CBL promove curso sobre a relação entre millennials e o marketing na literatura

Uma das maiores discussões no marketing, hoje, gira em torno de como lidar com as diferentes gerações de públicos. Até pouco tempo atrás, afinal, mercados eram compostos por pessoas dispostas a confiar em marcas, a se manter fieis a elas e a se aprofundar em quaisquer tipos de conteúdos que as interessasse. 

Sim, no passado era assim. 

Mas desde que os millennials (pessoas que nasceram a partir de meados da década de 80) passaram a ganhar relevância econômica, tudo mudou. 

São pessoas não apenas menos dispostas a acreditar em promessas de marcas, mas também que nutrem características aparentemente contraditórias. 

Se, por um lado, eles “não compram livros apenas pela capa”, por outro são notórios em formar opiniões inteiras com base em títulos de posts no Facebook sem se dar ao trabalho de ler, na íntegra, artigos ou matérias aos quais eles fazem referência. Essa “aversão” ao aprofundamento significa que eles lêem pouco? Basta ver a quantidade de páginas da série de Harry Potter ou os números do mercado editorial mundial para ter a certeza de que nunca nenhuma outra geração leu tanto. É uma geração mais acomodada no próprio hedonismo, como dizem alguns “especialistas” mais velhos? Então como explicar o altíssimo grau de ativismo político e social que tem varrido e revolucionado o mundo inteiro? 

Sim, os millennials – ou Geração Y – são provavelmente o perfil mais contraditório, esquisito e absolutamente maravilhoso de público que a humanidade já gerou. E sim: eles provavelmente são também o grosso do público-alvo do seu livro. 

Isto posto, que tal se aprofundar um pouco no marketing literário para os millennials, aprendendo a lidar com suas características e a focar melhor a comunicação dos seus livros? 

A CBL está promovendo um curso sobre o assunto entre os dias 15 e 16 de março e nós, aqui no Clube, recomendamos fortemente. Deixamos o programa do curso abaixo, aqui no post, mas quem quiser pode (e deve) se informar mais no próprio site da câmara, no http://cbl.org.br/escola-do-livro/curso/millennials-e-o-marketing-na-literatura 

Boa sorte!

http://cbl.org.br/escola-do-livro/curso/millennials-e-o-marketing-na-literatura

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Compartilhando o depoimento de uma autora

Na semana passada recebemos esta mensagem de uma autora do Clube, Carol Sales. Normalmente não postamos no blog mensagens assim… mas sempre há uma exceção. Trabalhamos tão duro aqui, afinal, que receber um elogio desses é sempre motivo de orgulho e sorrisos generalizados!

À Carol, queria apenas deixar registrado que a satisfação e o orgulho são todos nossos de tê-la aqui, como parte do Clube, honrando a nova literatura brasileira que está sendo escrita a cada dia!

Nem sei como começar a descrever toda satisfação que venho tendo de fazer parte do Clube de Autores, mas isso não iria me coibir de tentar. Sou autora independente há pouco mais de dois anos. Fui leitora compulsiva desde que me descobri gente e escrevi à mão por mais de 13 anos antes de finalmente me aventurar nesse mundo editorial. Só recentemente descobri vocês por meio mais direto de outra autora nacional, Amatrici Romero, que recentemente lançou seu romance Argus entre Ciganos e Lobos. Decidi experimentar.

Em todos os campos, vocês estão com nota máxima, mas vou comentar aqui o que mais me chamou atenção e me deixou muito feliz de estar com vocês na criação dos meus livros físicos. A opção de pagamento por boleto bancário, que facilita e muito aos meus leitores que não possuem nenhum cartão de crédito; preço de custo do exemplar bem dentro do que eu vinha orçando com outras gráficas, sendo que, com vocês, sai bem mais em conta para o consumidor final e para mim, além de que, com essas gráficas, é
exigido uma tiragem mínima. Meu franco agradecimento e gratidão. Qualidade de material empregado no exemplar e velocidade de entrega, então? Sem palavras! Surpreendentemente bom, estimulante, eletrizante. No que depender de mim, os contatos no meio que vieram estreitando laços de amizades comigo terão meu sincero incentivo de entrar para o Clube com suas obras.

No fundo e a bem da verdade, só tenho um lamento, e é de não ter conhecido o Clube antes.

Mais uma vez, deixo meus sinceros agradecimentos e abraços para toda equipe, vocês estão de parabéns em todos os níveis!

Carol Sales

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Não se esqueça: tem bienal acontecendo em SP

E não, não estou falando da Bienal de Literatura. Pode parecer esquisito dado que este é um blog totalmente dedicado a livros, mas as grandes bienais de literatura se transformaram em feirões exaustivamente gigantescos sobre papel (e não sobre histórias). São poucas, pouquíssimas as novidades que realmente podem ser encontradas nos seus pavilhões e que não possam ser degustadas, por exemplo, em uma das tantas livrarias deliciosas que polvilham qualquer cidade média.

Em minha modesta opinião, bienais tem que cumprir um papel que vai muito, mas muito além de expor livros que não precisam delas para serem expostos. Bienais precisam inspirar.

Inspirar leitores a lerem mais, inspirar autores a escreverem mais, inspirar o país como um todo a se vestir melhor com mantos culturais fundamentais para a nossa evolução. E, enquanto as bienais de literatura não cumprem esse papel – ao menos a meu ver – há outra que vale a pena: a Bienal de Artes de SP.

Sim, ela é restrita a uma cidade: a capital paulista. Mas se você mora longe daqui, é o tipo de evento para o qual vale considerar uma viagem. As loucuras pelas quais se pode enveredar no pavilhão do Ibirapuera, incluindo instalações insanas e obras para lá de disruptivas, são suficientes para instigar mesmo as mentes mais cansadas.

A arte que se vê por lá vai muito além da que se costuma encontrar em museus: ela pinta o mais puro caos de pensamentos. E há alguma coisa mais inspiradora do que mergulhar no caos?

Se concorda comigo, programe-se: a Bienal estará ativa até o dia 11 de dezembro. Para saber mais clique aqui, na imagem abaixo ou vá diretamente ao link http://www.32bienal.org.br

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Leitura de livros

Na última sexta, Anna Cláudia Ramos lançou o seu livro Tempo Mágico, Tempo de Namoros (outra vez!) lá na FLIP. Até aí, nenhuma novidade – chegamos inclusive a divulgar o evento uma vez que ele aconteceria em nossa casa.

Mas uma coisa me chamou bastante atenção: o estilo do lançamento. Um dos mais altos pontos do evento, que encheu o ambiente, foi a leitura de um capítulo pela própria Anna Cláudia.

Já tinha ouvido muito sobre “book readings”, algo já tradicional no mercado americano, quando o autor lê trechos de sua obra emprestando a dramatização de quem melhor conhece a história – mas nunca tinha testemunhado presencialmente. E posso afirmar: faz toda a diferença.

Depois de ouvir a própria autora ler a história que saiu da sua mente brilhante e ver os olhos atentos de uma plateia inteira é impossível sequer questionar este modelo. Que fique, então, como dica para autores de forma geral.

Pretende lançar seu livro? Considere uns 10 ou 15 minutos lendo um trecho dele para a plateia. É a maneira mais certeira de prender a atenção do público!

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A Flip como testemunha da nossa história

Amanhã cedo rumamos para a Flip – pela oitava vez seguida, acrescento.

Muita coisa mudou desde a nossa primeira ida, em 2009, quando fomos apenas eu e minha solidária esposa para sondar o ambiente e testar o conceito do recém nascido Clube de Autores. De lá para cá nos profissionalizamos, nos tornamos empresa de verdade e fomos somando centenas, milhares, dezenas de milhares de autores. 

Passamos por momentos difíceis na vida do país – e que certamente repercutiram nas nossas próprias vidas. Cruzamos eleições conturbadas, manifestações acaloradas, uma Copa do Mundo questionada, impeachment, crise e a implosão do mercado editorial tal qual ele existia há séculos. 

Gerir uma empresa no Brasil, principalmente na área da cultura, é tão perigoso quanto viver nos sertões de Guimarães Rosa. Dá medo.

Mas há contrapartidas – é claro. Nesse tempo todo, conhecemos autores fabulosos, participamos da concepção de verdadeiras obras de arte que só engrandeceram a cultura brasileira, recebemos reconhecimentos importantes dentro e fora do país, criamos novos braços de negócio para melhor atender aos amantes da literatura e, a despeito de toda aridez do ambiente de empreendedorismo nacional, crescemos e nos consolidamos. Dá orgulho. 

Entre o medo e o orgulho, sentimentos que se comportam como irmãos gêmeos improváveis nessa estrada que decidimos trilhar em um já tão longínquo 2009, o único ponto fixo foi a Flip. 

Foi nas ruas difíceis de Paraty que muitos dos nossos planos foram traçados; foi nas casas coloniais que usamos como bunkers culturais que conseguimos parar um pouco, isolados da conturbação de São Paulo, para olhar e entender os rumos que queríamos ir. Foi lá em Paraty que compartilhamos nervosismos e comemorações e que concluímos que – ainda bem – havia muito mais histórico e perspectiva de comemorações do que de nervosismos. 

A Flip não apenas faz parte da nossa história – ela é testemunha, talvez a mais velha de todas, do quanto caminhamos e mudamos de 2009 para cá. 

Amanhã cedo rumaremos para mais uma Flip. 

A ansiedade já pipoca o peito com a mesma força da saudade daquele povoado tão importante para a história do Brasil e do Clube. 

A certeza de que novos planos e ideias tomarão forma dos seus ares de leve melancolia já é sólida como as rochas de seus chãos.

Que seja mais uma Flip sensacional. 

E que, ao mesmo tempo, continue sendo “apenas” mais uma perto das tantas que certamente ainda hão de vir. 

Aos que forem para Paraty, não se esqueçam de nos visitar em nossa casa à Rua da Lapa, 375, bem na entrada do centro histórico. Estaresmo lá de braços abertos e com uma programação intensa para fazermos o que mais amamos fazer: compartilhar histórias. 


#clubenaflip

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