Como se inspirar para escrever um livro?

O que gera a faísca da criatividade?

Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a Deusa da Inspiração surgir, dar o ar da graça.

A questão é: como?

Se você é um escritor, são grandes as chances de já ter a resposta consigo a resposta (ainda que seja acometido pelo temido bloqueio criativo de vez em quando). Então, faça a pergunta a si mesmo: o que te motiva a registrar parte tão íntima dos seus pensamentos, das suas histórias e das suas fantasias?

E, principalmente, como fazer essa Inspiração surgir?

Quase sempre, as respostas que recebemos são tão abstratas quanto conclusivas. Diferentemente do imaginário dos leitores, a Inspiração costuma realmente bater de forma única para cada um.

Às vezes, ela vem em forma de música composta em versos regrados; outras, em sopros irregulares do vento.

Em alguns momentos, a declamação de uma poesia é suficiente para fazer o sangue de escritor pulsar mais forte; em outros, basta um anônimo balbuciar qualquer coisa sem sentido no meio da rua.

Há situações em que é necessário organizar todo um aparato para que um escritor consiga ordenar as suas ideias: iluminação perfeita, poltrona adequada, silêncio absoluto ao fundo; mas há também os que consigam escrever apenas quando estão no meio de um ambiente tão tumultuado quanto a própria vida.

Seja lá qual for o caso, desistimos da busca por uma definição mais clara da Inspiração: isso é, de fato, como buscar uma resposta sobre o sentido da vida.

Para nós, basta que a inspiração venha, e da forma que preferir. E basta estarmos vivos para recebê-la com as boas vindas que costumamos dar ao próprio ar que nos garante a existência.

E, com essa frustrante (e grata) conclusão, desejamos a todos os autores cujos olhos estiverem nessas frases sorte e bons ventos: que esses próximos dias tragam ainda mais letras para as vidas de todos nós.

E, se você nos permite uma dica que costuma funcionar para muitos, experimente apenas abrir seu programa de edição de texto preferido e simplesmente escrever o que vier à mente. Quem sabe não nasça daí uma história fenomenal?

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Por que 2017 será um ano ainda mais caótico que 2016

É difícil achar algum brasileiro que tenha achado este ano de 2016 calmo, tranquilo, leve.

Tivemos de tudo: recessão, impeachment, Olimpíadas, prisões, gastrite.

É também difícil achar um brasileiro que não esteja torcendo por um 2017 mais calmo. Bom… sinto informar, mas os tempos de calmaria ficaram definitivamente em nosso passado.

O ritmo dos nossos tempos é frenético: hoje, clamamos por mudança sem sequer saber porque queremos mudar ou se uma mudança seria necessariamente melhor.

Quer um exemplo? Sem entrar em ideologia política nenhuma, pergunte a alguém próximo o que pensa da PEC 241, a mesma que está gerando protestos por todo o país. Você provavelmente ouvirá de uma esmagadora maioria, principalmente dos mais jovens, opiniões inflamadas, de um radicalismo absolutamente apaixonado. OK.

Em seguida, pergunte – exigindo honestidade – se este mesmo carrasco ou árduo defensor da PEC do Teto de Gastos se deu ao trabalho de ler os seus pouquíssimos parágrafos na íntegra.

Você provavelmente ouvirá um desconcertante silêncio.

Onde quero chegar com isso?

No eterno clamor pela mudança em uma versão política do arcadismo: mudar por mudar.

E isso não é um fenômeno unicamente brasileiro, acrescento. Sabe quais foram as três buscas mais feitas no Google por cidadãos britânicos horas depois deles votarem na saída do Reino Unido da União Europeia?

  1. O que significa deixar a União Europeia?
  2. O que é União Europeia?
  3. Quais os países que fazem parte da União Europeia?

Tenso, não? “Primeiro mudemos, depois entendamos porque e para que mudamos.”

Tendo a crer que a vitória de Trump também seja um exemplo perfeito da vitória do cheiro de mudança sobre a sua aparência real.

Há uma conclusão óbvia a se traçar daqui: se as populações do mundo estão impondo mudanças sem sequer entendê-las, então não há como dizer que todas serão para melhor. Ao contrário: estamos ativamente participando de sucessivas roletas russas sócio-políticas geradas pelo casamento da nossa preguiça de se aprofundar com nossa ansiedade de opinar.

Não há como esperar um resultado calmo e próspero de um cenário assim. Ao contrário: só há como esperar o caos.

Que seja assim: boas histórias, pelo menos, certamente serão escritas.

Caos, afinal, é a maior musa inspiradora da humanidade.

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