Mudando de ares

Na medida em que o tempo passa, o termo nomadismo digital vem sendo mais e mais utilizado. O conceito é simples: se temos a Internet com todas as suas capacidades, de videoconferências gratuitas via Skype ou Hangout a acesso infinito ao caótico “banco mundial de conhecimento”, por que precisamos nos prender a um lugar? 

Para uma meia dúzia de reuniões cara-a-cara? Para um cafezinho qualquer espremido entre trânsitos? 

Fora essas pequenas frugalidades que nos prendem a um passado de cimento, há algo na nossa vida moderna que poucos aproveitam: a possibilidade de irmos atrás do que nos inspira sem precisar romper com o que nos sustenta. 

Fiz isso essa semana. Por conta de um evento familiar, “me mudei” para um cenário parecido com esse, da foto abaixo. De uma mesa parecida com essa estou montando relatórios, escrevendo posts, estruturando projetos e coordenando a equipe do Clube. 

Aliás, eu arriscaria dizer até que estou rendendo muito mais aqui do que estava em São Paulo tamanho o grau de inspiração. Rendendo mais e pagando menos: afinal, há lazer melhor do que essa gratuita possibilidade de mergulhar em um mar paradisíaco com 3 ou 4 passos? Não. 

Nós somos todos escritores, criando incansavelmente enredos e personagens e tecendo realidades que mesclam nossos maiores sonhos com nossos piores pesadelos. Mas dificilmente pensamos – pelo menos falo por mim – que nós mesmos podemos ser um dos nossos personagens, mudando de cenário com a facilidade de quem vira uma página. 

Os nossos tempos decididamente são os mais repletos de possibilidades que o mundo já testemunhou. Às vezes, a única coisa difícil mesmo é percebê-las como viáveis e utilizá-las para escrever as nossas próprias histórias. 

  

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