Smartphones, smartphones, smartphones

Não vou escrever aqui sobre impresso versus digital de novo. Esse tópico, claro, é e provavelmente continuará sendo recorrente por muito tempo – mas há mais a se falar sobre o assunto. 

Uma pesquisa bem interessante sobre hábitos digitais, da Reuters, foi divulgada há pouco. E há uma série de informações relevantes nela, mesmo considerando que livro não é exatamente o foco. A principal? 

Há uma nítida concentração de hábito de consumo de conteúdo via smartphones. Isso pode até parecer óbvio, mas perceba que não estou falando aqui de uso de smartphones e sim de concentração de hábito. 

Em outras palavras: cada vez mais, mais pessoas tem usado seus celulares (em detrimento de tablets e mesmo de computadores) para consumir conteúdo digital. 

Para quem escreve livros, isso pode ser uma informação importantíssima: afinal, ler em uma tela pequena e portátil é certamente diferente de ler em um computador ou mesmo em um híbrido como um tablet. Talvez se desenvolva uma preferência por livros mais curtos; talvez por conteúdos mais multimídia; talvez integrado a funcionalidades de geolocalização, seja lá como isso possa se dar. 

Enfim… O mar de possibilidades é grande, claro – mas, considerando que livro é conteúdo, possivelmente inclusive em sua forma mais densa, entender os hábitos de consumo de conteúdo mundo afora é certamente importante para autores. 

Além dos dois gráficos abaixo, deixo e recomendo o link para acesso completo à pesquisa aqui: http://www.digitalnewsreport.org/survey/2015/executive-summary-and-key-findings-2015/

   
 

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Estudo do Clube mapeia como comportamento social reflete no mercado editorial

Na semana passada, um levantamento que fizemos aqui no Clube sobre o comportamento da mulher na nossa sociedade foi destaque no Catraca Livre. O estudo em si ficou tão interessante – ao menos em nossa opinião – que decidimos postá-lo aqui no blog também.

Quem quiser ler no original por favor vá ao https://queminova.catracalivre.com.br/influencia/estudo-mapeia-como-comportamento-social-reflete-no-mercado-editorial/

O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, responsável por cerca de 10% de livros publicados no Brasil, realizou um levantamento, entre janeiro e fevereiro, onde constatou grandes mudanças culturais na sociedade, mas evidente desigualdade entre gêneros. O estudo tem como objetivo identificar a influência do comportamento social no mercado editorial.

De acordo com o levantamento, com base no comportamento de compra de seus usuários, apenas 31% dos exemplares de livros foram vendidos para mulheres, sendo 35% nas regiões Sul e Sudeste, que possui a maior concentração de compra. No Norte, o número de livros vendidos para mulheres cai para 12%, por conta do baixo desenvolvimento tecnológico e econômico da região.

Segundo o estudo, 100% dos exemplares de livros sobre maternidade foram comprados por mulheres. O mesmo acontece com temas como casa e lar (88%) e família e relacionamento (83%). Apesar de demonstrar um extenso caminho rumo à igualdade de gêneros, já é possível verificar mudanças culturais significativas. Segundo o Clube de Autores, cerca de 45% dos exemplares de livros sobre família e relacionamento são consumidos por homens.

“Os papéis sociais destinados culturalmente às mulheres tendem a se repetir, quando o assunto é vendas no mercado editorial. Deste modo, temas ligados à família, lar ou maternidade, tendem a ser consumidos majoritariamente por mulheres. Ao mesmo tempo, começamos a ver uma tendência do homem moderno a se interessar por assuntos vistos até pouco tempo como femininos”, explica Ricardo Almeida, diretor-presidente do Clube de Autores.

O estudo aponta ainda que apenas 30% dos exemplares de livros sobre poesia, considerados essencialmente feminino, foram comprados por mulheres. Já quando o assunto é ficção e biografias, esse número chega a 38%. Por outro lado, tendem a empatar para livros de humor, onde 53% dos exemplares foram vendidos para mulheres.

Quando o assunto é profissão, o publico feminino tende a consumir menos. Apenas 5% dos exemplares de livros sobre engenharia e tecnologia foram comprados por mulheres, assim como 10% dos exemplares sobre economia e 15% dos livros sobre filosofia. Para temas como medicina e contabilidade, esse número sobre para 30%.

Entretanto, para livros ligados à educação, há um empate técnico –49% das mulheres compraram exemplares sobre esse tema. Já para livros sobre direito, 62% dos exemplares são adquiridos pelo público feminino.

Segundo Ricardo Almeida, esse comportamento de compra também se reflete na sociedade. “Homens consomem essencialmente conteúdos ligados a profissões já que, culturalmente lhes cabe exercer o papel de provedor da família. Entretanto, tende a ser menos verdade em conteúdos ligados a educação, profissão mais a fim com o papel esperado da mulher em nossa sociedade’.

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