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Vale a pena investir em ilustrações para seu livro?

Quais histórias têm a ganhar com boas ilustrações

Dia desses eu estava navegando pela Internet em busca de inspiração. Fucei alguns livros, fui até o parque respirar um ar mais fresco, vi filmes daqueles angustiantes e, sem que nada tivesse surtido o efeito desejado, recorri à Internet.

Ao Twitter, mais especificamente.

Acabei me deparando com um post feito no Brain Pickings, um site que sempre traz conteúdos “diferentes”. E, nele, a matéria tratava de uma edição de Alice no País das Maravilhas ilustrado por ninguém menos que Salvador Dalí.

Sabe o que mais surpreendeu? A capacidade que uma diferente técnica de se contar histórias – ilustrações, ao invés de letras – tem de somar sentido. Ou melhor: a importância protagonista que o contador da história tem sobre ela.

Histórias, afinal, são coleções de experiências narrativas organizadas por pessoas. Elas dependem muito mais do narrador do que do próprio tema central, seja ele qual for. E contar com dois mestres – Lewis Carrol e Dalí – narrando o mesmo tema simplesmente o coloca em um patamar novo.

Isso significa que todo livro deve ser ilustrado?

De forma alguma. Aliás, se tem uma coisa que aprendemos, aqui no Clube, com o passar dos anos, foi que generalizações dificilmente funcionam nesse nosso fantástico mundo literário.

Sim, ilustrações podem funcionar maravilhosamente bem – mas também podem ser apenas um custo desnecessário a mais com o potencial inclusive de atrapalhar a interpretação do texto.

A questão da retenção do conhecimento

Em 2013, a Scientific American fez um estudo interessantíssimo sobre a retenção do conhecimento em livros impressos vs. ebooks. Sim: esse post nada tem a ver com a relação tela vs. papel – mas suas conclusões podem nos ajudar a entender melhor o papel das ilustrações.

Uma de suas conclusões foi que o excesso de “possibilidades” em uma tela interativa essencialmente desestimulava a mente a raciocinar, a imaginar de maneira mais livre. Para que perder tempo tentando decifrar uma palavra desconhecida a partir do contexto que ela foi usada ou mesmo construir mentalmente a psicologia do protagonista se basta clicar na tela para acessar um dicionário ou uma miríade de artigos com análises densas sobre o tal personagem?

Uma das maiores vantagens do ebook é que, ao abrir acesso instantâneo à Internet como um todo, ele também permite que o leitor some ao livro que estiver lendo a opinião, a crítica e a análise de milhares de leitores que passaram pelas mesmas páginas antes dele. Ou seja: ao abrir acesso ao pensamento do mundo em torno de um determinado texto, um ebook essencialmente diminui a necessidade do próprio leitor pensar de maneira mais aprofundada por conta própria.

Pensando menos, consequentemente, ele também, é menos impactado pela experiência narrativa, que acaba mexendo menos com sua mente e suas emoções.

Pois bem: é precisamente esse o risco de um livro ilustrado.

Para que o leitor perderá tempo formando a imagem de um personagem ou de um cenário a partir do texto que estiver lendo se, em poucas páginas, tanto personagem quanto cenário aparecerão devidamente desenhados de acordo com a imaginação de uma outra pessoa (no caso, o ilustrador)?

A regra, aqui, é relativamente simples: quanto mais “elementos” complementares à narrativa você entregar ao leitor, menos ele mergulhará a fundo na própria narrativa para formar a sua interpretação específica.

Isso significa, então, que nenhum livro deve ser ilustrado?

Repito aqui o que comentei acima: generalizações nunca devem ser sequer consideradas – ao menos quando se trata de livro.

Porque há, sim, casos em que ilustrações funcionam muito bem justamente para complementar narrativas excessivamente complexas ou já largamente conhecidas.

No caso do exemplo que abriu esse post – Alice no País das Maravilhas ilustrado por Dalí – estamos falando de uma história já largamente conhecida. Nesse caso, as ilustrações servem quase como uma forma de compor uma nova história, uma nova “peça artística”: a visão do maior mestre do surrealismo sobre uma das maiores obras literárias da história.

O mesmo se aplica a essa outra obra de arte: a Divina Comédia, de Dante, ilustrada por ninguém menos que Gustave Doré.

Há ainda outras situações que devem ser consideradas.

Imagine um livro infantil, focado em crianças de 4, 5 ou 6 anos. Será muito, muito difícil reter a atenção dela sem que exista um punhado de ilustrações feitas especificamente para ajudá-la a interpretar o texto que estiver lendo (ou que estiver sendo lido para ela).

Imagine ainda outra situação, a de um livro técnico/ didático. Quando se busca ensinar algo, certamente o uso de ilustrações que complementem o texto é muito, muito bem-vindo.

Quais livros, então, tendem a ganhar com ilustrações?

  1. Ficções já largamente conhecidas que ganharam, com as ilustrações, quase que uma nova visão e interpretação sobre a históra
  2. Livros infantis
  3. Livros técnicos/ didáticos

Mas vale repetir: cada situação é singular e é obviamente bem possível que um livro fora dessas três “categorias” ganhe com ilustrações bem feitas.

O que você deve levar em conta ao considerar ilustrações para seu livro?

Em termos bem práticos e simples, uma ponderação sobre a necessidade real de aliviar a capacidade interpretativa (e, consequentemente, a própria experiência literária) do leitor.

Tenha em mente a seguinte máxima: quanto mais puro o texto (e, portanto, desprovido de ilustrações), mais densa será a experiência literária. A partir do momento que essa densidade ultrapassar a linha da complexidade e se transformar em uma experiência difícil, menos prazeirosa, complexa, aí ilustrações vão bem.

Como achar um ilustrador?

Em geral, autores encontram ilustradores diretamente a partir das suas próprias redes de relacionamento. No entanto, recomendamos que se busque no Profissionais do Livro, site irmão do Clube de Autores que reune milhares de prestadores de serviço do mercado editorial oferecendo seus talentos para todos os escritores. E a regra, aqui, é super simples: o autor orça e paga online pelo serviço, interage diretamente com o profissional e, se não gostar do que receber, é integralmente reembolsado.

Além da ilustração

Ilustrações, claro, são apenas parte do necessário para se compor um bom livro. Mas, nesse sentido, não falaremos tanto aqui: recomendamos que você acesse esse checklist aqui com tudo o que um livro precisa para ser publicado.

E, claro, esse outro post aqui com o passo-a-passo para se publicar um livro sem burocracia.

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Já pensou em fazer um concurso de capas para o seu livro?

Conheça essa e outras opções para montar a capa perfeita para o seu livro

Uma das maiores dificuldades de autores na hora de confeccionar a capa é justamente decidir se a arte apresentada é realmente a melhor. Por outro lado, contratar diversos capistas para escolher apenas uma arte acaba sendo algo inviável… Certo?

Bom… tudo depende da sua criatividade.

Capa é essencial

A primeira coisa importante – ou melhor, absolutamente fundamental – de se entender é que, sim, capa é fundamental. Se tem alguma dúvida sobre a importância de uma capa (e sobre como fazê-la de maneira perfeita), acesse esse post aqui.

Isso também significa que, a não ser que você seja um designer ou que tenha uma boa rede de relacionamentos à mão, provavelmente precisará investir um pouco nisso.

E, para ser bem franco, diríamos que investir em uma boa capa vai além do recomendável: é, e perdão e a repetição, fundamental. Sem uma capa bem feita, dificilmente seu livro venderá.

Nesse caso, que opções você tem à mão?

Entenda o orçamento de um livro

Antes de sair investindo – mesmo nos itens mais fundamentais de um livro – vale pelo menos estimar o quão fundo você precisará colocar a mão no bolso para todo o seu livro.

Temos, neste sentido, um post bem completo com estimativas de investimento por etapa que pode ser acessado aqui.

Mas – e fica o alerta – tenha um senso crítico apurado ao ler o post indicado acima. Pode ser que você consiga, seja por conta própria ou com o apoio de bons amigos, eliminar muitos dos custos que mencionamos nele. O importante, aqui, é que você conheça as etapas necessárias para um lançamento e se prepare para elas com planejamento e antecedência.

Dito isso, continuemos.

Profissionais do Livro

Um Clube tem um site irmão focado justamente na prestação de serviços editoriais – incluindo capas – que pode ser uma excelente opção: o Profissionais do Livro.

Seu funcionamento é relativamente simples: você seleciona um dentre as centenas de profissionais que ofertam seus serviços pela plataforma e efetua a compra diretamente por lá. Ato contínuo, o capista iniciará o trabalho e submeterá a você para aprovação dentro do prazo acordado.

Se você gostar, está livre para usar a capa e continuar o seu processo de publicação; se quiser ajustes, poderá solicitá-los online, pelo próprio site; e se não gostar ao ponto de querer encerrar o serviço, poderá solicitar o cancelamento e reembolso integral online. Simples assim.

99 Designs e o concurso de capas

Uma outra opção – a que inclusive remete ao título desse post – é montar um concurso de capas pelo site americano 99Designs.

Fora o fato do site ser inteiramente em inglês, o que pode complicar a vida de muitos, seu funcionamento é relativamente simples:

  1. Você define o briefing, ou a descrição de como deseja que a sua capa seja
  2. Você contrata o concurso diretamente no site do 99Designs
  3. Seu briefing vai para centenas de capistas em todo o mundo, que montam capas e submetem à sua aprovação
  4. Você escolhe a melhor capa para seu livro e pronto – tem na mão o resultado de um processo envolvendo capistas de todo o globo trabalhando especificamente para você :-)

Gostou? Aceite, então, a nossa sugestão: navegue por todos os posts e sites indicados aqui e aproveite as tantas opções que o mercado está oferecendo para autores independentes, que já estão se consolidando como o futuro do mercado editoria em todo o mundo.

Depois é só publicar o seu livro aqui no Clube de Autores, montar o seu plano de divulgação e acompanhar os resultados que certamente haverão de aparecer!

E boa sorte!

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O que todo escritor deve fazer para ter sucesso?

Marguerite Duras, uma das mentes mais brilhantes da história da literatura mundial, uma vez disse que, se não tivesse escrito, certamente teria se tornado uma alcoólatra incurável.

Em parte, esse pensamento responde à parte mais importante da pergunta título deste post. Desconsidere, ainda que por um breve instante, o “para ter sucesso”. O que todo escritor deve fazer? Escrever.

Não para ter sucesso, não para galgar posições mais nobres em seus círculos sociais, não até mesmo para disseminar pensamentos revolucionários e inovadores. Um escritor, afinal, escreve porque não tem outra alternativa: a vontade própria das letras, ansiosas por saltar de seus dedos para uma folha em branco, é simplesmente forte demais, poderosa demais para que se consiga enclausurar em uma silenciosa timidez.

Se você é um escritor – e o fato de estar aqui no blog, lendo este post, nos dá sinais relativamente claros de que seja – então sabe bem do que estou falando. No final das contas, nós é que somos reféns das palavras informadas e inconformadas que ricocheteiam pelas nossas mentes e peitos em busca de um sentido qualquer que as ajude a tomar corpo.

O que todo escritor deve fazer? Escrever, repito.

Mas escrever, apenas, certamente não garantirá o sucesso de um livro.

E aqui entra uma das maiores questões de nossos tempos: com uma abundância tão grande de conteúdo de qualidade sendo disparado por tantos meios de comunicação em um mundo tão ultraglobalizado, é preciso ir muito além de apenas “gerar” uma história.

É preciso ir além, muito além.

É preciso saber ler, saber beber da referência deixada pelos mestres que nos antecederam, da Marguerite Duras citada aqui aos tantos, tantos outros que pavimentaram a literatura mundial da mais pura beleza.

É preciso cuidar da forma tanto quanto do conteúdo: capa, diagramação, projeto gráfico como um todo.

É preciso interagir com leitores críticos que passem opiniões tecnicamente cruéis, forçando trechos a serem reestudados, repensados, reescritos.

É preciso tratar o próprio conteúdo, incluindo revisão ortográfica e gramatical, registro de ISBN.

É preciso planejar e executar um bom plano de divulgação antes mesmo de terminar o livro, formando uma audiência interessada no que você tiver a dizer.

É preciso aprender a ser o seu próprio editor, o seu próprio empresário.

São tempos difíceis para escritores, os nossos?

De forma alguma. Arrisco-me até a dizer que sejam os mais fáceis dos tempos – o que não significa, obviamente, que efetivamente sejam fáceis.

Nosso pensamento retrópico, que vive da certeza de que tudo no passado era melhor, esquece que os filtros literários nas décadas ou séculos passados eram imensamente maiores. Você mesmo pode tirar a prova indo para qualquer livraria e pesquisando autores ao longo do tempo: para cada um que tiver vivido no século XIX você certamente encontrará dez ou vinte do século XX; para cada dez ou vinte dos anos 30, você encontrará cem ou duzentos dos anos oitenta; e assim por diante.

Porque se, por um lado, publicar ficou mais fácil e mais acessível a todos, aumentando a concorrência por livros, por outro, o volume de leitores e de livros lidos por leitor aumentou dramaticamente.

Mais pessoas lêem mais: quer notícia melhor para autores?

As dificuldades não aumentaram do século passado para cá – elas apenas mudaram de forma. Se, antes, era importantíssimo se entranhar na imprensa para formar uma rede de contatos que garantisse acesso a uma editora disposta a investir na publicação – algo que poderia levar décadas e que exigia uma boa dose de sorte e competência em networking – hoje basta acessar o Clube de Autores, publicar seu livro e tê-lo à venda nas maiores livrarias do Brasil e do mundo. Por outro lado, se no passado você tivesse a rara sorte de conseguir uma editora, ela se responsabilizaria por fazer o seu livro ganhar a atenção de leitores sem que você precisasse se ocupar muito com questões como marketing e distribuição; hoje, no entanto, essas responsabilidades são exclusivamente suas e não aceitá-las significa cismar em viver e um passado que já não existe mais (e que, portanto, te condenará ao insucesso).

Sim, ser um escritor de sucesso hoje é muito mais fácil do que no passado – mas continua sendo difícil. Mas, se “não escrever” simplesmente não é uma opção para um escritor de verdade, o que nos resta a fazer senão mergulhar de cabeça nesse nosso novo mercado e enfrentar cada um dos desafios com toda a nossa energia para, assim, garantir o nosso lugar ao sol?

Se escrever é inevitável, que seja também inevitável a garantia de que nosso livro tenha as melhores chances possíveis de chegar ao máximo de leitores.

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Dicas para ter ideias para livros

Para quem estiver com algum tipo de bloqueio criativo, qualquer tipo de ajuda, ajuda. Claro.

Já fizemos uma série de posts sobre o assunto, inclusive – alguns relacionados à caça de inspiração e outros a aspectos mais práticos de se escrever. Listo alguns, inclusive, abaixo:

Todavia, sempre pregamos que referências e experiências devem vir não apenas de uma fonte, mas de todas as fontes possíveis. E isso também significa que nós, aqui no Clube de Autores temos o hábito natural de caçar outros posts e vídeos que possam ajudar a toda a comunidade autoral.

Este, que colocamos abaixo, é mais antigo – mas ainda assim interessante. Está em busca de discas sobre como escrever o seu próximo livro? Então mergulhe tanto nos links que colocamos acima quanto nesse vídeo abaixo.

Na pior das hipóteses, alguma gota mais densa de inspiração haverá de pingar sobre seus dedos :)

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É amanhã! Participe do evento sobre como escrever um livro!

Tem algum programa para a note de amanhã? Que tal passar lá na Livraria Cultura do Iguatemi Faria Lima (SP) para o lançamento do livro “75 Dicas para Escrever um Livro”, feito de acordo com os 10 anos de experiência de gerenciamento de mais de 70 mil livros aqui do Clube de Autores? 

Além do lançamento do livro, você terá também acesso à própria equipe do Clube de Autores, que estará à disposição para esclarecer dúvidas tanto sobre questões técnicas quanto, principalmente, sobre o que realmente funciona e não funciona no lançamento de um livro. 

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