Percebendo a percepção

Sempre tive como verdade absoluta que percepção é tudo – e que percepção é sempre relativa.

Tudo, no final das contas, depende de como o nosso cérebro cruza informações e experiências para gerar opiniões. Não é por outro motivo, aliás, que todos sempre temos opiniões fortes sobre tantas coisas.

Um programa na BBC fez uma espécie de metáfora mais dura com isso, forçando o cérebro a enxergar em cores uma imagem em preto e branco. Veja o vídeo e abstraia esse experimento para as nossas visões de mundo.

Antes, uma explicação técnica: esse fenômeno que você testemunhará no vídeo tem a ver com nossas “células cone”, um dos dois tipos de fotoreceptores em nossa retina e responsáveis pela visão a cores.

Temos três tipos de cones sensíveis a ondas de luz azuis, verdes e vermelhas. Quando somos expostos em excesso a uma única cor, o cone ligado a ela fica superestimulado, “cansado” e deixa de “responder”. Isso te deixa apenas com os outros dois tipos de cone temporariamente, o que, consequentemente, o faz enxergar as cores complementares (como vermelho versus verde ou azul versus amarelo).

Depois de alguns segundos, os cones voltam a funcionar normalmente e pronto.

Abstraindo o experimento, é o mesmo que acontece quando ficamos expostos em demasia a uma única visão de mundo: nos cansamos e passamos a ver “o outro lado”. Lembra de Laranja Mecânica, que “tratou” o protagonista estuprador com uma overdose de cenas de sexo? A mecânica é a mesma.

Para ajudar: ao ver o vídeo abaixo, haverá um momento em que você verá uma bola azul no centro da imagem. Foque-se nela e percebe como verá a imagem “preto e branca”.

 

Leia Mais

Cores aparecem negativadas nas capas?

De vez em quando, notamos que alguma capa de livro publicada aqui no Clube aparece com efeito negativado (em cores invertidas). Ao verem seus livros no ar assim, a primeira reação dos autores é de medo: que tipo de impacto ela causará no público? Como será a impressão? E, principalmente, onde está o erro que gerou essa estranheza na tela?

A boa notícia é que evitar isso é bem simples.

Em linhas gerais, há três principalmente três grandes tipos de padrão de cores utilizados em design gráfico: RGB, CMYK e Pantone.

Não vamos nos ater ao Pantone por ser muito pouco usado aqui no Clube: vamos aos dois outros formatos.

RGB é uma sigla para Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). É um padrão de cores aditivas, obtidas pela decomposição (natural ou artificial) de focos de luz. Elas são utilizadas prioritariamente em monitores porque, basicamente, emitem luz.

O CMYK – Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto) – é o oposto. As cores são subtrativas, o que significa que o parte das cores que visualizamos vem da luz que não é refletida. É ideal, portanto, para mídias impressas, que não tem focos de luz diretos como monitores.

Aí entra uma dúvida: o que é ideal no caso do Clube? Afinal, as capas são vistas em um monitor – mas impressas em papel!

A resposta é simples: RGB.

Ao utilizar esse padrão de cores para as capas, você garante que elas fiquem perfeitas para visualização dos usuários. Do lado de cá, um tratamento automático é dado sempre que ela vai para impressão, garantindo também que tudo saia perfeitamente bem no papel.

Talvez isso tudo seja grego para a maior parte dos autores – o que não chega a ser um problema uma vez que a maior parte dos software já tem RGB como padrão. Mas, se for contratar serviços de um capista, não esqueça de observar que a arte precisa ser feita sempre em padrão RGB e nunca em CMYK!

rgb-color-circle-l-f52243541b1528c3

Leia Mais

Cores de capa aparecem negativadas? Entenda a diferença entre RGB e CMYK

De vez em quando, notamos que alguma capa de livro publicada aqui no Clube aparece com efeito negativado (em cores invertidas). Ao verem seus livros no ar assim, a primeira reação dos autores é de medo: que tipo de impacto ela causará no público? Como será a impressão? E, principalmente, onde está o erro que gerou essa estranheza na tela?

A boa notícia é que evitar isso é bem simples.

Em linhas gerais, há três principalmente três grandes tipos de padrão de cores utilizados em design gráfico: RGB, CMYK e Pantone.

Não vamos nos ater ao Pantone por ser muito pouco usado aqui no Clube: vamos aos dois outros formatos.

RGB é uma sigla para Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). É um padrão de cores aditivas, obtidas pela decomposição (natural ou artificial) de focos de luz. Elas são utilizadas prioritariamente em monitores porque, basicamente, emitem luz.

O CMYK – Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto) – é o oposto. As cores são subtrativas, o que significa que o parte das cores que visualizamos vem da luz que não é refletida. É ideal, portanto, para mídias impressas, que não tem focos de luz diretos como monitores.

Aí entra uma dúvida: o que é ideal no caso do Clube? Afinal, as capas são vistas em um monitor – mas impressas em papel!

A resposta é simples: RGB.

Ao utilizar esse padrão de cores para as capas, você garante que elas fiquem perfeitas para visualização dos usuários. Do lado de cá, um tratamento automático é dado sempre que ela vai para impressão, garantindo também que tudo saia perfeitamente bem no papel.

Talvez isso tudo seja grego para a maior parte dos autores – o que não chega a ser um problema uma vez que a maior parte dos software já tem RGB como padrão. Mas, se for contratar serviços de um capista, não esqueça de observar que a arte precisa ser feita sempre em padrão RGB e nunca em CMYK!

Leia Mais