A matemática contando histórias

Um país como o Brasil, de dimensões continentais e características tão únicas, tem uma espécie de dever de buscar soluções para seus próprios problemas a partir da sua própria criatividade.

Explico-me melhor: estamos habituados a importar de tudo – de smartphones a métodos de ensino, passando ainda por técnicas médicas, estilos artísticos e toda uma pletora de atividades criativas. Por quê? A resposta é tão fácil quanto constrangedora: a nossa velha conhecida síndrome de vira-lata que nos faz acreditar piamente que o pré-requisito de qualquer genialidade é que ela tenha surgido fora de nossas fronteiras.

Atiramos pela janela, assim, muitos dos frutos que poderíamos ter colhido e muitas oportunidades de melhorarmos aos olhos do mundo e, obviamente, de nós mesmos.

A primeira coisa que fiz hoje, quando cheguei a este delicioso trabalho de lidar com arte, foi passar o olho pelo site do Clube. Encontrei ali, já de imediato, um exemplo perfeito de criatividade nascida bem no centro de nossa terra: o livro A Matemática Contando Histórias, de Marizete Dias Barros.

Tive o prazer de conhecer a autora há alguns anos, na Flip, quando ela lançou O Aniversário do seu Chico. O propósito desta professora pós-graduada em matemática pela UFF segue o mesmo: utilizar histórias cotidianas da infância como base para o ensino da matemática.

Ou, como a própria sinopse coloca, “levantar discussões, criar provocações e possibilitar interações a partir da vinculação dos números, formas, medidas e situações-problemas, com os fatos do cotidiano, promovendo assim boas situações de aprendizagem em que se prioriza a questão do contexto e do significado.”

É um livro que, mais do que ensinar a decorar fórmulas, insere a língua universal da matemática no seio da cultura e da linguagem brasileira, utilizando-a como uma forma óbvia de entender o mundo que nos cerca.

Não dá orgulho de ter algo assim escrito aqui no Brasil e publicado aqui no Clube?

Para conhecer mais, acesse o link https://www.clubedeautores.com.br/book/160021–A_MATEMATICA_CONTANDO_HISTORIAS ou clique na imagem abaixo. A autora também tem diversos outros títulos do gênero que recomendo bastante a leitura, todos no https://www.clubedeautores.com.br/authors/15801

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O que escrevem os autores do Clube (por região)?

Na quarta passada, publiquei aqui uma nuvem de categorias considerando os temas mais utilizados nos quase 60 mil livros que estão aqui no Clube.

Como o Brasil é um país BEM amplo, cabe também ver as diferenças, por vezes pouco sutis, de alguns dos estados e regiões do país. Não recebemos dados de todas as regiões do país, devo acrescentar: falta, por exemplo, todo o Norte, que pretendemos divulgar em breve.

Ainda assim, vale a análise:

 

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Dados do mercado de autopublicação

Na semana passada, fiz um post sobre o mercado de livros didáticos que tem crescido enormemente aqui no Clube. Faltou esclarecer alguns dados do setor, que segue neste post de ordem bem mais estatística, prática – e incluindo alguns parâmetros importantíssimos sobre a autopublicação.

Brasil 

Segundo pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2014, considerando apenas as vendas para o mercado, o segmento de livros didáticos registrou faturamento de 1,4 bilhão de reais, 10% a mais do que em 2013. 

Entre novembro de 2014 a novembro de 2015, o Clube de Autores ultrapassou a marca dos 50 mil títulos disponibilizados em sua plataforma, respondendo por 83% do mercado nacional. Durante o mesmo período, o self publishing nacional saltou 38% atingindo a marca de mais de 66 mil livros publicados. 

Mundo

Entre 2011 e 2013, o número de livros auto publicados nos Estados Unidos cresceu mais de 85%, superando a marca de 450 mil. 

Livros independentes representam 25% de todos os livros na lista de best-sellers da Amazon. 

No Reino Unido, 18 milhões de livros auto publicados foram vendidos em 2013 – um crescimento de 79% no seu market share.

O que isso tudo nos diz? Que o futuro da literatura mundial, sem a menor sombra de dúvidas, está mais nas mãos dos autores e de suas histórias do que das editoras e de suas dificuldades de triagem tantas vezes questionada.

Aproveitemos isso: publiquemos as nossas histórias.

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Autopublicação de livros didáticos cresceu mais de 120% no Clube de Autores em 2015

Às vezes, quando paramos para olhar o que está acontecendo ao nosso redor, nos surpreendemos.

Do lado de cá, começamos a olhar para alguns livros que estavam começando a despontar subitamente – até que percebemos que se tratava de toda uma categoria de livros didáticos. Sob os nossos narizes, por assim dizer, livros utilizados em escolas e cursos cresceram 120% em volume de títulos e 53% em vendas no ano de 2015 – mesmo ano que, ressalte-se, o mercado editorial brasileiro como um todo encolheu mais de 5%.

Bom… esse encolhimento do mercado editorial, verdade seja dita, não chegou a atingir o Clube. Na prática, nós crescemos quase 40% no ano – número que, embora alto, ainda assim é menor do que o de didáticos.

Vamos dar uma olhada nesses números a partir de um material que preparamos para a imprensa:

(…) entre 2009 e 2016, cerca de 1.900 livros didáticos foram publicados pelo Clube de Autores. No mesmo período, o número de vendas do gênero superou a marca de 30 mil exemplares. 

Essa nova tendência pode ser representada por Rafael Barbosa da Cunha, 38, professor de ciências do ensino fundamental e médio com mais de quinze anos de experiência no magistério, que após anos de tentativas frustradas de publicação em editoras convencionais, encontrou no Clube de Autores a alternativa ideal para realizar seu sonho: publicar livros didáticos. Hoje, suas obras já fazem parte da grade curricular obrigatória de escolas em Niterói, no Rio de Janeiro.  

“O meu primeiro lançamento foi no colégio Nossa Senhora da Assunção, em 2014. Estávamos realizando uma verticalização e adequação dos conteúdos trabalhados nas diversas séries, quando ficamos sem alternativa de material didático que contemplasse o currículo da disciplina de Biologia. Foi quando apresentei minha obra. Levei os exemplares e, após análise da equipe, resolveram adotá-la”, lembra Cunha. 

O autor se recorda que, na época, o corpo docente da instituição não conhecia as plataformas de auto publicação, em que pais e alunos comprariam livros diretamente pela Internet e que as obras eram editadas pelo próprio autor. Entretanto, a aprovação foi tamanha, que ele desenvolveu no ano seguinte uma coleção didática para o Ensino Fundamental I e II. “A coleção conta hoje com cinco exemplares e é adotada nos colégios Nossa Senhora da Assunção e São Vicente, ambos localizados em Niterói”.  

Atualmente, o autor atua como professor em três turnos, em cinco séries diferentes, coordenador e cursa mestrado na UFF, a Universidade Federal Fluminense. “Eu posso afirmar que, apesar de nova, a auto publicação é uma tendência que veio para ficar”, conclui. 

 

 

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