Que tal comprar pão embrulhado em…. literatura?

Há algum tempo, uma livraria paulistana lançou um comercial em que dizia que o “formato” da literatura – se ebook, livro impresso ou audiobook – era absolutamente irrelevante – desde que se “consumisse” as letras.

Isto posto, é fácil imaginar que toda superfície, digital ou física, poderia servir de suporte para contos, poesias ou romances que tem o fundamental papel de nos fazer viajar para os mais distantes universos.

Transformando o conceito em algo mais prático, Diovani Mendonça criou, há alguns anos, o Projeto Pão e Poesia.

A mecânica é a seguinte: cerca de 400 alunos de escolas públicas de Belo Horizonte participaram de “oficinas de sensibilização poética”, incluindo diversas aulas de leitura e escrita.

O resultado desse aprendizado foi um conjunto de poesias escritas por eles e que foram em seguida selecionadas para integrar as “embalagens literárias”. Estas, por sua vez, incluíram uma mescla entre as poesias dos estudantes e de escritores já consagrados como Affonso Romano de Sant’Anna, Fernando Brant e Líria Porto, sendo distribuídas por diversas padarias mineiras.

Veja abaixo um dos modelos de embalagem.

Na prática, o projeto – que já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura – acabou cumprindo dois papéis de fundamental importância para a cultura brasileira: estampar literatura em mais de 250 mil embalagens de pão e incentivar o hábito de escrever entre centenas de estudantes.

Parabéns ao projeto e ao seu idealizador!

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Biblioteca Estadual de MG recebe nome de escritor do Clube de Autores

Sempre que recebemos uma notícia de sucesso de autores daqui do Clube, buscamos publicar com o máximo possível de destaque. Afinal, por também sermos escritores, sabemos do quão árdua é a luta para se destacar nesse que é o mais concorrido dos mercados artísticos em todo o mundo.

Essa semana, a notícia veio de lá das Minas Gerais.

Através de uma eleição realizada ao longo deste mês, a biblioteca da Escola Estadual Maria Zeli Diniz Fonseca recebeu o nome do professor e escritor pitanguiense, radicado em Nova Serrana (MG), professor Willian Barcelos.

Participaram do pleito alunos, pais, professores, especialistas e demais integrantes da comunidade escolar.
O nome do professor teve a indicação de 446 pessoas, seguido de outros escritores locais, tais como João José Guimarães, Onilza Braga e Iracy Lacerda. O processo de escolha foi encerrado na última terça-feira (25) e de acordo com os organizadores, todas as providências legais serão tomadas a partir desta semana.

Willian Barcelos destacou que “todos os nomes indicados têm o seu valor, uma vez que o resultado deste pleito não corresponde a uma conquista pessoal em si, mas ao reconhecimento de um trabalho totalmente voltado às questões sociais, e em especial, à promoção da leitura e difusão do conhecimento”. Cabe lembrar que Willian Barcelos, além de publicar a obra “Entre o global e o local: a indústria calçadista de Nova Serrana” engajou-se recentemente num projeto que busca a ampliação do acervo literário das bibliotecas públicas escolares, com atenção particular as que se situam nas regiões rurais.

No final ano passado, Willian Barcelos promoveu a entrega de cerca de 250 obras à biblioteca escolar da comunidade de Capão. Na oportunidade, o professor-pesquisador disse que “o conhecimento e o acesso à leitura devem ser cada vez mais facilitados, pois permitem um compartilhamento dinâmico dos bens culturais”. O que deflagrou uma intensa campanha de doação de livros às bibliotecas locais.

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Uma visão diferente de Ouro Preto

Com 9 obras publicadas no Clube, Públio Athayde é um dos autores com maior produção literária daqui do Clube. E, ao navegar pelas obras do autor, uma em específico nos chamou bastante atenção.

Eu Ouro Preto” permite uma visão heterogênea e complexa de diversos aspectos envolvendo uma das mais ricas cidades brasileiras. Segundo a sinopse do livro, “os olhos do historiador ouropretano convergem para a
paisagem, a arquitetura, a música e o povo desta cidade, para as
relações destes elementos nos tempos passado e presente de modo
inequivocamente passional, mesmo considerada a abordagem metódica e a
pretensa erudição.

A paixão, confessa no primeiro artigo (Eu “Ouro Preto”), se desdobra em
considerações topográficas sobre os templos coloniais (Adequação
retórico-arquitetônica da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro
Preto). A mesma paixão visceral que aguça os ouvidos para sons reais e
imaginários (Música colonial, cérebro retórico e êxtase religioso) relê
a poesia arcádica situando física e politicamente as referências do
poeta detrator (As cartas chilenas: carta terceira, notas de leitura).
Ainda com os olhos voltados para o passado, e nada é mais presente no
passado que a morte, abstrair de algumas lápides os resquícios das
paixões de outras épocas é tarefa inglória e fascinante (Aqui jazem os
restos do irmão J.F.C. falleciddo), tanto quanto querer apontar nos
requícios já arqueológicos da mineração aurífera (Curral de Pedras:
abandono e omissão) as tensões vividas em uma época anterior cujas
marcas estão por todo lado, cravadas na essência da brasilidade.

A retórica da história clama em coros dissonantes e cada vagido é
repleto de significâncias, todas elas se articulando para dar
significado ao que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora
completa a visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma
existência em contínua construção, quer como amantes do pretérito
edificado em magnífica herança.

Para o amante da história, resta duas tarefas: comprar uma passagem para Ouro Preto e, como guia, o livro “Eu Ouro Preto“, de Públio Athayde.

Conheça melhor o livro clicando aqui ou acessando diretamente o link http://www.clubedeautores.com.br/book/8976–Eu_Ouro_Preto


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