Escapando do Khmer Vermelho

Na quarta passada, fiz um post aqui sobre o infame livro do Hitler. Minha tese, sempre aberta à opinião alheia, é simples: somente conhecendo a história é que conseguiremos evitar que erros da humanidade se repitam.

Ou, em outras palavras, proibir qualquer lado da história de ser divulgado e interpretado apenas terá como consequência gerar um viés cujas consequências podem ser exatamente as mesmas que queremos evitar.

Nós, humanos, vivemos de histórias. Aliás, é o hábito de transformar fatos e imaginações em histórias repassadas por gerações que nos diferencia dos outros seres vivos que compartilham nosso conhecimento conosco. Vamos a um outro exemplo, saindo da ideologia nazista mas permanecendo no rol dos grandes desastres humanitários do nosso passado recente: o Khmer Vermelho.

Veja esse depoimento de Sophal Ear (que já postei aqui há algum tempo), que conheceu o regime a fundo. Aprendamos com ele.

Aprendamos a ouvir as vozes que sempre estarão dispostas a falar.

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Sobre as tantas histórias que carregam os imigrantes

Muitos podem não saber, mas o Brasil tem recebido milhares e milhares de refugiados sírios. Aliás, esses mundos à parte de pessoas cruzando fronteiras em busca de sobrevivência, a maior parte saindo da África e do Oriente Médio, está redefinindo o próprio conceito de globalização.

Mas isso não é novidade. O Brasil é, em grande parte, feito de imigrantes. O que seria de São Paulo, por exemplo, sem os japoneses, italianos e tantos outros?

Enquanto o mundo desenvolvido decide como lidar com esse fenômeno que, embora não seja novidade, certamente está em uma escala como jamais vista, essas vidas em gerúndio perambulam em busca dos seus nortes.

No caminho, histórias. Muitas histórias de passados tenebrosos e futuros esperançosos, muitos livros ainda a serem escritos. Essa onda de imigração mudará a forma com que o mundo se vê de maneira radical.

Mudará por meio de histórias diversas, densas, com uma carga emocional capaz de fazer populações inteiras abrirem os seus olhos para os terrores que habitam nos cantos mais escondidos deste nosso planeta.

Como essa, abaixo, contada há anos atrás mas que parece tenebrosamente atual. Depois de assistir a algo assim, dá para dizer que histórias não são as únicas ferramentas capazes de mudar as nossas visões de mundo?

Espero que não. Afinal, isso tudo é também parte do nosso mundo de escritores.

 

 

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