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Como Evitar o Plágio em Seu Trabalho: 5 Métodos Eficazes

Basicamente, plágio é copiar o conteúdo de um trabalho que não é seu sem citar o nome de seu autor. Ou seja, o plagiador se apropria do conhecimento de outras pessoas sem pedir autorização, e utiliza como se fosse dele.

Existem vários tipos de plágio e essa prática pode prejudicar todo o seu trabalho, isso sem falar no perigo de sofrer um processo judicial. 

Para isso, entrevistamos a professora de francês Paula Nogueira, da escola de Francês Percursos Idiomas, que nos contou algumas dicas para lidar com essa questão.

Nos próximos parágrafos, você verá cinco dicas para que uma pessoa não cometa plágio acidentalmente e tenha toda sua pesquisa acadêmica perdida.

5 Métodos eficazes para evitar plágio 

Copiar é Proibido!

Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que não se deve fazer cópias de forma alguma. Se uma pessoa quer utilizar um trecho de outro autor em sua pesquisa, ela deve citar de algum modo o nome do autor e a data de publicação.  O mais indicado é que se faça a referência completa da obra, sempre dentro das regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Programas Anti-plágio

Para evitar que haja qualquer risco de plágio em seus textos, o uso desses programas pode ser muito útil. Ferramentas como o Copyspider e Plagius servem para analisar os textos e apontar se existe alguma frase perdida que, mesmo sem querer, tenha sido tirada de alguma pagina da internet.

Esses programas mostram o “plágio” de duas formas: uma delas é deixando as possíveis frases copiadas em vermelho no texto e a segunda forma é por meio da porcentagem de termos semelhantes. Assim, essa ferramenta deixa em evidência qualquer falha de seu texto. Além disso, esses programas mostram de qual link veio essa suposta frase copiada. Para quem trabalha como redator, esses programas são ótimos.

Normas da ABNT

A melhor chance de evitar o plágio é sempre fazer citações de qualquer informação que for colocada em seu trabalho. Isso pode ser feito de forma direta ou indireta.

Para fazer esse trabalho de forma correta, é preciso conhecer as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), pois é ela que padroniza os trabalhos acadêmicos do nosso país. É essa associação que analisa se existe ou não plágio nas pesquisas e textos acadêmicos. O ideal é que o aluno faça uma consulta na versão mais atualizada do manual da ABNT, pois assim não haverá erros na hora de fazer uma citação.

Se, por acaso, você realmente precisar das palavras do autor, procure sempre as citações diretas, pois elas utilizam exatamente as mesmas palavras dele. Assim, não haverá riscos de manipulação de ideias por conta da pessoa que está fazendo o trabalho. Obviamente, a pessoa deve referenciar todo o conteúdo.

Lista de Referências

Um bom método para evitar qualquer acusação sobre plágios é fazer uma lista onde constem todos os livros e textos que a pessoa usou na pesquisa. O nome dessa seção deve ser “Referências Bibliográficas”. Assim, caso alguém queira consultar o conteúdo que você pesquisou, ela terá o trabalho facilitado por essa lista. É um processo simples, mas que evita muitos problemas.

Itens básicos que não podem faltar em uma referência bibliográfica:

  •   Sobrenome e nome do autor;
  •  Nome da obra utilizada;
  •  Dia em que o material foi publicado ou acessado, se for online;
  •   Local da publicação.

Revisão

Revisar o seu texto várias vezes é um bom método para fugir do plágio, pois, assim, será possível refazer as suas ideias e reescrevê-las com suas próprias palavras sem precisar copiar o que alguém disse. Como a língua portuguesa é muito ampla, pode acontecer de uma frase ser considerada plágio mesmo que a pessoa a tenha escrito sem usar o famoso “copiar e colar”.

Além disso, essa estratégia é muito útil para minimizar erros gramaticais. Quanto mais a pessoa revisar, maior a autenticidade do texto. Peça ajuda de outras pessoas caso esteja com dificuldades no momento da revisão. Aulas de redação também podem ajudar nesse processo.


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25 livros escritos por mulheres para ler em 2020

O mês de março é sempre cheio de discursos pró-feminismo e de enaltecimento da mulher: sensível, batalhadora, delicada… todos os adjetivos femininos vêm acompanhados de flores e “parabéns pelo seu dia”. 

Não é que seja errado se orgulhar de ser mulher ou agradecer por tudo o que elas fazem no dia 8 de março, mas sim reconhecer que um único dia não redime os crimes de feminicídio, a desigualdade salarial, o machismo no trabalho e em casa, o assédio na rua… enfim! O que as mulheres querem, no 8 de março (e em todos os outros 364 dias do ano) é igualdade, respeito e segurança. 

E, que tal exercitarmos um pouco de empatia e aprendermos mais sobre o que é ser mulher? Negra, estrangeira, trans, travesti, branca, homo ou heterossexual. 

Por isso, criamos uma lista com 25 livros escritos por mulheres para ler em 2020. Afinal, ler mulheres também é uma forma de valorizá-las e de ouvir o que elas têm a dizer. 

Extra: como criar um diário de leitura.

Confira a lista completa!

1. Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Rupi é uma poeta feminista de 27 anos nascida na índia e criada no Canadá. O livro fala sobre menstruação, abuso, sororidade, família e relacionamentos. Vale comentar que a primeira publicação de “Outros jeitos de usar a boca” foi feita de forma independente via Amazon. Em 2015, a autora relançou o livro e atingiu a marca de best seller do New York Times, lá permanecendo por 25 semanas consecutivas. 

2. Os homens explicam tudo para mim, Rebecca Solnit

O título desta obra é bastante chamativo e, por si só, já sugere uma conversa informal com a autora. Essa impressão é reforçada ao longo da narrativa com tom irônico, dividida em sete histórias diferentes, contando situações em que os homens acreditam saber mais do que as mulheres. É um livro bastante reflexivo e que pode levantar muitas discussões sobre gênero e o comportamento da sociedade.

 “Quando um homem diz para uma mulher, categoricamente, que ele sabe do que está falando e ela não, mesmo que isso seja uma parte mínima de uma conversa, perpetua a feiura deste mundo e tira dele a sua luz” – Trecho extraído do livro.

3. Feminismo, uma busca pela igualdade de gênero, Bianca Rubim

Bianca Rubim fala sobre a sociedade patriarcal e sexista e os modelos de mulher definidos pelo patriarcado. Neste livro, publicado via Clube de Autores, a escritora feminista provoca os leitores a imaginarem uma sociedade igualitária, sem conteúdos machistas e perigos para a mulher.

4. Quem tem medo do feminismo negro?, Djamila Ribeiro

A frase que abre a descrição do livro, somado ao título da obra nos contam um pouco sobre o texto: “Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo.”

Djamila, filósofa e militante, fala sobre sua infância e o pouco contato com autoras negras, além de explicar a importância da representatividade – e não apenas da mulher, mas de pessoas negras e orgulhosas de suas raízes. O livro foi lançado em 2018 e é classificado como uma autobiografia.

5. Mulheres incríveis, Kate Schatz

Quem são nossos maiores exemplos femininos? Neste livro, são apresentadas 44 mulheres incríveis que abriram caminho para que outras mulheres, agora ou no futuro, também possam viver de forma mais igualitária. 

“Feche seus olhos e pense numa pirata. Agora imagine uma espiã. Ou uma presidenta. Pense numa guerreira em ação. Uma grande pintora ou na maior jogadora de futebol de sua época. Estas são apenas algumas das mulheres incríveis que você encontrará neste livro.”  – Trecho extraído do livro.

6. Mulheres na luta, Marta Breen

Você conhece a história do movimento feminista? Neste livro, Marta Breen explica os mais de 150 anos de luta das mulheres por liberdade e igualdade, do princípio aos dias atuais. A obra em quadrinhos é didática e cria um panorama das batalhas históricas enfrentadas (e das que ainda serão travadas). 

7. Igualdade de Gênero x Feminismo, Bianca Rubim

A pesquisa de Bianca Rubim identifica as principais diferenças de sexo e gênero, além dos conceitos que reforçam a discriminação contra as mulheres. Muito além de um livro argumentativo, a escritora apresenta um estudo completo sobre o sexo feminino a partir de inúmeros historiadores, provocando reflexão sobre o feminismo e o alto grau de violência contra a mulher. A obra também foi publicada através do Clube de Autores.

8. Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie 

Chimamanda é uma das autoras nigerianas mais populares da atualidade. Militante, ela rompe a bolha do feminismo europeu e coloca em pauta outros ângulos do movimento. Em seu livro, “Americanah”, conta a história de amor entre Ifemelu e Obinze em meio a movimentos migratórios e questões de gênero e raça. A obra foi lançada em 2013 e também classificada como best seller.

9. Minha história, Michelle Obama

Todo mundo conhece a esposa do ex-presidente dos Estados Unidos como “a primeira dama”. Porém, realmente sabemos que é Michelle Obama? Mulher, negra, advogada, esposa, mãe, defensora dos direitos humanos… Em sua autobiografia lançada em 2019,  Michelle detalha sua infância e juventude, questões raciais, suas escolhas profissionais e pessoais. O livro é leve, fluído e fácil de ler. Além disso, apresenta a Casa Branca de outros ângulos. 

10. O ano que eu disse sim, Shonda Rhimes

Grey’s Anatomy, Scandal, Private Practice… Shonda é responsável por ter dado vida a alguns dos personagens mais amados do universo dos seriados. Além de escritora e produtora, também é mãe, gosta de vinho e pipoca, de ficar em casa e odeia eventos públicos. Mas como conciliar tudo isso? Em seu livro, “O ano que eu disse sim”, a escritora conta como aprendeu a se abrir para novas coisas e a valorizar o que realmente importa.

11. A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

Esta obra incrível apresenta a Segunda Guerra Mundial sob a ótica das soldadas soviéticas. Svetlana dá voz às mulheres que passaram frio, fome e foram violentadas sexualmente durante as batalhas, resgatando a memória de mais de um milhão de soldadas que nunca tiveram sua história contada. 

12. Eu sou Malala, Malala Yousafzai

“Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens.” Em seu livro, Malala Yousafzai conta como levantou a voz por seu direito à educação quando o Talibã assumiu o controle do Vale do Swat. Após ser atingida por um tiro à queima roupa, Malala sobreviveu e tornou-se um símbolo de protesto pacífico, além de ser a candidata mais jovem a receber o Prêmio Nobel. 

13. O peso do pássaro morto, Aline Bei

Em seu romance de estreia, Aline Bei narra a vida de uma mulher, dos 8 aos 52 anos. Dos acontecimentos cotidianos até as tragédias mais impactantes. O livro é inspirado em acontecimentos da infância da autora paulista de 30 anos, que abre a orelha da obra com a frase “Quantas perdas cabem na vida de uma mulher?”.

14. As mulheres no cangaço, Teresa Raquel Nogueira

Qual foi o papel social desempenhado pelas mulheres nos bandos de Lampião? Neste livro publicado via Clube de Autores, Teresa Nogueira resgata a imagem das mulheres no contexto do cangaço, suas influências e o risco que representava, para a estrutura e manutenção dos grupos. Conheça a história de Maria Bonita, Dadá, Sila, Adília, Lídia e tantas!

15. Mama, Marcela Tiboni

O livro “Mama” conta a história de duas mulheres que resolvem ter filhos e como lidaram com os desafios da maternidade homoafetiva. Marcela Tiboni abre diálogo para falar sobre os tabus da gravidez entre mulheres e o relacionamento lésbico narrando sua própria caminhada. 

“… tenho a impressão de ver uma pequenina gota de leite se formar no bico do meu peito, mas, no instante seguinte, a água do chuveiro arrasta tudo e a gota, possivelmente ilusória, se desfaz. Fico encucada, será mesmo leite?” – Trecho extraído do livro.

16. Eu, travesti, Luísa Marilac e Nana Queiroz 

O livro “Eu, travesti” é uma biografia da ativista Luísa Marilac, escrita pela autora Nana Queiroz (que também escreveu a obra “Presos que menstruam”).
A narrativa apresenta a história de Luísa, desde quando assumiu-se travesti, aos 17 anos, até os traumas da transição de gênero em uma família conservadora. Em sua trajetória, antes de viralizar no YouTube, a ativista revela que levou 16 facadas, foi vítima de tráfico sexual na Europa, prostituiu-se e foi estuprada. O livro é dedicado “a todas as travestis que nunca viveram para contar suas histórias”.

17. Mulheres e as caças às bruxas, Silvia Federici

Nesta obra, Silvia Federici resgata a história das perseguições de bruxas na Europa, tomando as mulheres como alvos principais. Além disso, aponta as principais consequências sociais da caça: na sexualidade feminina e na linguagem, por exemplo, e como essas perseguições se repetem na atualidade, sob diferentes formas.

 18. Mulheres empreendedoras, Beth Pinheiro

Quais são os desafios de empreender no Brasil? E quando se é mãe, esposa e responsável pelo lar? Neste livro publicado via Clube de Autores, Beth Pinheiro fala sobre as dificuldades de ser uma mulher empreendedora e dá dicas de como superar os obstáculos das desigualdades sociais!

19. Mulheres que correm com lobos, Clarissa Pinkola Estés

Composto por 19 mitos, lendas e contos de fada, o livro de Clarissa ficou durante um ano na lista de mais vendidos dos Estados Unidos. As histórias contam como a mulher foi domesticada ao longo dos anos, tendo seus instintos naturais transformados em artificiais para agradar a sociedade. Em seu livro, a analista junguiana resgata os estudos sobre o sagrado feminino e apresenta a relação entre mulheres e lobos.

20. Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk

Lançado em novembro de 2019, o livro apresenta uma história macabra e bem humorada de crime. Em sua nova obra, Olga, que foi vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, provoca reflexão sobre a condição humana, injustiça e direitos dos animais.

21. Eu não sou uma mulher?, Bell Hooks

Neste livro, inspirado no discurso de Sojourner Truth, mulher negra, escravizada e liberta, na Women’s Convention (1851), Bell Hooks discute o racismo e sexismo presente no movimento feminista e pelos direitos civis. É, com certeza, uma obra fundamental para quem luta por um mundo mais igualitário.

22. Mulheres amazonas e o poder patriarcal, Vilma Pereira

Neste livro publicado via Clube de Autores, Vilma Pereira recupera o Mito das Mulheres Guerreiras Amazonas, desconstruindo lendas do mundo Antigo. A escritora faz uma retrospectiva sobre a influência da sociedade matriarcal na antiguidade e apresenta um panorama da Grécia Antiga e do Mundo Árabe, abordando a primeira derrota islâmica por uma mulher. 

23. O mito da beleza, Naomi Wolf

Em sua obra, a jornalista Naomi explica como o mito da beleza e da juventude são estimulados pelo patriarcado como forma de controle social, além de reforçar que as imagens da beleza são usadas contra as mulheres – projetando distúrbios mentais e alimentares. É um clássico indispensável da terceira onda feminista, repleto de realidade dos dias atuais.

24. Maternidade

“Maternidade”, escrito pela canadense Sheila Heti provoca os leitores a refletir sobre o desejo e o dever de ter filhos. A autora apresenta os ganhos e perdas de ser mãe e todas as suas consequências através de uma narrativa intimista, a procura da resposta para as questões da personagem (que, de certa forma, acaba sendo a realidade de muitas mulheres).

25. Ela disse, Megan Twohey e Jodi Kantor

O livro conta os bastidores da reportagem que impulsionou o movimento #MeToo, após a exposição dos casos de assédio de Harvey Weinstein, produtor de Hollywood. Após as revelações das jornalistas responsáveis pela investigação, mulheres (famosas e desconhecidas), compartilharam suas histórias como vítimas de assédio e colocou o assunto nos holofotes, com repercussão global.

E você, o que achou da lista? Aproveite para recomendar outros títulos nos comentários!

Confira também outras listas: 

  1. Melhores livros de 2019
  2. 7 apps para amantes de livros
  3. 10 livros mais vendidos da história

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O que é uma fábula e quais são suas principais características?

“Para onde vai?” – disse o lobo.
“Vou levar doces para a minha vovó” – respondeu a Chapeuzinho. 

Chapéuzinho Vermelho é mais um clássico da literatura infantil, onde lobos falam, comem avós, enganam garotinhas e acabam mortos por caçadores. E se esse roteiro soa familiar para você, parabéns! Você provavelmente ouviu muitas fábulas quando era criança. 

E é sobre isso que falaremos neste artigo! Entenda mais sobre o universo das fábulas e saiba como escrever uma. 

O que é fábula?

Fábulas são textos direcionados ao público infantil, tendo os animais falantes como personagens principais. São histórias no sentido figurado, que trazem lições de moral e ensinamentos ao longo da narrativa.

Exemplos de fábulas:

  • A lebre e a tartaruga;
  • O patinho feio;
  • Os três porquinhos;
  • A cigarra e a formiga.

Saiba mais sobre a importância da ilustração em livros infantis.

Para que serve uma fábula?

Esse tipo de texto aparece muito durante a educação infantil, tanto na escola para alfabetização e exercício de interpretação, quanto em casa antes de dormir. São histórias fáceis de entender e que ensinam valores éticos e morais às crianças em forma de entretenimento.

É a partir das fábulas que aprendemos a não confiar em estranhos, não ser preguiçosos e trabalhar duro, insistir em nossos propósitos e por aí vai…

Características das fábulas: 

Moral da história:

Ao final da história, sempre existe uma “lição de moral”. Ela serve para ajudar as crianças a compreenderem os ensinamentos da narrativa de forma mais prática, já que ainda estão em fase de desenvolvimento das habilidades de interpretação. Essa moral pode vir em forma de parágrafo curto ou frase final.

Animais falantes: 

O elemento principal das fábulas é conter animais que falam. Eles podem conversar tanto entre si quanto com seres humanos e isso acontece de forma natural, como se fosse “normal” ver animais dialogando por aí.

Textos curtos: 

Por serem direcionados ao público infantil, não devem ser muito longos, ou corremos o risco de perder a atenção dos leitores ou ouvintes. As histórias devem ser breves e não muito complexas para que possam ser contadas rapidamente.

Personagens tipo: 

Na maior parte das histórias, os personagens representam um comportamento coletivo, não individual. Suas características devem espelhar um padrão: por exemplo, na história da lebre e da tartaruga, a lebre representa os “preguiçosos, que gostam de vitórias fáceis”. Já a tartaruga é o tipo “persistente e batalhadora”.  

Agora queremos saber de você! Qual era sua fábula favorita quando era criança? Conta pra gente nos comentários.

Continue explorando o universo da literatura infantil!

A importância das metáforas
Saiba como escrever um conto encantador
Como ensinar crianças o amor pela literatura

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O que é posfácio e quando escrever um?

Você certamente já ouviu a história da tartaruga e da lebre. 

Se não, pare tudo o que está fazendo e resolva isso agora mesmo. É algo tão importante que deve entrar para a lista de “10 coisas para fazer antes de morrer”, ok? 

A moral “quem segue devagar, mas com constância sempre chega primeiro” aparece no final do livro para fechar a história e garantir que todas as crianças consigam compreender a mensagem da fábula. 

Esse tipo de desfecho é chamado de “posfácio”. Mas se você ainda tem dúvidas quanto a isso, fique tranquilo! Vamos explicar tudo neste artigo.

O que é posfácio?

É um texto explicativo adicionado ao final de um livro. Basicamente um prefácio (que fica no início), só que no fim. Pode ser uma opinião, conclusão sobre a obra, mensagem para os leitores… Mas não confunda: o posfácio sempre traz uma mensagem “extra” e não serve para finalizar a história. 

Quem escreve o posfácio? 

Pode ser o autor, para deixar um comentário final. Mas também pode ser escrito por um amigo ou pessoa famosa, falando sobre o que achou da história e até convidando para ler outra obra semelhante.

Quantas páginas tem um posfácio?

Já que não faz parte da história, o posfácio não deve se estender por mais de duas ou três páginas. Afinal, o livro já acabou, é hora de se despedir do leitor e deixá-lo seguir seu rumo para outras literaturas. Ninguém quer queimar a experiência da obra depois dos finalmentes, né?

Além do posfácio, um livro pode ter ainda outras páginas que finalizam a obra como apêndice, glossário, bibliografia, índice e informações técnicas. Tudo isso também é opcional e só deve ser adicionado caso seja realmente relevante para a história. É o caso de literaturas com idiomas próprios ou culturas não tão populares e que podem precisar de explicações mais detalhadas para ajudar o leitor a compreender a narrativa.

Dicas do Clube de Autores para escrever um posfácio:

  1. Não seja repetitivo. Se a história já foi autoexplicativa e o leitor não precisa de mais detalhes, escrever um texto adicional pode “estragar” a magia da obra. Não peque pelo excesso. 
  2. Seja modesto. Sim, sua obra é como um bebê recém nascido que você deve amar e proteger. Mas não utilize este espaço para falar como seu livro contém a melhor história de todo o sistema solar. Isso pode arruinar a imagem que os leitores têm de você. 
  3. Acrescente comentários realmente relevantes e que farão o leitor querer continuar nas páginas seguintes. Pense no que ainda pode ser dito ou agradeça por terem chegado até o final da leitura. Use esse texto para construir um relacionamento com os fãs de sua obra!

Confira outros artigos do Clube de Autores e fique por dentro de todos os elementos de um livro: 

O que é sinopse?
O que é prefácio? 
Como escrever um livro?

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ISBN de livros: saiba o que mudou em 2020

O ISBN, International Standard Book Number, já é fornecido no Brasil há mais de quatro décadas. São 42 anos estampando as capas dos livros e catalogando, de forma padronizada, as obras do país.

Esse serviço, que até então era oferecido pela Biblioteca Nacional (BN) em parceria com a Fundação Miguel Cervantes, muda de casa em 2020. A partir de 1º de março, a responsabilidade pelo registro é da Câmara Brasileira do Livro (CBL). 

Na teoria, para os autores, tudo continua igual. A CBL, inclusive, prometeu mais agilidade na solicitação do código por meio de novas tecnologias. E, a princípio, os valores também não devem sofrer reajustes: R$ 290 para cadastro, R$ 22 para emissão do registro e R$ 36 para o código de barras. Até agora não foram divulgadas atualizações sobre este assunto, mas a dica é continuar atento aos comunicados para não ser surpreendido.
*Valores atualizados de fevereiro/2020.

Recapitulando: qual a importância do ISBN?


O ISBN é um sistema internacional de identificação de livros. Nele, constam informações como autor, editora, país e título. É este registro que torna as obras únicas, basicamente o RG dos livros. 

Aqui no Clube de Autores, por exemplo, qualquer obra pode ser publicada – com ou ser ISBN. Porém, algumas livrarias exigem esse tipo de catalogação por segurança. Ou seja, para os autores que desejam conquistar o mercado literário, o registro é fundamental. 

Diferença entre ISBN e direitos autorais.

Por que houve a mudança de responsável?

Para que o dinheiro arrecadado chegasse até a Biblioteca Nacional, era necessário que primeiro, passasse pela Fundação Miguel Cervantes. Sem a Fundação intermediando o processo, o valor obtido seria direcionado para a União. 

Esse formato vinha funcionando muito bem até então, porém, uma recente alteração no sistema da Agência Internacional do ISBN passou a proibir esse tipo de triangulação. A partir dessa mudança, a CBL se candidatou para tornar-se responsável pelo registro no Brasil e cá estamos nós. 

Como solicitar ISBN? Passo-a-passo do novo processo!

Agora, a solicitação do registro é feita diretamente no site da Câmara Brasileira do Livro. O passo a passo é simples, mas diferente do que conhecíamos até janeiro de 2019.  Confira o tutorial!

Passo 1: Acesse o Portal de Serviços da CBL (caso não tenha cadastro, essa é a hora de criar um!). Utilize seu e-mail e senha para fazer login no Portal.

Passo 2: Após o login, clique sobre o link “+ Novo ISBN”, localizado do lado esquerdo da página:

como-solicitar-isbn-no-portal-cbl

Passo 3: É hora de escrever um pouco: preencha o formulário “Dados da Obra”. Os dados a serem informados são esses:

  • Titular do ISBN;
  • Título da Obra;
  • Subtítulo da Obra;
  • Tipo de Obra;
  • Idiomas de publicação.

Passo 4: Em seguida, conte um pouco sobre você no formulário “Autoria da Obra”. Os dados são: Nome, Profissional (cargo de quem escreveu/participou da obra) e País.

Passo 5: Nesta etapa, são informados os dados complementares da obra como Veiculação, Edição, Ano, Estado, Cidade etc.

Passo 6: Como você classificaria sua obra? Preencha todos os campos e escolha as palavras-chave que resumem seu livro.

Passo 7: Em “Arquivos da Obra”, o passo seguinte, você pode adicionar folha de rosto e até mesmo a obra completa, além de incluir uma sinopse do livro.

Passo 8: Hora de pagar! Com todos os campos preenchidos e revisados, clique em “Enviar”. Após a submissão, você terá acesso ao carrinho de compras para finalizar o pagamento ou fazer outras solicitações.

E você, o que achou da mudança? Conta pra gente nos comentários!

Lembre-se de ficar atento às atualizações do ISBN em 2020. Na dúvida, favorite este artigo e acompanhe as novidades aqui no Clube de Autores :)

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