Melhores e-readers para comparar e escolher

Recentemente, escrevemos um texto sobre como publicar um livro digital. Falamos sobre a mudança de comportamento dos leitores e também dos diferentes formatos que cada dispositivo comporta. E aí surgiu a dúvida: diante de tantas opções, qual e-reader comprar? Separamos algumas opções para te ajudar a escolher qual atende melhor às suas necessidades. Mas, antes, vamos relembrar alguns benefícios desse dispositivo tecnológico para quem ama ler:

Compacto

Não precisamos nem falar que uma das grandes vantagens do e-reader é que ele é leve e ocupa pouco espaço, né? Enquanto algumas pessoas carregam livros de 500 páginas na mochila, outras guardam seus dispositivos no bolso! A tecnologia tem suas vantagens e a capacidade de “compactar” o que a gente precisa é uma delas – hoje em dia tudo é “Smart”. 

Destaque sem estragar

Você já emprestou (ou pegou emprestado) um livro cheio de marcações? Se você é do tipo que gosta de anotar mas se sente mal em rasurar um livro físico, o leitor de dispositivos digitais é para você Nele, você pode grifar trechos que achar relevante e consultá-los depois, seja por capítulo ou localização do texto.

Biblioteca particular

A memória desses dispositivos é alta e os livros digitais ocupam pouco espaço, o que significa que você pode armazenar muuuuitos livros nele. Pode incluir os clássicos, os que você leu quando jovem e quer ler de novo, os que usa de referência na faculdade ou na carreira, os de autoconhecimento, os romances para dias mais tranquilos, as biografias de pessoas que você admira… e ainda vai sobrar espaço!

Economia a longo prazo

Entendemos que parece loucura gastar mais de 300 reais em um dispositivo sendo que você pode ter livros físicos à sua volta. Mas um e-reader pode ser um investimento à longo prazo, já que existe uma grande vantagem em adquirir livros digitais: sem o custo da impressão, eles se tornam mais baratos! Portanto, à longo prazo, a economia vale a pena.

Bateria duradoura

Uma pergunta simples: quantos dias dura a bateria do seu celular? Se você é heavy user, provavelmente a resposta é “menos de 24 horas”, se não passa tanto tempo assim mexendo no celular, “deve durar mais ou menos um dia e meio”. O celular possui muitos recursos, está sempre conectado, buscando rede, sinal de internet etc… por isso exige muito mais da bateria. Já um e-reader tem apenas uma função: disponibilizar o livro no formato digital para que você tenha uma leitura agradável. 

Os manuais fazem um cálculo de durabilidade de bateria por número de páginas lidas e estimam que é possível ler entre 5.000 a 10.000 páginas com uma única carga. Então faça as contas: se o livro possui mais ou menos 500 páginas no seu dispositivo, você pode ler, no mínimo, 10 livros com uma carga completa. Mas isso pode variar um pouco de acordo com o uso – se você é do tipo que nunca desliga o aparelho e mantém apenas no standby, é possível que a bateria dure um pouco menos. Conectar no wi-fi o tempo todo ou usar os recursos de ajuste de luz no máximo (disponível ame alguns modelos específicos), também pode trazer oscilações nesse cálculo. Mas, no geral, a bateria desses dispositivos costuma durar algumas semanas, tranquilamente. Mesmo lendo todos os dias, por algumas (ou várias) horas. 

E não é porque a bateria dura tudo isso que ela vai demorar dias para carregar, viu? Em média, os dispositivos precisam de apenas 3 horas para completar a carga.

Resistente à água

Eu já vi muitos acidentes envolvendo livro e água. Aquela leitura despretensiosa na beira da piscina tem tudo pra dar errado quando uma criança pula e espalha água para fora. Um distraído pode esbarrar em você enquanto lê durante as refeições e derrubar a bebida no livro, entre outras situações inusitadas. Atualmente existem alguns modelos à prova d’água – mas mesmo quem possui outro modelo já se sente um pouco mais seguro nesse quesito. Isso porque os e-readers são fabricados com material resistente, muitas vezes são utilizados com capas de proteção e podem até aguentar umas gotinhas se forem socorridos rapidamente (a não ser que ele caia na piscina). 

livro na mesa e kindle na mão

Ótimo, já compartilhamos algumas vantagens de ter um e-reader e agora vamos te ajudar a escolher o modelo que mais se adequa ao seu gosto (e ao seu bolso):

AMAZON KINDLE

Os dispositivos da Amazon são os mais famosos e normalmente figuram entre os primeiros lugares nas listas dos e-readers mais recomendados. O queridinho atualmente é o novo Kindle Paperwhite. Ele tem as mesmas funcionalidades do Kindle Paperwhite clássico, com as vantagens de ser à prova d’água, pesar 24g a menos e ainda possuir versão com o dobro de armazenamento (8GB ou 32GB de memória interna). Ambos possuem versão Wi-Fi e 3G.

Com a tecnologia e-ink, a exibição do texto é bem nítida e sem reflexos, tornando mais parecido com a leitura em um livro físico, com a vantagem de não cansar os olhos – diferente das telas de LED dos tablets e Smartphones. Falando nisso, uma das grandes vantagens do Paperwhite, em relação a outros modelos, era a possibilidade de controlar a iluminação, ajustando o brilho da tela de acordo com o tipo de luz do ambiente em que você estiver. Ideal para quem lê em ambientes com pouca iluminação. Agora, todos os dispositivos da Amazon já estão sendo comercializados com essa tecnologia.

Com a chegada do Novo Kindle Paperwhite, o antigo não está mais disponível no e-commerce da Amazon. É considerado atualmente o melhor e-reader da Amazon e o modelo mais recente custa entre R$ 499 e R$ 650, dependendo das configurações selecionadas.

Se você gosta de modelos sofisticados, talvez se interesse pelo Kindle Oasis, mais um modelo à prova d’água (até 60 min e 2 metros de profundidade em água doce) da Amazon – mas que custa exatamente o dobro do valor! Ele possui uma tela maior (de 7″) e ultrafina, se tornando ainda mais leve e sensível ao toque, além de um design diferenciado com botões ergonômicos na lateral para virada de página. O Kindle Voyage fazia parte dos modelos com design diferenciado mas, diante da evolução dos outros, não está mais disponível.

Achou o preço salgado ou sentiu que não precisa de todos esses recursos? Talvez o modelo clássico seja o ideal para você. Ele foi remodelado recentemente porque era o mais pesado e o único que não possuía iluminação embutida. A 10ª geração é mais fina e mais leve, e é o primeiro modelo Kindle equipado com o recurso de acessibilidade chamado VoiceView que e permite o acesso à maioria dos recursos Kindle através do controle de voz. Mais uma vantagem: ele custa apenas R$ 349. 

Os dispositivos da Amazon leem nos formatos Kindle 8 (AZW3), Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

KOBO

O Kobo foi criado pela Livraria Cultura e possui alguns modelos competitivos no mercado. Aqui no Brasil, você pode encontrar Kobo Mini, Kobo Touch e Kobo Glo. 

O Kobo Touch possui  mesma tecnologia e-ink da Amazon, com a vantagem de suportar o formato EPUB, não disponível os dispositivos da concorrente. O armazenamento é de apenas 2GB mas sua memória pode ser aumentada por meio de cartão micro SD. Possui conexão Wi-Fi e custa cerca de R$ 399 (a versão mini custa R$ 289, em média)

O Kobo Glo traz mais recursos em relação ao Touch e um ótimo custo-benefício.Ele pode ser comparado com o Amazon Paperwhite, devido aos recursos de luminosidade (mas a durabilidade da bateria é um pouco prejudicada por isso). Seu preço varia entre R$ 399 e R$ 449.

Os modelos suportam 14 formatos diferentes, entre eles EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, BMP e TIFF.

LEV

Este é o e-reader desenvolvido e comercializado pela Saraiva. São dois modelos: o Lev Fit (com 4GB de memória interna e sem recursos extras de iluminação e o Lev Neo (com 8GB de capacidade de armazenamento, LED com 20 níveis de intensidade e melhor acabamento na sensibilidade de tela). É possível expandir o armazenamento para mais 32GB com um cartão microSD, ambos possuem a tecnologia E-Ink que facilita a leitura sem cansar os olhos e os dois modelos possuem apenas conexão via Wi-Fi. São leves e possuem ótima autonomia de bateria e não deixa a desejar para os modelos concorrentes.

O preço varia entre R$ 299 e R$ 479, dependendo do modelo e os dispositivos leem nos formatos ePUB, PDF, HTML, TXT, FB2 e DJVU.

Gostou? Qual desses dispositivos você escolheria para comprar?

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E-readers versus tablets: quem ganha a guerra?

Sendo bem direto: tablets. Pelo menos essa é a conclusão que está sendo traçada aqui nas reuniões dos YCEs em Londres, em que o Clube de Autores está representando o Brasil.

Apesar da incrível dominação do Kindle no mercado mundial, há indícios claros no sentido dessa “tendência”, por assim dizer.

O mais importante é que leitores digitais de livros são, em sua totalidade, limitados. Sim: são feitos para ler livros e, portanto, não tem foco tão claro em resoluções de tela, qualidade de áudio, integração com redes sociais e navegação na Web como um todo.

Se o futuro do livro girasse apenas em torno do formato (ebook versus impresso), é possível que produtos como o Kindle tivessem uma expectativa de vida e de crescimento avassaladora. Mas não é isso que está acontecendo: de maneira geral, aliás, as vendas de leitores digitais como o Kindle estão diminuindo substancialmente o ritmo – principalmente quando se compara com tablets.

Produtos como o ipad podem fazer mais? Certamente. Esse post, por exemplo, está sendo escrito em um durante uma reunião.

E é esse “fazer mais” que conta. Afinal, antes de entender o futuro do livro é fundamental compreender o perfil do leitor do futuro (que, em grande parte, já é também o leitor do presente, principalmente nas gerações mais novas).

O leitor do presente não é apenas um leitor. Ele também escreve, seja um livro, um artigo, um post de recomendação em redes sociais ou qualquer outra coisa.

O leitor do presente não é linear: histórias longas com um começo, meio e fim perdem a graça para ele. Enquanto lê, ele gosta de pesquisar sobre o assunto, de acessar vídeos relacionados, outros livros, de conversar.

O leitor do presente não usa a Internet com hora marcada: ele sempre está na Internet. E fazendo diversas coisas ao mesmo tempo.

O problema de ereaders como o Kindle é que eles são uma espécie de versão digital do livro impresso. E não me entendam mal: eles fazem um trabalho incrível nesse sentido, tem uma qualidade incomparável e ainda são um imenso sucesso de vendas em todo o mundo. Só que uma das características mais fantásticas do mundo é que ele tende a mudar. Sempre.

Seria perfeito se o público estivesse buscando apenas uma versão diferente do que eles já estão acostumados. Só que o caso é outro.

O leitor do presente quer um modelo diferente de leitura – algo que permita opções diferentes de aprofundamento em conteúdo, de imersão e mesmo colaboração. Algo que inclui o livro tradicional, por assim dizer, como uma parte do modelo – mas não como o modelo inteiro.

Em outras palavras: o futuro do livro é se transformar em algo muito mais plural do que o que entendemos, hoje, como livro.

E ereaders – ao menos atual,ente – simplesmente não estão preparados para isso. E, caso se preparem, terão fatalmente que iniciar (praticamente do zero) uma jornada inteira que já está sendo trilhada, com grande sucesso, por empresas como Apple, Samsung e outras.

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