Números surpreendentes sobre a autopublicação

Fiz um post na quarta passada sobre a revolução que estamos testemunhando aqui no Clube com a mudança de postura de autores que decidem assumir as rédeas de suas carreiras e se autopublicar. Mas conceitos, normalmente, são difíceis de se interpretar sem algum tipo de lastro numérico, estatístico.

Pois bem: acabei me deparando com uma matéria da PublishNews que confirma o tamanho da revolução pela qual estamos passando tanto no Brasil quanto no mundo.

Recomendo a todos que acessem a matéria clicando aqui (ou na imagem abaixo) ou que baixem a pesquisa completa da Bowker, instituto que regula o ISBN nos EUA, aqui.

Ainda assim, cito alguns números:

  • Nos EUA, pelo menos 625 mil livros foram autopublicados em 2015. Para colocar isso em perspectiva, o Brasil tem algo como 50 mil livros anualmente publicados e o Clube de Autores, com 85% do mercado brasileiro de autopublicação, soma cerca de 7 mil por ano.
  • Este número registrado pela Bowker é cerca de 21% maior que em 2014 – um crescimento, portanto, impressionante.
  • E o que os autores independentes estão mais focando agora? Divulgação e marketing, claro, já que o acesso ao mercado já foi resolvido.

Há mais dados interessantíssimos na matéria, inclusive sobre o cenário brasileiro – mas, para isso, recomendo que se clique na imagem abaixo:

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Três dicas valiosas de um autor de sucesso sobre autopublicação

Há 10 anos, Bill Gourgey decidiu desistir da busca por editoras e se autopublicar.

10 anos.

Lá atrás, redes sociais eram uma realidade totalmente diferente, praticamente não havia ereaders e se autopublicar era, para dizer o mínimo, um tabu.

Ainda assim – até por não ter tanta alternativa – ele seguiu adiante. E conseguiu o que queria.

Hoje, Gourgey é reconhecido pela trilogia best-seller de ficção científica Glide – inclusive estando prestes a assinar um contrato para cessão de direitos para um filme. E sabe quais as três dicas simples, mas valiosas, que ele dá a outros autores independentes trilhando o mesmo caminho?

1) Saiba onde está a sua audiência. Não adianta apenas montar um site ou uma página no Facebook: é fundamental entender como a sua audiência funciona, em que redes ela costuma rondar e como prefere interagir. A partir daí, é uma questão de se fazer presente.

2) Saiba a sua verba. Dizer que pretende gastar o mínimo possível dificilmente ajudará em alguma coisa. Por mais que o ato de se autopublicar em si seja gratuito, há mais envolvido – desde um trabalho mais profissional de capa e revisão até o marketing. Sim, isso custa. E é altamente recomendável que você monte um plano financeiro, por menor que seja, e o siga.

3) Se conheça. Pessoas se relacionam com pessoas, não com livros – o que significa que você deve saber exatamente quem você é, como reagirá às interações dos públicos e quais os tipos de experiências que gostaria de compartilhar.

São dicas simples? Certamente. E até por isso mesmo são tão preciosas – até porque elas vem de alguém que já trilhou esse caminho.

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O mini livro de grandes eventos

Ao navegar pela Web nesses últimos dias, acabei me deparando com uma obra de arte no mínimo inusitada: um mini-livro contando, em pouquíssimas páginas, toda a história da humanidade (sintetizada em palavras e imagens). 
Por “mini”, estou sendo bem literal aqui: o livro tem 1,2cm de altura por 1,5cm de largura e soma 14 páginas. Escrito por Evan Lorenzen, ele veio para o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB-RJ) no começo do ano e agora está rodando o mundo. 

Bom para quem pôde conferir ao vivo. Para os demais, no entanto, resta essa imagem abaixo que mostra o exemplar. E por que ele importa? 

Porque nos faz pensar em como uma narrativa pode transcender o que entendemos como modelos tradicional de se contar histórias. 

  

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Autopublicação, mercado editorial 50 Tons de Cinza

É comum termos autores com aquela sensação romântica de que basta escrever um livro e “ser descoberto” por editoras de grande porte para se tornar um best-seller. Tão incomum quanto irreal, diga-se de passagem, principalmente quando se está em um país como o Brasil. E não digo isso por termos carência de talentos – eu sinceramente acredito que temos mais escritores qualificados aqui do que em qualquer outro pais do mundo.

No entanto, nosso mercado editorial (tradicional) é conservador, antiquado e vive com um pânico permanente de correr riscos. E o que acontece quando não se quer correr riscos no mercado editorial? Evita-se apostar em lançamentos, concentrando as atenções nas traduções de títulos que já se mostraram best-sellers em outros países.

Vá a uma livraria qualquer e veja por conta própria. Conte quantos títulos de autores brasileiros novos existem e compare com americanos, ingleses, franceses, italianos, espanhóis. Somos minoria em nosso próprio país, mesmo considerando que temos mais de 200 milhões de habitantes. E não adianta vir com o batido chavão de que “brasileiro não lê”. Dado o tamanho da nossa população, podemos nos dar ao luxo de ler infinitamente menos livros por ano do que suecos, franceses e argentinos e, ainda assim, seremos um mercado maior.

Arrumar justificativas para a falta do sucesso repentino, isso sim, é um hábito brasileiro que deveria ser deixado de lado. Até porque temos um caminho claro para isso no mercado editorial: a autopublicação.

Autopublicação não dá mais trabalho do que conseguir uma editora: ao contrário, é muito mais rápido, bastando acessar um site e publicar o livro na hora. A autopublicação também traz a bênção de despir os autores de qualquer falsa expectativa de sucesso miraculoso: a venda é resultado direto não apenas da qualidade literária, mas também do esforço de cada autor em se promover. E quer mais? A autopublicação já se provou uma estratégia de sucesso em todo o mundo.

Aqui mesmo, no Clube, temos casos de livros que saíram do site para encabeçar listas de best-seller em todo o mundo. E fora do Brasil temos um caso que prova que esse fenômeno não é brasileiro, mas mundial: 50 Tons de Cinza. Como todo best-seller, esse livro recebe críticas bem contundentes – mas é difícil negar que suas mais 100 milhões de copias vendidas não caracterizem um sucesso editorial quase sem precedentes. E sabe de uma coisa? O livro não foi descoberto por uma editora assim, do nada. Ao contrário: sua autora, E. L. James, foi justamente para um site de autopublicação australiano.

A partir daí, ela trabalhou: batalhou público, montou eventos e não economizou esforços. Com o tempo, ela foi conseguindo visibilidade, público e, claro, reconhecimento. E de um pequeno site de autopublicação, acabou chegando ao Olimpo dos sucessos editoriais.

Não tenho o case completo de 50 Tons de Cinza aqui – mas basta saber que ele começou em um site do mesmo estilo que o Clube de Autores (embora com um alcance menor que o nosso).

E essa noção é importante por dar duas informações fundamentais para qualquer autor autopublicado:

1) É possível, sim, atingir todo o sucesso sonhado a partir da autopublicação; 2

2) Possibilidade, claro, não é certeza: sucesso é consequência de um trabalho que vai muito além de se publicar um livro.

Aqui, no Clube, já somamos uma série de ferramentas interessantes para autores – de cursos online gratuitos a eventos físicos a parcerias de financiamento colaborativo. Usar essas ferramentas, claro, também não garante sucesso a ninguém – mas é (certamente) melhor do que nada.

Nunca conseguiremos (ou mesmo tentaremos) entregar uma receita de bolo para ninguém – mas sempre faremos de tudo para entregar as melhores panelas e ingredientes para cada autor. O que cada autor fizer com elas é o que resultará no seu próprio sucesso.

Mãos à obra.

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