Percebendo a percepção

Sempre tive como verdade absoluta que percepção é tudo – e que percepção é sempre relativa.

Tudo, no final das contas, depende de como o nosso cérebro cruza informações e experiências para gerar opiniões. Não é por outro motivo, aliás, que todos sempre temos opiniões fortes sobre tantas coisas.

Um programa na BBC fez uma espécie de metáfora mais dura com isso, forçando o cérebro a enxergar em cores uma imagem em preto e branco. Veja o vídeo e abstraia esse experimento para as nossas visões de mundo.

Antes, uma explicação técnica: esse fenômeno que você testemunhará no vídeo tem a ver com nossas “células cone”, um dos dois tipos de fotoreceptores em nossa retina e responsáveis pela visão a cores.

Temos três tipos de cones sensíveis a ondas de luz azuis, verdes e vermelhas. Quando somos expostos em excesso a uma única cor, o cone ligado a ela fica superestimulado, “cansado” e deixa de “responder”. Isso te deixa apenas com os outros dois tipos de cone temporariamente, o que, consequentemente, o faz enxergar as cores complementares (como vermelho versus verde ou azul versus amarelo).

Depois de alguns segundos, os cones voltam a funcionar normalmente e pronto.

Abstraindo o experimento, é o mesmo que acontece quando ficamos expostos em demasia a uma única visão de mundo: nos cansamos e passamos a ver “o outro lado”. Lembra de Laranja Mecânica, que “tratou” o protagonista estuprador com uma overdose de cenas de sexo? A mecânica é a mesma.

Para ajudar: ao ver o vídeo abaixo, haverá um momento em que você verá uma bola azul no centro da imagem. Foque-se nela e percebe como verá a imagem “preto e branca”.

 

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O que nos faz humanos?

Sabe qual o resultado de 3 anos entrevistando mais de 2 mil pessoas em 60 países em busca de suas visões de mundo? Um mosaico absolutamente caótico, disruptivo, desorganizado e, sobretudo, intenso. E esse mosaico, por assim dizer, foi transformado em filme pelo cineasta Yann Arthus-Bertrand.

Considerando que o entendimento da nossa própria humanidade é um ingrediente fundamental para que consigamos “sobreviver” a ela, essa é uma história que merece ser vista. Uma história, aliás, que já começa por um site bem costurado e permitindo uma imersão nesse mundo feito de mundos.

Um dos clipes do filme pode ser visto aqui, abaixo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=05Eh8qkZGx8]

O site inteiro, com acesso ao filme, pode ser visto clicando aqui, na imagem abaixo ou no link https://humanthemovie.withgoogle.com/intl/pt-br/

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Conhecendo os micromomentos dos leitores

Na quarta passada fiz um post inteiramente pautado em zeitgeists e no excesso de inspirações que o nosso complicado mundo nos entrega diariamente. O Google tem uma interpretação “complementar” a isso: segundo eles, todas as decisões de consumo são, hoje, cozinhadas por “fatos precedentes” e tomadas em “impulsos imediatos”.

Isso apenas sublinha (ou complementa) a importância de se saber “captar o momento” do leitor: se uma decisão de compra é disparada de maneira tão instantânea, resta aos autores saber como “incentivar” essa instantaneidade, como fazer o gatilho ser disparado.

O segredo pode estar em diversos lugares: em uma sinopse antenada à atualizada e que consiga se destacar nos buscadores, em eventos diferentes que despertem a curiosidade, em uma presença intensa nas redes sociais certas ou até mesmo em uma capa cuidadosamente perturbadora.

A base desse (e de qualquer) segredo, no entanto, é a mesma: conhecer o seu público leitor. Há como escrever alguma história de sucesso sem isso?

Vale acompanhar o vídeo abaixo, do Google, sobre o conceito de micromomentos:

 

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Entenda a política brasileira com os livros do Clube de Autores

Quer olhar o que está acontecendo com o Brasil por um retrovisor? Aguarde pelo menos um ano e compre algum livro qualquer sobre política brasileira.

Quer entender o que está acontecendo em tempo real? Acesse o Clube de Autores e busque aqui livros, por exemplo, sob a temática política.

O raciocínio é simples: é apenas na autopublicação que encontramos os relatos crus, desnudos e claros sobre toda essa crise que está assolando o nosso país. É apenas a autopublicação que permite a velocidade na disponibilização da nossa historia ao público. É apenas a autopublicação que não se submete, por exemplo, a crivos censores de algumas editoras que, por exemplo, dependem de verbas públicas para existirem.

Fiz uma busca por “política” aqui. Sabe o que apareceu? Mais de 600 títulos. Dentre eles há ensaios sobre o papel da Polícia Federal, leituras críticas de como a Constituição está sendo cumprida, críticas a partidos e elogios a figuras públicas. Há de tudo para todos os lados, exatamente como se espera em uma democracia.

E quer saber? Há muito, mas muito mais conteúdo aqui, escrito por estes apaixonados e destemidos autores, do que em qualquer livraria do nosso país.

Confira você mesmo clicando aqui ou na imagem abaixo. Vale a pena: a melhor maneira de entender o Brasil é lendo os pensamentos diretos destes brasileiros cujo único compromisso é com as suas próprias crenças.

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A história da literatura brasileira

Se você está aqui no blog, são boas as chances de que seja um escritor. E, se é um escritor, então provavelmente vive e morre pelas palavras.

São elas, afinal, que fazem as histórias que lemos e criamos, que alimentam as nossas almas da mesma forma que o ar alimenta os nossos pulmões.

Temos, então, uma certa “obrigação cultural” com a nossa língua. Se é a palavra que nos dá os contornos que necessitamos para existir, então nada mais justo que entendermos melhor a própria história da nossa literatura. Afinal, esse entendimento no mínimo nos transformará em melhores escritores.

O programa Espaço Aberto Literatura entrevistou, faz algum tempo, o autor Carlos Nejar – responsável pela obra A História da Literatura Brasileira. Vale a pena conferir abaixo – logo antes de correr para a Internet e comprar o livro, claro ;-)

 

 

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