Um universo além do personagem principal

Recentemente, falamos sobre a importância de trabalhar bem o personagem principal na hora de produzir o seu livro. Mas, a verdade é que todo personagem é muito importante e deve ser criado com o máximo de características possível para que você possa explorá-lo bem na narrativa. Mas isso não significa que só o protagonista é importante. Os personagens secundários, coadjuvantes  e outros são fundamentais para dar mais consistência à jornada dos personagens principais.

Personagem secundário

Para muitas pessoas, o personagem secundário é considerado sem importância na narrativa, já que interpretam como se ele participasse do enredo mas sem desempenhar um papel decisivo. A verdade é que o personagem secundário também deve ser valorizado na ficção. Vamos dar um exemplo: no livro O Pequeno Príncipe, obviamente o protagonista é o jovem menino de cabelos dourados. Podemos considerar a raposa um personagem co-protagonista mas o que seria a rosa? E todos os outros personagens que ele encontra no caminho durante a sua jornada? Isso mesmo, personagens secundários. As reflexões que O Pequeno Príncipe traz não estão ligadas somente ao protagonista mas permeiam por todos os personagens e o ambiente ao redor deles. Não é porque são papéis de menor representatividade que não são importantes para a narrativa. 

Antagonista

O antagonista é o personagem que se contrapõe ao protagonista. Ele geralmente traz ou representa alguma possível reviravolta na narrativa como dificuldades, impedimentos, obstáculos ou ameaças, na tentativa de desviar o caminho do protagonista. Pode ser o vilão da história mas não é uma regra. 

Oponente

Ele pode ser considerado parceiro do antagonista, em uma relação parecida com a do protagonista e co-protagonista. A ligação entre os personagens pode ser por parentesco, mesmo ambiente de convívio ou outras ideias. 

Coadjuvante

É um personagem que faz parte do enredo e auxilia no desenrolar da narrativa mas não necessariamente seu papel está relacionado ao personagem principal. 

Figurante

Este sim é um personagem pouco utilizado. Por ter um papel menos significativo, sem relação com o enredo ou nenhum dos personagens. Ele tem a função apenas de “compor” o ambiente. Pode ser citado poucas vezes ou até apenas em uma única situação que o autor julgar relevante.

Existência de personagens na narrativa

Lembrando que os personagens são os seres atuantes na história mas eles podem ser muito diversos. O personagem pode ser um animal, uma pessoa, ou até mesmo um objeto, desde que apresente características humanas – como tantos que você conhece pelos clássicos da Disney em livros infantis. 

  • Real ou histórica: os personagens existem (ou existiram) de verdade
  • Fictícia ou ficcional: os personagens não existem e são frutos da imaginação do autor. Neste caso, pode ser inspirado em pessoas reais
  • Real-ficcional: os personagens são reais, mas com personalidade fictícia
  • Ficcional-ficcional: os personagens são ficcionais dentro de obras de ficção
  • Ficcional-real: os personagens são ficcionais, mas que passam a existir no mundo real

Dicas para criação de personagens

Como você pôde perceber, existe um universo além do personagem principal e a maneira como eles serão aceitos depende do carinho com que você os cria. Dê personalidade às suas criações. Escolha algumas características que façam com que o leitor se identifique ou pelo menos crie um laço afetivo com o personagem. Pode ser por uma história de vida, alguma característica física, tom de voz… 

crianças lendo livro de contos

Para que esses personagens fiquem na memória do leitor, você pode usar alguns recursos como associar a determinada ação ou lugar. No caso do Pequeno Príncipe, a rosa tem um lugar fixo e é descrito exatamente o que tem ao redor dela. Facilita a identificação e também a associação durante a leitura da história.

Tente relacionar os personagens secundários ao protagonista de alguma maneira. Essa interação entre os personagens é fundamental para o envolvimento da trama. Em uma história com muitos personagens, determine quais poderão ser esquecidos ou ter um papel de menor destaque – não existe regra mas você pode criar momentos para destacar ou ocultar determinados personagens. 
E aí, se inspirou? Então saiba como escrever e publicar o seu primeiro livro.

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celular com imagem de catálogo de livros

Saiba como criar um livro digital

A tecnologia avança em todas as áreas e estamos cada vez mais imersos no mundo dos “devices”, os dispositivos que facilitam o nosso dia a dia. Você consegue imaginar a sua vida – de hoje – sem o uso da tecnologia? Preste atenção na sua rotina, antes de responder essa pergunta. Estamos cercados por ela e nessa onda surgem novidades o tempo todo. Principalmente no universo dos “gadgets”, que são os dispositivos eletrônicos portáteis como celulares, tablets e os queridinhos dos amantes de livros: os e-readers. 

Kindle, Kobo, Lev… existem diversas marcas e modelos de leitores digitais e eles estão por toda a parte. Basta dar um passeio pelo transporte público, prestar atenção nas pessoas encostadas nas árvores de um parque ou na mochila da galera da faculdade. São dispositivos leves e fáceis de transportar, armazenam uma grande quantidade de informações (e livros) e não são tão dependentes de bateria quanto o celular. Já imaginou levar 4 livros na mochila durante uma viagem? Esse tempo já passou para algumas pessoas. E por isso e-readers e tablets têm feito tanto sucesso.

Diante da grande adesão a esses dispositivos, você – escritor – pode estar se perguntando: será que eu devo entrar nessa onda da criação de livros digitais? A resposta é: a gente recomenda que sim. Afinal, todo autor merece ter sua obra lida e se os leitores de adaptaram a um novo formato é importante que você se adapte também. Quanto mais visível você estiver, maior a probabilidade de conquistar novos leitores. Se você já tiver algum livro publicado no Clube de Autores, é ainda mais fácil, já que provavelmente você tem o arquivo da obra em algum formato digital.

Formatos

O PDF é um formato muito utilizado para leitura de livros em tablets ou de artigos e outros materiais de estudo mas não é o único formato possível quando o assunto é livro digital. 

O EPUB é o formato de e-book mais utilizado no mundo. Ele é gratuito e suporta elementos interativos (incluindo vídeos) na hora de exportar o arquivo. O i-Books da Apple e o Kobo reconhecem esse formato de ficheiro. Mas e o Kindle? Pois é, a Amazon comprou o Mobipocket eBook format e utiliza o MOBI como formato específico para as leituras em seus dispositivos. Mas você pode utilizar este formato em outros leitores digitais também, com exceção do Nook da Barnes and Noble. 

Você tem um arquivo em .epub e utiliza Kindle como e-reader? Não se desespere, existe uma ferramenta chamada Calibre que pode te ajudar na conversão. Você baixa no computador, conecta o dispositivo onde está o arquivo e segue os passos para mudar o formato.  

Ainda falando em Amazon, existem outros dois formatos chamados AZW e AZW3. A diferença deles para o MOBI é que esses dois suportam som e vídeo. Se você comprar ou fizer download de um livro na Amazon, ele provavelmente estará em um desses dois formatos.

livro na mesa e kindle na mão

Dicas de conteúdo e publicação

Bom, já falamos da praticidade do livro digital e da qualidade dos formatos. Se você tem interesse em publicar um livro exclusivamente digital é importante saber que existem várias maneiras de torná-lo mais atrativo aos olhos do leitor. Pode criar uma narrativa diferenciada, usar recursos visuais e até se estender no número de páginas que esse detalhe não é mais um problema para quem leva seu e-reader pra lá e pra cá.

Separe bem os capítulos para que a leitura seja fluida, utilize imagens ou algum outro recurso visual para dar um respiro entre uma parte e outra, destaque frases que achar interessantes – os e-readers possuem recurso de destaque que podem ser consultados separadamente e facilitam bastante para o leitor. 

Você também precisa investir em uma capa de qualidade e criar uma sinopse bem instigante para chamar a atenção do seu leitor durante as buscas na internet. 

Dúvidas na hora de publicar? Existem diversos sites gratuitos que auxiliam a criação e publicação do seu livro digital. O Clube de Autores é um deles

Lembre-se que o e-book é um livro em formato digital, que pode ser lido em qualquer equipamento eletrônico, como computador, smartphone, e-reader ou tablet. Mas também pode ser impresso e lido como um livro tradicional.

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Cinco personagens principais marcantes para você se inspirar

O enredo de uma história é muito importante, já que é ele que conduz a trama do início ao fim, mas não dá para negar que a maneira como o personagem principal é inserido no contexto pode tornar a história brilhante ou totalmente desinteressante para o leitor. 

É o personagem principal que desperta essa vontade de continuar a leitura, de entender o desenrolar da história. Ele não é necessariamente o protagonista da história, embora possa ser. O personagem principal envolve mais pela ação e pela maneira como se conecta ao enredo e aos outros personagens, enquanto o protagonista gera uma curiosidade mais relacionada à sua personalidade. 

Por exemplo: Game of Thrones é uma história com muitos personagens e até um pouco complicada de entender o enredo diante de tantas reviravoltas. Se você perguntar para algum fã responder, de imediato, quem é o personagem principal, talvez ele responda Jon Snow ou Daenerys. Concordo que eles tenham características de protagonismo mas diversos sites já promoveram discussões sobre o assunto e chegaram à conclusão de que o personagem principal da série GoT é Tyrion Lannister, que se destaca em 49 capítulos dos livros da saga. A maneira como ele é conduzido na trama pode até passar despercebida no início, mas aos poucos ele vai ganhando destaque e é possível entender que cada vez que o nome dele é citado em um dos livros significa que aquele momento é relevante para a história. 

O protagonista é o personagem mais importante da obra, já que a história gira em torno dele. Ele é muito caracterizado como herói mas uma história pode ter mais de um protagonista.  Entendeu as diferenças entre Jon Snow, Daenerys e Tyrion? 

O co-protagonista geralmente é a pessoa que ajuda o herói e também pode existir mais de um. Em Game of Thrones a gente pode listar vários nomes conectados a Jon Snow para essa categoria, como sua irmã Arya Stark – que pode ser confundida como personagem principal devido ao envolvimento na trama mas isso ocorre porque um coadjuvante pode cair nas graças do público e ganhar mais relevância, equivalendo ao protagonista.

Trouxe o exemplo de Game of Thrones para compartilhar como existe uma linha muito tênue entre o papel de cada personagem, principalmente quando a narrativa acontece por meio de vários livros.  Mas existem muitas outras inspirações para ajudar na hora de criar os personagens do seu livro. Veja outras quatro:

MACUNAÍMA –  O famoso “herói sem nenhum caráter”, de Mario de Andrade, é um exemplo diferenciado de personagem principal. Sua personalidade forte se mistura entre as coisas erradas que faz e a sua força e coragem. Um final melancólico mostra que nem todo protagonista tem o desfecho óbvio que é esperado pela maioria.

CAPITU – Machado de Assis foi um gênio ao criar Capitu em sua obra Dom Casmurro. Ela é a personagem mais polêmica (Capitu traiu Bentinho ou não?) do autor e uma das mais famosas também. O romance destaca muitas características da personagem e nos envolve na narrativa como se fôssemos seduzidos por ela, de certa maneira. Uma mulher de força e coragem, muito a frente de seu tempo.

HERCULE POIROT – Criação de Agatha Christie, Poirot não é exclusividade de uma única obra mas sim de mais de 40 livros da autora. Um detetive perfeito para a criatividade policial que Agatha nos presenteou. Suas características são bem diferentes de Sherlock Holmes mas o egocentrismo e seu jeito peculiar de pensar são tão envolventes quanto. 

MACABEA – O romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector,narra a história da alagoana, Macabea, que se muda para o Rio de Janeiro e tem sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. Macabea tem um estilo único e envolve por meio das mudanças em sua vida. Ela vivia uma vida simples e sem muitas emoções, até que tudo muda. Em meio à sua curiosidade, uma reflexão cultural e de valores encantam na mulher forte que ela é.

E aí, já sabe como vai ser o personagem principal da sua próxima história? Use a criatividade e depois publique o seu livro no Clube de Autores.

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crianças lendo livro de contos

Saiba como escrever um conto encantador

Você já deve ter ouvido falar na expressão “quem conta um conto aumenta um ponto”. Ela tem fundamento na história da criação dos contos, que eram contados de pai para filho, por gerações. Obviamente, a memória e o tempo vivido por cada pessoa acabava incluindo algumas alterações na história. Até que alguém teve a ideia de começar a registrar os contos verbais de maneira escrita. 

Mas, afinal, você sabe o que é um conto? Existe diferença entre conto crônica e poema? Por que escrever um conto é diferente de escrever um romance? Essas perguntas parecem simples mas nem todo escritor consegue responder. Isso porque o conto é uma modalidade de escrita que ainda gera controvérsias. 

Vamos começar do início: conto é uma narrativa de ficção que não pode ser comparada ao romance pois possui características bem diferentes tanto no tamanho do texto quanto em sua estrutura. Geralmente, são trabalhados poucos personagens e de forma menos profunda que nos romances. O mesmo acontece com reviravoltas e acontecimentos tensos citados aos montes em um romance – o conto, normalmente, não aprofunda tantas questões (incluindo tempo e espaço) e possui apenas um clímax. 

Curiosidade: O conto tem conquistado seu lugar e prova disso é que, em 2013, o Prêmio Nobel da Literatura foi dado à “mestre contemporânea dos contos”. A escritora canadense Alice Munro possui 14 obras publicadas e é conhecida pela profundidade de seus contos .

Leia contos

Essa é uma regra que se aplica a qualquer modalidade de escrita: ler é fundamental! Se você nunca leu um conto ou não se deparou com a grande variedade de estilos dessa modalidade de escrita, dificilmente vai conseguir escrever um conto com excelência. Procure revistas literárias, livros de contos e outras fontes para se familiarizar. 

Alguns autores de conto famosos são: Jorge Luís Borges, James Joyce, Nelson Rodrigues, Mário de Andrade, Kafka, Machado de Assis, Anton Tchekhov, Edgar Allan Poe, Julio Cortázar, Clarice Lispector, Lima Barreto, Virginia Woolf, Eça de Queirós, entre outros. 

Escreva seu conto

Uma das grandes diferenças entre o conto, uma crônica ou um romance, por exemplo, é que ele é direto ao ponto. A escrita criativa não precisa de tantos floreios e detalhes que não terão relevância direta no entendimento do conto ou no clímax da história. É como se você escrevesse uma história, a lesse novamente e fizesse um resumo, apenas com os pontos mais importantes. Para facilitar, pense em um lapso de tempo em que a história narrada acontece e organize toda a estrutura: exposição, narrativa, clímax e desfecho. Uma narrativa curta possui o tempo equivalente. Escolha um tema, construa os personagens e conduza-os pelo enredo já focando no clímax da história.

Não existe fórmula mágica mas o escritor americano Edgar Allan Poe considerava algumas características essenciais para escrever um conto. Para ele, o tamanho do conto é fundamental e é preciso tomar cuidado para que ele não fique longo demais. O ideal seria que ele tivesse um tamanho suficiente para que pudesse ser lido de uma vez, sem pausas.

Além disso, ele defendia que o conto precisava ser bem elaborado, a ponto de despertar algum sentimento no leitor. Aqui vale pensar no ponto de vista em que a história está sendo contada (pelo personagem, por quem está de fora, por uma persona aleatória…) e qual é a força dessa narrativa. Você também pode brincar com o personagem para torná-lo relevante por este ponto de vista – quanto mais imprevisível for o que acontece com ele, melhor. 

O escritor argentino Júlio Cortázar dizia que um conto é uma verdadeira máquina de criar interesse. E ele estava certo. Crie conflitos ou situações que demonstrem um nível de tensão. Leitores adoram ser surpreendidos mas é importante tomar cuidado para não criar problemas demais e causar o efeito contrário: confusão na cabeça do leitor.

Dedique tempo na criação do final – ele deve ser arrebatador. O clímax da história é o que vai ficar na cabeça do leitor e fazê-lo dizer se gostou do conto ou não. Muitas vezes, o escritor estrutura o conto já pensando na maneira que ele imagina o final. 

aplicativo para escrever livro na tela do computador

Dê um título e revise seu conto

Há quem diga que o segredo do conto é manter um ar de mistério – inclusive no título. Títulos curtos e que não revelam o conteúdo do conto costumam ser instigantes. Mas não existe regra, é uma questão de feeling do autor. Com o conteúdo pronto, é hora de uma das etapas mais importantes: a revisão da sua obra. Releia e corte o que achar necessário, se algo estiver detalhado demais ou for irrelevante para a compreensão do conto. Ortografia, gramática e repetição de palavras são peneiradas nessa fase, para refinar o conteúdo final.

Envie seu conto para publicação

Depois de fazer todas as etapas anteriores, não há mais dúvidas de que o seu conto está pronto para ser lido por aí. E que tal em um livro? No Clube de Autores, você pode reunir todos os seus contos para a publicação de um livro especial.

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livro aberto com óculos em cima

Conheça algumas estratégias para facilitar a leitura e aplique no seu dia a dia

Por mais que a leitura faça parte do nosso dia a dia, muitas pessoas possuem dificuldade nesse quesito. Seja para torná-la um hábito, por falta de concentração, por pouco conhecimento de vocabulário ou por alguma outra questão. Se você se identificou com alguma pelas, vai gostar de conhecer as estratégias de leitura, que consistem em técnicas simples para facilitar a compreensão e auxiliar no processo de leitura. Como as pessoas possuem diferentes formas de aprendizados, selecionamos algumas dessas estratégias para que você possa aplicar enquanto lê. Saiba quais são elas:

Leia com atenção

Parece óbvio mas é importante dedicar tempo de qualidade às suas leituras. Isso significa que você deve ler os parágrafos com calma, reler o que não tiver entendido e aí sim seguir adiante. Se você é do tipo que se distrai com facilidade, deixe o celular de lado, desligue a TV e saia do ambiente onde muitas pessoas estiverem conversando. A hora da leitura exige foco e concentração. 

Ler em voz alta

Essa é uma estratégia muito eficaz para quem tem dificuldade de concentração, principalmente para quem se sente ansioso diante de um texto e acaba lendo muito rápido, sem prestar atenção. Quando você lê um texto em voz alta, automaticamente se adapta à estrutura em que ele foi construído – palavras, formação de frase e pausas (vírgulas e pontos). Isso facilita a compreensão do que está escrito e ajuda a “guardar na memória” com mais facilidade. É uma prática muito adotada por quem precisa compreender conteúdos complexos, por exemplo. Se a falta de silêncio não te incomoda, vale a pena tentar.

Palavras-chave

Identificar os pontos mais importantes do texto é uma boa técnica para auxiliar na compreensão do que está escrito. Um parágrafo contém muitas informações relevantes como nome dos personagens, verbos que indicam algum tipo de ação e até palavras que indicam um desdobramento da situação. Se algo ficou confuso, pode ser que a resposta esteja no próximo parágrafo do texto que você está lendo (ou estava no anterior e você não percebeu, volte para conferir) 

Lembre-se que as palavras-chave são os pontos mais importantes do texto. Quando você presta atenção nesses elementos, o contexto fica mais claro e, consequentemente, a leitura mais fluida. 

Destaque o que for importante

Essa dica é uma continuação da anterior, já que você pode simplesmente destacar as palavras-chave ou frases do texto. Sabe quando a gente grifa uma frase bacana para encontrá-la de novo quando reler o livro? Ou quando você precisa lembrar de uma explicação que está estudando? É exatamente assim. 

Mas não adianta grifar um parágrafo inteiro, a ideia é destacar apenas os pontos mais importantes para que você possa se lembrar do contexto assim que bater o olho nas palavras sublinhadas. 

Consulte o que não souber

Isso é muito importante! Quantas vezes você já leu um texto em que não entendia o significado de algumas palavras mas mesmo assim seguiu adiante? Pode ser algo sem importância mas na maioria das vezes todas as palavras de um texto estão nele por algum motivo e é importante prestar atenção em seus significados. Consulte um dicionário, sempre que isso acontecer. Se você não tem um dicionário físico em casa, faça uma pesquisa pelo computador ou baixe um App para consultar onde estiver. Dicionários de sinônimos são ótimos para essas ocasiões. 

Faça um resumo

Essa é uma técnica especialmente utilizada por quem precisa estudar conteúdos de maneira mais profunda. O desafio pode ser pela complexidade do conteúdo ou pelo grande volume de materiais para ler. Um bom resumo precisa conter as palavras-chave citadas anteriormente, porém contextualizadas. E é importante fazer uma leitura completa do material (seja por tema ou por capítulo) antes de iniciar as anotações. É na segunda leitura que você vai separar os destaques que devem ir para o resumo. 

Outra coisa: não é porque você vai “enxugar” o conteúdo que precisa copiar ao pé da letra. A ideia do resumo é explicar, com as suas palavras, o que você entendeu do que estava escrito. Leia o resumo e se pergunte “Esse material está claro? Faz sentido o que eu escrevi? Me fiz entender? Esclareci todas as dúvida?” Se a resposta for sim para todas as questões, o seu resumo está muito bom.

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Outra dica que parece clichê mas é fundamental para que você leia (e compreenda) com mais facilidade. Comece pelos temas que você tem mais familiaridade, isso ajuda a prender a sua atenção diante dos capítulos e você vai ver como é possível manter o foco. Depois, escolha temas variados para aprender palavras novas (não esqueça de pesquisar o significado), estilos de escrita diferentes e um novo universo de histórias. Quanto mais você ler, mais fácil – e fluida – fica a leitura. Essa dica também serve para escritores, já que a leitura aumenta o repertório de palavras e inspira novas histórias.

Como escrever, pensando nisso tudo

Diante dessas possibilidades para facilitar o entendimento do leitor, é importante pensar em como auxiliá-lo, do ponto de vista de quem quer escrever um livro. Seja coerente nas palavras, tenha um enredo bem definido, preste atenção na diagramação e divisão dos capítulos, revisão detalhada, entre outras ações. Lembre-se que quanto mais fluida for a escrita, mais fácil será a leitura.

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