Somos o que fomos programados para ser?

Se nos debruçarmos sobre a vasta literatura relacionada a genética, encontraremos explicações lógicas e racionais sobre tudo o que nos faz ser o que somos. Há uma sigla mágica para isso, inclusive: DNA.

De acordo com muitos, muitos cientistas, 100% do nosso comportamento é definido pela nossa estrutura genética que já carrega toda uma gama de características comportamentais. Há uma outra maneira de se ler essa informação: se todos realmente temos os nossos comportamentos pre-carregados em nosso DNA, então não somos muito diferentes robôs. Certo?

Não de acordo com o cientista Sebastian Seung. Ele tem um outro conceito chamado de Connectome. Segundo ele, nós nos definimos não (apenas) pelo nosso DNA, mas principalmente pela somatória de experiências de vida – memórias – expressadas em nossa rede neural.

O conceito é não apenas disruptivo, mas também um alívio. Sermos fruto das nossas próprias vivências é algo que consegue agregar um tipo de caos na identidade de cada ser humano. Nos deixa mais imprevisíveis, menos chatos e muito, muito mais surpreendentes.

Vale conferir o vídeo abaixo:

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Como se fez o caos de São Paulo

Nenhuma cidade nasce gigante e desorganizada – claro. Urbes como São Paulo são fruto de uma destruição de um ecossistema caoticamente organizado mas inadequado para pretenções civilizatórias.

Aos poucos, a cidade foi encontrando novas ordens para acomodar as suas necessidades e, com um planejamento certamente menor que o plausível, foi se erguendo, tijolo sobre tijolo, até virar um monstro disforme de concreto.

Da ordem veio o caos, contra o caos se impôs uma nova ordem, danova ordem surgiram novos incontáveis caos. Ciclo infinito e muito bem exemplificado neste documentário abaixo que encontrei flutuando pelo Youtube.

Vale assistir para entender como algo se transforma nessa ordenada confusão que é a maior cidade do país. Vale assistir para entender como cenários e histórias se desenrolam assim, a partir da união de tantas efemeridades caóticas, gerando – incrivelmente – berços culturais como poucos que existem no mundo.

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Livros como previsões de tempo

Dia desses me deparei com um aplicativo francês absolutamente genial: o Book Weather. O raciocínio deles é simples: livros caem e saem da preferência popular de maneira tão dinâmica quanto o clima. Massas de ar quente, por assim dizer, chegam a livros e se espalham por tópicos inteiros até que “frentes frias” fazem com que uma obra ultra desejada simplesmente saia da lista de sonhos de seus leitores ou potenciais leitores.

O que eles fizeram? Criaram um algoritmo para determinar, em tempo real, a temperatura de determinado livro. Basta escanear o código de barra dele e pronto: consegue-se saber onde ele está na preferência popular e acompanhar as mais diversas críticas postadas em redes sociais.

Por enquanto, esse aplicativo não está disponível no Brasil – mas a mera ideia dele já é absolutamente disruptiva. Confira no vídeo abaixo (infelizmente apenas em inglês/ francês):

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As asas da borboleta que mudaram o mundo em 1755

Um dos conceitos mais belos da Teoria do Caos é a possibilidade de um único fato aparentemente isolado poder mudar todo o rumo da humanidade. Costuma-se usar bastante o exemplo de uma borboleta que, ao bater as suas pequenas asas, pode colocar e curso toda uma série de eventos capazes de revolucionar todo o curso da evolução.

O vídeo abaixo não é exatamente algo tão simples como uma borboleta batendo as asas – mas é um exemplo da teoria.

Lá no século XVIII, quando Lisboa ainda era um dos mais importantes centros comerciais do planeta, as igrejas se preparavam para festejar o dia de Todos os Santos iluminando velas por todos os seus interiores. Lá nas profundezas do oceano, no mesmo instante, um movimento brusco de placas tectônicas gerou um tremor de terra sem precedentes que chacoalhou toda a porção oriental do Atlântico.

Com os tremores, milhares de casas desabaram matando boa parte da população. Em seguida, veio uma tsunami que varreu o cais no mesmo instante em que as velas acesas causaram incêndios por toda a cidade. Tudo mudou a partir daquele dia – inclusive a história da humanidade.

Logo depois, o Marquês de Pombal reconstruiu Lisboa como uma cidade mais moderna, com avenidas amplas e mais ao estilo das grandes capitais europeias. Seu sucesso foi tamanho que ele passou a gozar de um prestígio e poder impressionantes, o que também o permitiu colocar reformas em curso na colônia. Uma delas, para ficar apenas em um exemplo, foi a mudança da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro – algo que teve um impacto ímpar por essas bandas.

Suas políticas inauguraram uma das eras mais esclarecidas, por assim dizer, da monarquia portuguesa – e mudaram não só a face do país como também toda a história da humanidade.

Assim, pode-se considerar que o mundo efetivamente mudou de rota a partir daquele incidente no fundo do Atlântico em 1 de novembro de 1755. Ao ver a reconstrução do episódio abaixo, vale a pergunta: o que teria acontecido caso o terremoto nunca tivesse existido? Teria Pombal sobrevivido com tanto poder e ditado os rumos da Coroa Portuguesa por 30 anos? Sem ele, como teria sido o desfecho de um dos movimentos mais revolucionários que o Brasil já testemunhou e que foi destroçado pelo seu pulso forte, a Inconfidência Mineira? Como estaríamos nós? Como estaria Portugal? Como estaria a Europa e o mundo?

O caos é de uma beleza inegável.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=FGhv6zcBPxQ]

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O que nos faz humanos?

Sabe qual o resultado de 3 anos entrevistando mais de 2 mil pessoas em 60 países em busca de suas visões de mundo? Um mosaico absolutamente caótico, disruptivo, desorganizado e, sobretudo, intenso. E esse mosaico, por assim dizer, foi transformado em filme pelo cineasta Yann Arthus-Bertrand.

Considerando que o entendimento da nossa própria humanidade é um ingrediente fundamental para que consigamos “sobreviver” a ela, essa é uma história que merece ser vista. Uma história, aliás, que já começa por um site bem costurado e permitindo uma imersão nesse mundo feito de mundos.

Um dos clipes do filme pode ser visto aqui, abaixo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=05Eh8qkZGx8]

O site inteiro, com acesso ao filme, pode ser visto clicando aqui, na imagem abaixo ou no link https://humanthemovie.withgoogle.com/intl/pt-br/

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