Promoção de verão no Clube: até 25% de desconto nos impressos

O ano começou – finalmente – e já podemos comemorar um desejadíssimo 2015 repleto de realizações!

Hora também de abrirmos a temporada promocional aqui no Clube com até 25% de desconto em todos os impressos de hoje, 12/01, a domingo, 18/01. Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final do domingo, 18/01.

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Uma luz no fim do tunel para as obras biográficas

A obra mais autobiográfica de Nietzsche se chama “Ecce Homo – como alguém se torna o que é” e, em meio às suas páginas, traz capítulos como “Porque sou tão inteligente”, “Porque sou tão sábio” e “Porque escrevo tão bons livros”. Na prática, a “autoconsciência” de Nietzsche sobre a sua própria genialidade encontra um respaldo literário inegável: poucos, no mundo, foram tão brilhantes quanto ele.

Mas já imaginou se o registro de sua vida ficasse restrito à sua autobiografia ou a outras biografias que precisassem ser autorizadas por ele? Logicamente, dificilmente ele permitiria críticas ou mesmo a publicação de verdades sobre a sua incontestável loucura que o fez dono de uma das mentes mais atormentadas da humanidade. Se obras biográficas fossem dependentes de autorizações dos “biografados”, a própria verdade acabaria ficando em um perigoso segundo plano.

Para entender Nietzsche, por exemplo, ficaríamos restritos aos pensamentos psicóticos dele sobre si mesmo – e, ironicamente, dificilmente conseguiríamos entender como ele realmente se tornou quem foi.

Isso pode parecer impensável em plena era da informação mas, hoje, são muitos os casos em que a justiça proibe biografias que não foram autorizadas (de um livro sobre Roberto Carlos a um filme sobre Glauber Rocha).

Esse tipo de proibição tem um nome simples: censura. Censura à liberdade de expressão, à liberdade de ir e vir pela História, à liberdade de se pensar e de se registrar um pensamento, uma notícia, um fato.

Antes que submetamos a nossa literatura à censura de forma definitiva, a classe política brasileira teve um dos seus raros momentos de atuação a favor do país: no final do ano passado, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que autoriza a publicação de filmes e livros biográficos sem a necessidade de aprovação dos seus “biografados” ou familiares.

O texto ainda não virou lei – mas está a caminho de. Torçamos para que, ao menos desta vez, os políticos acertem e dêem um voto definitivo para a liberdade de expressão brasileira.

Biografias, afinal, são parte fundamental da nossa História – e a História tem sempre que ser soberana, jamais precisando de nenhum tipo de autorização para existir de forma documentada.

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