A frase de Kilian

Dia desses me deparei com uma frase dita não por um escritor, mas por um atleta.

A frase, no entanto, deveria servir de guia mestre para todo e qualquer escritor que se dê ao respeito uma vez que escrever é, na falta de uma definição melhor, descobrir e registrar os próprios limites da vida. E, se não vivermos com a coragem que os perigos que sempre nos cercam exigem, se não nos lançarmos nas oportunidades que se abrem perante nós ignorando os riscos que teimam em ser grifados pelos nossos medos, como viver e criar histórias que oponham o tédio enfadonho do cotidiano tradicional?

Não há como.

Só se escreve quando se sabe viver – o que me leva à tal frase que comentei:

“A vida não existe para ser preservada, protegida: ela existe apenas para ser explorada, para ser vivida até o limite.”

Kilian Jornet, ultramaratonista e montanhista, dono do melhor tempo de escalada do everest sem oxigênio ou cordas – 17 horas – batido apenas cinco dias depois do recorde anterior, de 26 horas, ter sido estabelecido. Por ele mesmo.

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Nós que aqui estamos, por vós esperamos

Nada como tirar uma sexta para ver entender o Tempo e a Humanidade no que considero como melhor filme (ou pelo menos um dos melhores) já produzido em todo o mundo.

Há de tudo nele: poesia, biografias, dramas, comédias e o fim que sempre nos espera, ilustrado pelo título que, na verdade, é o letreiro da porta de um cemitério aqui de São Paulo. 

Dura pouco mais de uma hora – mas eu recomendo cada minuto.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-PXo5oGztiw]
 

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Conteúdo sobre a Universidade do Autor

Muitos autores tem nos pedido dicas específicas sobre como lançar seus livros, como achar o lugar perfeito e, em suma, como montar um plano de divulgação.

Esse post é para relembrar a todos da Universidade do Autor: uma página, no próprio site do Clube, em que publicamos uma série de aulas online gratuitas especificamente sobre o tema. Não conhece ainda?

Simples: clique aqui ou vá direto ao link https://www.clubedeautores.com.br/webpage/universidade-do-autor para saber mais!

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Alforrie a cultura brasileira!!

Nossas prateleiras foram tomadas por best-sellers traduzidos para o português. Nossa música virou um copy-paste dos gringos. Nossa arte foi esquecida. Nossa cultura não é boa o suficiente para nós mesmos?

Está na hora de resgatarmos a originalidade brasileira. Honrar nossos heróis antropófagos, os gênios da tropicália, os mestres da MPB. Sonhamos com a quebra de paradigmas que nos limitam e nos acorrentam. Chegou o momento de fazermos aquilo que sabemos melhor: criar, reinventar, miscigenar.

Publique seu livro!

#AlforriaBrasileira

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O que política tem a ver com literatura?

Ultimamente tenho feito alguns posts com um teor mais político que literário.

Como todos, tenho também as minhas crenças políticas que sempre tentei manter distante daqui do blog e do Clube como um todo. E juro: na medida do possível, busco sempre ser o mais neutro que consigo.

A questão é que é impossível dissociar política de literatura pelo simples fato de que a segunda é filha direta da primeira.

Como? Ora… se a literatura é o conjunto de histórias nascidas em um determinado período, e se um determinado período tem seus contornos desenhados pelos efeitos das decisões políticas tomadas pelas suas lideranças, como negar a relação entre ambas?

Como negar a incrível análise de poder de Tolstoi em Guerra e Paz ou os efeitos da falência do “establishment” em Crime e Castigo, de Dostoiévsky? E nem precisamos ir tão longe, claro: como negar que uma obra prima como Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, foi escrita também pela perseguição política que manteve preso por tanto tempo?

E Castro Alves com seu discurso abolicionista? E Alcântara Machado com sua biografia de uma São Paulo tomada por imigrantes italianos na primeira metade do século XX?

E a literatura de periferia que, hoje, já é praticamente um gênero completo que nasceu a partir da desigualdade social gerada – claro – pelas decisões políticas brasileiras?

Tenho para mim que, como a política é uma arte empírica, ela se impõe a sociedades como ondas com efeitos imprevisíveis. Essas ondas geram tanta beleza quanto desastre – tudo depende das suas forças e dos seus efeitos, claro. Mas a cada vazante, duas consequências são sempre deixadas: os desastres e as histórias que os acompanham.

E, se não há como entender a literatura senão como filha direta da política, que todos nos aprofundemos o máximo possível nesse pano de fundo onipresente de todas as histórias que escrevemos em nosso cotidiano de autor.

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