O escritor persistente e a culpa do mundo

Certa vez, quando estava começando a minha carreira com a Internet, ouvi de um potencial cliente que ele não investiria em marketing digital porque, quando o fizera no passado, não tivera resultado algum. Sua conclusão: o problema estava na Internet, que não funcionava tão bem quanto a mídia costumava alardear.

Achei uma conclusão curiosa: em nenhum momento, afinal, esse empresário cogitara a possibilidade do erro ter sido da sua campanha de marketing, e não da Internet como um todo.

Tempos se passaram, entrei no mercado editorial, mudei de público mas, ainda assim, continuo testemunhando o mesmo tipo de comentário. Dia desses, por exemplo, respondi uma crítica a concursos literários aqui no blog. “Concursos não funcionam: já participei de um monte deles e nunca ganhei nada!”. Fiquei aqui me perguntando: o problema é de 100% dos concursos ou deste um livro que, por algum motivo qualquer, não foi escolhido pelos jurados plurais?

Quem publica um livro e está disposto a batalhar pelo seu lugar ao sol precisa entender, antes de iniciar a empreitada, que não será tarefa fácil. Há leitores em potencial? Sem dúvidas: por mais que o brasileiro não leia tanto quanto um sueco, o tamanho da nossa população, de longe, compensa a equação mercadológica. Mas, ainda assim, há muita, muita obra de qualidade pelo Brasil.

Sim, a sua será mais uma – por mais brilhante que seja. Dificilmente ela será “descoberta” a passe de mágica. Dificilmente ela venderá sozinha, bastando que você a publique e espere os louros. Vou além: dificilmente ela renderá boas críticas, seja de leitores ou literatas, se você não trabalhá-la com o mesmo zelo que um ourives.

Há pre-requisitos, a meu ver, para que um livro tenha sucesso. Ele tem que estar publicado? É óbvio – mas esse é um problema que o Clube já resolveu faz tempo. Ele tem que estar distribuído? Sim, claro – mas basta que esteja na Internet, acessível às dezenas de milhões de consumidores que já migraram seus hábitos de compra de literatura das prateleiras para os navegadores.

Mas há outros. O livro precisa ter uma boa capa: sem ela, ele dificilmente chamará a atenção. Precisa ter uma sinopse bem escrita: ninguém comprará nada sem saber direito o que é. Precisa ter seu português revisado: profusões de erros gramaticais e ortográficos em livros são como suicídios mercadológicos.

Precisa ter ISBN, garantia de distribuição em pelo menos algumas livrarias.

Precisa ter sido lido por algum crítico em quem o autor confie, por alguém que tenha a capacidade de fazer apontamentos fundamentais para melhorar o texto.

Precisa de exposição, de uma campanha de marketing próprio que inclua lançamento, anúncios no Google ou no Facebook, participação em concursos etc. Pode ser que a campanha falhe? Óbvio que sim: não há campanha infalível. Mas é fundamental aprender com os erros, calibrar a dose dos anúncios, ajustar os rumos do próprio marketing. “Mas marketing não é o que sei fazer”, dirão muitos escritores. Pois aprenda. Se quiser ter sucesso neste mercado, não há alternativa.

E ainda há o imponderável: mesmo que faça tudo certo, mesmo que tenha seguido à risca todo o receituário de sucesso, é ainda possível que tudo dê errado. A culpa é do mercado? Não. Afinal, pode ser que os leitores simplesmente não tenham gostado da proposta do seu livro, algo sempre difícil para um escritor aceitar. Aprenda com isso também. Para o próximo.

Com tantos contras, com tantas barreiras de acesso, por que então persistir?

Porque somos escritores. Porque escrever, afinal, é o que faz o nosso sangue pulsar, o que alegra os nossos dias e inspira cada uma das nossas ações.

E, se escrevemos, é porque acreditamos no sucesso dos nossos textos, dos nossos livros. É porque acreditamos que há, nas palavras que costuramos ao papel, algumas lições de sabedoria que o mundo todo precisa saber.

Um escritor é, sobretudo, persistente na busca dos seus leitores. Continuemos assim.

Casos de insucesso sempre existirão – e possivelmente nós mesmos faremos parte de uns ou outros. Mas vestir-se do pessimismo de quem acha que bons resultados são impossíveis só porque uma meia dúzia de experiências pessoais passadas resultou em fracasso, ignorando que tantos outros autores conseguiram alcançar seus públicos, é de um desserviço egoísta totalmente desnecessário.

Se me permitem uma dica de alguém que acompanha, há anos, os destinos de dezenas de milhares de livros publicados aqui no Clube, deixo-a aqui: persista, mas sempre mantendo os olhos abertos. Seja autocrítico e esmere-se em seu livro para que ele seja tão brilhante do lado de fora quanto o é do lado de dentro.

É certeza de sucesso? Não. Mas agir de qualquer outra forma é, sem dúvidas, certeza de fracasso.

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Livros do Clube serão distribuídos para as maiores redes de livrarias

Finalmente, depois de ANOS, os livros impressos do Clube estarão disponíveis nas seguintes lojas: 

  • Amazon
  • Submarino
  • Americanas
  • Buscapé
  • Mercado Livre
  • Shoptime

Ainda estamos em negociação com algumas outras e teremos novidades em breve. Bom… as regras serão as seguintes: 

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras qiue adotaremos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

Deixamos apenas um aviso importante: ainda estamos em processo final de integração com as lojas. Comunicaremos por aqui assim que tudo estiver valendo mas, de antemão, já queríamos compartilhar a notícia com todos os autores. 

Esta é uma vitória importantíssima para todos nós, autores independentes: será a primeira vez que os nossos livros estarão disponíveis em formato impresso para as principais lojas brasileiras! 

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De portas abertas para o terror

Calma – não estamos fazendo nenhuma previsão catastrófica por aqui :-)

O título deste post é uma palestra que será ministrada pelo autor Antônio Vorhees, que escreveu O Baú de Maldições (finalista do Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea), na Flipoços 2017.

Como o tema certamente interessa a uma série de autores do gênero cujos livros estão por aqui no Clube, mandamos algumas perguntinhas para o Antônio cujas respostas transcrevemos abaixo. Se você estiver por Poços de Caldas no começo de maio, recomendamos fortemente que participe da sua palestra!

1) O que é a oficina e sobre o que ela tratará exatamente?
A oficina “escrevendo o terror” é voltada para o desenvolvimento de escrita voltada ao terror. É um evento gratuito, mas cuja participação deve ser agendada antecipadamente pelo site do Flipocos (clique aqui).

2) Por que ela é necessária/ importante?
É de suma importancia continuar a desenvolver a literatura de um modo geral e relevante incentivar o desenvolvimento do genero “terror” de modo particular.

3) Como ela acontecerá?
Serão abordadas técnicas e dicas para um bom enredo que compõe uma historia de terror. Tambem haverá um mini concurso de contos de medo onde o melhor leva um voorheeskit (com livro, caneca, marcadores e bloco de anotacoes).

4) Para quem se destina?
Para qualquer pessoa que queira aprender ou aperfeicoar sua escrita dentro do gênero.

5) Quando acontecerá?
Dia 5 de Maio as 18:00Hs na Biblioteca Centenário, no Espaço Cultural da Urca.

6) Como as pessoas podem participar?
Basta agendar a sua participação diretamente pelo site da Flipocos!

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Nadando pelos livros do Clube

Recentemente, o autor Rodrigo Rahmati nos mandou um posto que fez em seu blog em que se propôs um desafio: ele selecionará e lerá 7 livros publicados por aqui ao longo de 2017.

Na prática, a mecânica é a seguinte:

Ele já selecionou as obras e as expôs em seu blog, no http://www.rahmati.com.br/2017/03/desafio-clube-de-autores.html . Lá, ele colocou capa e resenhas e, em seguida, suas expectativas. Ele não fará exatamente resenhas dessas obras, mas dirá se elas atingiram ou não as suas expectativas.

O próprio autor-blogueiro deixa claro em seu post o motivo desse desafio: ele entende que, por sermos um ambiente de autopublicação, há de tudo publicado no Clube. A dúvida que quer responder é: selecionando obras cruzando capa, sinopse, primeiras páginas e gosto pessoal funciona?

Eu, que leio rotineiramente livros do Clube, posso ajudar a responder: sim, com certeza. Mas, como eu sei que qualquer resposta minha pode ser interpretada como parcial, aguardemos os retornos do Rodrigo!

Mas já adianto: atitudes assim são ESSENCIAIS para agregar mais visibilidade aos autores independentes do país!

 

 

 

 

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Participe do Prêmio São Paulo de Literatura 2017

A Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo está com inscrições abertas para o Prêmio São Paulo de Literatura 2017. O prazo para escritores e editoras se inscreverem vai de 7 de março a 20 de abril e podem concorrer romances em duas categorias: “Melhor Livro do Ano” e “Melhor Livro do Ano – Autor Estreante” – esta última dividida em duas modalidades “Autores com Mais de 40 Anos de idade” e “Autores com Menos de 40 Anos de idade”. 

Para conhecer o 
Edital Completo, clique aqui.

A Resolução do Secretário da Cultura, José Roberto Sadek, instituindo a versão 2017 do Prêmio pode ser lida clicando aqui.
   
Com a premissa de incentivar a leitura, a produção e a difusão literária, o Prêmio São Paulo de Literatura contribui para a formação de novos leitores e escritores, sendo um dos poucos no país a ter categoria específica para estreantes. Também se destaca por reconhecer os grandes nomes e os novos talentos da literatura contemporânea, abrindo portas não só para escritores nacionais, mas também para concorrentes estrangeiros com obras escritas originalmente em língua portuguesa e primeira edição mundial no Brasil em 2016. Abrangendo obras de ficção, no gênero romance, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país em valor de premiação individual: R$ 200 mil para o Melhor Livro do Ano e R$ 100 mil para cada autor estreante nas submodalidades +40 e -40.
Na categoria Melhor Livro do Ano, poderão se inscrever autores que já publicaram romances de ficção anteriormente. Já na categoria dos estreantes, os escritores podem ter obras publicadas em outros gêneros, desde que o livro inscrito seja o seu primeiro romance de ficção.

Edições anteriores

Em 2016, Anatomia do Paraíso (Editora 34), de Beatriz Bracher, foi eleito pelo júri do Prêmio São Paulo de Literatura o Melhor Livro do Ano. Já Marcelo Maluf, com A Imensidão Íntima dos Carneiros (Editora Reformatório), foi contemplado na categoria Autor Estreante +40 e Rafael Gallo recebeu prêmio na categoria Autor Estreante -40, com o romance Rebentar (Record).
A categoria “Autor Estreante” contribuiu também na revelação de novos nomes da literatura, tais como Jacques Fux (Antiterapias), Paula Fábrio (Desnorteio), Micheliny Verunschk (Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida), Débora Ferraz (Enquanto Deus Não Está Olhando) e Marcos Peres (O Evangelho Segundo Hitler).
Sobre o Prêmio São Paulo de Literatura
Criado em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do País em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura.
Desde que foi criado, o Prêmio teve participação de mais de 1.700 livros e premiou 22 romances, contribuindo de forma decisiva para dar visibilidade não só às obras vencedoras, mas também aos trabalhos finalistas.

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