Estamos cercados por histórias. Basta agarrar a que mais convier.

No post da segunda passada, comentei da inimaginável e quase inacreditável jornada dos exploradores ingleses a bordo do Endurance que, na tentativa de cruzar a Antártida, precisaram sobreviver por mais de um ano acampados sobre icebergs e enfrentando algumas das pragas mais severas da humanidade.

Na quarta, falei da verdadeira explosão de pensamentos na mente do irlandês Christopher Nolan no instante em que uma droga experimental deu a ele movimentos mínimos nos olhos e cabeça para que conseguisse se comunicar.

Foram dois exemplos extremos: um de um grupo convencional de pessoas que praticamente caçaram suas adversidades nos confins do mundo, outro de um cidadão paralisado, que tinha tudo para morrer como um vegetal, mas que decidiu imortalizar-se a partir da exposição singular do universo que existia em seu cérebro.

Entre as vidas dos exploradores do Endurance e do Nolan, estamos nós. Todos nós, os mais de 5 bilhões de humanos do planeta.

A inegável e inignorável lição que eles nos deixaram: boas histórias nos cercam por todos os lados. Para honrar as nossas vidas, basta que agarremos as que preferirmos, nos catapultarmos para dentro delas e escrevê-las com as nossas próprias canetas.

Escrevamos.

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Adversidades, aventuras, histórias

Em 1914, um grupo de exploradores ingleses decidiu lançar-se em uma missão sem paralelos: cruzar, pela primeira vez na história, toda a imensidão da Antártida, passando pelo polo sul ao longo do caminho. Seria uma viagem repleta de riscos, feita em uma época praticamente sem comunicação (o rádio estava apenas nascendo e não haveria como a tripulação se comunicar com o continente), em um barco inevitavelmente frágil para as condições e com chances pequenas de sucesso.

Para piorar, o montante pago para os marinheiros seria praticamente simbólico: quem quisesse se candidatar para a jornada o faria principalmente em nome da aventura. Veja, por exemplo, o anúncio postado nos jornais britânicos pelo chefe da expedição, o já famoso Ernest Shakleton:

Na tradução: “Procura-se homens para jornada perigosa, pagamento pequeno, frio intenso, longos meses em completa escuridão, perigo constante, jornada de volta duvidosa, honra e reconhecimento em caso de sucesso.”

Se os humanos fossem racionais, nem um único teria aparecido no endereço para entrevistas, no número 4 de Burlington Street, em Londres. Mas não somos: 5 MIL candidatos se ofereceram para as pouco mais de 25 vagas disponíveis.

O que isso prova?

Que, no fundo, o que nos move é a caça por boas histórias de vida – principalmente as que se traduzem em aventura perigosa, do tipo que capaz de absorver a plena atenção das multidões quando contadas em primeira pessoa.

No caso do Endurance – o nome do barco comandado por Shakleton – a aventura foi desastrosamente incrível: o navio afundou nos arredores da Antártida, forçou a tripulação a sobreviver por mais de um ano acampada em cima de um iceberg que, lentamente, ia se desfazendo, até que ela se lançou ao mar em pequenos barcos rumo à relativa segurança de uma ilha inóspita e, de lá, partiu em busca de socorro centenas de milhas ao norte.

A história do Endurance, imortalizada em um livro homônimo, é, até hoje, considerada uma das sagas de sobrevivência mais incríveis da história da humanidade. Eles não conseguiram cumprir a meta original da expedição. Ao contrário: sequer conseguiram pisar nas beiradas do continente antártico. Mas conseguiram cumprir, de longe, a meta efetiva: imortalizar-se em uma aventura sem precedentes, fazendo as suas vidas singularizarem-se, destoarem-se definitivamente, das dos outros bilhões de homens que perambulam nas ordinariedades do cotidiano convencional.

E aqui volto ao ponto principal do post: a sobrevivência em si chega a ser coadjuvante para a saga do Endurance. O importante, o fundamental, foi a história construída por esses bravos exploradores que enfrentaram fome, hipotermia, medo, sede e desconforto extremos em busca unicamente de uma aventura inesquecível. De um sobrenome para eles mesmos. De um legado para passarem adiante.

Valeu a pena?

Para os sobreviventes, e segundo os próprios, sim.

Para nós, que hoje podemos nos deliciar nos relatos emocionantes do impensável que eles viveram, idem.

Não há conclusão diferente que se possa chegar exceto a de que viver, ao menos no sentido filosófico da palavra – o único que realmente conta -, vale a pena mesmo apenas quando nos dispomos e enfrentar adversidades e escrever, a partir delas, as mais inspiradoras histórias.

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Tema "aventura" é adicionado ao Clube

Depois de diversas solicitações por parte de autores, o tema “aventura” foi adicionado ao menu temático do Clube.

No ar desde a semana passada, ele já foi inaugurado com a obra Fantasmic, de K. Cross, e já conta com os seus primeiros títulos.

Como praxe, nós sempre analisamos todos os pedidos de criação de novas categorias em nosso menu temático, cadastrando os que apresentam maior demanda como maneira de manter o site sempre em sintonia com a produção literária independente brasileira – mas sem, por outro lado, gerar um volume tão grande de temas que acabe confundindo o leitor.

Se você tem uma obra publicada aqui no Clube e deseja que ela faça parte dessa nova categoria, basta alterar as suas configurações. Para tanto, vá a Meu Espaço > Livros Publicados, clique em Gerenciar e em Editar Descrição. A partir daí, é só selecionar a nova categoria (lembrando do limite máximo de 3 por livro) e republicar a sua obra.

E boas aventuras a todos!

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O Tietê das Matas e das Anhumas

Mesmo depois dos tempos dos bandeirantes, que desbravaram o interior do Brasil em tempos em que este era basicamente formado por florestas, o litorl continuou concentrando a grande maior parte da população.

Seguindo a tradição bandeirante, os monçoneiros conitnuaram adentrando as matas e aventurando-se por terras tão perigosas quanto encantadoras.

A época dos monçoneiros é revivida no romance “O Tietê das Matas e das Anhumas“, de Marco Antônio Veras. Veja, a seguir, a sinopse do livro:

“Pouco se sabe das aventuras dos monçoneiros, sucessores do
bandeirantismo no desbravamento do interior do Brasil, numa época em
que as populações se concentravam principalmente no litoral.
Pois estes foram a inspiração para que dois jovens amigos repetissem
seus feitos, remando Tietê abaixo, num tempo em que este se apresentava
semelhante ao rio que os monçoneiros encontraram no século XVIII.

Anos depois, um destes amigos achou o diário desta viagem, e este foi o
mote para o romance que mistura história do Brasil e ficção.
Ao narrar a aventura de descer a remo o Tietê, o autor traz, com
brilhantismo, personagens separadas por duzentos anos de história,
convivendo os perigos e sabores de cada corredeira.
Assim como o rio, com seu fluxo contínuo, o leitor é envolvido em um
estilo de escrita fácil e ao mesmo tempo rica em detalhes que o farão
navegar com os meninos e monçoneiros num Tietê repleto de matas e
anhumas.”

Quer se aventurar e conhecer um Rio Tietê diferente, rico de vida, de lendas e histórias? Então clique aqui ou acesse diretamente o link http://www.clubedeautores.com.br/book/13537–O_Tiete_das_Matas_e_das_Anhumas


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