Sabe quantos ebooks foram vendidos no Brasil?

1,4 milhão – apenas nos últimos 6 meses, diga-se de passagem, de acordo com matéria publicada no Olhar Digital, do UOL. Os dados referem-se ao período de junho a novembro de 2012 e traçam um gráfico mês a mês.

O curioso é que o crescimento não é exatamente linear, mas sim feito por picos e vales em um cenário que se desenha, tipicamente, quando há embates quase que ideológicos entre tecnologias e curvas de adoção. Veja abaixo:

Aqui, no Clube, estamos notando um avanço nítido de ebooks – o que não significa, necessariamente, um declínio do livro impresso. Na prática, há um inquestionável aumento de vendas de livros eletrônicos, mas, desde que o Clube começou, as vendas de impressos nunca pararam de crescer.

A conclusão que se pode tirar com isso chega a ser óbvia: o gosto por livros é que tem crescido no país como um todo, sendo que a diversificação em formatos só tem ajudado a contribuir. Para autores, fica o conselho que sempre demos, em todos os momentos: publique o seu livro em todos os formatos possíveis. Afinal, o que interessa é que você seja lido – e não que seja lido apenas em formato físico ou eletrônico… certo?

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Ponto de Vista

Logo que o ano novo chegou, recebemos de um dos nossos autores um texto sobre o tema que mais nos “move” aqui no Clube: o ato de escrever em si. Por ser um tema tão específico quanto abrangente, no sentido de ter a ver com absolutamente todos os que fazem do Clube uma extensão de suas próprias “casas literárias”, decidimos por postar aqui no blog, na torcida para que ajude a inspirar essa segunda-feira de janeiro. Esperamos que gostem!

Ponto de Vista

Conduzo-me a escrever sem exatamente saber sobre o quê.

As ideias fluem assim como as palavras ainda soltas, as quais formarão sentenças e parágrafos, e que, breve, iniciarão seu ritual a fim de preencher o vazio da folha ilusória impressa na tela do computador.

Não sei no que se transformará… tudo ainda é conturbado.

A única certeza que tenho é que elas comporão um algo que se expressará revelando seu íntimo… incrustado nas entrelinhas.

Eu, o teclado e a tela…

Olho para o lado a fim de respirar um pouco de imaginação.

Torno para a tela e fico a mirar sua luz que me envolve e me incentiva a tocar as teclas até que surjam as primeiras composições.

Volto a respirar o vento que refrescante invade o que antes era um quarto e agora um canto de expressão.

Um pássaro canta… um Sabiá… em seguida revoam os canários e quando me deparo, minutos já se foram sem que, de mim, nada tenha sido gerado.

Consulto meu coração e ele me responde que mais do que palavras, o que escreverei tem de estar inundado de sentimento.

E elas, as palavras, se remoem e se misturam em minha mente até que a primeira letra seja grafada no virtualismo do texto que ainda não brotou.
Interrompo a tergiversação e me volto uma vez mais para o trabalho que já me convoca à ação.

Um arrepio percorre meu corpo finito e me provoca lágrimas, toques de emoção ao perceber que saem as primeiras frases que ainda não formam nem são uma visão.

– O que sentem os grandes escritores ao traduzir irrealidades para uma linguagem palpável e acessível ao mortal, que ébrio, teima em beber da taça do conhecimento?

Ponho a mão no queixo a fim de quem sabe meditar sobre a sequência de letras que constituirá a primeira sentença.
Respiro profundamente e o cheiro de café invade minhas narinas me convidando a um intervalo. Vou à cozinha e me dirijo ao banco de minha varanda que clama por atenção.

O vapor perfumado me acena a um gole.

Um colibri bailarino desafia a gravidade e paira a minha frente… provocando-me.

A brisa balança as folhas e produz contornos de uma simetria inumana.

No alto do coqueiro e acima dele, nuvens formam figuras que não sei identificar a não ser com os olhos do devaneio.

Um vento mais forte me arrasta de retorno ao lavor… as figuras literárias me esperam… e a criação também…

De minha parte nada obtenho, a não ser… interrogações.

Entretanto meu interior grita… produção!

Arrisco-me a registrar qualquer coisa que me dê um sentido. Mas o desconexo é mais presente e não me leva a lugar algum.

– Como será essa tal de inspiração que move os iluminados a permitir que nasçam obras primas?

Olho o relógio e meu espanto é ainda maior ao deparar-me que ele fixou os ponteiros no momento anterior.

O tempo imprime força anormal, mas percebo que ele só pretende seguir adiante quando eu, finalmente, encontrar o fio da meada que se demudará em folhas cheias das visões ainda porvir.

– Mas que visões serão essas?

– As minhas ou as reais?

De novo a evasão…

Busco outra vez a concentração, porém constato… não saio do chão.

Intento parar, contudo, mais uma vez minhas mãos inquietas querem se pronunciar.

Os dedos d’antes imóveis agora se apertam num desejo incontrolável de escrever e de novo aquele arrepio… movem-se em direção ao alfabeto disperso e tentam organizá-lo.

Enfim, desponta o que nasceu de mim!

E o que se lê, se estampa numa única pergunta:

– A seu modo de ver, ler a obra pronta ou ajudar a escrever, o que lhe traz mais prazer?

E a resposta vem na afirmativa que não dá margem a nenhuma falsa interpretativa:

– Depende… do ponto de vista.

João Alberto de Faria e Araujo, autor do blog http://entreletraselivros.spaceblog.com.br

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Publicado no Clube bastidores de Missão de Paz da ONU

A maioria de nós sabe o que ocorre em missões militares de paz apenas pelo que passa na grande imprensa. Seja no Haiti, Africa ou Oriente Médio, é difícil sequer imaginar essa inversão de papeis sob uma ótica mais tradicionalista, em que soldados passam a ser os responsáveis justamente por evitar o agravamento de situações conflituosas.

Mas uma das coisas mais maravilhosas do Clube – perdoem a falta de modéstia – é justamente o fato de termos aqui um espaço absolutamente aberto a todos os autores, sem nenhum tipo de censura ou agenda obscura. Aqui, quem quiser pode contar a sua história – o que acaba viabilizando um acervo absolutamente único.

E é dentro dessa realidade que nos deparamos com o lançamento de um livro chamado “Será que valeu a pena?“, de Dacílio de Abreu Magalhães.

Segundo o próprio, que foi Presidente da Associação Brasileira das Forças de Paz em 1988:

A ideia de escrever esse livro, nasceu quando ouvi um Coronel do Exército dizer alto e em bom som, que a Missão Suez foi uma página negra na história do Brasil; Sabemos que a intensão daquele Oficial era a de tentar persuadir os Deputados Federais Constituintes, a não votarem a favor da equiparação dos integrantes do Batalhão Suez com os Pracinhas da FEB, o que seria um direito dele e de quem o tenha incumbido de fazê-lo; por outro lado, denegrir a imagem de mais de seis mil Soldados da Paz, para proteger e não dar nome àqueles que chegaram a comprometer a Missão,não deveria ser uma atitude de um Oficial Superior que vestia o mesmo verde-oliva daqueles a quem estava tentando denegrir.

Não fiz um livro usando os mesmos argumentos desse Coronel, muito pelo contrário, procuro mostrar a importância do trabalho desses extraordinários jovens brasileiros, o valor daqueles que brilharam na primeira, uma das mais longas e importantes Operações de Paz da ONU, excluindo, é claro, os nomes dos antipatriotas, dos derrotistas e dos irresponsáveis; aqueles que não merecem usar o verde-oliva e muito menos de participar de uma Missão como essa.

Esse livro é dedicado exclusivamente ao Soldado da Paz, seja ele praça ou oficial, viva ele no Brasil ou no exterior; a homenagem que faço é ao militar pertencente a família das Nações Unidas, o Capacete Azul, aquele que não foi para matar e nem para mutilar seres humanos; não destruiu cidades, não dizimou famílias e nem colocou minas, muito pelo contrário, expôs sua vida, apartou, socorreu e estendeu a mão antes mesmo de apontar o seu fuzil.

Se você está interessado em adquirir a obra, que já está à venda no Clube, aceite a nossa sugestão: agende-se e vá ao lançamento nesse próximo dia 12/01, sábado, em Andina (SP).

Veja o convite abaixo e, para acessar a página do livro, clique nele ou diretamente no link, aqui: http://www.clubedeautores.com.br/book/134107–Sera_que_Valeu_a_Pena_

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Uma última olhada no ano antes de seguirmos rumo a 2013

Quarta feira, 9 de janeiro de 2013. Estamos já no meio exato do que se pode considerar como a primeira semana útil do ano.

Desde a segunda, as ruas voltaram a ser preenchidas com carros, os escritórios com gente, os computadores com letras. 2013 começou com promessas de risos, felicidades, choros, perdas, ganhos e tudo mais que um bom ano possa garantir a todos os que desejarem vivê-lo com a intensidade necessária.

Mas, antes de seguirmos rumo a esse futuro que já chegou, cabe uma olhadinha em uma das únicas retrospectivas que realmente valem a pena.

O que o mundo pesquisou na Web em 2012?

Veja esse vídeo abaixo produzido pela maior autoridade no assunto – o Google – e feliz 2013!!

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