A força da poesia

A poesia costuma ser o gênero literário mais escrito e mais desprezado.

Temos tanto poetas quanto críticos acusando-os de serem expositores da própria definição de pieguice. Uma pena.

Schopenhauer dizia que os dois trabalhos mais fundamentais para a humanidade eram a filosofia e a poesia. Basta ler Drummond, Bandeira e João Cabral de Melo Neto para concordar.

Mas não irei no vasto arcabouço de poetas brasileiros hoje. Hoje, recorrerei a um vídeo de uma poeta de Darfour para provar o meu ponto.

Vejam o relato abaixo.

Há como entender bem o drama da realidade humana sem que ele seja contado assim, por alguém como Emi Mahmoud relatando sua fuga de um genocídio?

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10 Escritores essenciais da literatura brasileira contemporânea

Percebam que, no título deste post, a palavra “contemporânea” se destaca. Pois bem: esta lista, feita pelo Homo Literatus, inclui 10 nomes e livros que, segundo ele, são essenciais.

Pode ser que você concorde ou discorde – listas, afinal, são sempre pessoais como os gostos de cada leitor. Mas fica a dica aqui para quem quiser mergulhar um pouco mais fundo nas letras produzidas aqui em nossas terras:

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Escritores brasileiros são abençoados

Em que outro lugar do mundo, afinal, escritores podem dizer que vivem dentro de um enredo de realidade fantástica como aqui no Brasil?

Em que outro país se pode acompanhar, em tempo real, capítulos lisérgicos de tramas pesadas, revoluções maquinadas, corrupções deslavadas, como aqui?

Em que outro local escritores podem se inspirar nos tantos perfis dantescos que se fazem onipresentes nos nossos noticiários?

Em que outra pátria se pode ver mudanças tão abruptas serem encadeadas, umas atrás das outras, impulsionando guinadas estonteantes nos já tão complexos enredos?

Só aqui.

Só no Brasil escritores podem acordar como um Gregor Samsa moderno, vendo-se subitamente metamorfoseados em personagens de uma história que, por pouco, não ultrapassa as fronteiras da própria ficção.

Iria adiante: se é verdade que a arte imita a vida, o Brasil será responsável por empurrar as fronteiras da ficção do futuro por mares nunca dantes navegados.

De novo.

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Contrate um crítico literário

Há quem deteste críticos literários. 

“São engenheiros de obras prontas”, acusam alguns. “São especialistas em maldizer o que não foram capazes de escrever”, dizem outros.

Eu, pessoalmente, amo críticos exatamente por motivos assim.

Há tantos livros disponíveis no mercado, afinal, que a opinião de leitores ávidos – e, via de regra, críticos são sempre leitores fanáticos – é mais que bem vinda. São seus apontamentos ácidos que indicam a cautela necessária, nem que seja em trechos específicos, para autores e leitores; são seus elogios que abrem caminho para mercados novos; são por seus olhos que conseguiremos antecipar um pouco das reações dos tantos olhos que esperamos alcançar.

Acho o papel dos críticos tão fundamental que costumo recomendá-los para os autores antes mesmo que os livros fiquem prontos. Descobri faz pouco tempo que essa possibilidade – a leitura crítica – existia.

Testei-a com um livro novo que eu estou escrevendo, encaminhando o original a uma amiga do mercado.

Ela me devolveu em uma semana com incontáveis observações e pontos de ajuste. Ficamos em um bate-volta: reescrevi trechos, parágrafos, capítulos. Mudei até o final.

O resultado? Ficou muito, mas muito melhor que o original.

Do meu lado, ainda tenho um caminho longo a percorrer: preciso de uma capa boa, de uma revisora, de uma diagramação impactante. Mas o texto, pelo menos – a essência de qualquer história – está melhor encaminhada do que eu jamais imaginaria.

E por que escrevo isso aqui? 

Para deixar como dica aos colegas escritores. Antes de publicar seu livro, considere fortemente convidar ou contratar um crítico para trabalhá-lo com você. Na pior das hipóteses, você sairá com valiosíssimos apontamentos literários de um profissional que entende profissionalmente de literatura!

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Tetralogia do Nada

Já falei sobre esse livro antes (aqui).

Falo de novo: é que o encontrei perdido na estante aqui de casa e decidi relê-lo.

Inspiração pura.

Sempre achei poesia algo difícil de fazer. A arte de juntar palavras perfeitas para contar histórias em versos é para poucos, os poucos com a sensibilidade e a competência de Drummonds, Barros, Bandeiras. A poesia descamba facilmente para o brega, para o piegas, para o melado pegajoso.

Não é o caso da Tetralogia do Nada, de Carlos Moreira – ao menos não em minha modesta opinião.

Tomei o livro, tão misterioso pela capa e sinopse que, acredito, esteja longe de encontrar o seu potencial máximo, para a minha cabeceira.

Li uma, duas, três vezes.

Foi instantâneo: comecei a escrever.

Há livros assim: eles sopram tanta inspiração que dão vida às histórias dentro de nós, fazendo-as ganhar corpo próprio.

Recomendo a todos os escritores.

Deu orgulho de tê-lo aqui, nas prateleiras do Clube.

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