Como lançar um livro sem burocracia

Conheça os passos que você precisa dar para lançar o seu livro no Brasil

Foi-se o tempo em que lançar um livro era uma tarefa hercúlea, restrita aos poucos abençoados que tinham relacionamentos fabulosos com grandes editores ou acesso a montanhas de dinheiro necessárias para fazer uma história chegar às prateleiras das grandes livrarias.

Lançar um livro, hoje, é um tipo de missão ao alcance de todo e qualquer escritor, bastando uma combinação de dedicação intensa com algum investimento (ainda que minúsculo se comparado aos tempos passados).

Mas cabe, aqui, uma ressalva fundamental: embora publicar e lançar um livro, hoje, seja algo relativamente simples, não se trata de algo simplório. Explico-me: um bom livro, para ter mercado, precisa ter uma capa atrativa, uma sinopse que engaje, um português revisado, registro do ISBN (International Standard Book Number, uma espécie de CPF do livro) etc.

Parece complicado? Não é. Aliás, é justamente para facilitar a vida do escritor que decidimos aqui listar tudo o que você precisa saber para lançar seu livro.

Como precisamos ter um ponto de partida, vamos imaginar uma situação onde o autor já tenha o texto bruto “pronto”. Ou seja: imagine um autor com o Word aberto e toda a sua história escrita no computador, do título ao último capítulo. Por um lado, ele fica eufórico: sua obra já tem forma, substância, vida; mas, por outro, a mãe das dúvidas de muitos escritores começa a assombrá-lo: “e agora?”

Etapa 1: Leitura Crítica

 Um livro precisa de mais do que o enredo para ser considerado “pronto”. E não estamos falando aqui – ainda – de coisas como revisão ou diagramação.

Estamos falando da leitura crítica.

Há profissionais que fazem isso, que lêem o original e apontam pontos que devem ser melhor trabalhados. Mas, se não tiver dinheiro para isso, sempre se pode contar com algum amigo crítico.

Não muitos: distribuir o arquivo do seu livro para um universo de amigos e pedir opiniões dificilmente renderá bons frutos (além de matar compradores em potencial da obra).

Escolha um. Um cuja opinião literária você realmente confiar, um que você possa contar com a sinceridade, um que efetivamente se comprometa a ler e a derramar opiniões sinceras.

Basta isso: opiniões sinceras de alguém confiável.

O que você fará com elas?

As levará em consideração. Simples assim.

Mudará o que julgar cabível, desconsiderará o que entender como supérfluo e refinar seu texto.

Será, afinal, a primeira opinião crítica que terá. Não faz sentido obtê-la antes da publicação, de maneira privada e a tempo de impor mudanças no texto?

Etapa 2: Revisão ortográfica e gramatical

O livro já está criticado? Ótimo. Agora é hora de revisá-lo.

Por quê? Porque não existe nada mais desastroso que um livro publicado cheio de erros ortográficos ou gramaticais de português. Isso gera críticas negativas, afasta leitores e livrarias e, em suma, tem o potencial de destruir o que poderia ser uma obra prima.

Aqui também não adianta muito pedir para “aquele amigo que você julga escrever bem”. Revisão é coisa séria, é um dos pontos em que mais vale se investir em um profissional.

Por sorte, serviços de revisão costumam ser extremamente acessíveis. Assim sendo, busque na sua rede de relacionamentos contatos de revisores que possam ajudá-lo. Se não conhecer ninguém, não se estresse: acesse o Profissionais do Livro, site que agrega milhares de prestadores de serviço, pesquise e contrate um revisor online com total transparência e segurança.

Etapa 3: Capa e diagramação

Sabe aquela máxima de que o leitor escolhe o livro pela capa?

Pois é: você pode até discordar, mas é a mais pura verdade. Na prática, não adiantará muito você escrever uma história fabulosa de “encapsulá-la” em uma capa feia, daquelas que parecem feitas para repelir leitores.

Sendo bem direto: contrate um capista. Primeiro, tente negociar com algum artista/ designer que você confie, que admire, principalmente se ele já tiver feito capas de livros.

Se não achar, use a mesma tática que indicamos no caso de revisores: vá ao Profissionais do Livro e pesquisa capistas.

Normalmente, você pode negociar o projeto gráfico do livro junto com a capa. O que é o projeto gráfico? O estilo visual das páginas e a diagramação em si (o que inclui tipo e tamanho de fonte, cabeçalhos e rodapé etc.). Todo livro, afinal, precisa ser gostoso de ler – e essa experiência vai muito além do texto, casando-o com a forma que cada frase, parágrafo e capítulo se “encaixa” na página.

No caso do projeto gráfico, no entanto, grande parte dos autores independentes costuma fazer isso por conta própria, usando o bom senso como ferramenta de trabalho, para economizar. Se esse for o seu caso, temos, aqui no Clube de Autores, uma série de modelos de arquivos (em formato MS Word) já devidamente diagramados e que podem ser utilizados livremente.

Etapa 4: ISBN

Sabe aquele código de barras que aparece atrás de cada livro? Aquilo se chama ISBN, ou International Standard Book Number, e é uma espécie de CPF do livro com validade internacional.

Ter um ISBN é algo obrigatório? Sendo bem sincero, não. Por outro lado, sem o ISBN, a grande maioria das livrarias simplesmente não revenderá o seu livro.

E aqui precisamos ser práticos: se você tem a possibilidade de ter o seu livro revendido pela Cultura, pela Amazon, pela Estante e por tantas outras que trabalham em parceria com o Clube de Autores, para quê deixar isso de lado?

Há, de fato, uma leve burocracia para se fazer o registro do ISBN – mas nada que deva assustá-lo. Ao contrário: temos um post bem detalhado com todas as instruções para se fazer o registro do ISBN

Em termos práticos, você precisará:

  1. Se cadastrar como Editor Pessoa Física
  2. Solicitar o ISBN

Sim, tudo isso custará algum dinheiro – mas nada que seja proibitivo.

A propósito: na hora de comprar o ISBN, não se preocupe em comprar também a imagem do código de barras – o próprio site do Clube de Autores gera o código gratuitamente, online, durante o processo de publicação.

Etapa 5: Impresso ou E-Book?

Não deixaremos essa dúvida pairar por muito tempo e seremos enfáticos aqui: publique seu livro em TODOS os formatos.

No caso de impresso, basta seguir os processos de autopublicação gratuita do Clube de Autores para que seu livro seja não apenas disponibilizado no site como também distribuído para as maiores livrarias do país como Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino etc.

Todo o processo de publicação é detalhado no próprio site do Clube mas, para facilitar, criamos um manual que você pode acessar a qualquer momento.

No caso de e-book, há algo importante que você precisa saber. Apenas algumas livrarias online aceitam arquivos em formato PDF (que é o que você utilizará para publicar no Clube de Autores.

A maior parte das livrarias (Amazon Kindle, Apple iBookstore, Kobo etc., todas integradas ao Clube de Autores) exige o arquivo em um formato específico chamado de EPub.

E sim, você encontrará na Internet alguns sites que prometem fazer a conversão gratuita de Word ou PDF para E-Pub, mas… nenhum deles funciona direito. Na maior parte dos casos os arquivos saem com um volume tão grande de erros de diagramação que as próprias livrarias online se recusam a revendê-los.

A solução? Se você não conhece alguém que saiba fazer a conversão, contrate. Onde? Aqui também o Profissionais do Livro vem a calhar.

Etapa 6: Estabelecer o preço

Quanto mais barato o livro, melhor. Certo? Errado.

Estabelecer o preço de um livro é algo muito mais delicado, parte de uma estratégia comercial importantíssima para o sucesso da obra.

Nós também montamos uma espécie de guia que poderá ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro e recomendamos a leitura!

Etapa 7: Publicar

Não nos alongaremos muito aqui porque a resposta para esta etapa é óbvia: basta acessar o Clube de Autores e seguir todas as etapas de publicação. Como já comentamos anteriormente, há este guia aqui que poderá ajudá-lo em todas as etapas .

Vale lembrar também que o Clube de Autores é a única plataforma no mundo que distribui os livros autopublicados por uma gama grande de livrarias online, inlcuindo Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino (para impressos) e Google Play, Apple iBookstore, Amazon Kindle e Kobo (para e-books).

Etapa 8: Divulgar!

Esta é, oficialmente, a última etapa – mas tão (ou até mais) importante que as anteriores. Afinal, de nada adianta ter um livro maravilhoso publicado se ninguém souber de sua existência.

A boa notícia é que, hoje, as ferramentas de divulgação de livros estão ao alcance de qualquer um com um mínimo de boa vontade – algo que imaginamos que todo autor tenha quando se trata da sua própria obra e carreira.

Como esse é denso demais, com muitas possibilidades, não vamos entrar em detalhes aqui neste post. Para facilitar, criamos um manual de divulgação de livros que inclui desde o uso de blogs e redes sociais até a organização do evento ideal de lançamento para você.

Faça parte do Clube de Autores!

Bom… ninguém disse que lançar um livro seria uma tarefa fácil! Um livro é como um filho: é preciso criá-lo para que ele esteja devidamente preparado para enfrentar o mundo. E criá-lo, aqui, é precisamente atentar a cada um dos detalhes que, na prática, transformam um conjunto de palavras arranjadas em um arquivo em um livro.

Mas, como você pôde ver pelas próprias etapas aqui neste post, lançar um livro não é exatamente uma tarefa complicada ou burocrática. Ao contrário: é até simples e, dependendo da sua rede de relacionamentos, pode até ser gratuito.

Se você vier para o Clube de Autores, aliás, não precisará sequer comprar uma tiragem mínima de exemplares para revender: o modelo inteiro do Clube se baseia na impressão sob demanda, de maneira que cada exemplar é produzido apenas depois de ser vendido, um a um.

E sabe quantos autores fazem do Clube sua casa? No momento que este post foi escrito, quase 70 mil – o equivalente à maior base de autores independentes de toda a América Latina.

Está esperando o que, então? Faça parte do Clube de Autores!

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Qual a média de preço de livro no Brasil?

Definir o preço de um livro não é exatamente uma tarefa fácil – há toda uma série fatores a se levar em conta que vão desde as características físicas da obra (quantidade de páginas, gramatura do miolo e da capa etc.) até o tema abordado nela. 

E não, não acreditamos ou aconselhamos que se tome como regra sagrada a máxima de se estabelecer o preço de um livro no menor patamar possível ou mesmo cirurgicamente dentro da média brasileira. Cada livro é um livro, cada realidade é uma realidade. 

Ainda assim, parâmetros são sempre importantes para nos dar uma base, uma visão de quanto, ainda que na mais grosseira das médias, o brasileiro costuma pagar por um livro. 

O dado mais recente que temos é o do ano passado, 2017, que fixa o valor em R$ 40,31 (pouco mais de 1% acima de 2016 e de 10% acima de 2015). Veja no gráfico abaixo: 

 

 

E o seu livro? Quanto ele está custando? Está dentro, acima ou abaixo da média? 

Quer saber quais outros parâmetros você deve levar em consideração na hora de definir o preço do seu livro? Simples: baixe o nosso manual :-)

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As 5 vantagens de se publicar um livro no Clube de Autores

Tem um livro escrito e não sabe como fazer para que ele alcance seu público? O primeiro passo nós mesmos podemos te recomendar: publique seu livro gratuitamente aqui, no Clube de Autores.

As cinco principais vantagens?

Liberdade editorial 

Se você escreveu um livro e está contente com o resultado, então não precisa de ninguém que avalie a qualidade. Ninguém melhor do que o próprio autor, aliás, para avaliar a qualidade da sua obra.

Liberdade comercial 

Você mesmo pode determinar quanto deseja ganhar por livro vendido, não havendo necessidade alguma de se seguir convenções que determinam, por exemplo, que o autor deva receber 8% do preço de capa a título de direitos autorais.

Transparência

Aqui, você conseguirá controlar a sua produção diretamente. Com um sistema de autopublicação como o Clube de Autores, você saberá exatamente quantos livros vendeu e quanto tem a receber.

Aqui, tudo é gratuito

Você não precisa mais pagar por uma tiragem mínima de 1.000, 200 ou mesmo 1 livro. Na era da Internet, não faz mais sentido pagar para lançar a sua própria obra. A obra, o livro, independe disso – e só precisa ser impresso quando efetivamente vender, livrando o autor de qualquer compromisso ou barreira para o sucesso.

Distribuição sem igual

O quinto e mais importante de todos os pontos é o tamanho da presença que você consegue ter,algo que apenas o Clube de Autores consegue entregar no mercado editorial brasileiro. Publicou aqui? Então – também sem nenhum custo – seu livro poderá ser vendido nas maiores livrarias do país como Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino, MercadoLivre e outras, tanto no formato impresso quanto no digital.

 

 

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Como divulgar seu livro

Com o livro publicado, está na hora de trabalhar a parte mais trabalhosa do processo: a divulgação

Se você chegou a publicar o seu livro no Clube de Autores, é porque já está participando de uma verdadeira revolução que está acontecendo, em todo o mundo, no mercado editorial.

Pela primeira vez, os próprios artistas – escritores, músicos etc. – não têm absolutamente nenhum intermediário entre a sua obra e o seu público. Pela primeira vez, escritores não precisam submeter a sua obra à avaliação de empresas com o poder de decisão sobre publicá-la ou devolvê-la, rejeitando o original.

Pela primeira vez, todos, sem exceção, podem mostrar ao mundo quem são, como são e o que fazem – sem depender de nenhum terceiro e sem precisar pagar por isso.

Mas, se você tem seu livro publicado, sabe também que que não é isso que basta para que você alcance o número de leitores que deseja. Ao contrário: publicar o livro é apenas o primeiro passo em uma longa estrada até a consagração autoral. 

E – é bom que se deixe claro – essa estrada só pode ser percorrida com sucesso quando o próprio autor trabalha o seu papel como empresário de si próprio, formando e trabalhando a sua própria audiência. 

Mas isso não significa que cada autor precise trilhar o seu caminho desconsiderando todo um mar de experiências e boas práticas que já existem. Com 9 anos de vida, o Clube de Autores acompanha um conjunto imenso de histórias de sucesso de livros publicados aqui – e é isso que queremos compartilhar com todos agora. 

Montamos um Manual de Divulgação de Livros que pode ser acessado clicando aqui (ou na imagem abaixo ou diretamente no link http://media.clubedeautores.com.br/assets/templates/ComoDivulgarSeuLivro.pdf

O que tem nesse manual? Uma coleção de melhores práticas e experiências que devem auxiliar todo e qualquer autor a trabalhar a comunicação de seus livros como forma de se construir uma carreira de sucesso. Está interessado? É simples: basta clicar no link e fazer o download gratuito :-) 

 

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O triste hábito de reclamar demais e pensar de menos, parte 3

“O Brasil investe pouco em educação.”

Esse é mais um dos mantras que repetimos sem sequer pesquisar, por vezes considerando que a melhoria na educação é uma simples questão quantitativa onde tudo pode ser resolvido com mais dinheiro.

É verdade?

Voltemos aos comparativos.

O Brasil é o 48o país que mais investe em educação em relação ao seu PIB: 5,9%, de acordo com o Banco Mundial.

Quem lê isso logo imagina que estamos atrás dos grandes como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França… certo?

Errado.

Sabe qual país que mais investe em educação (em relação ao seu PIB)? As Ilhas Marshall (14,6%). O segundo? Lesotho (13%), seguido de Cuba (12,9%), Kiribati (11%), Grenada (10,3%), Timor-Leste (10,1%) e Palau (9,8).

O Reino Unido ocupa a 58a posição, investindo 5,6% do seu PIB. Estados Unidos, 86a posição (4,9%); Alemanha, 81a posição (5,0%); França, 59a (5,5%).

E convenhamos… dificilmente alguém terá sucesso argumentando que a educação do Lesotho tem uma qualidade melhor que a da Alemanha.

Isso significa uma coisa simples, quase óbvia: uma boa educação não tem a ver apenas com quantidade, com o montante de dinheiro destinado a uma pasta ou tema, mas si com a qualidade desse investimento.

Que bem faz investirmos R$ 140 bilhões em educação se este investimento é mal feito, mal pensado e, em grande parte, desviado para bolsos muito mais privados que públicos? E qual o sentido demandarmos sempre mais investimento se o problema não é quantitativo, mas qualitativo?

O Brasil não investe pouco em educação – ele até investe muito. A questão é que ele investe mal.

E porque esse post com ares políticos? Simples: porque uma educação bem estruturada reflete em todo o futuro do nosso país. Reflete em mais livros escritos e lidos, em uma melhor base cultural, em um salto praticamente quântico de cidadania que costuma depender do conhecimento e apreço que um povo tem pela sua própria história.

E nós, afinal, somos justamente uma comunidade que gira em torno do livro, da educação, da palavra escrita e repassada para a maior quantidade possível de pessoas.

Nós, da mesma forma que o país, dependemos de um salto na educação do nosso povo.

Que os próximos políticos que assumirem nossos estados e país saibam gerenciar melhor essa nossa demanda por evolução, cultivando e executando uma visão muito menos populista que eficiente.

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