Compartilhando o depoimento de uma autora

Na semana passada recebemos esta mensagem de uma autora do Clube, Carol Sales. Normalmente não postamos no blog mensagens assim… mas sempre há uma exceção. Trabalhamos tão duro aqui, afinal, que receber um elogio desses é sempre motivo de orgulho e sorrisos generalizados!

À Carol, queria apenas deixar registrado que a satisfação e o orgulho são todos nossos de tê-la aqui, como parte do Clube, honrando a nova literatura brasileira que está sendo escrita a cada dia!

Nem sei como começar a descrever toda satisfação que venho tendo de fazer parte do Clube de Autores, mas isso não iria me coibir de tentar. Sou autora independente há pouco mais de dois anos. Fui leitora compulsiva desde que me descobri gente e escrevi à mão por mais de 13 anos antes de finalmente me aventurar nesse mundo editorial. Só recentemente descobri vocês por meio mais direto de outra autora nacional, Amatrici Romero, que recentemente lançou seu romance Argus entre Ciganos e Lobos. Decidi experimentar.

Em todos os campos, vocês estão com nota máxima, mas vou comentar aqui o que mais me chamou atenção e me deixou muito feliz de estar com vocês na criação dos meus livros físicos. A opção de pagamento por boleto bancário, que facilita e muito aos meus leitores que não possuem nenhum cartão de crédito; preço de custo do exemplar bem dentro do que eu vinha orçando com outras gráficas, sendo que, com vocês, sai bem mais em conta para o consumidor final e para mim, além de que, com essas gráficas, é
exigido uma tiragem mínima. Meu franco agradecimento e gratidão. Qualidade de material empregado no exemplar e velocidade de entrega, então? Sem palavras! Surpreendentemente bom, estimulante, eletrizante. No que depender de mim, os contatos no meio que vieram estreitando laços de amizades comigo terão meu sincero incentivo de entrar para o Clube com suas obras.

No fundo e a bem da verdade, só tenho um lamento, e é de não ter conhecido o Clube antes.

Mais uma vez, deixo meus sinceros agradecimentos e abraços para toda equipe, vocês estão de parabéns em todos os níveis!

Carol Sales

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Números surpreendentes sobre a autopublicação

Fiz um post na quarta passada sobre a revolução que estamos testemunhando aqui no Clube com a mudança de postura de autores que decidem assumir as rédeas de suas carreiras e se autopublicar. Mas conceitos, normalmente, são difíceis de se interpretar sem algum tipo de lastro numérico, estatístico.

Pois bem: acabei me deparando com uma matéria da PublishNews que confirma o tamanho da revolução pela qual estamos passando tanto no Brasil quanto no mundo.

Recomendo a todos que acessem a matéria clicando aqui (ou na imagem abaixo) ou que baixem a pesquisa completa da Bowker, instituto que regula o ISBN nos EUA, aqui.

Ainda assim, cito alguns números:

  • Nos EUA, pelo menos 625 mil livros foram autopublicados em 2015. Para colocar isso em perspectiva, o Brasil tem algo como 50 mil livros anualmente publicados e o Clube de Autores, com 85% do mercado brasileiro de autopublicação, soma cerca de 7 mil por ano.
  • Este número registrado pela Bowker é cerca de 21% maior que em 2014 – um crescimento, portanto, impressionante.
  • E o que os autores independentes estão mais focando agora? Divulgação e marketing, claro, já que o acesso ao mercado já foi resolvido.

Há mais dados interessantíssimos na matéria, inclusive sobre o cenário brasileiro – mas, para isso, recomendo que se clique na imagem abaixo:

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As livrarias físicas como consequência, não causa

No post da quarta – e que considero o mais importante desde que comecei a blogar aqui, pelo Clube – falei muito sobre um novo modelo de mercado editorial e de alternativa para autores. 

E sim: ele condena indiscutivelmente o modelo de se investir em tiragens para se estar em grandes livrarias e, com isso, ampliar a expectativa de vendas. Isso significa que não há espaço para livrarias físicas em nosso novo mundo? 

De forma alguma. 

O que temos aqui é uma inversão de conceitos, de ordens. 

Até então, as livrarias físicas eram encaradas como o mercado editorial em si: estar fora delas era o mesmo que estar na extrema periferia da literatura. Isso era verdade, concordo – mas apenas no passado. 

Acompanhe o raciocínio: se há todo um mar de conteúdo disponível na Internet de maneira extremamente barata e se o custo de se estar em livrarias físicas é altíssimo, qual o lar natural das novas ideias e histórias? 

A Internet, é óbvio. É lá – e aqui, no Clube de Autores – que os novos livros e as histórias mais vanguardistas estarão. Desse bojo, é óbvio que algumas obras alcançarão o estrelato e outras cumprirão as suas jornadas com um público mais restrito. Vemos isso acontecendo todos os dias, aliás.

É aqui que entra o papel da livraria física.

Nelas, o consumidor encontra livros já mais largamente aceitos, difundidos, pelo mercado. Sim: é obviamente importante para todo escritor estar exposto nas prateleiras da Cultura, da Saraiva ou da Livraria da Vila – mas isso precisa fazer sentido para as três partes envolvidas (autor, livraria e consumidor). 

Colocando em outros termos: as livrarias físicas não servem para despertar demanda: elas servem para cuidar de uma demanda já despertada, comprovada. Só nesse modelo é que o investimento necessário para se estar nelas faz sentido.

E quando você perceberá que está na hora de negociar com elas? Quando tiver uma demanda já grande o suficiente – algo que perceberá também pelo seu retorno no modelo de impressão sob demanda – para que o próprio mercado corra atrás de você. É dele que precisa partir a iniciativa de “massificar” o seu livro, por assim dizer: só assim você conseguirá costurar e garantir um contrato com menos risco e mais ganho.

Até lá, a você cabe consolidar o público que te garantirá essa fundamental visibilidade.

Livrarias físicas devem ser encaradas como consequência do sucesso, não como fator que o causará.

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Dados do mercado de autopublicação

Na semana passada, fiz um post sobre o mercado de livros didáticos que tem crescido enormemente aqui no Clube. Faltou esclarecer alguns dados do setor, que segue neste post de ordem bem mais estatística, prática – e incluindo alguns parâmetros importantíssimos sobre a autopublicação.

Brasil 

Segundo pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2014, considerando apenas as vendas para o mercado, o segmento de livros didáticos registrou faturamento de 1,4 bilhão de reais, 10% a mais do que em 2013. 

Entre novembro de 2014 a novembro de 2015, o Clube de Autores ultrapassou a marca dos 50 mil títulos disponibilizados em sua plataforma, respondendo por 83% do mercado nacional. Durante o mesmo período, o self publishing nacional saltou 38% atingindo a marca de mais de 66 mil livros publicados. 

Mundo

Entre 2011 e 2013, o número de livros auto publicados nos Estados Unidos cresceu mais de 85%, superando a marca de 450 mil. 

Livros independentes representam 25% de todos os livros na lista de best-sellers da Amazon. 

No Reino Unido, 18 milhões de livros auto publicados foram vendidos em 2013 – um crescimento de 79% no seu market share.

O que isso tudo nos diz? Que o futuro da literatura mundial, sem a menor sombra de dúvidas, está mais nas mãos dos autores e de suas histórias do que das editoras e de suas dificuldades de triagem tantas vezes questionada.

Aproveitemos isso: publiquemos as nossas histórias.

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Quais métricas vocês acham essenciais para os seus livros?

Dia desses, um dos autores do Clube, Fábio Del Santoro, me mandou uma mensagem sobre a necessidade de métricas para autores.

Ele está certo: confesso não fazer nenhum sentido que, a essa altura, ainda não ofereçamos métricas para autores sobre seus livros que vão além do número de vendas no extrato de direitos autorais. E, motivado por ele, estamos já começando um projeto para criar um painel de métricas por livro que incluam desde uma visão gráfica de ciclo de vendas até estatísticas de estados que mais compram, canais mais relevantes (impresso, e-books por loja etc.) e assim por diante.

E já começo aqui com este post, perguntando: quais as métricas de vendas que vocês, autores, mais gostariam de ter e mais entendem como essenciais para administrar as suas obras?

Não dá para garantir que todas as sugestões sejam feitas, claro – mas dá para garantir que todas serão avaliadas do ponto de vista de viabilidade e, na medida do possível, implementadas!

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