Que tal um romance com apenas um ponto final?

Explorar novas formas de se escrever é sempre algo saudável para escritores – principalmente quando acabamos desbravando novos estilos com os quais podemos buscar inspiração.

Afinal, de García Marquez a Saramago, muitos dos maiores gênios da literatura praticamente criaram seus próprios dialetos ao brincar com palavras, concordâncias e pontuações, usando a forma (em uma espécie de licença poética gramatical) como um dos ingredientes das tramas.

Pois bem: o alemão Friedrich Christian Delius decidiu radicalizar e escreveu o romance “Retrato da Mãe Quando Jovem“, com 144 páginas, utilizando apenas 1 ponto final em TODO o texto. Funcionou?

Segundo a crítica, pelo menos, sim. New York Times, The Guardian, Die Welt e muitos outros veículos aplaudiram de pé a obra. A Folha de São Paulo chegou a fazer uma reportagem sobre ela seguindo o mesmo estilo – com apenas um ponto final – e dando uma palhinha de como é essa nova forma.

Mesmo gerando uma sensação de desespero e falta de fôlego, fato é que ela realmente prende a atenção – e vale ser lida por todos os escritores que, justamente por fazerem das letras o seu mundo, devem também estudá-las em todas as suas peculiaridades.

Para ver a matéria da Folha de São Paulo, clique aqui ou vá ao link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1105512-alemao-escreve-romance-com-apenas-um-ponto-final-leia-texto-no-mesmo-estilo.shtml

Para ver e comprar o livro, clique aqui ou vá ao link http://www.tordesilhaslivros.com.br/livro/retrato-da-mbe-quando-jovem.htm

 

 

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Livro do Clube participa de projeto de financiamento colaborativo

Se tem uma coisa que autores do mundo todo concordam é que a divulgação é uma das chaves do sucesso de suas obras.

Na maior parte dos casos, essa divulgação é feita de forma guerilheira, sem verba alguma e com base principalmente nas redes de relacionamento dos autores. Não há nada de errado com isso – verdade seja dita, casos concretos comprovam que resultados brilhantes podem ser alcançados assim.

Mas já imaginou se, além dessa rede, você tivesse uma verba de R$ 10 mil para se divulgar? Usando a Web, o autor Pablo Vallejos está participando de um projeto colaborativo de arrecadação de fundos para a sua obra, Como Seria Recomeçar, a ser publicada aqui no Clube.

A ideia é simples: todo mundo que quiser apoiar pode entrar em um site específico e ajudar a financiar uma parte em valores a partir de R$ 10,00. No processo, o doador pode inclusive exigir uma contrapartida (como receber um exemplar personalizado ou ter a sua história como parte do livro).

Isso feito, o montante fica contabilizado até janeiro de 2012, quando termina o período.

Se, até lá, o livro não arrecadar R$ 10 mil (que é a meta estabelecida), você recebe o valor doado de volta integralmente.

Na prática, o que o “investidor” estará fazendo é apoiar uma história com a qual se identifique, ajudando-a a ter mais visibilidade. Tudo, claro, via Web e com a mais completa segurança.

Gostou? Então acesse a página da campanha clicando aqui ou indo diretamente ao link http://catarse.me/pt/projects/442-como-seria-recomecar

Veja também um vídeo criado pelo Pablo abaixo!

Como Seria Recomeçar - O Projeto from Como Seria Recomeçar on Vimeo.

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Como seria recomeçar?

Em algum momento a vida, provavelmente todos nós já pensamos em largar o que fazíamos em busca de um novo começo. Para a maior parte das pessoas, esse sonho permanece habitando o mundo das ideias, guardado pela falta de coragem que costuma impor a manutenção de estilos de vida que não desejam ter, mas aos quais já estão acostumados.
Há outro, no entanto, que preferiram deixar de lado as suas conquistas – largas ou parcas – para recomeçar a viver a partir de sonhos antigos. Para esses, o caminho costuma ser tortuoso, dramático – mas normalmente repleto de recompensas.
Já imaginou se, por outro lado, existisse uma máquina que permitisse que recomeçássemos a vida sempre que quiséssemos, sem nenhum tipo de prejuízo?
A vida certamente seria mais fácil!
E é sobre isso que o jornalista carioca Pablo Vallejos escreve, contando a história de Leo, dessa incrível máquina e das jornadas que tem a partir dela.
O que torna a obra diferente, no entanto, não é só o percurso de Leo, mas o fato dela ser absolutamente colaborativa. Ou seja: o livro – que ainda está sendo escrito – é composto de duas partes. A primeira, ficcional, é a mencionada acima. A segunda, por sua vez, é feita de histórias de mudança de vida contada por outros escritores independentes de todo o país.
Como? Via Facebook.
Em uma página criada para este projeto, o autor está somando histórias enviadas pelos usuários, fazendo uma seleção e uma coletânea no mínimo inspiradora que será publicada aqui mesmo no Clube.
Você mudou a sua vida em algum momento? Como foi a sua história? Que desafios e recompensas encontrou no caminho?
Seja como for, compartilhar certamente terá um efeito liberador.
Se quiser participar do projeto, acesse a sua página no Facebook clicando aqui, no link http://www.facebook.com/comoseriarecomecar?sk=app_190322544333196 ou diretamente na imagem abaixo.

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Livros atualizados na velocidade da Internet

Um dos grandes obstáculos que o mercado editorial tem é manter páginas de livros – principalmente quando o assunto é mais técnico ou focado em negócios – atualizadas e em sintonia com um mundo cujo dinamismo espanta a qualquer um. Afinal, se o assunto for, por exemplo, algo como “Comércio eletrônico”, como garantir que a obra não fique desatualizada no ano, mês ou mesmo semana após o seu lançamento? Afinal, a distância entre uma primeira e segunda edição costuma ser, tradicionalmente, de um ou mais anos…

O autor Marcelo Goberto de Azevedo decidiu inverter essa lógica e criar um livro sempre atualizado – e assim nasceu Mundo E-Commerce.

Segundo o site da obra (http://www.mundoecommerce.com.br/):

É o primeiro livro que tem seu conteúdo atualizado semanalmente.

A cada novo artigo gerado no blog do mundo e-commerce, o livro será reeditado para catalogar e contemplar o novo conteúdo dentro dos seguintes temas:

– Começando Agora? Siga por Aqui
– Quem te viu, quem te vê
– Despertando os Sentidos
– Serviços depois Produtos
– Divulgação Especial
– Conselhos Bons e Baratos
– Achados e Perdidos
– Informações e Políticas
– Comércio Social e Coletivo
– Personificação e Personalização
– Mais Vendas, Mais Fácil
– Convertendo Barreiras em Pontes

Ou seja: é um livro físico que interage, de certa forma, com o mundo real. E essa interação é tão intensa que, dependendo do tempo transcorrido entre uma e outra compra, a obra pode ser totalmente diferente – mudando, portanto, na velocidade da Internet.

Quer conhecê-la melhor? Então acesse o site da obra clicando aqui ou no link http://www.mundoecommerce.com.br/Livro-Mundo-Ecommerce.aspx

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O que você acha de propaganda dentro do livro?

No mês passado, o site Livros e Pessoas fez uma matéria sobre a ação de uma editora inglesa inserindo um anúncio publicitário no meio de um livro (clique aqui para ver).

O resumo é o seguinte: imagine que você esteja entretido com um romance daqueles incríveis, em que se devora letra a letra. De repente, a 10 páginas do final, você vê uma página com uma campanha feita para que pare de fumar.

Em teoria, basta virar a página para continuar lendo. Mas o quão positivo isso é?

Ou seja: inserir um anúncio, seja do que for, nas sagradas páginas de um livro, não pode acabar tirando a ansiosa atenção do leitor? No final das contas, não seria algo que acabaria prejudicando a experiência de se ler?

E se a propaganda fizesse com que o preço caísse, mesmo que alguns reais (ou, no caso do exemplo, libras)? Valeria a pena?

Agências de publicidade, autores e editoras já começam a debater o livro como mídia por todo o mundo – algo que pode ganhar mais força com a vinda dos ebooks, que permitem anúncios mais interativos.

Mas há uma questão importante para se levar em conta: um bom anúncio publicitário é, por definição, aquele que prende o interesse do seu espectador e faz com que ele pense sobre a mensagem. Se esse espectador é um leitor, isso também significa que, mesmo que por alguns instantes, um bom anúncio fará com que ele desvie seu foco da obra literária. Isso vale a pena?

O que você acha?

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