Nadando pelos livros do Clube

Recentemente, o autor Rodrigo Rahmati nos mandou um posto que fez em seu blog em que se propôs um desafio: ele selecionará e lerá 7 livros publicados por aqui ao longo de 2017.

Na prática, a mecânica é a seguinte:

Ele já selecionou as obras e as expôs em seu blog, no http://www.rahmati.com.br/2017/03/desafio-clube-de-autores.html . Lá, ele colocou capa e resenhas e, em seguida, suas expectativas. Ele não fará exatamente resenhas dessas obras, mas dirá se elas atingiram ou não as suas expectativas.

O próprio autor-blogueiro deixa claro em seu post o motivo desse desafio: ele entende que, por sermos um ambiente de autopublicação, há de tudo publicado no Clube. A dúvida que quer responder é: selecionando obras cruzando capa, sinopse, primeiras páginas e gosto pessoal funciona?

Eu, que leio rotineiramente livros do Clube, posso ajudar a responder: sim, com certeza. Mas, como eu sei que qualquer resposta minha pode ser interpretada como parcial, aguardemos os retornos do Rodrigo!

Mas já adianto: atitudes assim são ESSENCIAIS para agregar mais visibilidade aos autores independentes do país!

 

 

 

 

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Livros contra o Tempo

Na quarta passada escrevi um post sobre os dois Tempos em que vivemos: o individual e o universal. 

Em uma síntese crua: enquanto caminhamos juntos no tempo universal, cronológico, nos diferenciamos de cada outro ser vivo no nosso Tempo individual, sendo este essencialmente composto de uma somatória de experiências memoráveis de vida. 

OK… e o que tem livros a ver com isso? 

Pense no tempo como uma linha que une, estruturalmente, todas as memórias de sua vida. Aliás, pense na sua própria vida: o que vem à sua mente? Tenha você 20, 30, 40 ou 90 anos, certamente não se lembrará de cada segundo que passou neste planeta e sim apenas dos mais importantes, dos mais memoráveis. Ainda assim, será possível, mesmo que com alguma margem de erro, seguir uma linha da primeira infância até os dias de hoje enquanto enumera as suas experiências memoráveis de vida – aquelas que te acrescentaram conhecimento pessoal, lágrimas ou sorrisos. Certo? 

Pois bem: todos somos reféns das nossas histórias pessoais, todos invariavelmente somos e pensamos de acordo com esse acúmulo de experiências de vida. 

É aí que entram os livros. 

Pegue um livro qualquer. 

Se estiver lendo Guerra e Paz, por exemplo, você terá em suas mãos algumas centenas de páginas que encapsulam, para toda a eternidade, todos os anos de vida de Pierre Bezukhov, do Príncipe Andrei, de Natasha e de tantos outros. Se estiver lendo Grande Sertão: Veredas, a vida inteira de Riobaldo pertencerá mais a você, dono das páginas, do que ao personagem que, tenha ou não existido, certamente já não caminha vivo entre nós. 

O mesmo vale para qualquer livro: todos são feitos de histórias de personagens, de memórias e experiências que, uma vez que ganharam as páginas, deixaram o Tempo para entrar na imortalidade. 

Eis a principal magia dos livros: eles são uma outra dimensão por permitir que possamos sentir um mundo que não presenciamos, durante um tempo que não vivemos e em lugares que nunca conhecemos. 

Livros transformam o tempo em um conceito quase arqueológico de tão antigo, ultrapassado. 

Literatura é um troço simplesmente incrível. 

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