o mercado editorial se abriu bastante, as editoras tradicionais abandonaram a ideia de lutar contra ebooks e o preconceito contra a autopublicação praticamente desapareceu. Não foi fácil: lembro inclusive de uma palestra que dei na Bienal de SP onde fui apresentado como “uma das pessoas que estavam destruindo o mercado editorial”. E o que estava fazendo? Apenas lançando o Clube de Autores como um espaço mais democrático para se publicar livros sem que nossos conhecimentos e experiências ficassem dependentes do julgamento de editores mal humorados e sempre ocupados demais para ler.

Não vou dizer que sou recebido com muito entusiasmo por todos os editores em eventos ou reuniões – principalmente nos que atuam com autopublicação paga, em que escritores precisam comprar uma tiragem mínima de exemplares para que a “engrenagem” rode. Mas há, hoje, uma noção mais generalizada de que o mercado editorial está passando por uma mudança que vai muito, muito além do (chatérrimo e irrelevante) debate entre livros impressos versus eletrônicos.

A questão agora é outra.

Se, no passado, o mercado editorial era pautado pela escassez, com poucos títulos criteriosamente selecionados por editores, hoje ele é pautado pela abundância.

Se, no Brasil, havia 50 mil títulos publicados anualmente, hoje há mais de 5 mil que vem apenas aqui pelo Clube de Autores – 10% do total. E isso sem contar com as tantas outras formas de publicação e autopublicação existentes no mundo.

Em que isso implica? Na mudança dramática de papel de um autor.

Quer ter sucesso no mercado literário? Então entenda que escrever bons livros é apenas uma parte de uma fórmula extremamente complexa. E o motivo é simples: há simplesmente muita gente que escreve livros incríveis competindo por um número de leitores que não é infinito.

Nesses últimos 6 anos convivemos, diariamente, com dois tipos de autores: os que culpam o mundo e os que culpam a si mesmo.

Explico a diferença.

Quando não se tem a noção do tanto que se precisa trabalhar para divulgar um livro – incluindo a organização de lançamentos, de uma estratégia de presença, da construção de um público em redes sociais etc. – é natural que uma frustração pela quebra do romantismo apareça. Não se trata apenas de escrever e esperar o Jabuti ou o Nobel: é preciso trabalhar mais do que jamais se imaginou.

Com essa conclusão em mente, muitos autores começam uma rotina de caça aos culpados: consideram que o preço é o vilão, xingam o pouco hábito de leitura dos brasileiros, reclamam de pouco incentivo do governo, sentem-se incompreendidos. Esses, infelizmente, acabam trilhando um caminho mais difícil (ou mesmo improvável) até o sucesso.

Mas há outros autores que entendem que sucesso em um mercado concorrido como o literário está mesmo longe de ser fácil. Esses culpam a si mesmo, o que acaba sendo uma opção muito mais prática. Por quê? Porque quando se culpa os outros não ha espaço algum para se aprimorar ou se corrigir – afinal, o problema está fora de si.

Quando se culpa a si mesmo, por outro lado, reconhece-se falhas e erros que podem facilmente ser corrigidos com empenho, dedicação e estudo tomando como base teorias e experiências de outros autores encontradas na própria rede.

Ou, colocando em outros termos, culpar a si mesmo é o primeiro passo para que um autor se transforme em empresário de si mesmo, entendendo que cabe apenas a ele pavimentar o caminho para o sucesso que ele merece. Dá mais trabalho? Sem dúvida.

Mas a única maneira de conseguir um futuro dourado na literatura é justamente passando por mais aventuras que o mais aventureiro dos personagens de ficção. Reclamar, afinal, nunca resolveu nada na vida.

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IG cita livro do Clube como um dos 12 feitos para quem quiser ficar rico

Quer aproveitar 2012 para ficar milionário? OK… a resposta para essa pergunta é provavelmente das mais óbvias que podem existir…

Não que seja algo fácil ou instantâneo mas, segundo muitos autores especializados em finanças pessoais, ficar rico é algo concreto desde que se siga algumas regras de conduta básica.

Na última quarta, o portal IG fez um levantamento dos 12 melhores livros para quem quiser ficar rico no ano – uma seleção composta por títulos nacionais e estrangeiros.

Nela, uma das obras é daqui mesmo do Clube: A Receita do Bolo, do Professor Mauro Calil, que realmente faz muito sucesso por aqui.

Veja uma imagem da seleção feita pelo portal e, para conhecer melhor o livro, clique aqui, no link http://clubedeautores.com.br/book/32584–A_Receita_do_Bolo ou na imagem abaixo.

Para ver a matéria completa, clique aqui.

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