Quer tomar posse como Juiz do Trabalho?

Em todos os países – mas, em especial, aos que estão em desenvolvimento, como o Brasil – a Justiça do Trabalho exerce papel fundamental. É por ela que a legislação se faz cumprir e que o relacionamento entre empregado e empregador são afinados, resguardando direitos e deveres de todos.

Com papel tão decisivo para a própria democracia, é imprescindível que os seus guardiões – os Juízes do Trabalho –  sejam altamente preparados e capacitados para os seus cargos.

Nesse caso o preparo começa já antes do cargo – nas provas e concursos responsáveis por um processo seletivo altamente competitivo.

O preparo para esse processo seletivo é o alvo dos livros “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 1” (Clube de Autores, 337 páginas, R$ 134,63) e “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 2” (Clube de Autores, 297 páginas, R$ 131,15).

O Clube dos Autores conversou, em exclusividade, com a autora, a Juíza Renata Maria Miranda Santos. Acompanhe:

Clube de Autores: Conte um pouco sobre você e a sua trajetória profissional.

Renata Santos: Nasci em Taubaté/SP, há 47 anos. Descobri a área jurídica por volta dos 30 anos, quando iniciei a faculdade, meio por acaso, pois pretendia fazer concurso para Fiscal de Rendas (minha formação até aquele momento era toda voltada para a área de Exatas).

Quando cursava o terceiro ano da graduação fui chamada para assumir o cargo de técnico judiciário na Vara do Trabalho de Taubaté. Ao mesmo tempo, comecei a ter aulas de Direito do Trabalho na faculdade, e me apaixonei pela matéria. Incentivada pelos professores e Juízes com quem trabalhava, voltei meus estudos para a área trabalhista, com a intenção de ingressar na Magistratura do Trabalho.

Porém, logo após a colação de grau, por motivos de saúde, precisei adiar o sonho, e quase desisti dele. Por alguns anos, dediquei-me apenas ao trabalho como servidora, sempre trabalhando como assistente do Juiz titular, e me especializei em cálculos trabalhistas.

Ao final de 2001, descobri que estava insatisfeita profissionalmente, e que realmente minha vocação era ser Juíza do Trabalho. Reiniciei meus planos de estudos para o concurso. Depois de cinco anos, muitos concursos e reprovações, fui aprovada no XII Concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, Paraíba, no final de 2006.

Clube de Autores:  Desde 2007, a senhora promove cursos virtuais sobre sentença trabalhista. Poderia falar um pouco sobre eles?

Renata Santos: Em 2005, quando ainda era concurseira, devido à experiência adquirida como servidora de Vara Trabalhista e por ter feito um curso excelente em São Paulo, com o Dr. Homero Batista Mateus da Silva, comecei a participar de discussões sobre sentença trabalhista em fóruns e alguns grupos de estudos na internet –  e nunca mais parei.

Meses após minha aprovação, uma participante de um desses grupos começou a pedir insistentemente que eu corrigisse os exercícios de sentença que ela fazia. Nunca pensei em criar um curso, mas devido à insistência dessa concurseira, que hoje é muito minha amiga e agora colega de profissão, acabei aceitando o desafio e passei a receber alunos, alguns dos quais já aprovados.

O método do curso é muito simples: envio a prova para o aluno e ele faz a sua própria resolução dentro de um determinado prazo, ao fim do qual recebe a correção e uma sugestão de resposta. Toda a comunicação é por e-mail.

Clube de Autores: Como e de onde surgiu o impulso para escrever os seus livros?

Renata Santos: Os livros são fruto desse curso. Resolvi publicar alguns modelos atendendo a pedidos não só de alunos, mas também de pessoas não têm tempo para fazer os exercícios com regularidade.

Clube de Autores: Os seus dois livros publicados no Clube de Autores, “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 1” e “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 2“, referem-se ao concurso para Juiz de Trabalho Substituto. Poderia falar um pouco sobre eles?

Renata Santos: Os livros tem algumas dicas sobre estratégias para resolver a prova de sentença trabalhista. São lições simples, acumuladas com a prática de concurseira, e também como professora.

No restante do livro apresento o texto integral das provas abordadas e uma sugestão de resposta para cada uma delas, elaborada com base na doutrina e jurisprudência, principalmente do Tribunal Superior do Trabalho. Quase sempre os textos são formados com trechos de diversos julgados, para que o aluno tenha contato com o entendimento atual sobre as matérias envolvidas nas provas.

Clube de Autores: 
Quais as principais dificuldades que um candidato enfrenta nos concursos e como os seus livros podem ajudar?

Renata Santos: O concurso para a Magistratura Trabalhista é muito difícil, e a tendência é que a seleção se torne cada vez mais rigorosa. A disputa é acirradíssima, mas há muita camaradagem entre os candidatos, que partilham material de estudo, experiências, dúvidas e conhecimento, principalmente através da internet, em grupos de estudo e listas de discussão.

Atualmente, o concurso de provas e títulos tem cinco etapas, sendo quatro eliminatórias (provas) e uma classificatória (títulos). A primeira prova é de conhecimentos gerais, de múltipla escolha, envolvendo diversos ramos do Direito. A prova de conhecimentos específicos é dissertativa e versa sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito do Trabalho (Individual e Coletivo) e Direito Processual do Trabalho.

A prova de sentença é prática e pode envolver qualquer um dos pontos do programa. O candidato aprovado nas três primeiras fases é submetido a uma prova oral, com duração média de uma hora, perante uma banca formada por dois Juízes e um representante da OAB. Por fim, os candidatos aprovados no concurso apresentam os títulos que possuem (publicação de livros, artigos, pós-graduação, mestrado e doutorado, dentre outros), que são julgados por uma banca. A pontuação é somada à média já obtida nas fases eliminatórias. Como se vê, a cada fase, o grau de dificuldade aumenta, e o número de candidatos aprovados diminui sensivelmente. Muitas vezes, sobram vagas ao final do concurso.

Sempre aconselho os alunos a resolverem a prova de sentença mediante pesquisa nos livros e na jurisprudência, porque dessa forma estudam Direito Material e  Direito Processual ao mesmo tempo em que aprendem a resolver sentenças. Assim, embora os meus livros abordem especificamente a prova de sentença trabalhista, também podem ajudar nas demais provas, porque envolvem muitos pontos do programa do concurso que podem ser exigidos nas demais fases.

Sobre a autora:

Renata Maria Miranda Santos graduou-se em Direito pela Universidade de Taubaté – Unitau, em 1995. Foi servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de 04/03/94 a 09/01/07, ocupando as funções  de secretária de audiências, assistente de juiz e assistente de cálculos trabalhistas. Atualmente, é Juíza do Trabalho Substituta do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, empossada em 10/01/07.

      

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Novo menu no Clube

Quando lançamos a primeira versão do site do Clube, o menu estava dividido, em abas, por Autores e Leitores. Com o tempo, percebemos que alguns usuários não estavam encontrando algumas informações importantes – e acabamos decidindo por eliminar o esquema de abas e deixar todas as informações no mesmo nível, facilitando os acessos.

Uma mudança extremamente simples mas que, já nos primeiros dias, nos rendeu alguns emails elogiosos e, de acordo com os relatórios de acesso que acompanhamos de forma absolutamente obsessiva, uma maior aderência na navegação.

Com isso, a Universidade do Autor ganhou uma área própria, disponibilizando a todos os cursos online gratuitos sobre divulgação e diagramação, além de outros temas que estão por vir.

Essa é a nossa principal tarefa aqui, como gestores do Clube: ouvir a todos os nossos usuários, seja de forma direta (via emails ou posts) ou indireta (via estatísticas de acesso), melhorando sempre o ambiente para que autores e leitores possam se encontrar por meio das tantas obras que já temos publicadas!

Boa páscoa a todos!
Equipe Clube de Autores.
 

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Curso online de diagramação de livros

Alguns autores membros do Clube entraram em contato conosco pedindo dicas de diagramação para as suas obras. Por conta disso, acabamos de lançar um curso online sobre “Como Diagramar o seu Livro”, na Universidade do Autor.

O curso é simples e prático, tomando como base o MS Word. Ele contém uma série de dicas práticas, incluindo configuração de margens, numeração de páginas de forma a evitar que os números fiquem colados à lombada, ajuste de cabeçalho, tamanho ideal de fontes e assim por diante.

Quem se interessar e quiser fazer o curso, basta acessar o www.clubedeautores.com.br e seguir direto para a Universidade do Autor! O curso, claro, é gratuito.

Equipe Clube de Autores.

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O papel do assessor de imprensa

O assessor de imprensa ideal deve funcionar como uma extensão da redação, atendendo o jornalista sempre que este precisar. Para tanto, ele precisa conhecer o dia a dia dos veículos e saber, por exemplo, qual o melhor dia e horário para enviar uma sugestão de pauta. O assessor deve também passar as informações completas e corretas, pois o jornalista não tem muito tempo para checá-las. E por fim: não deve enviar jabás aos colegas de redação, não deve insistir na publicação de notícias e não deve recorrer à malandragem, ou seja, mentir para conseguir um espaço em determinado veículo.

Essas são algumas das conclusões do livro Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia (Clube de Autores, 157 páginas, R$ 30,35), que acaba de ser lançado pelo jornalista, assessor de imprensa e escritor Rodrigo Capella.

Coordenado pela professora-doutora Marli dos Santos, o livro, que é resultado de uma tese homônima que o jornalista apresentou na PUC-SP em sua pós-graduação, traz um estudo, embasado em pesquisas e entrevistas com jornalistas, assessores de imprensa e estudiosos de comunicação, tais como Bernardo Kucinski, Inácio Araújo, Lauro Jardim, Luiz Zanin Oricchio, Manoel Carlos Chaparro, Nelson Blecher e Paulo Nassar, entre outros.

O Clube dos Autores conversou, em exclusividade, com o autor Rodrigo Capella e publica a seguir alguns trechos da entrevista. Acompanhe:

Clube de Autores: Quais os principais assuntos abordados no livro?

Rodrigo Capella: A obra “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para um boa notícia” trata do relacionamento entre assessor de imprensa e jornalista de redação e discute temas associados à ética, moral e conduta profissional. As atividades do assessor de imprensa são dissecadas e comentadas ao longo deste trabalho, bem como as condutas não-éticas, infelizmente praticadas por alguns profissionais. Foram feitas entrevistas em profundidade com 15 profissionais (jornalistas de redação, assessores de imprensa e especialistas) para encontrarmos caminhos com o objetivo de tornar a relação entre assessores e jornalistas de redação mais harmoniosas.

Clube de Autores: Qual sua avaliação sobre o atual mercado de assessoria de imprensa?

Rodrigo Capella: O mercado de assessoria vem, cada vez mais, se profissionalizando, devido a uma série de revoluções ocorridas nos últimos anos: o assessor de imprensa é mais respeitado pelo jornalista, a qualidade do material enviado às redações melhorou, o papel do assessor de imprensa ganhou importância e hoje é imprescindível no processo de produção da notícia.

Clube de Autores: Entre outros pontos, você sugere no livro que o conceito de marketing de relacionamento deve ser utilizado na relação entre jornalistas e assessores de imprensa. Como ele seria aplicado?  

Rodrigo Capella: Se aplicado ao relacionamento entre jornalistas de redação e assessores de imprensa, o marketing de relacionamento pode ser definido como um conjunto de ações (contato com a redação, produção de releases, sugestão de pautas, fornecimento de material, facilitar acesso a fontes), de responsabilidade do assessor de imprensa, que atendem diretamente os jornalistas de redação e contribuem para o leitor formar sua opinião. Esse contato com a redação deve ser permanente, e não somente quando o assessor tem interesse em publicar uma notícia. Através desse contato, pode-se estreitar um bom relacionamento, beneficiando o leitor com ótimas matérias. A utilização desse conceito ajudaria a harmonizar a convivência entre os profissionais que atuam nessas áreas. Já para as futuras gerações de jornalistas, nós sugerimos que esses profissionais façam uma especialização em assessoria de imprensa, caso queiram seguir nessa área. Ganharia o assessor, que produziria um melhor conteúdo; o jornalista, que receberia um melhor material; e o leitor, que teria acesso a um conteúdo mais completo.

Clube de Autores: O livro traça também, ao longo das páginas, o perfil ideal de assessor de imprensa. Você poderia dar detalhes?

Rodrigo Capella: Claro! O assessor de imprensa deve ser um facilitador do jornalista. Uma de suas atividades é a produção do release, uma ferramenta de informação que é consultada pelos colegas. Esse profissional precisa ter um bom relacionamento com o jornalista de redação, fazendo follow up na hora adequada e quando o assunto for, principalmente, exclusivo.  Esse é o princípio básico. No livro, eu aprofundo em outros aspectos.

Clube de Autores: Para terminar, quais conceitos relacionados à Ética são abordados no livro?

Rodrigo Capella: Responderei com duas perguntas: afinal, é ético esconder do jornalista de redação alguma informação importante para proteger unicamente o cliente? É ético não publicar uma errata enviada pela assessoria de imprensa?  Essas perguntas, que fazem parte do cotidiano jornalístico, parecem ser simples, mas não são, já que em ambas existem as famosas exceções: depende do caso. Se a informação refere-se a uma estratégia comercial, deve ser preservada pela assessoria. Se a errata interessar ao leitor e apresentar uma outra visão sobre um assunto já discorrido, deve ser publicada. Tudo depende do caso.

Para adquirir, o livro acesse:
http://clubedeautores.com.br/book/1281–Assessor_de_Imprensa

Sobre o autor:

Rodrigo Capella é jornalista, assessor de imprensa e escritor. Formado em jornalismo pela Umesp, Capella é pós-graduado em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional, pela PUC-SP.

Trabalha com Assessoria de Imprensa desde 2002 e tem experiência em ambiente corporativo (Ilumine Brasil e pharmexx Brasil), agência de publicidade (F/Meconi Comunicação) e entidade classista (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

Atualmente, é assessor de imprensa da FirstCom Comunicação, onde atende, principalmente, clientes especializados em tecnologia.

E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

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Você conhece o Realtragismo?

Não é sempre que temos a possibilidade de testemunhar o nascimento de um novo movimento artístico e literário, trazendo novos ares à cultura e propondo visões diferentes de mundo.

Um desses novos movimentos é o Realtragismo, movimento capitaneado pelo escritor Hiago Rodrigues Reis de Queirós desde 2006.

Basicamente, o Realtragismo propõe uma nova forma de arte, usando a tragédia como lente para entender o homem na sua mais pura e crua realidade. No Realtragismo, os conceitos de “bem” e “mal” caem por terra, vítimas das suas próprias incongruências e do acaso que os geram.

Em outras palavras, o movimento trata o homem como seu próprio herói e vilão – como protagonista e antagonista máximo de sua própria vida e história. E é justamente por se livrar das roupagens mais tradicionais da literatura que o Realtragismo permite uma análise mais aprofundada e rica da individualidade caótica que, no fundo, nos move a todos.

Segundo o próprio Hiago, “as pessoas são a medida de suas escolhas; toda tragédia é o descaso
das causas da mesma, e o Realtragismo é o Realismo fundamentado no
drama humano do efeito trágico”. (Manifesto Realtragista, 2006).

O manifesto que descreve e embasa o movimento pode ser visto no seu próprio blog: http://realtragismo.blogspot.com/ .

E, para quem quiser entender e se aprofundar no movimento, uma série de livros sobre ele pode ser encontrada aqui mesmo, no Clube de Autores! Para conhecê-los, clique aqui!

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