O que autores podem aprender com os livros mais caros do mundo?

O que as maiores obras primas da literatura têm a nos ensinar?

Autores buscam reconhecimento.

Podemos nos vestir do mais puro eufemismo, ser modestos e humildes mas, na prática, há uma verdade que não temos como contestar: se publicamos uma obra é porque queremos que ela seja lida; se queremos que ela seja lida, é porque queremos que mais pessoas, conhecidas ou não, tomem contato com os nossos pensamentos mais íntimos.

Queremos nos expor. E, com isso, obviamente também queremos reconhecimento pela “obra” que estamos expondo.

Veja alguns dos livros mais caros que já foram vendidos:

  1. Codex Leicester Leonardo da Vinci, de 1510 (vendido por US$ 49.800)
  2. Os Evangelhos de Henrique, o Leão, de 1118 (vendido por US$ 28.000)
  3. Magna Carta, do século XIII (vendido por US$ 24.500)
  4. Evangelho de São Cuterberto, de 698 (vendido por US$ 15.000)
  5. Livro de Salmos da Baía, de 1640 (vendido por US$ 14.500)
  6. The Rothschild Prayerbook, de 1505 (vendido por US$ 13.900)
  7. As Aves da América, de +/- 1830 (vendido por US$ 12.600)
  8. Os Contos da Cantuária, de 1387 (vendido por US$ 11.000)
  9. A Constituição dos EUA, de 1797 (vendido por US$ 10.200)
  10. First Folio de William Shakespeare, de 1623 (vendido por US$ 8.200)

O que essa lista tem de relevante para autores independentes?

O que uma coisa tem a ver com outra e o que isso quer dizer para você, autor independente? Ora… se o valor financeiro, mesmo sob uma análise mais “bruta”, chega a somas estratosféricas, então é porque os criadores dessas histórias conseguiram alcançar com louvor máximo um mérito buscado por praticamente todos os que derramam letras atrás de letras no papel.

Não conseguiram apenas ser reconhecidos: conseguiram ser disputados.

Sabe o que ela tem de mais curioso? A falta de uma linha temática única.

Você encontrará de Shakespeare à Constituição Americana, de contos a coleções de imagens de pássaros. Claro: há questões históricas envolvidas, como uma obra ser incluída “simplesmente” por ter sido a primeira impressa nas Américas.

Mas, ainda assim, resta uma lição: inovação e inspiração caminham juntas para produzir valor e reconhecimento.

Se escrevermos mais do mesmo, portanto, dificilmente conseguiremos ser vistos como disruptivos, como diferentes. Dificilmente conseguiremos atrair atenção.

Não basta escrever bem: é preciso inovar

Nessa linha, você nem precisa se focar apenas nos livros mais caros já vendidos: pode ver também essa outra lista aqui, com os livros mais vendidos de todos os tempos.

Sabe o que as duas listas têm em comum? Ambas são feitas, essencialmente, de livros que inovaram tanto no pensamento quanto no estilo da narrativa.

A Constituição Americana, escrita em 1797, foi um dos documentos mais revolucionários da história da humanidade e inspirou revoluções em todo o planeta.

Da mesma forma, Dom Quixote – até hoje o livro mais vendido – revolucionou a forma com que histórias eram contadas até então, levando o romantismo cavalheiresco para níveis jamais antes imaginados.

O que isso nos diz? Que as pessoas, os leitores, buscam histórias que os tirem do lugar-comum, do status-quo, do cotidiano.

Quer um objetivo para o seu próximo livro? Use esse: escreva algo revolucionário, seja no conteúdo ou na forma.

Veja esses conteúdos de apoio feitos para você

Ajuda para isso você já encontra por aqui, desde conteúdos sobre como escrever um livro de sucesso a um passo-a-passo sobre como publicar ou sobre como divulgar seu livro ou ainda sobre como estabelecer o preço da sua obra.

Aproveite e faça a sua parte: a melhor maneira de se transformar em um escritor de sucesso é transformando a vida de todos com a sua literatura!

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Quais as categorias mais publicadas por autores independentes?

Na semana passada, fizemos um estudo de categorias para os quase 70 mil livros publicados aqui no Clube. A curiosidade era geral aqui: considerando que acabamos nos tornando uma espécie de espelho da nova literatura escrita no Brasil, seria possível entender como o brasileiro pensa a partir dos temas que mais lhes são caros no momento de criar suas histórias?

Claro: não há uma resposta definitiva, nítida, para essa pergunta. Mas há como pelo menos observarmos o comportamento dos nossos autores e criarmos as teorias que quisermos.

Entre ficção e poesia

Temos, no Clube, um total de 685 diferentes categorias, todas seguindo o padrão considerado oficial pelo “mercado editorial”. Lembrando que um livro costuma estar em até 3 categorias simultaneamente, as mais utilizadas são:

E você? Sua literatura “se encaixa” em alguma categoria? Se sim, em qual?

Se não conseguir se enxergar em nenhuma, não se preocupe. A categoria em si importa pouco, na prática, desde que o livro seja bem escrito, bem acabado e que encontre seu público.

De toda forma, não deixa de ser uma boa referência para novos autores :)

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Como ensinar a crianças o amor pela literatura

Não há presente melhor para uma criança do que toda a sabedoria do mundo em forma de páginas

Dia das Crianças, Natal, aniversários: datas para darmos presentes a crianças não faltam. Mas o grande problema é que, como sociedade, quase sempre acabamos encarando presentes como “bens” que devem ser dados aos filhos (ou sobrinhos ou netos) por conta de alguma ocasião específica.

E veja: não quero menosprezar aqui nenhum tipo de brinquedo ou roupa ou qualquer coisa. Mas o fato é que, de todos os presentes possíveis, há apenas um que realmente abre as portas do mundo para as crianças: o livro.

E, se você é um escritor, então entende mais que qualquer humano comum o valor que a literatura tem para formar o espírito, a alma de qualquer criança.

Ensinar amor pela literatura significa formar contadores de história

Quando eu era pequeno, aprendi que há milagres em cada livro em rodas de histórias contadas por uma velha bibliotecária em minha escola. À época, aquela uma hora duas vezes por semana era a única, praticamente, que me empurrava para fora da realidade e para universos feitos de fantasias.

Hoje, claro, o mundo é bem diferente – e tentar forçar métodos de ontem para crianças de hoje dificilmente dará algum resultado.

Abro aqui um parêntese: há os saudosistas incuráveis, aqueles que crêem que se crianças não jogarem gude ou se cederem às seduções da Internet e do vídeo-game estarão invariavelmente fadadas a um futuro sombrio e solitário. Não me incluo entre esses. Ao contrário: sempre acreditei que a maneira mais saudável de criar filhos é justamente contextualizar os valores que queremos que eles tenham na realidade que os cerca. Eliminar os impulsos da era da informação é, para mim, o mesmo que formar um ser do século XIX para, no futuro, inadvertidamente catapultá-lo para o século XXI – uma receita que dificilmente dará resultados positivos.

Mas isso é outro assunto. Por hora, voltemos ao mundo das histórias para crianças.

A linha entre realidade e fantasia em nossos dias

Crianças hoje não vivem mais naquele obscurantismo praticamente medieval que cercava a humanidade até poucas décadas atrás. Sim: a mesma roda de histórias que me encantava quando eu tinha 5 ou 6 anos encanta também a minha filha em sua escola hoje – mas de forma diferente.

Na minha infância, a história do João, do Pedro ou da Maria eram a história do João, do Pedro ou da Maria. Ou seja: havia uma linha nítida que separava fantasia de realidade, uma linha tão inquestionável que ela tinha data e hora para se materializar.

Hoje, os gatilhos para fantasias são tantos que as linhas se atenuaram. Hoje, há como mergulhar em milhares de desenhos animados 24 horas por dia, há como se escolher dentre uma infinidade de opções as brincadeiras desejadas e há como se misturar fantasia com realidade a qualquer instante.

Se eu tiver que isolar uma diferença entre os universos infantis da década de 80 e de hoje, afinal, eu diria que é essa:  há tanta fantasia cercando crianças hoje, e de maneira tão intensamente sob demanda, que pode-se dizer que a dificuldade não está em fazê-las amar a literatura e sim em fazê-las se aprofundar mais em cada história.

Explico-me melhor: no longínquo passado de décadas atrás, as opções eram tão parcas que, para melhor aproveitar o tempo, as crianças acabavam buscando toda uma densa intimidade com os poucos personagens infantis à disposição.

Hoje não há apenas Pedrinho e Narizinho, João e o Pé de Feijão e esses seres de antigamente: há Peppas, Lunas, Mashas e todo um universo Pollys com vida própria que surgem e desaparecem nos labirintos do Youtube. Há tantas histórias e personagens que a possibilidade de uma criança se aprofundar em uma delas, colhendo os ensinamentos que sempre moram em suas páginas, é cada vez mais difícil. Em outras palavras: a superfície é tão sedutora, imensa e bela que mergulhos aprofundados acabam se fazendo raros. Raríssimos.

Voltemos, pois, à pergunta que abriu este post: como ensinar o amor à literatura para crianças?

Respondo apegando-me ao puro e inegável empirismo: emprestando à literatura um pouco do universo real da criança e usando este universo como maneira de seduzi-la para as profundezas de cada livro.

Sim, pode-se contar a história de uma avó maluca que amava fazer doideiras com a neta (sendo esta uma das histórias preferidas da minha filha). Mas e se a avó tivesse o mesmo nome da avó real – ou se a neta tivesse o mesmo nome da criança? E se, em uma história envolvendo um grande grupo de crianças, muitas tivessem os nomes de colegas reais?

Faça esse teste em casa.

Eu fiz. O resultado foi impressionante: de repente, aquele momento com o livro aberto passou a se diferenciar de todos: foi o único em que realidade e fantasia se mesclaram não apenas na imaginação, mas também nas páginas de um livro.

Foi, também, o momento em que os olhos das minhas filhas mais ficaram esbugalhados, que as atenções mais ficaram extremada e que as curiosidades mais foram aguçadas.

Para mim, o amor pela literatura se mede por esses três elementos: o estado dos olhos, da atenção e da curiosidade. Se todos permanecerem em estado de pura adrenalina é porque a receita está funcionando.

Imaginar faz parte de aprender a ler

Uma das características que mais difere um livro de, digamos, um filme, é que no primeiro a participação ativa do “receptor da história” é fundamental. Em um filme, personagens e cenários já aparecem imaginados por alguém: nomes já têm rostos, lugares já tem cores e, para nós, basta nos acomodarmos na adrenalina do que acontecerá depois.

No livro é diferente. No livro, o próprio leitor precisa construir rostos e paisagens em sua mente a partir de uma costura entre o que foi escrito e o que ele tem de referencial armazenado em seu cérebro. Saber imaginar, portanto, é fundamental para se saber ler bem.

E o que pode instigar a criança ainda mais nesse aspecto? A mudança de papel.

E se a própria criança tiver a incumbência de criar uma história, de escrever ou desenhar uma narrativa para, depois, contá-la ao adulto?

Essa inversão de papéis pode ser importantíssima para o seu desenvolvimento.

Por que tudo isso importa?

O que mais nos diferencia de outros animais é justamente a nossa capacidade de contar histórias. Apenas nós, humanos, conseguimos encapsular passado, presente e futuro e, de alguma maneira, tecer linhas narrativas que permitam que as mentes dos nossos pares atravessem qualquer tipo de barreira imposta pelo Tempo em si.

E não há nenhuma, absolutamente nenhuma profissão que não dependa disso. Um bom vendedor é aquele que consegue contar uma boa história para o seu cliente; um bom médico é aquele que consegue interpretar fatos e usá-los para tecer novos “capítulos” a partir de tratamentos que julgar necessários; um bom advogado é aquele que consegue construir uma narrativa forte o suficiente para convencer juízes; e assim por diante.

O que fazemos quando ensinamos nossas crianças a imaginar e criar histórias? Preparamos cada uma delas para que escrevam as suas vidas da maneira que preferirem.

Quer presente melhor que esse?

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Dicas de Stephen King para escritores iniciantes

O que um dos maiores mestres da literatura tem a dizer para você?

Dicas nunca são demais – principalmente quando partem de super hiper best sellers e são focadas em um mercado tão concorrido quanto o editorial. Tudo bem que elas não podem ser confundidas com receitas de sucesso: se sucesso tivesse receita simples, afinal, não seria algo tão comemorado por tão poucos.

Temos 75 dicas para você, inclusive

Nós, aqui no Clube de Autores, já colecionamos mais de 70 mil livros publicados e muitos casos de sucesso. Há duas coisas sobre as quais não temos nenhuma dúvida:

  1. Nunca o escritor independente teve o mercado tanto a seu favor – como você mesmo pode conferir aqui
  2. Por mais que não exista uma receita de bolo para o sucesso, há sim toda uma coleção de melhores práticas que certamente podem ajudar todo e qualquer autor independente.

Não foi por outro motivo que criamos, inclusive, um livro com 75 dicas para autores independentes. Dê uma olhada aqui, nesta página, para acessá-las mais rapidamente.

O que diz o mestre?

Não preciso me alongar muito aqui: Stephen King gravou algumas dicas importantes em um vídeo, que disponibilizamos abaixo. Sim: são dicas mais antigas e que, claro, você mesmo deve atualizar com o seu repertório e bom senso. Mas ainda assim valem ser vistas, claro – da mesma forma que essas outras deixadas por ninguém menos que George Orwell, autor de 1984.

Vamos ao mestre do suspense:

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As pequenas frases que fazem os grandes livros

Você já se atentou a essa técnica genial e sutil dos grandes autores?

Muitos dos grandes livros da humanidade acabaram se imortalizando tanto pelas suas narrativas cativantes quanto por suas coleções de frases que encerraram tanta sabedoria e/ ou mistério em poucas palavras que acabaram hipnotizando os leitores.

Em muitos casos, são frases que abrem um livro – mas o fazem de maneira tão intensa que criam nos leitores o instantâneo desejo de continuar lendo.

Isso nos ensina, a nós escritores, uma lição valiosíssima: a melhor maneira de seduzir o leitor é a partir das primeiras frases de um livro – o que significa que elas precisam ser magnéticas.

Quer exemplos claros?

Veja esses, abaixo:

“Só há um problema filosófico realmente sério: o suicídio.” (O Mito de Sísifo, de Albert Camus)

“O passado é um outro país. Eles fazem as coisas diferente por lá.” (O Mensageiro, de L. P. Hartley)

“Era uma vez uma mulher que descobriu que havia se transformado na pessoa errada.” (Quando Éramos Adultos, de Anne Tyler)

“De certa forma, eu sou Jacob Horner.” (O Fim da Estrada, de John Barth)

“O sol, sem alternativa, brilhou sobre nada de novo.” (Murphy, de Samuel Beckett)

“No dia seguinte ninguém morreu.” (As Intermitências da Morte, de Saramago)

“Era um dia claro e frio de abril e os relógios batiam as 13.” (1984, de George Orwell)

“Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos.” (Uma História de Duas Cidades, de Charles Dickens)

E daí?

Conclusão 1, repetindo o que já dissemos: o sucesso de um bom livro, em muitos casos, está logo em sua primeira frase.

Conclusão 2: eu, pelo menos, estou já acessando uma livraria para comprar algumas das obras iniciadas por essas frases acima.

E você? Como está se inspirando e como está buscando as melhores técnicas para escrever o seu livro? Ou já tem tudo pronto para publicar o seu livro?

Se sim, não custa nada dar uma revisada rápida para dar aquele toque final.

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