Qual a média de preço de livro no Brasil?

Definir o preço de um livro não é exatamente uma tarefa fácil – há toda uma série fatores a se levar em conta que vão desde as características físicas da obra (quantidade de páginas, gramatura do miolo e da capa etc.) até o tema abordado nela. 

E não, não acreditamos ou aconselhamos que se tome como regra sagrada a máxima de se estabelecer o preço de um livro no menor patamar possível ou mesmo cirurgicamente dentro da média brasileira. Cada livro é um livro, cada realidade é uma realidade. 

Ainda assim, parâmetros são sempre importantes para nos dar uma base, uma visão de quanto, ainda que na mais grosseira das médias, o brasileiro costuma pagar por um livro. 

O dado mais recente que temos é o do ano passado, 2017, que fixa o valor em R$ 40,31 (pouco mais de 1% acima de 2016 e de 10% acima de 2015). Veja no gráfico abaixo: 

 

 

E o seu livro? Quanto ele está custando? Está dentro, acima ou abaixo da média? 

Quer saber quais outros parâmetros você deve levar em consideração na hora de definir o preço do seu livro? Simples: baixe o nosso manual :-)

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Há o que se comemorar hoje?

Hoje é de setembro, dia da nossa Independência.

Na semana passada, um dos mais importantes museus da nossa história desapareceu, sob chamas, por culpa do mais puro descaso dos que deveriam ser as nossas autoridades.

Estamos em plena época eleitoral em que a maior crítica do eleitor é justamente a falta de candidatos capazes de honrar o cargo a que se propõem.

Nossa atual classe política divide-se entre o congresso e o presídio.

Nossas cidades estão infestadas de violência e arruinam-se em tons opostos aos esperançosos ufanismos de candidatos de todos os partidos.

Há o que se comemorar hoje?

Difícil responder. Mas há – e isso é indiscutível – muito a se pensar e repensar sobre o que queremos para o nosso futuro.

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10 Escritores essenciais da literatura brasileira contemporânea

Percebam que, no título deste post, a palavra “contemporânea” se destaca. Pois bem: esta lista, feita pelo Homo Literatus, inclui 10 nomes e livros que, segundo ele, são essenciais.

Pode ser que você concorde ou discorde – listas, afinal, são sempre pessoais como os gostos de cada leitor. Mas fica a dica aqui para quem quiser mergulhar um pouco mais fundo nas letras produzidas aqui em nossas terras:

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Hoje há história sendo feita em nossa frente

Por favor, que ninguém encare este post como político e partidário: não é o caso.

Mas hoje, dia 24 de janeiro, temos um ex-presidente sendo julgado em segunda instância por corrupção, podendo inclusive sair preso.

Não pretendo, aqui, fazer coro para um lado ou para outro: acredito que todos já temos uma opinião formada e na torcida pelo desfecho que mais agrada as nossas próprias consciências.

O ponto aqui é outro: hoje, aconteça o que acontecer, há história sendo feita. Hoje, pela primeira vez, o Brasil terá um ex-presidente oficialmente liberado ou condenado, sob urros irados e aplausos incandescidos.

Nós, escritores, nos habituamos a encontrar enredos nas salas mais escuras das nossas próprias imaginações: inventamos mundos como quem troca de camisa. É o que mais gostamos de fazer, afinal.

Mas são raras as vezes em que enredos fortes, indiscutíveis, se desdobram perante nossos olhos. São raras – mas hoje é uma dessas ocasiões.

Assim, quer você torça para um ou para outro desfecho, guarde um pouco de energia para celebrar o simples fato de que está testemunhando, em primeira mão, um dos dias realmente decisivos da história do nosso país. E isso, para um escritor, certamente vale muito.

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Fomos precursores pela primeira vez em muito tempo

O passado recente trouxe um inegável baque para o Brasil. Protestos sem precedentes foram encampados desde 2013, levando milhões às principais avenidas e ruas das maiores cidades do país a clamar por mudanças; o segundo impeachment da nossa história recente impôs uma mudança política e econômica de imensas proporções, tirando o Brasil do falido eixo bolivariano e nos aproximando de pensamentos mais liberais; no grito, a Lava-Jato encontrou forças para continuar caçando a corrupção mesmo com tantos no governo fazendo tantas manobras escusas para se salvar; e estamos, finalmente, começando a ver resultados que apontam para uma ainda tímida, mas já consistente melhora nos indicadores econômicos e sociais.

Se dermos um passo para trás para contemplarmos o cenário como um todo veremos que, de alguma forma, o Brasil está dando os seus primeiros passos para deixar aquele clima de divisão tão nefasto, do “nós contra eles”, que marcou tanto as últimas eleições presidenciais quanto os últimos embates entre esquerda e direita nos mais diversos fóruns.

Não, não é que não esteja havendo mais oposição e nem que todos estejamos felizes com os políticos que decidem os nossos futuros – longe disso. Mas talvez estejamos um pouco mais cientes da força das nossas vozes, o que já é um alento, e da ineficácia de discursos, propostas e governos populistas que se vestem de milagrosos, colhem vitórias de curto prazo geralmente baseadas no protecionismo e no agigantamento do estado, e enterram o país no atraso.

Estamos nos abrindo para o mundo – finalmente.

Mas sabe o mais curioso de tudo isso? Enquanto estamos dando esse passo tão decisivo, o mundo parece caminhar na contramão.

Nos EUA, um lunático xenófobo está buscando, de todas as maneiras, contrariar os mesmos ideais que fizeram do seu país a maior potência econômica do mundo; a Europa está quase se aniquilando como bloco unido ao permitir que uma assustadora extrema direita tome o poder; a Turquia decidiu brigar com tudo e com todos para se converter de democracia em ditadura; a Rússia parece querer reviver o conceito de imperialismo czarista e soviético que parecia ter sumido com o fim do regime comunista. E isso porque estamos falando aqui apenas de algumas das grandes potências do mundo e ignorando o absoluto caos no Oriente Médio.

Praticamente todas estão extremando-se, seja para a direita ou para a esquerda, e redesenhando as relações mundiais, dando a elas um toque vintage de guerra fria.

Normalmente, o Brasil persegue esses zeitgeists políticos globais com grande atraso – foi assim com a nossa esquisitíssima independência, com a abolição da escravidão, com a proclamação da república, com a queda da ditadura militar. Normalmente, o mundo apontava os caminhos para o progresso e nós seguíamos sempre com base na procrastinação e no jeitinho brasileiro.

Desta vez, no entanto, parece diferente.

Desta vez nós já provamos o sabor azedo de um governo mais divisor, de uma ideologia populista colocando pobres contra ricos enquanto se imiscuía em relações para lá de profanas. Não que corrupção nunca tenha existido aqui nas nossas praias, claro – mas os níveis que chegamos, e os efeitos desastrosos para a população dessa retórica de vitimização dos poderosos, nunca havia sido tão sentida por todo o povo, de todas as classes.

Em outras palavras: desta vez, de maneira inédita, nós já experimentamos o rumo para o qual o mundo aparentemente caminha, já o rejeitamos e já decidimos mudar.

Desta vez estamos na vanguarda.

Talvez seja essa, finalmente, a nossa grande chance de crescermos para além das nossas próprias fronteiras, de puxarmos o mundo ao invés de sermos puxados por ele.

Isso ainda pode levar algum tempo, claro… mas que boa história, que bom livro não é feito de reviravoltas em teias espetaculares de tramas?

Que o futuro nos reserve um pouco mais de orgulho da nossa terra do que o que temos hoje.

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