Livros atualizados na velocidade da Internet

Um dos grandes obstáculos que o mercado editorial tem é manter páginas de livros – principalmente quando o assunto é mais técnico ou focado em negócios – atualizadas e em sintonia com um mundo cujo dinamismo espanta a qualquer um. Afinal, se o assunto for, por exemplo, algo como “Comércio eletrônico”, como garantir que a obra não fique desatualizada no ano, mês ou mesmo semana após o seu lançamento? Afinal, a distância entre uma primeira e segunda edição costuma ser, tradicionalmente, de um ou mais anos…

O autor Marcelo Goberto de Azevedo decidiu inverter essa lógica e criar um livro sempre atualizado – e assim nasceu Mundo E-Commerce.

Segundo o site da obra (http://www.mundoecommerce.com.br/):

É o primeiro livro que tem seu conteúdo atualizado semanalmente.

A cada novo artigo gerado no blog do mundo e-commerce, o livro será reeditado para catalogar e contemplar o novo conteúdo dentro dos seguintes temas:

– Começando Agora? Siga por Aqui
– Quem te viu, quem te vê
– Despertando os Sentidos
– Serviços depois Produtos
– Divulgação Especial
– Conselhos Bons e Baratos
– Achados e Perdidos
– Informações e Políticas
– Comércio Social e Coletivo
– Personificação e Personalização
– Mais Vendas, Mais Fácil
– Convertendo Barreiras em Pontes

Ou seja: é um livro físico que interage, de certa forma, com o mundo real. E essa interação é tão intensa que, dependendo do tempo transcorrido entre uma e outra compra, a obra pode ser totalmente diferente – mudando, portanto, na velocidade da Internet.

Quer conhecê-la melhor? Então acesse o site da obra clicando aqui ou no link http://www.mundoecommerce.com.br/Livro-Mundo-Ecommerce.aspx

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O que você acha de propaganda dentro do livro?

No mês passado, o site Livros e Pessoas fez uma matéria sobre a ação de uma editora inglesa inserindo um anúncio publicitário no meio de um livro (clique aqui para ver).

O resumo é o seguinte: imagine que você esteja entretido com um romance daqueles incríveis, em que se devora letra a letra. De repente, a 10 páginas do final, você vê uma página com uma campanha feita para que pare de fumar.

Em teoria, basta virar a página para continuar lendo. Mas o quão positivo isso é?

Ou seja: inserir um anúncio, seja do que for, nas sagradas páginas de um livro, não pode acabar tirando a ansiosa atenção do leitor? No final das contas, não seria algo que acabaria prejudicando a experiência de se ler?

E se a propaganda fizesse com que o preço caísse, mesmo que alguns reais (ou, no caso do exemplo, libras)? Valeria a pena?

Agências de publicidade, autores e editoras já começam a debater o livro como mídia por todo o mundo – algo que pode ganhar mais força com a vinda dos ebooks, que permitem anúncios mais interativos.

Mas há uma questão importante para se levar em conta: um bom anúncio publicitário é, por definição, aquele que prende o interesse do seu espectador e faz com que ele pense sobre a mensagem. Se esse espectador é um leitor, isso também significa que, mesmo que por alguns instantes, um bom anúncio fará com que ele desvie seu foco da obra literária. Isso vale a pena?

O que você acha?

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