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Como promover seu livro antes de publicá-lo

O segredo da divulgação pode estar antes de se lançar um livro

Não é segredo para ninguém que a mais difícil das tarefas de todo escritor é justamente conquistar os seus leitores para ter sucesso com seu livro. E não: isso não depende exclusivamente do conteúdo do livro e nem é algo que possa ser ignorado ou relegado a um terceiro (como a romântica e hoje inexistente figura de um editor).

Já fizemos, aqui, todo um manual de divulgação de livro que inclui, dentre outras coisas, dicas importantíssimas sobre a construção da sua audiência antes do lançamento (veja aqui).

Mas queremos ir um pouco além da nossa própria visão, abrindo espaço aqui no blog para outras dicas e “fórmulas” que possam ajudar os autores nessa sempre tão difícil tarefa de se tornar conhecido e desejado.

13 dicas relevantes

Aqui, nesse ponto, deixo um pedido de desculpas: é BEM raro eu publicar qualquer conteúdo em inglês aqui no blog. Não é a nossa língua mãe, nem todos sabem falar e, além de tudo, não chega nem perto da beleza do idioma português (ao menos em minha opinião).

Mas fatos são fatos: há mais livros autopublicados nos EUA do que livros publicados em toda a América Latina. Isso tem um efeito colateral: um mar de especialistas estudando e criando conteúdo útil para escritores que, como todos nós, buscam o seu lugar ao sol.

Recentemente, me deparei com um artigo do Buzzsumo entitulado “13 Experts on How To Promote Content Before Hitting Publish“. Traduzindo: são opiniões de 13 especialistas sobre como promover o seu conteúdo antes de publicar – uma tarefa importantíssima por permitir que o autor já lance o livro com uma audiência formada. Perfeito, não?

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Como escrever conteúdos para a Internet que encantem os leitores

Como já postamos aqui algumas vezes, manter uma presença ativa na Internet é essencial para cativar a sua audiência e, consequentemente, garantir mais sucesso na estratégia de divulgação do seu livro. Mas não basta apenas escrever: é preciso saber como escrever para a Internet, garantindo uma aderência maior com o seu público e o uso de algumas técnicas que posicionem melhor seus textos nos buscadores.

Esta semana convidamos o Caio Nogueira, da Upsites, para falar um pouco sobre o assunto. O texto que segue, abaixo, é dele:


Uma das maneiras de aumentar a visibilidade e a autoridade da sua marca é produzindo conteúdo online e um dos principais canais utilizados atualmente é o blog. Se você está começando na criação de sites ou já atua com essa estratégia, mas quer engajar mais o seu público, seja comentando ou compartilhando seus posts, o artigo de hoje é para você. Aprenda agora como escrever conteúdos para a web que encantem seus leitores!

1. Escreva de acordo com a sua persona

Uma vez que você tenha sua persona em mente, escreva o tempo todo pensando na linguagem dela.

Algumas pessoas cometem o erro de achar que toda linguagem para a web deve ser direta e genérica, mas de acordo com o seu nicho isso pode variar bastante.

Se no seu nicho, sua persona utiliza alguma expressão muito específica, não tenha medo de usá-la, desde que você tenha certeza que seu público irá entender.

Saia da zona de conforto!

Afinal, de nada adianta você manter um texto muito superficial, se sua persona quer mais detalhes, seu conteúdo não será informativo.

2. Crie uma estrutura para o texto

Após definir sua persona, crie uma estrutura para o seu texto, seguindo sempre uma pequena introdução, o desenvolvimento do assunto em tópicos e uma conclusão.

Essa é a estrutura básica que aprendemos na escola, mas a diferença é que para fazer seu público engajar, não se esqueça de usar as “call to action”, mecanismos para induzir sua persona a tomar uma ação.

Por isso, na introdução sempre diga qual dúvida será solucionada no texto, convidando o leitor a rolar a página.

Enquanto isso, no fim do texto, convide o leitor a compartilhar o artigo, comentar ou outra ação que seja seu objetivo.

3. Evite vícios de escrita

Por último, caso você esteja escrevendo os conteúdos do seu blog por conta própria ou contratando um redator, fique atento aos vícios de escrita.

É normal termos algumas manias na nossa linguagem, mas na redação para a web, isso cansa o leitor.

Por isso, evite sempre:

Repetição de informações

Ficar voltando ou reforçando várias vezes ao mesmo tema é um péssimo hábito de escrita. Evite-o.

Frases muito longas

Para tornar o texto mais escaneável, quebre as frases e parágrafos. Mesmo que seu texto seja interessante, ele não irá entreter o leitor se não for facilmente escaneável.

Inserir muitos advérbios terminados em (-mente)

Apesar de necessário em alguns casos, as frases com terminações em -mente cansam o leitor. Sempre que possível, troque por expressões mais imperativas.

Em vez de “normalmente ele compra”, troque por “é normal ele comprar”.

Voz passiva

Isso significa evitar frases como “A porta foi fechada por Pedro”, mas sim substituir por “Pedro fechou a porta”.

Uma dica para detectar todos esses vícios é ler seus textos 1 dia depois de estarem prontos. Nunca leia logo após terminar, pois sua mente já está viciada naquela leitura e não irá identificar os problemas.

4. Use elementos gráficos

Uma dica que parece simples pode aumentar o valor dos seus blogposts, pois a disposição de um texto na web facilita a leitura dele.

Não adianta um artigo estar completo com, se ele não é escaneável ou não deixa as informações principais destacadas.

O leitor na internet tem pressa, por isso, use elementos como cores, fontes diferentes, negrito, itálico ou sublinhado.

Porém, use com cautela e tente encontrar um padrão para o uso dos elementos gráficos.

5. Não espere por sua inspiração

A última dica é que muitas pessoas pensam que a escrita é uma questão de “dom” ou inspiração que apenas alguns têm. Porém, a boa escrita pode ser conquistada a partir de muita leitura, prática, tentativas e erros.

Além disso, você não precisa ter uma inspiração de repente. Basta criar um contexto para que ela aconteça.

Para isso, você pode dar um tempo à sua mente, seja fazendo meditação, exercícios físicos ou mesmo assistindo à uma série ou documentário sobre o tema que deseja escrever.

Você tem alguma dúvida sobre seu conteúdo? Deixe seu comentário!

 

 

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Adicionando a curadoria como forma de receita dos autores

Nos tempos românticos, ter sucesso como autor era simples: bastava escrever um livro, ser escolhido por um editor e ver a sua obra nas vitrines de todas as livrarias do mundo.

É claro que, no mundo real, esses tempos nunca existiram: ter sucesso como autor sempre foi algo de dificuldade colossal desde os primórdios. Mas uma coisa era fato: o modelo de negócios era simples e muito direto.

Uma vez que o autor conseguisse uma editora e o livro fosse distribuído, tudo se desenrolava como um cálculo aritmético partindo do preço pago pelo leitor.

Hoje, no entanto, a fórmula é mais complexa. A oferta de conteúdo explodiu, os preços despencaram depois do surgimento dos ebooks e a Internet proporcionou acesso a zilhões de conteúdos relacionados, de artigos a recomendações – muitos dos quais gratuitos, diga-se de passagem.

Onde isso entra na vida de autores como nós? No entendimento de que não somos, necessariamente, apenas criadores de conteúdo. Somos coletores e curadores.

Se um leitor chega à página de venda de nosso livro ele precisa de mais informações. Precisa de sinopse, de um contato, de acesso a opiniões de terceiros, claro. Mas, hoje, ele precisa de – ou pelo menos quer – mais.

Se você escreveu um livro, provavelmente tem sua própria coleção de inspirações que delineiam o universo do livro: outros títulos que leu, artigos, músicas, lugares, pesquisas, referências etc.

Ou seja: você criou um conteúdo próprio, escreveu um livro – mas, para isso, também agiu como curador de uma base maior de conteúdo para si mesmo, escolhendo o que devia ou não utilizar como sua inspiração.

No mercado tradicional, esse conjunto de fontes, essa curadoria particular, sempre foi mantida em sigilo (possivelmente por falta de opções de divulgação). Hoje, no entanto, esse universo pode ser escancarado (e melhor explorado).

Já imaginou se, além da obra prima Os Miseráveis, pudéssemos ter acesso a todas as fontes de pesquisa utilizadas por Victor Hugo na época? Ou viajar pelos livros, artigos e filmes aue inspiraram Saramago a escrever o Ensaio sobre a Cegueira?

De certa forma, o universo de conteúdo que orbita, escondido, em torno de cada livro, pode ser tão ou até mais inspirador do que o livro em si – e pode permitir uma experiência de leitura fora de série.

Mas, novamente, entra a pergunta: o que o autor ganha com isso?

A partir do momento em que seu papel de curador passa a ser oficializado, ele pode ganhar uma merecida remuneração. Afinal, se ele fez tanta pesquisa valiosa para chegar a um livro, nada mais natural do que receber também pelo acesso a essa pesquisa – abrindo uma oportunidade mais rica de aprofundamento em conteúdo para os seus leitores e, claro, uma bem vinda fonte adicional de renda para si mesmo.

No mercado literário, esse modelo ainda não existe – ao menos não exatamente dessa forma. Mas foi uma das possibilidades aventadas aqui na Feira do Livro de Londres e considerada como tendência em tempos onde buscas de novos modelos de negócio estão sendo nuscados quase como o Eldorado.

Devemos considerar isso em um futuro próximo aqui no Clube, possivelmente acoplando um modelo de curadoria remunerada para autores no Pensática (que está já saindo do forno). E, como tudo o que fazemos, queríamos antes compartilhar com todos os autores.

Qual a sua opinião sobre isso? Como soa a possibilidade de abrir para os leitores todas as suas fontes de pesquisa e agregar uma nova fonte de receita com isso?

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