Melhores e-readers para comparar e escolher

Recentemente, escrevemos um texto sobre como publicar um livro digital. Falamos sobre a mudança de comportamento dos leitores e também dos diferentes formatos que cada dispositivo comporta. E aí surgiu a dúvida: diante de tantas opções, qual e-reader comprar? Separamos algumas opções para te ajudar a escolher qual atende melhor às suas necessidades. Mas, antes, vamos relembrar alguns benefícios desse dispositivo tecnológico para quem ama ler:

Compacto

Não precisamos nem falar que uma das grandes vantagens do e-reader é que ele é leve e ocupa pouco espaço, né? Enquanto algumas pessoas carregam livros de 500 páginas na mochila, outras guardam seus dispositivos no bolso! A tecnologia tem suas vantagens e a capacidade de “compactar” o que a gente precisa é uma delas – hoje em dia tudo é “Smart”. 

Destaque sem estragar

Você já emprestou (ou pegou emprestado) um livro cheio de marcações? Se você é do tipo que gosta de anotar mas se sente mal em rasurar um livro físico, o leitor de dispositivos digitais é para você Nele, você pode grifar trechos que achar relevante e consultá-los depois, seja por capítulo ou localização do texto.

Biblioteca particular

A memória desses dispositivos é alta e os livros digitais ocupam pouco espaço, o que significa que você pode armazenar muuuuitos livros nele. Pode incluir os clássicos, os que você leu quando jovem e quer ler de novo, os que usa de referência na faculdade ou na carreira, os de autoconhecimento, os romances para dias mais tranquilos, as biografias de pessoas que você admira… e ainda vai sobrar espaço!

Economia a longo prazo

Entendemos que parece loucura gastar mais de 300 reais em um dispositivo sendo que você pode ter livros físicos à sua volta. Mas um e-reader pode ser um investimento à longo prazo, já que existe uma grande vantagem em adquirir livros digitais: sem o custo da impressão, eles se tornam mais baratos! Portanto, à longo prazo, a economia vale a pena.

Bateria duradoura

Uma pergunta simples: quantos dias dura a bateria do seu celular? Se você é heavy user, provavelmente a resposta é “menos de 24 horas”, se não passa tanto tempo assim mexendo no celular, “deve durar mais ou menos um dia e meio”. O celular possui muitos recursos, está sempre conectado, buscando rede, sinal de internet etc… por isso exige muito mais da bateria. Já um e-reader tem apenas uma função: disponibilizar o livro no formato digital para que você tenha uma leitura agradável. 

Os manuais fazem um cálculo de durabilidade de bateria por número de páginas lidas e estimam que é possível ler entre 5.000 a 10.000 páginas com uma única carga. Então faça as contas: se o livro possui mais ou menos 500 páginas no seu dispositivo, você pode ler, no mínimo, 10 livros com uma carga completa. Mas isso pode variar um pouco de acordo com o uso – se você é do tipo que nunca desliga o aparelho e mantém apenas no standby, é possível que a bateria dure um pouco menos. Conectar no wi-fi o tempo todo ou usar os recursos de ajuste de luz no máximo (disponível ame alguns modelos específicos), também pode trazer oscilações nesse cálculo. Mas, no geral, a bateria desses dispositivos costuma durar algumas semanas, tranquilamente. Mesmo lendo todos os dias, por algumas (ou várias) horas. 

E não é porque a bateria dura tudo isso que ela vai demorar dias para carregar, viu? Em média, os dispositivos precisam de apenas 3 horas para completar a carga.

Resistente à água

Eu já vi muitos acidentes envolvendo livro e água. Aquela leitura despretensiosa na beira da piscina tem tudo pra dar errado quando uma criança pula e espalha água para fora. Um distraído pode esbarrar em você enquanto lê durante as refeições e derrubar a bebida no livro, entre outras situações inusitadas. Atualmente existem alguns modelos à prova d’água – mas mesmo quem possui outro modelo já se sente um pouco mais seguro nesse quesito. Isso porque os e-readers são fabricados com material resistente, muitas vezes são utilizados com capas de proteção e podem até aguentar umas gotinhas se forem socorridos rapidamente (a não ser que ele caia na piscina). 

livro na mesa e kindle na mão

Ótimo, já compartilhamos algumas vantagens de ter um e-reader e agora vamos te ajudar a escolher o modelo que mais se adequa ao seu gosto (e ao seu bolso):

AMAZON KINDLE

Os dispositivos da Amazon são os mais famosos e normalmente figuram entre os primeiros lugares nas listas dos e-readers mais recomendados. O queridinho atualmente é o novo Kindle Paperwhite. Ele tem as mesmas funcionalidades do Kindle Paperwhite clássico, com as vantagens de ser à prova d’água, pesar 24g a menos e ainda possuir versão com o dobro de armazenamento (8GB ou 32GB de memória interna). Ambos possuem versão Wi-Fi e 3G.

Com a tecnologia e-ink, a exibição do texto é bem nítida e sem reflexos, tornando mais parecido com a leitura em um livro físico, com a vantagem de não cansar os olhos – diferente das telas de LED dos tablets e Smartphones. Falando nisso, uma das grandes vantagens do Paperwhite, em relação a outros modelos, era a possibilidade de controlar a iluminação, ajustando o brilho da tela de acordo com o tipo de luz do ambiente em que você estiver. Ideal para quem lê em ambientes com pouca iluminação. Agora, todos os dispositivos da Amazon já estão sendo comercializados com essa tecnologia.

Com a chegada do Novo Kindle Paperwhite, o antigo não está mais disponível no e-commerce da Amazon. É considerado atualmente o melhor e-reader da Amazon e o modelo mais recente custa entre R$ 499 e R$ 650, dependendo das configurações selecionadas.

Se você gosta de modelos sofisticados, talvez se interesse pelo Kindle Oasis, mais um modelo à prova d’água (até 60 min e 2 metros de profundidade em água doce) da Amazon – mas que custa exatamente o dobro do valor! Ele possui uma tela maior (de 7″) e ultrafina, se tornando ainda mais leve e sensível ao toque, além de um design diferenciado com botões ergonômicos na lateral para virada de página. O Kindle Voyage fazia parte dos modelos com design diferenciado mas, diante da evolução dos outros, não está mais disponível.

Achou o preço salgado ou sentiu que não precisa de todos esses recursos? Talvez o modelo clássico seja o ideal para você. Ele foi remodelado recentemente porque era o mais pesado e o único que não possuía iluminação embutida. A 10ª geração é mais fina e mais leve, e é o primeiro modelo Kindle equipado com o recurso de acessibilidade chamado VoiceView que e permite o acesso à maioria dos recursos Kindle através do controle de voz. Mais uma vantagem: ele custa apenas R$ 349. 

Os dispositivos da Amazon leem nos formatos Kindle 8 (AZW3), Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

KOBO

O Kobo foi criado pela Livraria Cultura e possui alguns modelos competitivos no mercado. Aqui no Brasil, você pode encontrar Kobo Mini, Kobo Touch e Kobo Glo. 

O Kobo Touch possui  mesma tecnologia e-ink da Amazon, com a vantagem de suportar o formato EPUB, não disponível os dispositivos da concorrente. O armazenamento é de apenas 2GB mas sua memória pode ser aumentada por meio de cartão micro SD. Possui conexão Wi-Fi e custa cerca de R$ 399 (a versão mini custa R$ 289, em média)

O Kobo Glo traz mais recursos em relação ao Touch e um ótimo custo-benefício.Ele pode ser comparado com o Amazon Paperwhite, devido aos recursos de luminosidade (mas a durabilidade da bateria é um pouco prejudicada por isso). Seu preço varia entre R$ 399 e R$ 449.

Os modelos suportam 14 formatos diferentes, entre eles EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, BMP e TIFF.

LEV

Este é o e-reader desenvolvido e comercializado pela Saraiva. São dois modelos: o Lev Fit (com 4GB de memória interna e sem recursos extras de iluminação e o Lev Neo (com 8GB de capacidade de armazenamento, LED com 20 níveis de intensidade e melhor acabamento na sensibilidade de tela). É possível expandir o armazenamento para mais 32GB com um cartão microSD, ambos possuem a tecnologia E-Ink que facilita a leitura sem cansar os olhos e os dois modelos possuem apenas conexão via Wi-Fi. São leves e possuem ótima autonomia de bateria e não deixa a desejar para os modelos concorrentes.

O preço varia entre R$ 299 e R$ 479, dependendo do modelo e os dispositivos leem nos formatos ePUB, PDF, HTML, TXT, FB2 e DJVU.

Gostou? Qual desses dispositivos você escolheria para comprar?

Leia Mais

Promoção: todos os impressos com até 25% de desconto!

Desde hoje, dia 8, até o dia 15, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 25%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final da quarta, 15/01!

Boas vendas e bons presentes!!!

Leia Mais

Livros técnicos: saiba como escreve-los

Já parou para pensar que todos os livros que estuda quanto está na faculdade foram escritos por um especialista? E não estamos falando de um especialista do tipo PhD e sim de alguém que tem propriedade no assunto em questão. Pode ser um escritor iniciante mas uma referência em determinado tema ou com vasta experiência na área. Dê uma olhada em livros jurídicos, por exemplo. O tipo de escrita é diferente, a quantidade de referências a artigos e leis é enorme e o vocabulário mais ainda – o famoso “juridiquês”. Só alguém familiarizado com o universo do Direito é capaz de escrever de uma forma natural. 

Diferente dos livros de ficção, onde a gente cria uma história, escolhe os personagens e desenvolve um enredo com criatividade, os livros técnicos são feitos à base de pesquisa e experiência. Um personal trainer, por exemplo, é capaz de publicar um ótimo livro falando dos benefícios da atividade física para a saúde, com exemplos de atividades para praticar, explicando movimentos, quais músculos estão envolvidos, como fazer de maneira correta para evitar lesões etc. 

Você tem vontade de escrever um livro sobre algo específico da sua área de atuação? Tem algum estudo, experiência ou ponto de vista que gostaria de compartilhar mas não sabe por onde começar? Então veja o que é necessário para escrever um livro técnico:

Estude o tema que será abordado

Por mais que você entenda do assunto, é sempre bom se aprofundar para encontrar a melhor maneira de passar a informação. Anote suas ideias e vá atrás de mais conhecimento sobre o universo que as envolve. 

Relevância

Lembre-se que escrever um livro técnico significa ter o seu conteúdo utilizado como referência para aprendizado e consulta. Por isso, o conteúdo precisa ser relevante. Como saber se você está no caminho certo? Converse com pessoas que você considera público-alvo desta publicação, pergunte quais são as dúvidas delas em relação ao tema escolhido e o que elas gostariam de saber e não encontraram em outros livros. Quanto mais informações você tiver, melhor. Essa etapa é importante para organizar os assuntos, inclusive para estruturar o livro.

Inclua referências

Converse com especialistas, assista documentários, busque pesquisas e artigos que auxiliem no embasamento do seu conteúdo. Estudos são sempre valorizados, principalmente se a sua área de atuação for ligada à ciências biológicas. Existem muitas publicações norte-americanas especializadas na publicação de artigos com base em estudos de diversas áreas. Vale a pena pesquisar. 

Um capítulo de cada vez

Diferente de uma história de ficção, onde é importante que você leia o livro na ordem para compreender os detalhes do enredo, no livro técnico cada capítulo precisa ter começo, meio e fim. Com conteúdo organizado, a leitura fica mais fluida e a consulta mais fácil. Em um livro sobre determinada especialidade da Medicina, por exemplo, cada capítulo pode ser sobre uma doença ou tratamento. Em um livro sobre Tecnologia, os capítulos podem ser divididos por tipos de software e assim por diante.

Defina um bom título

Já falamos sobre a importância do título em outras publicações aqui em nosso blog. No caso dos livros técnicos, essa escolha deve ser muito bem pensada pois influenciará diretamente no volume de vendas do seu livro. Você precisa incluir palavras-chave relacionadas ao tema (ou área de atuação) e detalhar o(s) assunto(s) abordado(s) no subtítulo, para destacar o diferencial do seu conteúdo perante outros livros já publicados. Uma estratégia tanto para vendas online (já que as buscas são feitas por palavras-chave) quando em livrarias. 

Revisão especializada

Aqui temos mais uma particularidade dos livros técnicos: a revisão. Quando alguém diz que determinado assunto precisa de revisão especializada não necessariamente significa que você vai dar o conteúdo escrito para um colega de profissão “dar uma olhadinha se está tudo ok”. A não ser que ele seja realmente especialista no assunto (e mesmo assim você vai precisar de um revisor profissional para fazer os ajustes finais), é fundamental entregar o seu livro para quem realmente entende. 

A pós-produção é tão complexa e importante quanto todo o processo de escrita em si. Você sabia que existem revisores especializados em determinadas áreas? Além de fazer a revisão ortográfica e gramatical, esses profissionais conseguem auxiliar na checagem de nomenclatura de doenças e revisão de sintomas (no caso de livros médicos) e na conferência de artigos e leis (no caso de livros jurídicos). São eles que vão conferir se a jurisprudência foi citada corretamente, se aquela lei ainda é válida, se existe alguma atualização etc.

Divulgue

O trabalho do escritor não acaba depois que o livro foi escrito – muito pelo contrário. Divulgue seu livro nos grupos dos colegas de profissão, faça um resumo sobre ele e publique no seu Linkedin, convide algumas pessoas para uma roda de conversa sobre o tema abordado, presenteie pessoas influentes na área (como professores universitários que podem recomendar o seu livro para os alunos), abra um canal nas redes sociais para falar sobre o tema (e o livro). Essas são algumas das possibilidades para alavancar as vendas do seu livro. 

Quer saber mais sobre como publicar um livro? Venha para o Clube de Autores.

Leia Mais

sentado em frente ao computador

Ghost Writer: conheça o misterioso escritor fantasma

Escrever um livro pode parecer um bicho de sete cabeça para algumas pessoas e uma tarefa simples para outras. É por isso que muita gente contrata um bom escritor para ser autor de seus livros. Já ouviu falar nisso? É o famoso “ghost writer”, conhecido como “escritor fantasma”, em português. 

Mas, afinal, o que significa ser um escritor fantasma? Esta é a definição para o profissional que escreve (livros, textos, artigos e outras publicações) e não recebe créditos de autoria pelo conteúdo que criou. Parece estranho, a primeira vista, mas isso não significa trabalhar de graça – muito pelo contrário. Ao ser contratado como ghost writer de qualquer tipo de publicação, o pagamento acontece em data e com valor determinado previamente, por meio de um contrato em que inclui a cessão dos direitos autorais. 

Às vezes o trabalho é solicitado por falta de tempo do autor. Outras por falta de técnica ou habilidade de escrita. Este tipo de atividade vem crescendo muito e o contrato serve justamente para assegurar as duas partes de que não há nenhuma violação ou irregularidade ao divulgar o material como sendo de autoria de outra pessoa (normalmente quem contratou os serviços do ghost writer). Já falamos sobre direitos autorais aqui no blog, vale a pena relembrar.

Se interessou sobre o tema e ainda tem dúvidas? Vamos responder algumas das questões mais comuns sobre o universo dos escritores fantasma:

Preciso de alguma especialização?

Há relatos de que este é um trabalho para jornalistas mas não é preciso ter formação específica. Qualquer pessoa pode se aventurar nessa área, desde que escreva bem. Se você é criativo, se interessa por temas variados, tem facilidade em escrever em diferentes linguagens, possui ortografia excelente e é fera na gramática, vale a pena tentar. 

Como podem me contratar?

Esta é uma pergunta muito comum entre os escritores, principalmente se você ainda não escreveu nenhum livro. Recomendamos que publique seus textos para ganhar visibilidade e também para virar referência em boa escrita. Assim, será mais fácil contratar seus serviços. 

Você também pode se cadastrar em plataformas específicas para esse tipo de conteúdo, como a Rock Content, ou entrar em contato com empresas, agências e editoras para apresentar seu portfólio. Existem “agenciadores” que intermediam este contato também. Isso significa que nem sempre você vai lidar diretamente com quem irá assumir a autoria do seu trabalho – o que pode até ser positivo pois te dá mais liberdade e autonomia para trabalhar em cima do briefing. 

Nunca mais assino o meu nome?

Não é verdade. Ao se tornar um ghost writer você irá prestar serviços para determinada pessoa (física ou jurídica) mas nada o impede de seguir criando seus conteúdos autorais. Isso significa que você pode ser contratado por uma empresa para criar todos os textos de um site, por exemplo, e manter o seu blog atualizado ao mesmo tempo. Uma coisa não anula a outra. 

Devo escolher um nicho?

Não é obrigatório mas facilita o seu trabalho. Você pode se dedicar à produção de biografias e organizar os trabalhos de maneira que consiga terminar uma e já engatilhar a próxima. Escrever um livro dá trabalho e o prazo é longo, o que te garante maior rentabilidade. Mas você pode optar por conteúdos mais curtos como textos de blog (escolher uma área de interesse ou não), artigos e matérias para determinadas publicações, ebooks e até conteúdos que serão compartilhados em redes sociais. Avalie o seu tempo disponível e escolha como gostaria de trabalhar.

Posso contar para alguém que eu escrevi?

Depende. No caso de uma apostila ou peça publicitária, por exemplo, não faz diferença nenhuma dizer para alguém que você auxiliou na produção do conteúdo (desde que a proibição não faça parte do acordo entre as partes) mas se você está escrevendo um livro em nome de alguém, é muito provável que esta seja uma das cláusulas do contrato. O ideal é manter a confidencialidade e falar sobre o assunto apenas com quem for necessário.

autor e escritor - escrever um livro

É um trabalho exclusivo?

A não ser que esteja escrito no contrato que você deve se dedicar integralmente ao projeto em questão, trabalhar como escritor fantasma não determina exclusividade. Você pode escrever artigos entre um capítulo e outro do livro que foi contratado para escrever, por exemplo. Neste caso, o mais importante é se atentar aos prazos de cada contratante para não prejudicar nenhuma entrega.

Financeiramente, compensa?

Não temos como precificar o trabalho do ghost writer porque você deve cobrar de acordo com uma série de fatores, como tempo dedicado, complexidade do tema, volume de texto e até a “fama” de quem te contratou pode encarecer o valor do contrato. Já imaginou se Barack Obama de contratasse para escrever um livro que seria publicado em nome dele? Com certeza seria um best-seller

O que podemos dizer é que a flexibilidade do trabalho (já citada acima) permite que você assuma várias demandas ao mesmo tempo e assim é possível ter uma renda maior. A maioria dos projetos deste tipo possui pagamentos regulares ao longo do processo criativo ou um valor fechado antecipadamente, o que permite que você organize as finanças sem dor de cabeça. Ao mesmo tempo, você deve ser uma pessoa organizada para não gastar tudo de uma vez, já que o trabalho freelancer pode ser excessivo em alguns períodos e escasso em outros. 

Gostou? Tem mais alguma dúvida sobre como iniciar na carreira de ghost writer? Pergunte pra gente. E não se esqueça que você pode contar com a gente para publicar seus livros

Curiosidade:

O cinema gosta dos “fantasmas que escrevem livros”. Em 2009, foi lançado o longa-metragem brasileiro Budapeste, de Chico Buarque, que contava a história de um ghost writer bem sucedido mas que teve sua vida virada de cabeça para baixo depois de uma ameaça de bomba que faz com que seu vôo aterrisse na Hungria. Ao retornar para o Brasil, ele percebe que sua vida e família são um tédio e mergulha nas autobiografias na tentativa frustrada de viver a vida de outra pessoa para mudar esse sentimento. Em meio a toda essa mentira, nasce uma paixão.

Em 2010, Roman Polanski fez até um filme sobre este tema. The Ghost Writer conta a vida de Adam Lang, um político que vive em exílio nos Estados Unidos, possui uma história polêmica sobre prisão e tortura de suspeitos de terrorismo, e está escrevendo sua autobiografia por meio de um amigo. Acontece que o autor do livro morre e a editora contrata um substituto que terá que atuar como escritor fantasma para concluir a obra – pela qual o personagem principal havia recebido US$ 10 milhões antecipadamente. Apreciado pela crítica, o filme envolve drama e suspense já que o novo autor do livro descobre que o anterior foi assassinado e teme pela sua própria vida caso alguém descubra que ele está dando continuidade à história.

Leia Mais

notebook óculos e livros

Quero escrever uma biografia, por onde começo?

Esta é uma pergunta não tão rara quanto algumas pessoas podem imaginar. Isso porque muitas pessoas têm vontade contar a história de vida de outras pessoas – ou de si mesmo, no caso da autobiografia. A primeira vista, parece uma coisa simples: ouvir o que o biografado (quem terá a história contada no livro) tem a dizer e escrever de acordo com as palavras e memórias dele. Mas escrever um livro de biografia é muito mais complexo do que isso. Veja:

Escolha o biografado

Antes de começar, já temos a primeira pergunta: sobre quem você quer escrever? Geralmente, a escolha é baseada em alguém que admiramos e por isso temos vontade de expor sua trajetória de vida para que mais pessoas passem a conhecê-lo(a) e admirá-lo(a) também. Pode ser algum artista, político, atleta, pesquisador, cientista, médico, professor, ativista, músico, empresário, entre outras figuras. Se a ideia é escrever sobre a vida de alguém, é interessante que ela tenha algo a ensinar para quem lê – seja uma lição de vida, superação, maneira diferente de pensar etc. É interessante que haja algo novo (nunca contado ou pouco explorado) para detalhar, assim gera curiosidade e interesse no leitor.

Faça uma lista de pessoas que você admira e gostaria de ter a oportunidade de conhecer mais profundamente – acredite, este processo pode levar um bom tempo. Diante dessa lista, filtre quem está mais acessível, seja por distância geográfica, momento de vida ou rotina de trabalho, por exemplo. O biografado precisa estar disponível. 

Existe um outro cenário possível: personalidades que gostariam de ter sua vida relatada em um livro e que procuram escritores para isso. Se alguém te procurar com essa demanda, entenda qual é a necessidade do futuro biografado, o que ele gostaria de expor, em quanto tempo ele pretende ter o livro publicado e todas as informações necessárias para a construção da obra, antes de aceitar. Entenda que o livro é como um filho para o biografado

Temos ainda um terceiro cenário: a biografia de alguém que já morreu. Pode acontecer por interesse do próprio escritor ou por intermédio de familiares do biografado já que é a família quem tem que autorizar a publicação das informações, neste caso. 

Conversas e mais conversas

Estabeleça uma relação de confiança para que a pessoa se sinta à vontade em abrir a vida dela para você, essa é a parte mais importante do processo! Anote tudo desde a primeira conversa. Você precisa entender o que o biografado gostaria de expor, detalhes dos fatos (que muitas vezes são contados fora de ordem e em conversas totalmente aleatórias), nomes de pessoas, lugares onde esteve, datas. São muitas informações. 

A cada novo encontro, faça um resumo do que foi dito anteriormente. É bom para lembrar de onde pararam e também para confirmar se aqueles fatos realmente aconteceram e se falta algum detalhe. 

As datas não batem? Converse. Ficou com dúvida sobre algum momento específico? Converse. Quer obter mais informações? Converse. Essa dica vale também para pessoas próximas ao biografado. Converse com familiares, colegas de trabalho, amigos de infância e todas as pessoas acessíveis que possam confirmar (ou dar mais detalhes) sobre os momentos mais importantes da história dele. Em caso de biografia póstuma, essa etapa com quem convivia com o biografado é ainda mais importante para dar veracidade às informações. 

Pesquise muito

Uma pessoa mais velha, que teve sua história marcada pela Guerra, com certeza terá um contexto histórico como parte de sua biografia. Você precisa conferir as datas citadas, as notícias da época e tudo que envolva o universo de vida dela. Se for um pesquisador, você precisa ler seus artigos publicados, estudos relacionados ao trabalho realizado por ele, referências e como ele é visto na área de atuação. É preciso fazer uma varredura sobre a vida do seu biografado, saber o que já foi dito sobre ele na internet ou em qualquer outro lugar. Tudo isso é fonte de informação. 

sentado em frente ao computador

Se for uma personalidade e a exposição de sua figura (assim como polêmicas) for parte do enredo, você precisará pesquisar ainda mais! Isso porque, muitas vezes, a ideia da biografia é confessar algum ato cometido, limpar a própria barra de alguma situação ou até culpar outras pessoas. Esteja ciente da repercussão do seu trabalho. 

Organize os fatos

Essa é uma etapa desafiadora, não vamos mentir. Depois de colher muitas informações, chega a hora de costurar a colcha de retalhos e organizar os fatos para finalmente estruturar o livro. Diante das informações, vocês podem conversar sobre o melhor caminho a seguir: seja por ordem cronológica ou destacando os momentos mais importantes, separando capítulos por temas ou momentos de vida, por exemplo. Ressalte traços de personalidade que você percebeu ao longo do tempo que passaram juntos e escreva de uma maneira que demonstre o impacto dela diante dos fatos narrados.

É normal chegar nesta fase e perceber que ainda faltam algumas informações e voltar para a etapa anterior. E não há problema nenhum nisso, volte quantas vezes achar necessário para que a obra esteja o mais fiel possível aos fatos. 

Na hora de organizar este quebra-cabeça, você pode se deparar com algumas informações que julga serem não tão relevantes e é importante conversar com o biografado para entender se ele gostaria de manter no livro ou se, de fato, não fará diferença na história. Às vezes, pode parecer um fato comum para você mas foi um momento que marcou a vida dele. 

Ajustes finais

Tudo certo? Ainda não! Primeiro o biografado (ou familiar que irá autorizar a publicação) precisa aprovar a obra. Normalmente, ele recebe o arquivo original impresso ou em PDF para refinar alguma informação, incluir ou excluir trechos. Depois disso, basta escolher uma bela capa, enviar o material para revisão e publicar no Clube de Autores. Divulgue a obra e faça um evento para lançá-la oficialmente, em parceria com o biografado, obviamente.

Autobiografia

Mas e se eu quiser contar a minha história, preciso seguir todas essas etapas? A resposta é: mais ou menos. Claro que a obra sua vida pode ser escrita do jeito que você quiser mas é importante organizar os fatos (uma linha do tempo pode facilitar as coisas), incluir dados históricos (se necessário), conferir datas e pedir a opinião de amigos sobre detalhes que talvez você não se lembre. Escolha um profissional para revisar e publique com a gente.

Leia Mais