escrever um livro

Saiba quais são as diferenças entre autor e escritor

Você já se perguntou se existe diferença entre ser autor e ser escritor? Se parar para pensar, provavelmente saberá explicar algumas características mas, o dia a dia, muitas vezes usamos as duas palavras como sinônimo, erroneamente. Isso porque até o dicionário pode confundir os menos atentos. Veja as definições, de acordo com o Michaelis:

AUTOR

Escritor de obra literária, científica ou artística. Pessoa que compõe obra artística ou musical; artista, pintor, escultor etc.; compositor, músico.

ESCRITOR 

Indivíduo que escreve. Autor de obras escritas, sejam literárias, sejam culturais, científicas etc., em especial, textos de ficção.

Deu para entender? É como se um fizesse parte do outro. E faz mesmo. A diferença é sutil: 


Autor x Escritor

O autor é mais preocupado com a qualidade da história, se preocupa com o enredo do início ao fim da trama, entrelaçando palavras para entreter o leitor, quase como um ato de sedução mesmo. É o que a gente vê muito no mercado editorial. Envolve um trabalho mais complexo, revisão, publicação e direitos autorais. Nem sempre ele vai refletir profundamente sobre determinado assunto mas com certeza vai envolver o leitor independente do gênero que escolher. São eles, os grandes responsáveis pelos best sellers que a gente conhece – e adora. 

Enquanto o escritor pode ser descrito com aquele que se dedica ao ato de escrever e tem prazer em expor a sua visão de mundo, críticas, devaneios e questionamentos. Um jornalista pode ser escritor ou qualquer outra pessoa que tenha interesse em contar suas histórias e experiências para divulgar seu conhecimento ou opinião. Se compararmos a questão textual, você vai observar que, em muitos casos, o escritor não tem tanta preocupação com a amarração de um conteúdo de maneira linear, que vá do início e o fim, ele expõe uma linha de raciocínio e vai contornando ela. Os conteúdos podem ser mais enxutos, já que na maioria das vezes não há interesse em publicação e por isso nem sempre o escritor se preocupa com detalhes que fariam toda a diferença do ponto de vista de um autor. 

Diante disso, você acha que podemos separar o autor entre conteúdos de ficção e o escritor de não ficção? A resposta é não. Existem muitas publicações com conteúdos extremamente profundos e relevantes, inclusive no catálogo do Clube de Autores

Na obra “Para Ser Escritor”, publicada em 2010, o escritor brasileiro Charles Kierfer explica: “Um escritor somente é escritor quando menos é escritor, no instante mesmo em que tenta ser escritor e escreve. (…) É o autor que imagina o efeito que seu texto produzirá sobre os outros, sobre a sociedade; é o autor que sente prazer em ver seu nome e estampado na capa de uma obra qualquer; é o autor que se regozija com um comentário positivo da crítica, que  se enfurece com um comentário negativo. E a depender da visão de mundo que o autor importa da cultura em que está mergulhado o corpo de homem ou de mulher que lhe dá suporte, fará uma literatura mais subjetiva e pessoal ou mais objetiva e social. (…) O autor, ao contrário do escritor, corre rapidamente em direção a outra mutação – transforma-se no profissional de literatura, no cronista, no contista, no romancista.”


Para refletir

Faz sentido dizer que escritor é o autor sem livros publicados? Embora muitas pessoas pensem assim, em busca de uma resposta prática, precisamos avaliar com cuidado. 

Um é mais importante que o outro? Também não. Como vimos anteriormente, um substantivo “faz parte” do outro, eles estão interligados e você pode ser o que quiser. 

Escrever exige tempo e muita dedicação, independente de qual caminho você queira seguir, mas se a sua vontade é entrar no mercado editorial, trabalhe dobrado para ser um autor. 

Entenda que o que vai te diferenciar dos outros autores é a qualidade do que você cria. Seja o seu conteúdo impresso, publicado, ou não. A internet propicia muito isso. Repare que você pode se expressar por um texto nas redes sociais ou em qualquer outro lugar da internet (e ser um escritor reconhecido por isso), um vídeo bem produzido para o Youtube, uma live espontânea no Instagram, um podcast no Spotify, entre tantas outras possibilidades.

Tem vontade de publicar suas obras? Tem espaço para todo mundo, na internet ou nas prateleiras. Se você quiser escrever um livro é só se dedicar e começar. 

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Como se inspirar para escrever um livro?

O que gera a faísca da criatividade?

Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a Deusa da Inspiração surgir, dar o ar da graça.

A questão é: como?

Se você é um escritor, são grandes as chances de já ter a resposta consigo a resposta (ainda que seja acometido pelo temido bloqueio criativo de vez em quando). Então, faça a pergunta a si mesmo: o que te motiva a registrar parte tão íntima dos seus pensamentos, das suas histórias e das suas fantasias?

E, principalmente, como fazer essa Inspiração surgir?

Quase sempre, as respostas que recebemos são tão abstratas quanto conclusivas. Diferentemente do imaginário dos leitores, a Inspiração costuma realmente bater de forma única para cada um.

Às vezes, ela vem em forma de música composta em versos regrados; outras, em sopros irregulares do vento.

Em alguns momentos, a declamação de uma poesia é suficiente para fazer o sangue de escritor pulsar mais forte; em outros, basta um anônimo balbuciar qualquer coisa sem sentido no meio da rua.

Há situações em que é necessário organizar todo um aparato para que um escritor consiga ordenar as suas ideias: iluminação perfeita, poltrona adequada, silêncio absoluto ao fundo; mas há também os que consigam escrever apenas quando estão no meio de um ambiente tão tumultuado quanto a própria vida.

Seja lá qual for o caso, desistimos da busca por uma definição mais clara da Inspiração: isso é, de fato, como buscar uma resposta sobre o sentido da vida.

Para nós, basta que a inspiração venha, e da forma que preferir. E basta estarmos vivos para recebê-la com as boas vindas que costumamos dar ao próprio ar que nos garante a existência.

E, com essa frustrante (e grata) conclusão, desejamos a todos os autores cujos olhos estiverem nessas frases sorte e bons ventos: que esses próximos dias tragam ainda mais letras para as vidas de todos nós.

E, se você nos permite uma dica que costuma funcionar para muitos, experimente apenas abrir seu programa de edição de texto preferido e simplesmente escrever o que vier à mente. Quem sabe não nasça daí uma história fenomenal?

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Compartilhando o depoimento de uma autora

Na semana passada recebemos esta mensagem de uma autora do Clube, Carol Sales. Normalmente não postamos no blog mensagens assim… mas sempre há uma exceção. Trabalhamos tão duro aqui, afinal, que receber um elogio desses é sempre motivo de orgulho e sorrisos generalizados!

À Carol, queria apenas deixar registrado que a satisfação e o orgulho são todos nossos de tê-la aqui, como parte do Clube, honrando a nova literatura brasileira que está sendo escrita a cada dia!

Nem sei como começar a descrever toda satisfação que venho tendo de fazer parte do Clube de Autores, mas isso não iria me coibir de tentar. Sou autora independente há pouco mais de dois anos. Fui leitora compulsiva desde que me descobri gente e escrevi à mão por mais de 13 anos antes de finalmente me aventurar nesse mundo editorial. Só recentemente descobri vocês por meio mais direto de outra autora nacional, Amatrici Romero, que recentemente lançou seu romance Argus entre Ciganos e Lobos. Decidi experimentar.

Em todos os campos, vocês estão com nota máxima, mas vou comentar aqui o que mais me chamou atenção e me deixou muito feliz de estar com vocês na criação dos meus livros físicos. A opção de pagamento por boleto bancário, que facilita e muito aos meus leitores que não possuem nenhum cartão de crédito; preço de custo do exemplar bem dentro do que eu vinha orçando com outras gráficas, sendo que, com vocês, sai bem mais em conta para o consumidor final e para mim, além de que, com essas gráficas, é
exigido uma tiragem mínima. Meu franco agradecimento e gratidão. Qualidade de material empregado no exemplar e velocidade de entrega, então? Sem palavras! Surpreendentemente bom, estimulante, eletrizante. No que depender de mim, os contatos no meio que vieram estreitando laços de amizades comigo terão meu sincero incentivo de entrar para o Clube com suas obras.

No fundo e a bem da verdade, só tenho um lamento, e é de não ter conhecido o Clube antes.

Mais uma vez, deixo meus sinceros agradecimentos e abraços para toda equipe, vocês estão de parabéns em todos os níveis!

Carol Sales

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Olha que surpresa legal

E eis que estávamos dando uma volta no quarteirão, aqui perto do escritório, quando nos deparamos com esse livro:
Unknown

Unknown-2

Fomos atrás e descobrimos: era uma campanha de “disponibilização de livros” pela cidade em que diversas pessoas deixavam livros em locais públicos com bilhetes como os acima. Ideia sensacional para um país que, convenhamos, precisa ler cada vez mais.

Bom… não ficaremos só na admiração do trabalho alheio. Nós mesmos, daqui do Clube, vamos comprar e disponibilizar uma série de livros por onde pudermos!

Ao autor, Rodrigo Ortiz Vinholo, nossos parabéns pela iniciativa! Vamos ler e redisponibilizar o livro :-)

 

 

 

 

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