Entrevista Realtrágica

O blog já registrou aqui uma nota sobre o movimento realtrágico – uma linha literária nova, diferente, e que vem sendo alvo de muita discussão.

Hiago Rodrigues Reis de Queirós, protagonista do movimento, publicou alguns de seus livros no Clube de Autores – e fomos atrás de uma entrevista para esclarecer melhor o movimento aos leitores.  

Clube de Autores: Fale um pouco sobre você. Quem é Hiago Rodrigues Reis de Queirós?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Sou um escritor que não é político e que portanto não quer ser amigo de todos. Que mais?… sou uma pessoa que vê tudo torto e que não tenta, mas que já tem como certeza de que vai fazer o que está torto endireitar-se. Assim venho fazendo literatura: sempre vendo nela algo de errado e tentando a isso consertar, mas sempre vou errando a cada novo livro. É como se eu imaginasse um livro perfeito e fosse escrevê-lo, mas ao fim: visse que este não o foi meu livro perfeito e que preciso então escrever outro… e outro e outro.

Clube de Autores: Você já tem uma grande quantidade de livros publicados – além de manter alguns blogs e de ser presença garantida nos círculos literários da Internet. Isso aponta para uma produção cultural em larga escala. Como é o seu processo criativo? O que gera em você o impulso de escrever?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Sempre fui muito papudo, e ainda criança, com meus sete ou oito anos, meus amigos, em vez de irem me chamar para brincar, me chamavam para que eu contasse-lhes as aventuras que meu pai estava tendo na sua viagem (acontece que eu não tinha pai). Aí virei o contador de causos da minha turma, e sentávamos no meio da rua, ao resto da tarde, para que eu fizesse as histórias ali.

Comecei mesmo a escrever com onze para doze anos de idade, quando fiquei sem meus amigos e tive que lhes escrever as aventuras de meu pai por cartas. Então, minha iniciação na literatura nada mais foi do que os rascunhos daquelas cartinhas, mas minhas histórias sempre foram problemas para mim, como se eu contasse inicialmente sobre uma situação, e uma voz lá no fundo (que antigamente era a voz dos meus colegas: Leandro, Edelvan, Daniele, Tiago e meu irmão Gabriel) me perguntasse: E AGORA, HIAGO, O QUE ACONTECE? Esse é um problema que tento resolver enquanto escrevo: acabando uma cena, outra origina-se e o que tenho que fazer é resolvê-la: escrevendo outra cena, e assim sucessivamente.

Clube de Autores: O que é a Realtragédia?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Realtragédia ou mais conhecido como Realtragismo, é inicialmente o meu jeito de pensar o fazer artístico como uma forma de reflexão do ser humano sobre sua existência, mostrando que os resultados da alienação de uma vida agitada pela obrigação de sobreviver causa a tragédia. Ou seja: quero propor aos artistas (e isso fiz no Manifesto Realtragista, em 2006) a comporem uma arte que convide à reflexão, provocando o receptor a agir mais do que somente reagir à sua realidade. E isso se torna mais tangível quando vemos esses cidadãos que estão muito ocupados com suas vidas e que só se perguntam se há algo de errado quando aviões começam a cair e quando crimes ediondos são cometidos, mas ninguém quer mudar as atitudes que fazem a realidade antes destas tragédias, todos remediam, pois todos estão muito ocupados em somente sobreviver. Esse é o meu modo de pensar a utilidade da arte nos dias de hoje, fora isso ela torna-se inútil e até passa despercebida se posta ao lado do entretenimento que hoje temos em diversos módulos e modos.

Depois, em 2007, muitos colegas começaram a procurar obras de arte: na pintura, na música, no cinema, na novela, nos livros, no teatro e etc. que também “causasse um certo repensamento e uma provocação sobre a maniera de se viver e encarar a realidade”. Essas obras e não os artistas que as comporam, foram chamadas de obras Realtrágicas.

Clube de Autores:
Você poderia dar um exemplo?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Os filmes: Jogos Mortais; Bicho de Sete Cabeças; Última Parada 147; 8 Milímetros e outros tantos que estão em discussão; assim como a novela: a Favorita e algumas pinturas de Miram Braga, essas são as obras de arte que alguns discutem nos blogs: http://realtragismo.blogspot.com e http://realtragistas.wordpress.com como sendo Realtrágicas. Eu, somente vejo, mas não comento. Não quero propor uma modinha, mas sim uma forma engajada e responsável de fazer arte.

Clube de Autores: Como nasceu o movimento?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós:
Essa história de movimento só pode ser aceita quando alguns artistas (famosos ou não) desejaram assinar abaixo do Manifesto que eu publiquei no dia 20 de março de 2006. Mas eu não achei legal porque, como já disse: não é modinha, e por isso cada artista que quiser se dizer ou ser dito Realtragista tem que apresentar algumas característas em suas obras, como:

*Na história, as tragédias são fenomenais, ou não são causadas por um personagem que está em deliberação.

*Um qualquer gesto que convide o recpetor à reflexão, e não só à zombação ou opinação de seus valores, tem de estar “explícito”.

*O homem tem de estar posto de forma crua, sem eufemismos, ultra-lirismos nem egocentrismos, podendo-se usar o contra-ponto do neurotismo, onde exagera-se certas pesonagens para marcar dois ou mais extremos.

*Não pode exisitir uma epicidade unânime, como reforço de heróis, ou defenção de somente um dos antagonistas. Sempre mostrando o lado mais extremo de cada parte, chocando-se à outra, de forma que provoque a reflexão, e não mais a indução do receptor da arte a conver com um apenas tal ou qual lado da história.

Assim… não adianta o artista aparecer nos jornais e se dizer Realtragista. O que vai dizer vai ser sua obra.

Clube de Autores: Quais as principais influências da Realtragédia?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Costumo dizer (somente porque muitas pessoas inteligentes já disseram) que o Realtragismo é o resultado da História, ou seja: da Realidade. E que veio desembocado em reação à vida, assim como o Romantismo veio desembocado do Racionalismo Iluminista; assim também como o Realismo veio desembocar-se em reação ao Romantismo, o Realtragismo vem após não o Modernismo, ao Cubismo, ao Dadaísmo, ao Surrealismo, ao Concretismo e tantos “ismos que somente explicam o modo de fazer arte na matéria física”, não: o Realtragismo é mais filosófico, e diz mais sobre o que a “arte quer dizer” do que sobre como dizer. Assim: um concretista pode usar do Realtragismo, assim como o Surrelista e o Modernista… o que é o Realtragismo além de uma cobrança por um repensamento sobre a realiadade? Ora, o que vamos fazer para isso fica a critério de cada, basta que o faça. Por isso, dizer que há influências é complicado, porque tudo o que foi a favor, como o Realismo, o Existencialismo e a Provocação Interrogativa e Duplamente Parcial (onde se apresenta dois extremos, mas sem se por ao lado de nenhum, apenas discutindo-os), ou até mesmo o que em nada contribuiu com referências, ajudou o Realtragismo a ganhar corpo e discurso; Realtragismo este que é inspirado na Realidade, somente, sendo então: auto-destrutivo, pois quando não for mais necessário, ele se acaba, e esse fim do Realtragismo só será possível com uma democracia ao extremo de participativa e uma reflexão ao extremo de vários pontos e não só dos pontos do que é bom, ou só dos ruins.

Eu mesmo descobri o Realtragismo comigo, pois minhas influências sempre apresentaram suas personagens defendendo teses, defendendo os pobres e oprimidos, defendendo o amor, defendendo a razão, a realidade
das coisas… ou seja: eles todos defendiam somente seus pontos de vista, eu não defendo nada e ataco a tudo e a todos  (pobres ou ricos, fortes ou fracos, todos são pessoas), ou seja: eu provoco..

Clube de Autores: Como você classificaria o movimento realtrágico em relação aos tempos em que vivemos, de liberdade completa e anárquica de informação, globalização, crise etc.?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Toda tragédia é o resultado da alienação da realidade. Acho que hoje em dia temos que nos desdobrar para ocupar muitos papéis na sociedade, e por isso temos que desenvolver ao mesmo tempo que aprender e adaptar várias linguagens para que somente sobrevivamos. Tudo é feito pela sobrevivência, e viver então tornou-se tão alienativo quanto a alienação Marxista, ao passo que somos também obrigados a nos reconhecer com tudo o que fazemos, para que assim possamos tirar uma “vivência superficial” desta sobrevivência. O resultado disso é uma individualização, pois cada ser tem que criar-se hoje em dia (dias de liberdade completa) e não mais se cria um ser usando seu grupo cultural (sua pátria) de exemplo, mas sim colhendo informações e conhecimento de todo o mundo para se criar. Com isso, a pessoa humana tornou-se muito maior do que uma pessoa da década passada, mas ficou muito pequena a sua visão de mundo fora de si, como se a realidade não mais lhe fizesse, mas sim como se cada pessoa escolhesse o que da realidade lhe forma. Isso é errado fazer. Eu uso uma informação e um determinado conhecimento que escolhi sim, mas quando uso, estou reagindo à realidade; realidade esta que está na mão dos Governos Representativos e das instituições que são sem cara, cheias de burocracia..

Assim: o ser humano participa em alto grau de sua criação, mas não está mais participando do que faz sua criação. Ele se interiorizou e esqueceu que este interior está em função do exterior, que seu modo de ser está sendo criado para reagir e agir na realidade, em vez de somente sobreviver, e este ser só percebe que há um mundo fora de si e de sua vida, quando pessoas (que são como ele) sofrem com uma tragédia. Daí o calo apeta, e todos vão reclamar, mas, quem foi o culpado além de todos os que “deixaram e não os que fizeram” aquilo acontecer? Entende: Hoje apenas remediamos a tragédia, punindo os culpados, mas não prevenimos, discutindo como fazer uma realidade que não dê em tragédia.

Clube de Autores:
Que livros seus são os melhores exemplos da Realtragédia e por quê?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Meu primero livro com uma reflexão Realtragista explícita foi o Hotel da Miséria Humana. Antes eu fazia literatura, como já disse: resolvendo problemas com personagens. Depois de 2006, passei a “querer dizer algo com meus livros” e este algo é o pensamento provocativo do Realtragismo. Depois de Hotel da Miséria Humana, onde descrevi um ser que não tem motivos para viver e que se mata ao fim do livro, pus ali a discussão do motivo único de se viver: que é viver; e não o de ser feliz, não aprender nem amar, apenas viver… e a contradição que vai transformar-se em provocação é que: procurando ser feliz ou amar estamos vivendo. Hiago, que é o protagonista, se mata sem sofrer, sem angústia suicida, mas também não celebra a morte, pois sabe que, se se matou por não ter motivo para viver, pode também ter vivido apenas para se matar. Ou seja: todos meus livros após este são contraditórios e não têm uma razão, não são para serem entendidos, mas sim compreendidos os pontos de discussão. Eles não levam o leitor a certeza nenhuma, apesar de as histórias não serem monótonas e terem sim um início e um fim, feliz ou triste; é somente quem lê que se leva à conclusão, escolhendo no que acreditar e defender. Você não vai encontrar um pobre para sentir pena dele durante toda a história. Não vai encontrar um rico para odiar, apenas “reações às circunstâncias” para escolher se cada personagem é do bem e do mal, e com isso: se cada ação ou valor moral é bom ou ruim. Essa é a literatura Provocativa do Realtragismo.

Clube de Autores: Que mensagem você gostaria de deixar para os seus leitores?

Hiago Rodrigues Reis de Queirós: Não esperem de mim a clareza, tentem ler meus livros como os óculos para vocês enxergarem o que quiserem ver. Não estou mostrando um tipo ou a ideal realidade com os meus livros, apenas quero que cada um se pergunte qual é o tipo ideal, que discutam e que possam fazer algo para transformá-la neste ideal. Muito obrigado pela atenção.

Mais infromações sobre a origem e o que é o Realtragismo: www.realtragismo.webnode.com

Sobre o Autor:

Hiago Rodrigues Reis de Queirós nasceu no dia 13 de outubro de 1989, no bairro da Lapa, zona oeste da cidade de São Paulo. Começou a escrever muito cedo, publicando seu primeiro livro em 2003, um romance, chamado: Sangue Espirrado, que foi proibido de ser publicado pela própria mãe do autor, pois o livro era muito violento. Teve somente 73 cópias distribuídas, aos amigos, todas em formato A5 encadernado, que foram vendidas na escola, durante a hora do recreio, por 3 reais cada.

Após este livro, o autor escreveu o romance Uma Carta Para João, que também foi proibido pela mãe de ser publicado, pois ia contra a religião da família, que era evangélica, e que somente em 2008 teve a publicação liberada, pois o autor tornou-se maior de idade.

De 2003 para 2007, Hiago escreveu cinco livros de poesia com o mesmo título, mudando apenas a numeração e somando 565 poemas, a coleção Prosas Que Versam… e as vezes rimam, mostraram um poeta com um alto poder de criatividade, que seguiu escrevendo, paralelamente, o livro contos: Contos que Contam… o que todo mundo sabe contar, e os romances: OS TR3S ERROS, O Fim do Poeta, Hotel da Miséria Humana e Uma Ligação.

Em 2008 foram terminados os romances As Cinzas da Fênix, e Olhares em Eclipse, assim como os livros de poesia Silêncio Interno e Acerto de Contas; e as peças para teatro: O Baú do Escritor; Imprigma; As Lágrimas do Príncipe e: A Morte em Depressão.

Hiago é também o organizador da comunidade poética Poesistas, e o administrador do site de literatura O Literático.
 

Conheça o blog do autor: http://hfalante.blogspot.com

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Quer tomar posse como Juiz do Trabalho?

Em todos os países – mas, em especial, aos que estão em desenvolvimento, como o Brasil – a Justiça do Trabalho exerce papel fundamental. É por ela que a legislação se faz cumprir e que o relacionamento entre empregado e empregador são afinados, resguardando direitos e deveres de todos.

Com papel tão decisivo para a própria democracia, é imprescindível que os seus guardiões – os Juízes do Trabalho –  sejam altamente preparados e capacitados para os seus cargos.

Nesse caso o preparo começa já antes do cargo – nas provas e concursos responsáveis por um processo seletivo altamente competitivo.

O preparo para esse processo seletivo é o alvo dos livros “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 1” (Clube de Autores, 337 páginas, R$ 134,63) e “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 2” (Clube de Autores, 297 páginas, R$ 131,15).

O Clube dos Autores conversou, em exclusividade, com a autora, a Juíza Renata Maria Miranda Santos. Acompanhe:

Clube de Autores: Conte um pouco sobre você e a sua trajetória profissional.

Renata Santos: Nasci em Taubaté/SP, há 47 anos. Descobri a área jurídica por volta dos 30 anos, quando iniciei a faculdade, meio por acaso, pois pretendia fazer concurso para Fiscal de Rendas (minha formação até aquele momento era toda voltada para a área de Exatas).

Quando cursava o terceiro ano da graduação fui chamada para assumir o cargo de técnico judiciário na Vara do Trabalho de Taubaté. Ao mesmo tempo, comecei a ter aulas de Direito do Trabalho na faculdade, e me apaixonei pela matéria. Incentivada pelos professores e Juízes com quem trabalhava, voltei meus estudos para a área trabalhista, com a intenção de ingressar na Magistratura do Trabalho.

Porém, logo após a colação de grau, por motivos de saúde, precisei adiar o sonho, e quase desisti dele. Por alguns anos, dediquei-me apenas ao trabalho como servidora, sempre trabalhando como assistente do Juiz titular, e me especializei em cálculos trabalhistas.

Ao final de 2001, descobri que estava insatisfeita profissionalmente, e que realmente minha vocação era ser Juíza do Trabalho. Reiniciei meus planos de estudos para o concurso. Depois de cinco anos, muitos concursos e reprovações, fui aprovada no XII Concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, Paraíba, no final de 2006.

Clube de Autores:  Desde 2007, a senhora promove cursos virtuais sobre sentença trabalhista. Poderia falar um pouco sobre eles?

Renata Santos: Em 2005, quando ainda era concurseira, devido à experiência adquirida como servidora de Vara Trabalhista e por ter feito um curso excelente em São Paulo, com o Dr. Homero Batista Mateus da Silva, comecei a participar de discussões sobre sentença trabalhista em fóruns e alguns grupos de estudos na internet –  e nunca mais parei.

Meses após minha aprovação, uma participante de um desses grupos começou a pedir insistentemente que eu corrigisse os exercícios de sentença que ela fazia. Nunca pensei em criar um curso, mas devido à insistência dessa concurseira, que hoje é muito minha amiga e agora colega de profissão, acabei aceitando o desafio e passei a receber alunos, alguns dos quais já aprovados.

O método do curso é muito simples: envio a prova para o aluno e ele faz a sua própria resolução dentro de um determinado prazo, ao fim do qual recebe a correção e uma sugestão de resposta. Toda a comunicação é por e-mail.

Clube de Autores: Como e de onde surgiu o impulso para escrever os seus livros?

Renata Santos: Os livros são fruto desse curso. Resolvi publicar alguns modelos atendendo a pedidos não só de alunos, mas também de pessoas não têm tempo para fazer os exercícios com regularidade.

Clube de Autores: Os seus dois livros publicados no Clube de Autores, “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 1” e “Estudos de Sentença Trabalhista – Volume 2“, referem-se ao concurso para Juiz de Trabalho Substituto. Poderia falar um pouco sobre eles?

Renata Santos: Os livros tem algumas dicas sobre estratégias para resolver a prova de sentença trabalhista. São lições simples, acumuladas com a prática de concurseira, e também como professora.

No restante do livro apresento o texto integral das provas abordadas e uma sugestão de resposta para cada uma delas, elaborada com base na doutrina e jurisprudência, principalmente do Tribunal Superior do Trabalho. Quase sempre os textos são formados com trechos de diversos julgados, para que o aluno tenha contato com o entendimento atual sobre as matérias envolvidas nas provas.

Clube de Autores: 
Quais as principais dificuldades que um candidato enfrenta nos concursos e como os seus livros podem ajudar?

Renata Santos: O concurso para a Magistratura Trabalhista é muito difícil, e a tendência é que a seleção se torne cada vez mais rigorosa. A disputa é acirradíssima, mas há muita camaradagem entre os candidatos, que partilham material de estudo, experiências, dúvidas e conhecimento, principalmente através da internet, em grupos de estudo e listas de discussão.

Atualmente, o concurso de provas e títulos tem cinco etapas, sendo quatro eliminatórias (provas) e uma classificatória (títulos). A primeira prova é de conhecimentos gerais, de múltipla escolha, envolvendo diversos ramos do Direito. A prova de conhecimentos específicos é dissertativa e versa sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito do Trabalho (Individual e Coletivo) e Direito Processual do Trabalho.

A prova de sentença é prática e pode envolver qualquer um dos pontos do programa. O candidato aprovado nas três primeiras fases é submetido a uma prova oral, com duração média de uma hora, perante uma banca formada por dois Juízes e um representante da OAB. Por fim, os candidatos aprovados no concurso apresentam os títulos que possuem (publicação de livros, artigos, pós-graduação, mestrado e doutorado, dentre outros), que são julgados por uma banca. A pontuação é somada à média já obtida nas fases eliminatórias. Como se vê, a cada fase, o grau de dificuldade aumenta, e o número de candidatos aprovados diminui sensivelmente. Muitas vezes, sobram vagas ao final do concurso.

Sempre aconselho os alunos a resolverem a prova de sentença mediante pesquisa nos livros e na jurisprudência, porque dessa forma estudam Direito Material e  Direito Processual ao mesmo tempo em que aprendem a resolver sentenças. Assim, embora os meus livros abordem especificamente a prova de sentença trabalhista, também podem ajudar nas demais provas, porque envolvem muitos pontos do programa do concurso que podem ser exigidos nas demais fases.

Sobre a autora:

Renata Maria Miranda Santos graduou-se em Direito pela Universidade de Taubaté – Unitau, em 1995. Foi servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de 04/03/94 a 09/01/07, ocupando as funções  de secretária de audiências, assistente de juiz e assistente de cálculos trabalhistas. Atualmente, é Juíza do Trabalho Substituta do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, empossada em 10/01/07.

      

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Novo menu no Clube

Quando lançamos a primeira versão do site do Clube, o menu estava dividido, em abas, por Autores e Leitores. Com o tempo, percebemos que alguns usuários não estavam encontrando algumas informações importantes – e acabamos decidindo por eliminar o esquema de abas e deixar todas as informações no mesmo nível, facilitando os acessos.

Uma mudança extremamente simples mas que, já nos primeiros dias, nos rendeu alguns emails elogiosos e, de acordo com os relatórios de acesso que acompanhamos de forma absolutamente obsessiva, uma maior aderência na navegação.

Com isso, a Universidade do Autor ganhou uma área própria, disponibilizando a todos os cursos online gratuitos sobre divulgação e diagramação, além de outros temas que estão por vir.

Essa é a nossa principal tarefa aqui, como gestores do Clube: ouvir a todos os nossos usuários, seja de forma direta (via emails ou posts) ou indireta (via estatísticas de acesso), melhorando sempre o ambiente para que autores e leitores possam se encontrar por meio das tantas obras que já temos publicadas!

Boa páscoa a todos!
Equipe Clube de Autores.
 

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Curso online de diagramação de livros

Alguns autores membros do Clube entraram em contato conosco pedindo dicas de diagramação para as suas obras. Por conta disso, acabamos de lançar um curso online sobre “Como Diagramar o seu Livro”, na Universidade do Autor.

O curso é simples e prático, tomando como base o MS Word. Ele contém uma série de dicas práticas, incluindo configuração de margens, numeração de páginas de forma a evitar que os números fiquem colados à lombada, ajuste de cabeçalho, tamanho ideal de fontes e assim por diante.

Quem se interessar e quiser fazer o curso, basta acessar o www.clubedeautores.com.br e seguir direto para a Universidade do Autor! O curso, claro, é gratuito.

Equipe Clube de Autores.

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O papel do assessor de imprensa

O assessor de imprensa ideal deve funcionar como uma extensão da redação, atendendo o jornalista sempre que este precisar. Para tanto, ele precisa conhecer o dia a dia dos veículos e saber, por exemplo, qual o melhor dia e horário para enviar uma sugestão de pauta. O assessor deve também passar as informações completas e corretas, pois o jornalista não tem muito tempo para checá-las. E por fim: não deve enviar jabás aos colegas de redação, não deve insistir na publicação de notícias e não deve recorrer à malandragem, ou seja, mentir para conseguir um espaço em determinado veículo.

Essas são algumas das conclusões do livro Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia (Clube de Autores, 157 páginas, R$ 30,35), que acaba de ser lançado pelo jornalista, assessor de imprensa e escritor Rodrigo Capella.

Coordenado pela professora-doutora Marli dos Santos, o livro, que é resultado de uma tese homônima que o jornalista apresentou na PUC-SP em sua pós-graduação, traz um estudo, embasado em pesquisas e entrevistas com jornalistas, assessores de imprensa e estudiosos de comunicação, tais como Bernardo Kucinski, Inácio Araújo, Lauro Jardim, Luiz Zanin Oricchio, Manoel Carlos Chaparro, Nelson Blecher e Paulo Nassar, entre outros.

O Clube dos Autores conversou, em exclusividade, com o autor Rodrigo Capella e publica a seguir alguns trechos da entrevista. Acompanhe:

Clube de Autores: Quais os principais assuntos abordados no livro?

Rodrigo Capella: A obra “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para um boa notícia” trata do relacionamento entre assessor de imprensa e jornalista de redação e discute temas associados à ética, moral e conduta profissional. As atividades do assessor de imprensa são dissecadas e comentadas ao longo deste trabalho, bem como as condutas não-éticas, infelizmente praticadas por alguns profissionais. Foram feitas entrevistas em profundidade com 15 profissionais (jornalistas de redação, assessores de imprensa e especialistas) para encontrarmos caminhos com o objetivo de tornar a relação entre assessores e jornalistas de redação mais harmoniosas.

Clube de Autores: Qual sua avaliação sobre o atual mercado de assessoria de imprensa?

Rodrigo Capella: O mercado de assessoria vem, cada vez mais, se profissionalizando, devido a uma série de revoluções ocorridas nos últimos anos: o assessor de imprensa é mais respeitado pelo jornalista, a qualidade do material enviado às redações melhorou, o papel do assessor de imprensa ganhou importância e hoje é imprescindível no processo de produção da notícia.

Clube de Autores: Entre outros pontos, você sugere no livro que o conceito de marketing de relacionamento deve ser utilizado na relação entre jornalistas e assessores de imprensa. Como ele seria aplicado?  

Rodrigo Capella: Se aplicado ao relacionamento entre jornalistas de redação e assessores de imprensa, o marketing de relacionamento pode ser definido como um conjunto de ações (contato com a redação, produção de releases, sugestão de pautas, fornecimento de material, facilitar acesso a fontes), de responsabilidade do assessor de imprensa, que atendem diretamente os jornalistas de redação e contribuem para o leitor formar sua opinião. Esse contato com a redação deve ser permanente, e não somente quando o assessor tem interesse em publicar uma notícia. Através desse contato, pode-se estreitar um bom relacionamento, beneficiando o leitor com ótimas matérias. A utilização desse conceito ajudaria a harmonizar a convivência entre os profissionais que atuam nessas áreas. Já para as futuras gerações de jornalistas, nós sugerimos que esses profissionais façam uma especialização em assessoria de imprensa, caso queiram seguir nessa área. Ganharia o assessor, que produziria um melhor conteúdo; o jornalista, que receberia um melhor material; e o leitor, que teria acesso a um conteúdo mais completo.

Clube de Autores: O livro traça também, ao longo das páginas, o perfil ideal de assessor de imprensa. Você poderia dar detalhes?

Rodrigo Capella: Claro! O assessor de imprensa deve ser um facilitador do jornalista. Uma de suas atividades é a produção do release, uma ferramenta de informação que é consultada pelos colegas. Esse profissional precisa ter um bom relacionamento com o jornalista de redação, fazendo follow up na hora adequada e quando o assunto for, principalmente, exclusivo.  Esse é o princípio básico. No livro, eu aprofundo em outros aspectos.

Clube de Autores: Para terminar, quais conceitos relacionados à Ética são abordados no livro?

Rodrigo Capella: Responderei com duas perguntas: afinal, é ético esconder do jornalista de redação alguma informação importante para proteger unicamente o cliente? É ético não publicar uma errata enviada pela assessoria de imprensa?  Essas perguntas, que fazem parte do cotidiano jornalístico, parecem ser simples, mas não são, já que em ambas existem as famosas exceções: depende do caso. Se a informação refere-se a uma estratégia comercial, deve ser preservada pela assessoria. Se a errata interessar ao leitor e apresentar uma outra visão sobre um assunto já discorrido, deve ser publicada. Tudo depende do caso.

Para adquirir, o livro acesse:
http://clubedeautores.com.br/book/1281–Assessor_de_Imprensa

Sobre o autor:

Rodrigo Capella é jornalista, assessor de imprensa e escritor. Formado em jornalismo pela Umesp, Capella é pós-graduado em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional, pela PUC-SP.

Trabalha com Assessoria de Imprensa desde 2002 e tem experiência em ambiente corporativo (Ilumine Brasil e pharmexx Brasil), agência de publicidade (F/Meconi Comunicação) e entidade classista (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

Atualmente, é assessor de imprensa da FirstCom Comunicação, onde atende, principalmente, clientes especializados em tecnologia.

E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

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