Tem dúvidas sobre autopublicação?

Tem dúvidas sobre como publicar seu livro?

Simples: pergunte.

Ou navegue por aqui.

O Clube de Autores tem mais de 9 anos de mercado trabalhando com autopublicação como deve ser: gratuita para o autor e com garantia de presença nas mais diversas livrarias. O que isso nos dá (e, por consequência, garante a você)? Uma base de conhecimento imensa sobre o que funciona e o que não funciona nesse mercado.

Essa base de conhecimento, no entanto, não serve de nada se não a colocarmos ao alcance e à disposição de todos os autores do país – e é esse o esforço que temos feito (e fortalecido) nos últimos tempos.

Gostaria, aqui, de deixar dois convites para todos os escritores que tenham qualquer tipo de dúvida:

Acesse os materiais que preparamos para você.

São muitos e que devem aumentar o tempo todo. Mas, para facilitar, listaremos aqui:

Compilado de conteúdo sobre como publicar um livro

Post sobre como escrever um livro

Checklist com todas as etapas de lançamento de um livro

Passo-a-passo de como registrar o ISBN para seu livro

Post sobre como definir o preço do seu livro

Post sobre como lançar um livro sem burocracia

Manual de divulgação de livros

Guia de Publicação de Livros

Pergunte-nos

Todos esses materiais, como já comentamos, foram feitos com base em dúvidas que recebemos de autores ao longo dos nossos 9 anos de vida.

Isso significa que todas, absolutamente todas as dúvidas já tenham sido respondidas? Claro que não.

Significa apenas que estamos fazendo – como devemos continuar fazendo – um esforço grande para deixar o mínimo possível de dúvidas nesse mundo relativamente novo da autopublicação.

E também significa, claro, que a possibilidade de existirem outras dúvidas quaisquer que sequer tenhamos considerado é bem razoável.

Isto posto, pedimos a todos os autores que nos considerem não como um acervo de material, mas sim como uma fonte de consulta permanente sobre como se autopublicar.

Tem dúvidas e não encontrou respostas? Pergunte-nos.

Do nosso lado, se há uma coisa que podemos garantir é que faremos todo o esforço do mundo para respondê-lo o quanto antes!

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Guia sobre como publicar um livro online

Estamos, como se pode perceber até mesmo passando o olho aqui no blog, criando uma série de conteúdos úteis para os nossos autores.

De maneira geral, coletamos todo um universo de dúvidas acumuladas desde o nosso primeiro dia de vida, lá nos idos de 2009, e consolidamos respostas práticas para elas.

Essas respostas serão transformadas em posts mais completos (como esse aqui, sobre o registro do ISBN), em ebooks, guias e manuais (como os que já estão aqui) ou em páginas mais completas.

A primeira que publicamos é esta aqui, com todo um compilado de informações sobre como publicar um livro.

Há de tudo nela: melhores práticas, mitos que devem ser desconstruídos, dicas e acesso a manuais e guias que podem ser extremamente úteis aos novos autores. Recomendamos fortemente que você dê uma olhada nesse conteúdo e que utilize-o como uma espécie de checklist. Conhecimento nunca é demais – principalmente para nós, escritores, que vivemos no mundo tão hipercompetitivo da produção artística.

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Como escrever um livro?

Tem uma história para contar? Parabéns: o primeiro passo está dado.

Livros são, antes de mais nada, registros de histórias relevantes. 

Podem ser ficção, não ficção, manuais técnicos ou qualquer gênero existente: seja como for, livros são compilados estruturados de conhecimento.

Mas há algo nessa frase acima que deve ser relido: a palavra “estruturados”.

Todos, afinal temos alguma história para contar sobre alguma coisa qualquer que vivemos ou imaginamos – mas isso não significa que todos consigamos efetivamente escrever um livro de sucesso (qualquer que seja a medida de sucesso considerada) com base nessa história.

É preciso, antes de mais nada, estruturar a história, dar a ela a cadência necessária para que capte não só o entendimento do leitor, mas também – e talvez principalmente – o seu desejo em continuar lendo-a.

Assim, se você tiver uma história para contar, ótimo: já é o primeiro passo para escrever um livro. Só não se esqueça que a estrada será longa e que ainda haverá muitos passos a serem dados – muitos dos quais serão explorados aqui, neste guia, com o único objetivo de auxiliá-lo por esta inenarrável aventura que é criar mundos.

Regra # 1: Domine o seu idioma

Há uma diferença muito pouco sutil entre a história falada e a história escrita: a fala carrega tons e entonações que dificilmente podem ser replicadas pela escrita. Por este mesmo motivo, histórias faladas permitem mais liberdades com o nosso idioma, são mais soltas, mais “musicais”.

Na história escrita, tudo muda: nela, a entonação é dada pelo leitor, não pelo narrador.

A posição de uma vírgula pode quebrar todo o ritmo da frase ou mesmo alterar o seu sentido; a falta de vírgulas pode deixar o leitor com absoluta falta de ar, asfixiando a história inteira; tempos verbais errados (como usar o ‘quer que eu faço isso?’ ao invés de ‘quer que eu faça isso?’) podem assassinar a imagem do autor perante o leitor – imagem que sempre deve ser mantida no mais alto patamar pelo bem do enredo.

A história escrita depende, por óbvio, da escrita, e quanto mais mambembe, quanto mais desconectada do nosso idioma, ela for, mais difícil será cativar uma base interessante de leitores. Vemos isso no cotidiano do Clube de Autores: se há um ponto comum na imensa maioria dos livros mais vendidos aqui é que eles passaram por uma revisão profissional antes de chegarem às prateleiras.

Temos um idioma que, embora belíssimo, é carregado de sutilezas e de minuciosas regrinhas para tudo. É difícil, muito difícil, dominar todos os detalhes do português – mas usar isso como desculpa para não se aprofundar no básico não ajuda o autor em nada. Quer viver da escrita? Estude seu idioma.

Histórias bem escritas, afinal, são também histórias mais lidas, como se pode concluir por obviedade.

E bons livros têm os seus enredos bem escritos, não cuspidos de qualquer maneira em folhas em branco.

Regra # 2: Não ignore o mar de referências à sua volta

É impossível escrever bem se você não lê bem. Aliás, isso não deveria sequer ser uma questão: é um privilégio inenarrável termos, hoje, a possibilidade de ler tanto por tão pouco. Temos, ao alcance de todos, gênios como Guimarães Rosa, Mia Couto, Tolstoi. Mestres que praticamente refundaram idiomas inteiros e criaram modelos de expressão literária absolutamente revolucionários.

Como sequer querer multiplicar leitores sem antes entender como esses grandes mestres dos nossos e de outros tempos o fizeram? Ou, refazendo a pergunta: para quê desperdiçar essa base tão gigantesca de conhecimento que está ali, ao nosso alcance?

E isso porque estamos falando aqui apenas dos mestres já consagrados.

Há outros: há os escritores independentes que apenas agora começam a criar os seus públicos. E por que eles são fundamentais? Porque a literatura do futuro está sendo desenhada justamente por eles.

Há como ser um escritor incrível sem ser um leitor ávido? É possível, claro, mas não provável. E decididamente não é um caminho que pareça muito inteligente.

Quer um lugar ao sol junto aos mestres da literatura? Comece pelo caminho mais fácil e óbvio: aprenda com eles.

Faça uma lista de histórias e livros que te interessem e mergulhe neles. Leia não com um olhar leigo, mas sim como um explorador desbravando um novo universo: atente-se à cadência das frases, às palavras, às referências utilizadas, à maneira com que o autor brinca com o tempo e apresenta protagonistas e antagonistas, a toda a construção da trama.

Aliás, ao invés de apenas ler, estude as obras que considerar referências importantes para você.

Não que você precise seguir uma espécie de receita de bolo – escrever sempre dependerá de um estilo essencialmente individual. Mas o simples fato de você estudar os seus próprios mestres o fará ampliar, decisivamente, os limites da sua própria capacidade criativa.

Regra # 3: Entenda (e abrace) o zeitgeist

Zeitgeist é uma palavra alemã que significa “espírito do tempo”. Sua aplicação prática: entender qual o conjunto de valores que está efetivamente movendo uma sociedade em um dado momento para que se consiga tomar proveito disso.

O “tomar proveito”, nesse caso, significa surfar a onda de uma comoção popular já formada e, portanto, deixando algo que se queira vender (seja um produto ou uma história) com uma vantagem fundamental. E, apesar do conceito parecer recém saído das páginas de um livro de marketing, ele já era essencial há séculos.

Tome Shakespeare, por exemplo.

Todas, absolutamente todas as suas grandes peças tiveram os seus enredos baseados em fatos que estavam mexendo com o imaginário popular. Othello foi escrito quando Elisabeth I expulsava os mouros de Londres; o Rei Lear se baseou em um caso jurídico real que se transformara na grande fofoca do reino; MacBeth foi feita para celebrar, por meio de metáforas, a linhagem do monarca James I, para quem a peça foi escrita.

A receita de Shakespeare sempre foi simples (o que, ressalvo, não subtrai em nada a sua genialidade): entender o que estava movendo o povo e criar uma peça que metaforizasse o momento para angariar um tipo mais entusiasmado de atenção.

O bardo, no entanto, viveu em um tempo de poucas imensas mudanças sociais – o oposto do nosso.

Nossos tempos são mais agitados: há pequenas revoluções, por assim dizer, acontecendo a cada par de dias. Olhe para a política brasileira: não há uma só semana em que tudo não esteja na iminência de uma ruptura completa.

Olhe a política americana: não dá para dizer que a gestão Trump, com todas as suas promessas xenófobas e radicais, tenha pacificado o planeta.

Olhe para os refugiados do Oriente Médio, para a falta de preparo da Europa em recebê-los e para o absoluto caos gerado por causa disso. Olhe para o Brexit.

Olhe ao seu redor.

O mundo tende a ser um lugar muito, mas muito mais tenso do que o que já foi em qualquer ponto do passado pós revolução industrial.

E por que isso tem alguma relevância em um guia para escritores?

Porque, se nos permite a frieza, nunca um mundo entregou tantos zeitgeists e tanta inspiração para histórias.

Esse lugar quente, feito de cataclismas semanais e de radicalismos diários, é uma espécie de paraíso para mover mentes e corações e gerar clássicos talvez muito mais intensos que os da Inglaterra Shakespeariana.

Para quem está do lado de cá das prateleiras, apenas acompanhando a literatura moderna enquanto ela se forma, é um tempo que se pode traduzir no mais puro entusiasmo.

Para quem está do lado daí, escrevendo, torna-se cada vez mais imperativo saber como aproveitar bem esse nosso mundo tão inclinado a se revolucionar.

O resumo dessa regra? Busque banhar o seu enredo, de todas as formas possíveis, nos grandes temas que estiverem movendo a opinião social do seu público leitor. Acredite: só isso já servirá como um poderoso convite para que eles se entreguem de corpo e alma às suas páginas.

Regra # 4: Faça uma linha do tempo

Marguerite Duras costumava dizer que, para um escritor, escrever é um ato tão involuntário quanto respirar.

E, de fato, às vezes a maior dificuldade que encontramos é justamente evitar que ideias se transformem em frases, que frases se transformem em parágrafos e que parágrafos se transformem em capítulos com uma força tão tsunâmica que, em pouco tempo, a narrativa inteira acabe se perdendo no caos.

Não que esse caos seja de todo danoso: a livre escrita é uma ferramenta poderosa para ajudar o autor até a descobrir mais sobre a sua própria obra.

Há, no entanto, que se inserir um pouco de estrutura para evitarque a obra se perca – a começar por uma linha de tempo.

Um livro não precisa, necessariamente, seguir uma narrativa linear, partindo sempre no sentido passado-futuro. Na sua obra prima “Ghana Must Go”, a autora Taiye Selasi passeia pelas vidas de gerações de seus personagens sem nenhum tipo de receio, forçando o próprio leitor a encaixá-los cronologicamente na história.

Para a autora, no entanto, essa cronologia já estava mais que definida. Caso contrário ela facilmente se perderia e um livro fabuloso se transformaria em uma confusão incompreensível.

A lição que isso dá para escritores? Se você já tiver a sua história mais ou menos concebida, pegue um pedaço de papel e desenhe a sua cronologia.

Partindo do passado para o presente ou o futuro, anote os fatos, registre causas e consequências, insira personagens e genealogias onde achar necessário.

Este será o esqueleto da sua obra, uma espécie de linha mestra à qual você sempre poderá recorrer em caso de necessidade.

A partir daí você até poderá, para o bem do seu estilo narrativo, começar pelo final, voltar ao passado, saltar até o presente e brincar pela cronologia o quanto quiser. Mas, quando tiver dúvida sobre algum fato qualquer, sobre que antagonista impactou que protagonista por que motivo e em que momento, bastará recorrer à sua linha do tempo.

Esta será a sua estrutura perene, sagrada.

Regra # 5: Crie personalidades, não personagens

Se você já leu a obra prima Cem Anos de Solidão, do vencedor do Nobel de Literatura Gabriel García Marquez, certamente foi impactado pela árvore genealógica da família Buendía que, por gerações e gerações de nomes praticamente idênticos, chegam a confundir o leitor quanto a quem fez o que, quando e onde.

Mas… se há tanta confusão, como foi, exatamente, que esse livro se transformou em um dos maiores clássicos da história da literatura mundial?

Simples: cada um dos personagens tem uma história própria, uma personalidade marcante e absolutamente singular.

Mais do que nomes riscados em uma folha, os personagens de García Marquez têm os seus próprios medos, traumas, angústias, esperanças, ímpetos. Todos são fruto de suas sociedades, de seus tempos e de suas ambições, o que dá ao romance uma credibilidade formidável.

Mais do que isso: as personalidades são tão vivas que o leitor costuma não apenas se identificar, mas se apaixonar pela saga dos Buendías, criando um tipo de laço que costuma existir apenas aqui fora, na vida real.

O que se aprende com isso?

Que personagens precisam ser mais que nomes jogados no meio de uma história.

Quando for criar os seus, assegure-se de dar a eles uma história que inclua tudo, de medos a motivações.

Mesmo que parte dos traços de personalidade não encontrem espaço na narrativa em si, mantenha-os anotados para evitar que um determinado personagem aja de maneira incoerente com quem ele realmente for.

Regra # 6: Pesquise e crie mundos tangíveis, não cenários artificialescos

Seu livro, naturalmente, se passa em algum lugar – seja ele real ou imaginário. E mesmo que ele seja imaginário, sua imaginação certamente se baseou em algum (ou alguns) lugares reais, com auras e climas próprios.

Da mesma forma, seu livro também se passou em algum tempo. Seja na antiguidade clássica ou em um futuro distópico, o fato é que o tempo da sua narrativa certamente foi moldado e abalado por acontecimentos que fizeram todos, de personagens a cenários, chegarem onde chegaram.

Se estiver trabalhando em um romance sobre a ditadura militar brasileira, terá um enredo provavelmente abalado por um zeitgeist de medo, censura, guerra fria.

Se estiver concebendo uma história de amor nascida nos confins dos sertões nordestinos, terá um ambiente forjado pela lei do mais forte e pela escassez absoluta.

Se estiver historiando a vida do Rio de Janeiro no período imperial, perambulará sobre uma sociedade perdida entre os impulsos da modernização e o conservadorismo distópico característico de um reino europeu nos trópicos latinos.

Seja qual for o tempo e o espaço do seu romance, pesquise tudo o que conseguir.

Quais foram os personagens reais que marcaram época? Quais os fatos que movimentaram a opinião social? Quais os costumes? Quais as situações políticas? Quais os níveis de caos abalando os mundos em que suas histórias se passarão?

Da mesma forma que você deve criar personalidades ao invés de personagens, aqui é importante criar mundos próximos do que a imaginação do leitor possa entender como reais, críveis.

Regra # 7: Deixe as mãos guiarem o enredo

Se você tem uma linha de tempo, cenários críveis, personagens densos e um zeitgeist amarrando a tudo e a todos em uma mesma teia aderente, então resta a parte efetivamente divertida: escrever.

E aqui a regra é a mais simples de todas: dê espaço para que suas mãos, provavelmente já agoniadas, se derramem pelo teclado.

Nem sempre saberemos ao certo por onde começar, claro – mas, dado todo o material já colecionado sobre a história, aqui é o momento de deixar as mãos decidirem.

Busque apenas ficar a sós com o teclado e com suas anotações em algum ambiente propício à concentração e pronto. Comece.

Deixe vir uma palavra aqui, outra ali… Deixe surgir o eventual arrependimento, apagando frases inteiras e produzindo novas.

Na dúvida, recorra à suas anotações sobre a história. Se necessário, ajuste-as um pouco. Ou muito.

Mas siga.

Olhe em frente, testemunhando em primeira mão pessoas se metamorfoseando em personagens. Na imaginação, nomes passarão a se colar a faces, passados a rugas, futuros a olhares.

Encontros e desencontros inventados, e não por isso menos reais, povoarão o imaginário do escritor que ficará dali, de uma mesa discreta, arquitetando os destinos do mundo.

E que mundo, acrescente-se. Bem melhor que o de carne-e-osso, feito apenas do que vemos e não do que pensamos. O mundo de quem observa escrevendo inclui tantos pensamentos e inconscientes alheios que faz da realidade algo tão tedioso quanto uma samambaia dormindo no canto de uma sala escura.

Enquanto isso, o teclado metralha. Frases desconexas vão ganhando sentido, parágrafos vão se erguendo como que por mágica, capítulos vão se formando como cidades inteiras. Mundos inteiros vão nascendo, feitos para o deleite do seu Criador que constrói, destrói, cria e mata.

É, afinal, hora de escrever.

É hora de olhar ao redor e de voltar a imaginar as imaginações dos que passam crus, inocentes, aguardando sem saber os seus destinos serem esculpidos.

É hora de ignorar uma realidade para criar outra.

É hora de ser escritor.

Cuidados importantes

Não seja um mero relator de fatos

Qual livro é mais fidedigno: Os Sertões, de Euclides da Cunha, ou Guerra do Fim do Mundo, de Vargas Llosa?

Já começamos aqui pedindo desculpas se ofendemos qualquer um com o nosso próprio gosto literário. Não negamos, nem poderíamos negar, a poderosíssima importância histórica dos Sertões: sem ele, todo um tempo-espaço do nosso país seria desconhecido.

Mas, entre as páginas e mais páginas de dados históricos, há uma narrativa chata, insuportável, daquelas que faz o leitor questionar seriamente a sua própria sanidade caso pense em prosseguir até a última página. Os Sertões é tão linearmente verdadeiro que ele ultrapassa as fronteiras da chatice aceitável.

Mude, agora, de livro: vá para A Guerra do Fim do Mundo.

A história é a mesma: a Canudos de Antônio Conselheiro; a narrativa, por outro lado, é extremamente diferente.

Sim, há dados históricos e personagens inquestionavelmente verdadeiros. Mas há também pequenas corruptelas – como o fictício Barão de Canabrava, representando o Brasil velho e que, na vida real, provavelmente era o Barão de Jeremoabo.

Há cenas que poderiam facilmente ter existido – como diálogos entre soldados e jagunços – mas que dificilmente teriam sido exatamente aquelas, proferidos exatamente por aquelas pessoas. São alguns dos melhores diálogos de uma obra prima digna do Prêmio Nobel, acrescento.

Há realidade, sem dúvidas, algo comprovado por séries de referências históricas encontradas nos próprios Sertões de Euclides da Cunha. Mas, para aqueles momentos em que a realidade fica chata ou obscura demais, há a ficção com sua pulsação mais forte, mais densa, mais intensa.

O que, no fim, importa mais?

Uma realidade tão enfadonha quanto todas as realidades que existem, ainda que de uma densidade aterrorizante como a de Canudos do fim do século XIX, ou uma visão romanceada e, portanto, mais emocionante, dela?

A pergunta foi retórica: a verdade mais verdadeira, aquela que pode ser esticada em uma simples linha de tempo, é apenas um livro mal escrito.

A verdade que fica para a posteridade, afinal, é sempre a versão mais bem contada da história.

Veja: não estamos pregando aqui a ficcionalização de realidades. Estamos apenas reforçando que, com o objetivo de gerar mais aderência à sua obra, não se negue a lançar mão de uma imaginação… digamos… ponderada.

Observe com cautela a Lei de Tchehov

Tchekhov dizia que, se um revólver aparecesse em uma cena qualquer de uma história, é porque ele eventualmente seria disparado.

Histórias, ao menos sob a ótica do mestre russo, não tinham espaço para elementos supérfluos, para desnecessidades. Nas histórias, tudo devia ser calculado, medido, intercalado em uma relação simbiótica de causas e consequências.

Tudo devia ser construído para conduzir a concentração do leitor pela imaginação do autor: qualquer possível desvio, qualquer brecha deixada por descuido poderia soprar a imaginação do leitor para longe, fazendo-o criar versões paralelas repletas de “se’s” e costurar hipóteses que seriam, em essência, estradas abertas para a total perda de interesse no enredo real.

Tchekhov morreu em 1904.

Anos depois, um outro mestre da literatura, o japonês Haruki Murakami, publicou a sua obra prima 1Q84 – uma espécie de thriller psicometafísico tão impressionante que as suas 1.500 páginas terminam quase que em um susto só, deixando um surpreendente gosto de “quero mais”.

Em um ponto específico da história, um personagem entrega um revólver para uma amiga mencionando a “Lei de Tchekhov” e, portanto, profetizando que ela eventualmente atiraria em alguém. Ela teria que atirar, afinal.

E, no livro, há oportunidades para isso. Inúmeras.

A personagem, Aomami, chega a um ponto em que a arma vira quase uma extensão de seu próprio corpo. Mas… o livro chega ao fim e o revólver nunca cumpre o papel para o qual foi criado.

Alguns podem argumentar que, talvez, o papel do revólver tenha sido justamente esse: o de representar algo, de agregar alguma sensação de segurança para guiar a personagem pelo sempre tenso enredo. Talvez a sua própria existência tenha sido uma espécie de fim em si mesmo.

O fato, todavia, é que tanto na arte quanto na vida, histórias são invariavelmente resultados dos seus tempos.

Na Rússia do final do século XIX – a mesma de Tolstoi e Gorki, diga-se de passagem – a vida real era tão rústica e prática que uma arma não disparada simplesmente não faria sentido em nenhuma história: geraria estranheza, angústia, incômodo. No passado, tudo tinha um motivo de ser, um destino a ser cumprido – e a arte, enquanto mímica da vida, não poderia ser diferente.

Hoje, nossos tempos são outros.

Hoje, lemos livros enquanto prestamos atenção na estação de metrô que devemos saltar, assistimos à televisão enquanto navegamos no Facebook e escrevemos as nossas histórias enquanto absorvemos as críticas feitas em tempo real sobre seus trechos inacabados.

O autor de hoje é tão multitarefa quanto seu leitor: vive escolhendo, a cada piscar de olhos, a que deve prestar atenção e o que deve ignorar. Hoje, portanto, todos estamos acostumados não a uma, mas a toda uma coleção de “desnecessidades” supérfluas nos cenários das nossas vidas reais. Nossas vidas reais, arriscaríamos dizer, são muito mais recheadas de coisas supérfluas do que de elementos que realmente fazem parte dos nossos destinos.

O próprio conceito de destino mudou: de algo pre-determinado e imutável ele se metamorfoseou em algo essencialmente volúvel, dependente das pequenas escolhas nossas de cada dia.

No mundo de Tchekhov, um revólver não faria sentido se não fosse disparado. Era a finalidade que definia o ser, o objeto.

No mundo de Murakami, no nosso mundo atual, basta que um revólver exista para que sua função seja cumprida. O objeto em si é também a sua própria finalidade.

E isso muda toda a forma com que interpretamos as grandes obras dos nossos tempos de uma maneira revolucionária, somando sutilezas nos enredos que tendem a acrescentar muito mais sentido a cada capítulo, a emprestar muito mais realidade à ficção.

Para quem costuma achar que a “boa literatura” já estava morta (algo infelizmente corroborado por fatos como Bob Dylan receber o Nobel ou José Sarney ser membro da Academia Brasileira de Letras), é bom despir-se de preconceitos e ler novos livros com novos olhos.

As obras primas de hoje são muito mais complexas, sutis e densas que as do passado: os novos autores estão revolucionando a literatura como em nenhum outro tempo da nossa história.

O que isso tudo importa para você, escritor?

Simples: seja simples, mas não simplório, na construção de seus cenários e de suas tramas. Se quiser, acrescente objetos que sirvam apenas para agregar valor ao contexto – mas cuidado para não deixar o seu leitor perdido, com uma interrogação presa na mente.

Você não precisa seguir à risca a Lei de Tchekhov – mas isso não significa que precise também desprezá-la completamente.

Dicas de George Orwell sobre como escrever bem

Já que tanto falamos sobre mestres e referências, por que não abrir uma seção de dicas partidas exatamente de um deles?

George Orwell é, provavelmente, um dos escritores mais lidos do mundo. Autor de A Revolução dos Bichos e 1984, ambos com uma concepção distópica de sociedades “pseudo-comunistas”, ele cativou leitores por todo o planeta.

Boas ideias para livros, no entanto, são apenas parte da fórmula de sucesso de qualquer escritor. Além disso – e de outros ingredientes como, por exemplo, pitadas de sorte e competência em autopromoção – há que se escrever bem. Claro.

E não é que Orwell criou uma espécie de manual para se escrever bem? Veja as suas seis regras abaixo:

  1. Nunca use uma palavra longa quando uma curta resolver
  2. Se for possível cortar uma palavra de um texto, corte
  3. Nunca use a voz passiva quando puder usar a voz ativa
  4. Nunca use metáforas ou comparações que já forem “lugar-comum” (e que, portanto, você já tiver visto inúmeras vezes)
  5. Nunca use um termo em inglês ou em jargão científico quando conseguir substituir por algo mais corriqueiro, simples de ser entendido
  6. Se necessário, quebre qualquer uma dessas regras para evitar dizer algo que soe tosco

Tudo bem que não há um livro de receitas para se escrever livros – mas não custa nada beber um pouco da sabedoria dos que já trilharam, com sucesso, o caminho que estamos buscando. Não é verdade?

Livro escrito é livro pronto?

Não: um original escrito deve ser considerado como um rascunho do que o seu livro realmente será.

Há ainda outros pontos que precisam ser endereçados antes dele ser efetivamente lançado, incluindo leitura crítica, revisão ortográfica e gramatical, capa e diagramação, ISBN etc.

Aliás, temos um post bem completo sobre como fazer o registro do ISBN, sendo esse um processo que costuma ser um pouco mais burocrático, e outro aqui com todas as etapas de lançamento de um livro.

Mas esse é um segundo passo, dado apenas depois que seu livro estiver devidamente escrito e que você se sentir razoavelmente confortável com o resultado.

Quer mais informações sobre como lançar um livro? Fizemos um post aqui no blog do Clube de Autores que certamente poderá ajudá-lo. Acesse, leia e tenha uma boa sorte com seu livro!

 

Leia Mais

Como registrar o ISBN para seus livros

Alguns autores entraram em contato conosco perguntando sobre o ISBN para os seus livros. Por prestar um serviço de publicação de livros completamente gratuito para os autores, o Clube (www.clubedeautores.com.br) não pode garantir o ISBN (que tem custo) às obras – ficando isso a cargo dos próprios escritores.

Mas podemos (e devemos), claro, ajudar. Então, vamos a alguns esclarecimentos:

O que é o ISBN?

Segundo o site da Biblioteca Nacional, “o ISBN – International Standard Book Number – é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização.

É preciso ter ISBN para cadastrar o livro no Clube de Autores?

Não, não é. O ISBN é uma forma de catalogar livros – mas não é ele que define o que é e o que não é uma obra literária. O foco do Clube de Autores é permitir que os autores publiquem as suas obras – considerando o seu conteúdo como a peça mais importante.

No entanto, uma série de livrarias parceiras do Clube de Autores exige o ISBN para aceitar revender os livros – incluindo Livraria Cultura, Amazon, Estante Virtual. Ou seja: se você publicar o seu livro sem o ISBN, ele será vendido normalmente no Clube de Autores; se publicar com, ele será vendido tanto no Clube de Autores quanto em todas as livrarias parceiras, o que, de longe, garante um alcance muito, MUITO maior. 

Qual a importância de ter o ISBN?

A principal importância é facilitar que a sua obra seja encontrada e distribuída, como comentamos acima. Por exemplo: se você quiser que seu livro seja revendido nas livrarias parceiras do Clube de Autores, precisará ter o ISBN. Alguns sites ou redes sociais focadas em livros, por sua vez, também exigirão. Assim, por mais que não seja obrigatório ter um ISBN, é aconselhado. Como o custo é relativamente baixo, vale a pena.

Quanto custa o ISBN? 

Na verdade, você precisará se cadastrar como editor-autor antes de poder fazer o registro do seu ISBN. Hoje, 17/10/2018, os valores são: 

Cadastro de editor-autor: R$ 270,00 (pagos uma única vez)

ISBN: R$ 20,00 (pago a cada livro cujo ISBN você precisar registrar)

De qualquer forma, o site da Agência de ISBN tem uma tabela de preços sempre atualizada e que você pode utilizar para conferir. 

Como fazer para conseguir o registro?

O processo pode parecer complicado, mas não é. Na verdade, é até bastante simples, desde que você siga os passos esclarecidos aqui neste post. 

A primeira coisa a se fazer é acessar o site da Agência Brasileira do ISBN, onde todo o processo será feito. Não se assuste: o volume de informações e a forma que elas estão dispostas na página parecem feitos para te confundir, mas mantenha o foco aqui e te guiaremos por todo o processo.

Passo 1: Cadastre-se como editor-autor

A primeira dúvida que costuma aparecer é sobre a editora. Bom… se você é um autor independente, então a editora é você mesmo. Esse ponto é importante, pois volta e meia recebemos emails de autores perguntando se o Clube de Autores pode ser considerado como editora (e a resposta é “não”).

Como, então, fazer o cadastro? 

Vá diretamente a este link aqui, da página de cadastro de editor.

Uma vez lá, preencha os campos da seguinte maneira: 

Preenchimento do cadastro

Identificação: Entre com seu email e digite a senha que pretende cadastrar (com 6 dígitos)

Dados do Editor: Selecione a opção “pessoa física” e insira seu nome completo, seu CPF e, se quiser, um pseudônimo (opcional).

Aqui também cabe uma observação: editores pessoa física podem registrar até 30 ISBNs sob seu nome. Se tiver mais obras, você precisará abrir um CNPJ e fazer o cadastro por pessoa jurídica (o que pode ser feito no mesmo site, bastando que escolha a opção de “pessoa jurídica” nessa etapa). 

Dados complementares: Auto-explicativo, não? é só preencher o seu endereço completo e seguir adiante. 

Confirmação de dados: Última etapa do preenchimento, bastará que você confirme os dados e siga adiante.

Confirmação de cadastro e login

Feito isso, você receberá um email para validar o cadastro contendo um link. Basta que clique nesse link. Feito isso, você irá para uma tela de confirmação que terá, abaixo de um box informativo, o seguinte texto: clique aqui para realizar o login de editor e preencher a primeira solicitação de ISBN

Bom… obedeça. Clique ali e você começará o processo de registro de ISBN. 

Passo 2: Solicitação do ISBN

Login

A tela que se abrirá será esta aqui, por onde você poderá fazer o seu login (inserindo email e senha cadastrados na etapa anterior) e iniciar o registro. 

Após acessar a área de editor, você irá para uma tela com uma espécie de resumo do seu histórico e um menu no lado esquerdo. Clique na opção Histórico Editorial

Solicitação de Prefixo Editorial

Como você é um editor pessoa-física, essa etapa será bem rápida: basta que preencha o campo que aparecerá com o pseudônimo que cadastrou ou, caso não o tenha cadastrado, com o seu nome completo. 

Feito isso, confirme a solicitação do prefixo editorial e siga adiante. 

Solicitando o ISBN

Dados principais

Preencha as informações do seu livro. Perceba que apenas os itens marcados com asterisco (*) são obrigatórios. No entanto, exceto pelo preço, recomendamos que preencha tudo. 

Por que recomendamos que deixe o preço em branco? Porque, aqui no Clube de Autores, você poderá mudá-lo quando quiser para, por exemplo, se acomodar à demanda que perceberá apenas depois do seu livro estar no mercado. 

Os dados principais, portanto, são: 

Título

Tipo de obra: Escolha a opção “título independente”

Assunto: Escolha uma das opções disponibilizadas pela própria Biblioteca Nacional, mesmo que entenda que seu livro não se enquadre exatamente em uma delas. Se quiser, veja aqui a lista completa de assuntos.

Preço: Deixe em branco

Idiomas: Escolha o idioma em que seu livro estiver escrito. Caso seja um livro bilíngue, você pode escolher mais de um idioma ao clicar nas opções enquanto mantém a tecla “control” (CTRL) pressionada. 

Tradução: Se o livro for de sua autoria, selecione a opção “não traduzido”. Se você for o tradutor, selecione a opção “traduzido”.

Dados complementares

Aqui a coisa começa a parecer mais complicada, principalmente para o modelo de autopublicação (que não tem pre-definições tradicionais como, por exemplo, tiragem). Vamos fazer algumas recomendações de preenchimento para você mas, claro, se perceber algo de diferente entre o que recomendamos e o seu livro, fique à vontade para mudar. Seja como for, procure não entrar em pânico com o formulário :-) 

Tipo de Suporte: Escolha “papel”. 

Acabamento: Escolha “econômico”

Capa: Escolha o tipo de capa que pretender usar no Clube. Na imensa maioria dos casos, a capa é “brochura”, que é o que recomendamos que selecione. 

Páginas: Número de páginas do seu livro

Edição: Número de edição (normalmente, “1”; preencha apenas com números)

Ano da edição: O ano atual

Cidade: Escolha a cidade em que você vive

Estado: Escolha o estado em que você vive

Tamanho: Escolha o tamanho (exato ou o mais o próximo) da sua obra. No Clube, o formato padrão, mais utilizado, é o A5 (ou 14×21). 

Comercializado: Escolha “sim” (afinal, seu livro será vendido).

Escala: Deixe em branco.

Salve e siga adiante.

Participações

Aqui é o local em que você inserirá os nomes de todos os autores da obra. Se for apenas você, basta deixar os seus dados – nome, tipo de participação (autor) e país – clicar em adicionar e, depois, em avançar. 

Se for uma obra em coautoria, apenas vá adicionando os dados dos co-autores, sem esquecer de selecionar o tipo de participação de cada um, e depois avance. 

Anexando a documentação

A tela seguinte pedirá quatro diferentes documentos que você deverá anexar. São eles: 

Documentos Complementares referentes ao seu cadastro: Esta parte é meio confusa, então recomendamos que anexe apenas caso a Agência solicite depois (há como voltar a esta etapa).

Cópia do CPF/ CNPJ: Clique em “informar” e cadastre uma cópia simples e legível do seu CPF.

Folha de Rosto: Clique em “informar” e cadastre a sua folha de rosto (página “oficial” que “abre” o livro). Há dois modelos de folha de rosto que você pode baixar aqui e copiar:

Documentos Complementares referentes ao seu ISBN: Esta parte é meio confusa, então recomendamos que anexe apenas caso a Agência solicite depois (há como voltar a esta etapa).

Quando terminar de anexar tudo de acordo com as instruções, clique na opção “voltar para solicitação”.

Pagamento

Você irá para uma tela de confirmação de dados. Lá, se quiser, você poderá editar qualquer parte do cadastramento feito até aqui ou simplesmente seguir adiante. 

Para seguir adiante, simplesmente clique em “fechar pedido” e, depois, na opção “tela inicial”.

Sabe aquele resumo de sua conta que comentamos lááááááá no começo do processo, depois da tela de login? Pois é: é para lá que você irá e será lá que a opção de pagamento aparecerá. 

Apenas clique na opção “boleto” e pronto: o boleto será gerado. A partir daí você deverá efetuar o pagamento (online ou em qualquer agência bancária). 

Normalmente, boletos levam de 2 a 3 dias úteis para serem compensados. Depois desse prazo, o status do seu pedido (nessa mesma tela inicial” mudará e o registro do ISBN será avaliado pela Agência. 

Se você tiver preenchido tudo corretamente, o ISBN será aprovado e você receberá instruções por email sobre como proceder a partir daí. 

Se faltar algo, você também receberá um email com as pendências e instruções sobre como resolvê-los. 

De qualquer forma, como email nunca é um meio 100% confiável (pois, às vezes, as mensagens simplesmente vão parar na caixa anti-spam sem que você sequer veja), recomendamos que faça o login no site e veja a tela inicial em uma ou duas semanas para conferir se há atualizações. 

Seja como for, cabem algumas observações importantes: 

  1. Se houver algum tipo de pendência que você precise resolver, não entre em pânico. Você precisará, sim, voltar ao site da Agência do ISBN e desbravar o seu caminho até a solução. No entanto, eles têm este manual aqui que pode te auxiliar. 
  2. Você não precisa solicitar o código de barras do ISBN para cadastrar seu livro no Clube. Basta ter o número do ISBN: com ele e o nosso próprio sistema gerará o código de barras gratuitamente e o posicionará na contracapa. 
  3. Você pode fazer o registro do ISBN para livros impressos e digitais (sendo necessário usar ISBN’s diferentes para cada formato). Se precisar, por questões financeiras, escolher um, vá no impresso. Para ebooks, a maioria das livrarias não exige o ISBN, o que significa que a utilidade prática do código acaba caindo por terra por enquanto. 

É preciso ter um novo ISBN para mudanças na obra?

De forma geral, mudanças nas obras devem, sim, ter um novo ISBN atribuído a ela. Segundo o site da Agência de ISBN, deve-se atribuir um novo ISBN:


– a cada edição de uma publicação;
– a cada edição em idioma diferente de uma publicação;
– a cada um dos volumes que integram uma obra em mais de um volume e também ao
  conjunto completo da obra (coleção);
– a toda reedição com mudança no conteúdo(texto) da obra;
– a cada tipo de suporte, tipo de formato, tipo de acabamento e tipo de capa;
– as reimpressões fac-similares;
– as separatas (desde que apresentem títulos e paginação próprios);

Obs:
– a reimpressão pura e simples de um livro NÃO requer outro ISBN;
– mudança na cor da capa, formato de letras e correção ortográfica do texto da obra, NÃO requer outro ISBN.

No caso de publicações eletrônicas, no entanto, exige-se apenas que a obra não seja atualizada com frequência – sem que uma periodicidade seja definida.

Precisa de mais ajuda?

Buscamos, aqui, ser o mais detalhado e prático possível para esta tarefa. A nossa sugestão é que você “enfrente” essa pequena burocracia sem medo pois, de fato, é só seguir as instruções e em pouco tempo seu ISBN estará em suas mãos e seu livro será comercializado nas maiores livrarias do país. 

De qualquer forma, se precisar de mais detalhes sobre o processo, recomendamos que baixe este manual de registro de ISBN feito pela própria Agência de ISBN. 

Se quiser/ precisar, temos também este manual sobre como publicar seu livro gratuitamente aqui no Clube de Autores.

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Como lançar um livro sem burocracia

Conheça os passos que você precisa dar para lançar o seu livro no Brasil

Foi-se o tempo em que lançar um livro era uma tarefa hercúlea, restrita aos poucos abençoados que tinham relacionamentos fabulosos com grandes editores ou acesso a montanhas de dinheiro necessárias para fazer uma história chegar às prateleiras das grandes livrarias.

Lançar um livro, hoje, é um tipo de missão ao alcance de todo e qualquer escritor, bastando uma combinação de dedicação intensa com algum investimento (ainda que minúsculo se comparado aos tempos passados).

Mas cabe, aqui, uma ressalva fundamental: embora publicar e lançar um livro, hoje, seja algo relativamente simples, não se trata de algo simplório. Explico-me: um bom livro, para ter mercado, precisa ter uma capa atrativa, uma sinopse que engaje, um português revisado, registro do ISBN (International Standard Book Number, uma espécie de CPF do livro) etc.

Parece complicado? Não é. Aliás, é justamente para facilitar a vida do escritor que decidimos aqui listar tudo o que você precisa saber para lançar seu livro.

Como precisamos ter um ponto de partida, vamos imaginar uma situação onde o autor já tenha o texto bruto “pronto”. Ou seja: imagine um autor com o Word aberto e toda a sua história escrita no computador, do título ao último capítulo. Por um lado, ele fica eufórico: sua obra já tem forma, substância, vida; mas, por outro, a mãe das dúvidas de muitos escritores começa a assombrá-lo: “e agora?”

Etapa 1: Leitura Crítica

 Um livro precisa de mais do que o enredo para ser considerado “pronto”. E não estamos falando aqui – ainda – de coisas como revisão ou diagramação.

Estamos falando da leitura crítica.

Há profissionais que fazem isso, que lêem o original e apontam pontos que devem ser melhor trabalhados. Mas, se não tiver dinheiro para isso, sempre se pode contar com algum amigo crítico.

Não muitos: distribuir o arquivo do seu livro para um universo de amigos e pedir opiniões dificilmente renderá bons frutos (além de matar compradores em potencial da obra).

Escolha um. Um cuja opinião literária você realmente confiar, um que você possa contar com a sinceridade, um que efetivamente se comprometa a ler e a derramar opiniões sinceras.

Basta isso: opiniões sinceras de alguém confiável.

O que você fará com elas?

As levará em consideração. Simples assim.

Mudará o que julgar cabível, desconsiderará o que entender como supérfluo e refinar seu texto.

Será, afinal, a primeira opinião crítica que terá. Não faz sentido obtê-la antes da publicação, de maneira privada e a tempo de impor mudanças no texto?

Etapa 2: Revisão ortográfica e gramatical

O livro já está criticado? Ótimo. Agora é hora de revisá-lo.

Por quê? Porque não existe nada mais desastroso que um livro publicado cheio de erros ortográficos ou gramaticais de português. Isso gera críticas negativas, afasta leitores e livrarias e, em suma, tem o potencial de destruir o que poderia ser uma obra prima.

Aqui também não adianta muito pedir para “aquele amigo que você julga escrever bem”. Revisão é coisa séria, é um dos pontos em que mais vale se investir em um profissional.

Por sorte, serviços de revisão costumam ser extremamente acessíveis. Assim sendo, busque na sua rede de relacionamentos contatos de revisores que possam ajudá-lo. Se não conhecer ninguém, não se estresse: acesse o Profissionais do Livro, site que agrega milhares de prestadores de serviço, pesquise e contrate um revisor online com total transparência e segurança.

Etapa 3: Capa e diagramação

Sabe aquela máxima de que o leitor escolhe o livro pela capa?

Pois é: você pode até discordar, mas é a mais pura verdade. Na prática, não adiantará muito você escrever uma história fabulosa de “encapsulá-la” em uma capa feia, daquelas que parecem feitas para repelir leitores.

Sendo bem direto: contrate um capista. Primeiro, tente negociar com algum artista/ designer que você confie, que admire, principalmente se ele já tiver feito capas de livros.

Se não achar, use a mesma tática que indicamos no caso de revisores: vá ao Profissionais do Livro e pesquisa capistas.

Normalmente, você pode negociar o projeto gráfico do livro junto com a capa. O que é o projeto gráfico? O estilo visual das páginas e a diagramação em si (o que inclui tipo e tamanho de fonte, cabeçalhos e rodapé etc.). Todo livro, afinal, precisa ser gostoso de ler – e essa experiência vai muito além do texto, casando-o com a forma que cada frase, parágrafo e capítulo se “encaixa” na página.

No caso do projeto gráfico, no entanto, grande parte dos autores independentes costuma fazer isso por conta própria, usando o bom senso como ferramenta de trabalho, para economizar. Se esse for o seu caso, temos, aqui no Clube de Autores, uma série de modelos de arquivos (em formato MS Word) já devidamente diagramados e que podem ser utilizados livremente.

Etapa 4: ISBN

Sabe aquele código de barras que aparece atrás de cada livro? Aquilo se chama ISBN, ou International Standard Book Number, e é uma espécie de CPF do livro com validade internacional.

Ter um ISBN é algo obrigatório? Sendo bem sincero, não. Por outro lado, sem o ISBN, a grande maioria das livrarias simplesmente não revenderá o seu livro.

E aqui precisamos ser práticos: se você tem a possibilidade de ter o seu livro revendido pela Cultura, pela Amazon, pela Estante e por tantas outras que trabalham em parceria com o Clube de Autores, para quê deixar isso de lado?

Há, de fato, uma leve burocracia para se fazer o registro do ISBN – mas nada que deva assustá-lo. Ao contrário: temos um post bem detalhado com todas as instruções para se fazer o registro do ISBN

Em termos práticos, você precisará:

  1. Se cadastrar como Editor Pessoa Física
  2. Solicitar o ISBN

Sim, tudo isso custará algum dinheiro – mas nada que seja proibitivo.

A propósito: na hora de comprar o ISBN, não se preocupe em comprar também a imagem do código de barras – o próprio site do Clube de Autores gera o código gratuitamente, online, durante o processo de publicação.

Etapa 5: Impresso ou E-Book?

Não deixaremos essa dúvida pairar por muito tempo e seremos enfáticos aqui: publique seu livro em TODOS os formatos.

No caso de impresso, basta seguir os processos de autopublicação gratuita do Clube de Autores para que seu livro seja não apenas disponibilizado no site como também distribuído para as maiores livrarias do país como Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino etc.

Todo o processo de publicação é detalhado no próprio site do Clube mas, para facilitar, criamos um manual que você pode acessar a qualquer momento.

No caso de e-book, há algo importante que você precisa saber. Apenas algumas livrarias online aceitam arquivos em formato PDF (que é o que você utilizará para publicar no Clube de Autores.

A maior parte das livrarias (Amazon Kindle, Apple iBookstore, Kobo etc., todas integradas ao Clube de Autores) exige o arquivo em um formato específico chamado de EPub.

E sim, você encontrará na Internet alguns sites que prometem fazer a conversão gratuita de Word ou PDF para E-Pub, mas… nenhum deles funciona direito. Na maior parte dos casos os arquivos saem com um volume tão grande de erros de diagramação que as próprias livrarias online se recusam a revendê-los.

A solução? Se você não conhece alguém que saiba fazer a conversão, contrate. Onde? Aqui também o Profissionais do Livro vem a calhar.

Etapa 6: Estabelecer o preço

Quanto mais barato o livro, melhor. Certo? Errado.

Estabelecer o preço de um livro é algo muito mais delicado, parte de uma estratégia comercial importantíssima para o sucesso da obra.

Nós também montamos uma espécie de guia que poderá ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro e recomendamos a leitura!

Etapa 7: Publicar

Não nos alongaremos muito aqui porque a resposta para esta etapa é óbvia: basta acessar o Clube de Autores e seguir todas as etapas de publicação. Como já comentamos anteriormente, há este guia aqui que poderá ajudá-lo em todas as etapas .

Vale lembrar também que o Clube de Autores é a única plataforma no mundo que distribui os livros autopublicados por uma gama grande de livrarias online, inlcuindo Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino (para impressos) e Google Play, Apple iBookstore, Amazon Kindle e Kobo (para e-books).

Etapa 8: Divulgar!

Esta é, oficialmente, a última etapa – mas tão (ou até mais) importante que as anteriores. Afinal, de nada adianta ter um livro maravilhoso publicado se ninguém souber de sua existência.

A boa notícia é que, hoje, as ferramentas de divulgação de livros estão ao alcance de qualquer um com um mínimo de boa vontade – algo que imaginamos que todo autor tenha quando se trata da sua própria obra e carreira.

Como esse é denso demais, com muitas possibilidades, não vamos entrar em detalhes aqui neste post. Para facilitar, criamos um manual de divulgação de livros que inclui desde o uso de blogs e redes sociais até a organização do evento ideal de lançamento para você.

Faça parte do Clube de Autores!

Bom… ninguém disse que lançar um livro seria uma tarefa fácil! Um livro é como um filho: é preciso criá-lo para que ele esteja devidamente preparado para enfrentar o mundo. E criá-lo, aqui, é precisamente atentar a cada um dos detalhes que, na prática, transformam um conjunto de palavras arranjadas em um arquivo em um livro.

Mas, como você pôde ver pelas próprias etapas aqui neste post, lançar um livro não é exatamente uma tarefa complicada ou burocrática. Ao contrário: é até simples e, dependendo da sua rede de relacionamentos, pode até ser gratuito.

Se você vier para o Clube de Autores, aliás, não precisará sequer comprar uma tiragem mínima de exemplares para revender: o modelo inteiro do Clube se baseia na impressão sob demanda, de maneira que cada exemplar é produzido apenas depois de ser vendido, um a um.

E sabe quantos autores fazem do Clube sua casa? No momento que este post foi escrito, quase 70 mil – o equivalente à maior base de autores independentes de toda a América Latina.

Está esperando o que, então? Faça parte do Clube de Autores!

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