Cores de capa aparecem negativadas? Entenda a diferença entre RGB e CMYK

De vez em quando, notamos que alguma capa de livro publicada aqui no Clube aparece com efeito negativado (em cores invertidas). Ao verem seus livros no ar assim, a primeira reação dos autores é de medo: que tipo de impacto ela causará no público? Como será a impressão? E, principalmente, onde está o erro que gerou essa estranheza na tela?

A boa notícia é que evitar isso é bem simples.

Em linhas gerais, há três principalmente três grandes tipos de padrão de cores utilizados em design gráfico: RGB, CMYK e Pantone.

Não vamos nos ater ao Pantone por ser muito pouco usado aqui no Clube: vamos aos dois outros formatos.

RGB é uma sigla para Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). É um padrão de cores aditivas, obtidas pela decomposição (natural ou artificial) de focos de luz. Elas são utilizadas prioritariamente em monitores porque, basicamente, emitem luz.

O CMYK – Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto) – é o oposto. As cores são subtrativas, o que significa que o parte das cores que visualizamos vem da luz que não é refletida. É ideal, portanto, para mídias impressas, que não tem focos de luz diretos como monitores.

Aí entra uma dúvida: o que é ideal no caso do Clube? Afinal, as capas são vistas em um monitor – mas impressas em papel!

A resposta é simples: RGB.

Ao utilizar esse padrão de cores para as capas, você garante que elas fiquem perfeitas para visualização dos usuários. Do lado de cá, um tratamento automático é dado sempre que ela vai para impressão, garantindo também que tudo saia perfeitamente bem no papel.

Talvez isso tudo seja grego para a maior parte dos autores – o que não chega a ser um problema uma vez que a maior parte dos software já tem RGB como padrão. Mas, se for contratar serviços de um capista, não esqueça de observar que a arte precisa ser feita sempre em padrão RGB e nunca em CMYK!

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