Mundos em transposição, parte 1

“Qual o sentido de ir a uma livraria, por mais megastore que seja”, uma amigo me perguntou no final do domingo.

Ela não se referia à Internet, ressalte-se: referia-se a uma livraria física, daquelas belíssimas que decoram os shoppings e esquinas daqui de São Paulo com verdadeiras esculturas renascentistas feitas de letras e papel.

Ela continuou: “Já fui em três livrarias ontem e não achei nenhum dos dois livros que procuro. Pedi para o vendedor me indicar algo ao menos relacionado ao tema, mas ele conhecia literatura tanto quanto eu conheço física quântica.”

Sua conclusão: se estiver procurando um livro específico, mais fácil e rápido buscá-lo na Internet, em algum site tipo a Estante Virtual, que sempre tem tudo da velha literatura.E, se estiver buscando algo mais novo sobre um tema específico, melhor garimpar no Clube de Autores, que concentra tudo de novo.

Um ponto em comum entre ambos: nenhum dos dois trabalha com estoque. Ainda que com modelos diferentes, todos fazem da própria rede – seja de sebos e pequenas livrarias a autores independentes – a fonte primária de conteúdo.

É justamente aí que está o futuro. Ou melhor: é “aqui”.

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