Livraria Cultura com livros impressos do Clube

Se você acessar, agora, o site da Livraria Cultura, verá que já á cerca de três mil livros do Clube de Autores disponíveis lá. Pois é: uma das mais tradicionais livrarias do país, finalmente, já está recebendo os nossos livros em um movimento de distribuição que já inclui Estante Virtual ,Submarino e Americanas e Amazon.

Da mesma forma que na Amazon e na Estante, no entanto, apenas os livros com ISBN serão distribuídos na Cultura.

Assim, se você tem seu livro com ISBN publicado no Clube e nos autorizando a distribui-lo, pode aguardar que já já ele estará disponível em todas elas (dado o volume de títulos, o processo de disponibilização do acervo inteiro ainda levará algumas semanas).

Se você ainda não tem ISBN, recomendo que vá a www.profissionaisdolivro.com.br e contrate uma assessoria para obtenção de ISBN ou tire o seu diretamente no isbn.bn.br . O processo é simples, barato e, acredite, vale muito a pena!

E, claro, reforço abaixo as regras de distribuição:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

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Somos todos contadores de histórias

Aprendi uma coisa importante ao lidar tanto com escritores: no final das contas, todos nós somos contadores de história. Reformulo: a única coisa que nos diferencia de um macaco, ao menos mentalmente falando, é a nossa capacidade de contar histórias aos nossos pares – seja relatando fatos verídicos ou romanceando-os para que se tornem mais sedutores.

Isso chega a ser óbvio, aliás. O que fazemos ao relatar nosso dia para a mulher ou o marido quando chegamos em casa? Contamos histórias do passado recente. O que fazemos quando estamos vendendo um serviço ou um produto? Contamos uma história que permita ao nosso interlocutor enxergar que nós somos o caminho para a realização de algum sonho seu, qualquer que seja.

O que fazemos quando estamos batendo papos com amigos? Trocamos histórias.

Quando queremos seduzir alguém? Criamos histórias.

Quando queremos nos livrar de problemas inesperados? Inventamos histórias.

Em cada um desses casos, a nossa chance de sucesso será maior se a nossa capacidade de contar uma boa história for grande, se soubermos prender a atenção, se dominarmos a arte de articular pensamentos e interpretar olhares, gerando mais expectativa a cada palavra cantada.

E isso também significa que buscar inspirações nos grandes contadores de história do mundo – os Saramagos e Kafkas, os Michaelangelos e Rodins, os Da Vincis e Portinaris – é quase uma obrigação para uma espécie de que diferencia das outras por saber relatar bem o que imagina.

Cultura, no seu sentido mais clássico, sempre continuará sendo a melhor ferramenta de sobrevivência da raça humana.

Ou, como bem colocou um dos maiores gênios da humanidade, o recém falecido Umberto Eco: “Quem não lê, aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. A leitura é uma imortalidade de trás para frente”

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A cidade é nossa

Na terça passada, fizemos aqui a FLIBA – Festival Literário do Baixo Augusta. A ideia era simples: abrir na própria Internet espaço para autores se candidatarem e permitir que eles usassem, da melhor maneira possível, o ambiente da Passagem Literária – via subterrânea que une Paulista a Consolação e onde realizamos o evento – para se expor.

E houve de tudo: performances, saraus, intervenções, arte em todas as suas formas. Houve um dia, pelo menos, no atribulado cotidiano de uma cidade como São Paulo, que os autores independentes dominaram a cena, os olhares e ouvidos, a mídia.

É curioso, mas quanto maior e mais tumultuada a cidade, mais espaço ela acaba abrindo para quem quiser se adonar dela. A FLIBA mostrou que isso é possível e tangibilizou algo que nós, aqui no Clube, sempre acreditamos: que o mercado editorial está aí, aberto a quem quiser e se dispuser a agarrá-lo.

Agarre o seu.

O futuro da literatura brasileira pertence a nós, autores independentes que estamos desbravando, no braço, o nosso próprio mercado.

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