Este ano (provavelmente) não estaremos na FLIP

No post da quarta passada, comentei sobre a indesculpável não realização do Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea.

Agora, já abro uma nova decisão: provavelmente não participaremos da FLIP.

Sim, eu sei: colocar a palavra “provavelmente” à frente de uma “decisão” soa como contrasenso, como uma desculpa para que possamos voltar atrás. E até pode ser – mas, hoje, agora, não enxergamos nenhuma motivação para voltar a Paraty.

Já fomos por anos – muitos anos. Em todos eles abrimos as portas da nossa casa, recebemos autores, nos envolvemos em papos absolutamente intensos e inspiradores.

Mas, nos últimos dois anos – principalmente no último – , o próprio teor da Festa Literária Internacional de Paraty mudou…

As ruas da cidade minguaram com a crise, a violência escalou na região, o clima de pessimismo dos editores e livreiros presentes contagiou todo o centro histórico com lágrimas e tristezas.

Para nós, só há crise no mercado editorial brasileiro porque os editores e livreiros insistem em rasgar suas intenções de inovação e em publicar apenas o que vem pronto, empacotado, de fora do Brasil. (OK, com uma exceção: os autores que já são best sellers brasileiros também ganham passe livre para o mercado).

Mas e o espaço para os novos, os independentes? Nada.

Sem nós, os autores independentes, não há renovação na literatura. Sem nós, os autores independentes, há apenas um velório das letras brasileiras.

A FLIP se transformou nisso: em um evento para que todos babemos nos autores estrangeiros e velemos os novos brasileiros. A FLIP, infelizmente, se transformou no oposto do que o Clube representa.

Tomara que mude – era um evento fantástico.

Mas, até lá, nós estaremos fora. Até lá, vamos pensar em algum outro evento para dar mais espaço aos independentes.

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Quando o Brasil começou para o mundo

Enquanto o mundo se contorcia em guerras para romper com um passado arcaico, o Brasil permanecia, para muitos, como um dos últimos grandes mistérios do planeta.

Até o princípio do século XIX, os nossos portos (e portas) eram praticamente exclusivos da Coroa Portuguesa, despertando apenas o interesse daqueles que já começavam a tomar intimidade por quase todo o nosso hemisfério – exceto pelas terras tupiniquins.

Até que, nas primeiras décadas de 1800, estrangeiros dos mais diversos países começaram a desembarcar no Brasil e a descrever as nossas terras, fauna, flora e costumes para o mundo. De certa maneira, esta época marcou a abertura artística da nossa terra, erguendo as cortinas e exibindo aos olhos do mundo as preciosidades que apenas Portugal conhecia.

Este é o tema do livro O Rio de Janeiro sob o olhar dos viajantes estrangeiros, de Vinícius Cranek Gagliardo. Ao longo de suas 139 páginas, o livro “se propõe a dar ao leitor uma visão das impressões do Rio de Janeiro do
início do Oitocentos que os aventureiros estrangeiros construíram em
suas narrativas, impressões que passam pela descrição das ruas, das
casas, dos hábitos e costumes da população; em suma, do que seria viver
no Rio de Janeiro entre 1808 e 1821.”

Para quem se interessar, o livro pode ser visto clicando aqui ou acessando diretamente o link http://clubedeautores.com.br/book/6362–O_Rio_de_Janeiro_sob_o_olhar_dos_viajantes_estrangeiros

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