Aprendamos com os gregos

Na Grécia antiga, a Olimpíada era uma competição esportiva entre os melhores atletas da região com o objetivo de homenagear Zeus. Durante os dias em que as exibições ocorriam, guerras eram suspensas e a paz suprema reinava entre todos os povos de maneira inquestionável.

E como isso homenageava Zeus, o deus dos deuses, filho de Chronos? Mostrando uma espécie de perfeição da energia da espécie, usando os feitos esportivos campeões como exemplo do quão capaz era a humanidade como um todo.

As Olimpíadas, na Grécia antiga, eram muito mais filosóficas do que atléticas – até porque mal existia uma linha que separasse os dois conceitos.

Hoje, talvez, não seja diferente. Hoje, mais de 3 bilhões de pessoas no mundo todo param para ver o que atletas dos 5 continentes tem de melhor. Testemunham contorcionismos embasbacáveis das ginastas; velocidades guepárdicas de corredores; força paquidérmica de levantadores de peso; fluidez de nadadores que invejam golfinhos; e um tipo de garra que apenas nós, humanos, conseguimos ter. Há mais para as Olimpíadas do que o mero esporte: há a exibição do que os nossos corpos, motivados pelas nossas mentes, são capazes.

Na Grécia antiga, as Olimpíadas eram fonte de inspiração para os mais diversos gênios – incluindo, para ficar apenas em um dos maiores contadores de história da humanidade, Homero. Os feitos que aproximavam homens de Deuses davam margem a personagens, a épicos, a mundos que existem apenas na imaginação de quem testemunha heróis.

Aprendamos mais com nossos ancestrais gregos, a quem tanto devemos. Esses dias em que vivemos são dias de parar, contemplar e deixar o heroismo alheio entrar pelas nossas pálpebras, tocar os nossos corações e gerar impulsos em nossos dedos ávidos por contar histórias.

Ancient Greece, race illustration

 

 

 

 

 

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Que venham as histórias olímpicas (a começar por um super lançamento amanhã, em BH!)

Pode não parecer para muitos, mas estamos às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio. E – sem entrar em questões políticas sobre o país e nem nas inúmeras discussões sobre as circunstâncias em que os jogos estão sendo realizados – é certamente um momento único para quem ama esporte.

Para nós, que amamos literatura, o esporte acaba servindo de pano de fundo para muitas histórias novas – algo sempre bem vindo. Uma delas será lançada amanhã, em BH, contada pelo narrador esportivo Rogério Corrêa e pelo escritor José Santos: “Uma escola em jogo” .

E estamos publicando o convite aqui no blog porque, além da ocasião, se trata de um livro diferente, com um estilo de almanaque, mesclando conteúdos de língua portuguesa, literatura e esporte.

Segundo o release de divulgação:

Ensina regras de onze modalidades e mostra os segredos para a criação de diversos tipos de poema. No livro, dois professores, Janaína e Lino, com seus amigos e alunos se unem contra o fechamento de uma escola. Um vilão incansável, Jacinto Capilé, faz de tudo para atrapalhar. Quem será que vence no final?

Os personagens contam a história, as curiosidades e as façanhas dos atletas de algumas das principais modalidades praticadas no país, como atletismo, vela, vôlei, handebol. Cada capítulo tem o depoimento de um atleta relevante no esporte, como Tostão e Hortência.

O livro, elaborado como um almanaque, tem ricos infográficos que mostram como é o local de competição de cada modalidade. E muita informação, são mais de 50 atletas citados, além de dezenas de escritores e ilustradores na parte da literatura.

“Além de ensinar valores, o esporte é o melhor caminho para a saúde física e mental. Ele ajuda a fazer amigos. E mostra que, após uma derrota, sempre há a chance de uma vitória consagradora”, diz Rogério Corrêa, jornalista há 27 anos.

No livro, o esporte é a porta de entrada para o ensino da língua portuguesa. Os autores usam os termos esportivos para ensinar as técnicas do cordel e do haicai, por exemplo. “Uma escola em jogo” também destaca 15 gêneros textuais –poemas, crônicas, bilhetes, emails, outdoors, receitas, etc -, que podem ser trabalhados em aulas de português.

“Trazer o livro para quadra e a bola para a sala de aula, essa foi nossa intenção. Juntar duas disciplinas aparentemente tão distantes, com a educação física e a língua portuguesa, um desafio e tanto”, afirma José Santos, autor de mais de 30 livros para o publico infantojuvenil.

O lançamento do livro será no Café Cultural do Minas Tênis Clube, na rua da Bahia, em Belo Horizonte, no dia 19 de julho, às 19h30 horas. A entrada é franca, Será realizado um evento do projeto Sempre Um Papo, e logo depois da entrevista, os autores farão os autógrafos.

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Rogério Corrêa é apresentador e narrador esportivo da Rede Globo e do Sportv. É Graduado em Comunicação pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas de Belo Horizonte. Coordenou o curso de Pós-graduação em Jornalismo Esportivo da UNA-BH. Atuou durante dois anos como correspondente internacional da PSN (Panamerican Sports Network), na Flórida, Estados Unidos. Em 25 anos de carreira, trabalhou na cobertura de importantes competições esportivas – NBA, Aberto de Tênis dos Estados Unidos, Liga dos Campeões, Libertadores, Brasileirão, Mundiais de Vôlei e Judô etc. Foi um dos narradores da Globo nas Copas do Mundo de Futebol de 2006, 2010 e 2014; nas Olimpíadas de 2004 e 2008; e nos Jogos Pan-americanos de 2007. Esse é o seu primeiro livro

José Santos é escritor, com obras para o publico infantojuvenil. Fez a mesma faculdade que o Rogério, o curso de Comunicação da UFJF(Universidade Federal de Juiz de Fora). Escreveu mais de 30 titulos e pela SESI-SP Editora, lançou em 2013 o livro Matinta Pereira em cordel. Sobre o tema esporte, já publicou: Show de bola, Almanaque da Bola, Futebolíada e A divina jogada – os dois últimos são a adaptação dos clássicos A Ilíada e A divina comedia. Trabalhou com importantes ilustradores, como Alcy, Eliardo França, Guazzelli, Jõ Oliveira, Laurabeatriz e Maurício de Sousa. Acredita que esporte e literatura podem estar juntos, seja na quadra ou na sala de aula.

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