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Já pensou em fazer um concurso de capas para o seu livro?

Conheça essa e outras opções para montar a capa perfeita para o seu livro

Uma das maiores dificuldades de autores na hora de confeccionar a capa é justamente decidir se a arte apresentada é realmente a melhor. Por outro lado, contratar diversos capistas para escolher apenas uma arte acaba sendo algo inviável… Certo?

Bom… tudo depende da sua criatividade.

Capa é essencial

A primeira coisa importante – ou melhor, absolutamente fundamental – de se entender é que, sim, capa é fundamental. Se tem alguma dúvida sobre a importância de uma capa (e sobre como fazê-la de maneira perfeita), acesse esse post aqui.

Isso também significa que, a não ser que você seja um designer ou que tenha uma boa rede de relacionamentos à mão, provavelmente precisará investir um pouco nisso.

E, para ser bem franco, diríamos que investir em uma boa capa vai além do recomendável: é, e perdão e a repetição, fundamental. Sem uma capa bem feita, dificilmente seu livro venderá.

Nesse caso, que opções você tem à mão?

Entenda o orçamento de um livro

Antes de sair investindo – mesmo nos itens mais fundamentais de um livro – vale pelo menos estimar o quão fundo você precisará colocar a mão no bolso para todo o seu livro.

Temos, neste sentido, um post bem completo com estimativas de investimento por etapa que pode ser acessado aqui.

Mas – e fica o alerta – tenha um senso crítico apurado ao ler o post indicado acima. Pode ser que você consiga, seja por conta própria ou com o apoio de bons amigos, eliminar muitos dos custos que mencionamos nele. O importante, aqui, é que você conheça as etapas necessárias para um lançamento e se prepare para elas com planejamento e antecedência.

Dito isso, continuemos.

Profissionais do Livro

Um Clube tem um site irmão focado justamente na prestação de serviços editoriais – incluindo capas – que pode ser uma excelente opção: o Profissionais do Livro.

Seu funcionamento é relativamente simples: você seleciona um dentre as centenas de profissionais que ofertam seus serviços pela plataforma e efetua a compra diretamente por lá. Ato contínuo, o capista iniciará o trabalho e submeterá a você para aprovação dentro do prazo acordado.

Se você gostar, está livre para usar a capa e continuar o seu processo de publicação; se quiser ajustes, poderá solicitá-los online, pelo próprio site; e se não gostar ao ponto de querer encerrar o serviço, poderá solicitar o cancelamento e reembolso integral online. Simples assim.

99 Designs e o concurso de capas

Uma outra opção – a que inclusive remete ao título desse post – é montar um concurso de capas pelo site americano 99Designs.

Fora o fato do site ser inteiramente em inglês, o que pode complicar a vida de muitos, seu funcionamento é relativamente simples:

  1. Você define o briefing, ou a descrição de como deseja que a sua capa seja
  2. Você contrata o concurso diretamente no site do 99Designs
  3. Seu briefing vai para centenas de capistas em todo o mundo, que montam capas e submetem à sua aprovação
  4. Você escolhe a melhor capa para seu livro e pronto – tem na mão o resultado de um processo envolvendo capistas de todo o globo trabalhando especificamente para você :-)

Gostou? Aceite, então, a nossa sugestão: navegue por todos os posts e sites indicados aqui e aproveite as tantas opções que o mercado está oferecendo para autores independentes, que já estão se consolidando como o futuro do mercado editoria em todo o mundo.

Depois é só publicar o seu livro aqui no Clube de Autores, montar o seu plano de divulgação e acompanhar os resultados que certamente haverão de aparecer!

E boa sorte!

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Artistas de mundos flutuantes

Um dos livros de Kazuo Ishiguro, vencedor do Nobel de Literatura de 2017, chama-se “Um Artista do Mundo Flutuante“. Não pretendo entrar a fundo no enredo aqui no post mas, em linhas gerais, ele conta a história de um pintor japonês e seu papel na cultura local antes e depois da Segunda Guerra.

Não vou dizer que a narrativa é apaixonante: há momentos em que, ao menos em minha modesta opinião, o livro se perde em devaneios que poderiam facilmente ter sido deixados de fora. Aliás, os dois livros do Ishiguro que li tem essa mesma característica, o que não tira o brilhantismo de nenhum deles. No caso desse, o livro inteiro é quase que uma explicação, embalada em ondas literárias, sobre o título.

O que seria um artista de um mundo flutuante? Alguém que retrata sua vida, seu presente, seu mundo – e que depois, durante a velhice, depara-se com a inevitável conclusão de que esse mesmo mundo já fora substituído por um novo, com novas manifestações culturais e novos artistas e novas visões.

O livro, portanto, é um retrato de todos nós, escritores. O que fazemos, afinal, é exatamente isso: quer posicionemos nossas narrativas no passado, no presente ou no futuro, elas inevitavelmente refletem as nossas visões sobre a vida – visões construídas a partir dos valores que nos cercam hoje. O que deixamos junto com esses registros? Vestígios da nossa história, da história da nossa cultura e da nossa própria humanidade.

Nossa importância, pois, é tremenda – nós, assim como nossos irmãos pintores, escultores e artistas de maneira geral, vivemos justamente de registrar a história da humanidade. Mas, eventualmente, nós também nos depararemos com a inevitável conclusão de que tudo o que escrevemos já não reflete mais o presente em que viveremos. A grande pergunta que fica é: como lidaremos com isso quando essa hora chegar?

Quer aproveitar esse final de ano e dar uma olhada para a frente, vendo um pouco do seu futuro tal qual é o futuro de todo artista? Leia esse livro.

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