Um novo primeiro capítulo

Nem todos estamos sempre na mesma página, claro. Depois que fiz o post da última sexta, em que arriscava uma tímida comemoração por estarmos virando uma página turbulenta em nossa história, recebi alguns comentários de escritores dizendo que, para eles, tudo ainda permanecia da mesma forma, na inquietude desanimada de quem está preso no meio de uma história cuja trama cresceu para além do controle da caneta.

Em casos assim eu costumo seguir uma regra própria, muito pessoal: recomeçar. Às vezes, ao menos no meu caso, há realmente situações em que as histórias que estamos desenhando – seja para nossos personagens ou para nós mesmos – simplesmente fogem do controle. Recuperá-las é inútil: histórias, quando revoltam-se em vida própria, desenvolvem uma espécie de anarquia impossível de ser domada.

O que fazer, então? Esquecê-las. Ignorá-las. Deixá-las seguir os seus próprios caminhos rumo à auto-aniquilação.

Se as tramas em que estivermos envolvida se pegarem tensas demais, vale mais à pena virar a página e pensar em uma nova história, do zero.

Vale mais à pena abandonar qualquer expectativa quanto a elas.

Vale orfanizar os nossos próprios personagens.

Vale partir para crer que qualquer fio de expectativa ao qual se estiver preso seja apenas uma miragem, uma alucinação fruto do desespero de um escritor que não suporta a perda da história que estava tão zelosamente desenhando para o seu futuro.

Vale jogar tudo no lixo, criar novos cenários, novos enredos e novos personagens.

E começar um novo primeiro capítulo.

controlled-chaos-for-innovation

 

Leia Mais

Bem vindo, setembro

E chega um novo mês, desta vez encurtando ainda mais este ano que, verdade seja dita, voou. Mês de setembro, aliás, que já começa comemorando a nossa Independência e simbolizando momentos de ruptura e recomeço.

Para quem está trabalhando em uma nova história, perfeito. Nada melhor do que arquivar o passado e se inspirar nos gritos de D. Pedro para inaugurar um novo capítulo, uma nova fase, uma nova história. 

Gosto de momentos assim. Quando o Tempo em si nos inspira a virar página, temos que aproveitar. Aproveitar para sair da mesmice, do cotidiano que escrevemos para nós mesmos, de perspectivas que, por qualquer que seja o motivo, tenham ficado encravadas em um tempo mais utópico do que real. Viradas de mês com toques simbólicos são, assim, perfeitas. 

Ainda temos alguns meses até o final do ano: um trimestre inteiro, aliás. Normalmente, as nossas resoluções de mudança vem nos finais de ano. 

Mas talvez essa não seja uma regra. Talvez o ideal seja adiantar esse período e já promover alguma ruptura de status quo no presente, já, agora, a partir deste 7 de setembro. 

Quer data melhor para se independer de amarras desnecessárias? 

  
 

Leia Mais

Agora é hora de nos unirmos de novo

A eleição passou.

Uma escolha foi feita pela maioria – mas essa maioria deixou uma gigante minoria com uma espécie de sensação de derrota amarga, triste, quase desesperançosa.

Bom… a democracia falou mais alto.

Aos que votaram no lado vencedor, torçamos que estejam certos. Aos que votaram no lado que perdeu, torçamos todos para que suas convicções se provem erradas.

No final, somos um só país – e não dois partidos.

É hora de virar a página e começar um novo capítulo nas nossas histórias.

Que todos tenham uma excelente segunda!

Leia Mais

Domingo é hora de escrever um novo capítulo na história do Brasil

Hoje é sexta. Em dois dias, o destino do Brasil será decidido nas urnas pelos milhões de eleitores.

Nunca falamos de política aqui no Clube – e nem é essa a intenção agora. Hoje, vivemos em um país dividido, com um conflito de opiniões, visões e carregando um tipo polarização absolutamente enérgica.

E, independentemente dos resultados, só esse caldeirão de discussões que culminará na escolha do(a) próximo(a) presidente, já ajuda o nosso país a evoluir.

Todos aqui desejamos um excelente voto. É a hora de escrever um novo capítulo na história do país.

Leia Mais